A M. descobriu que é divertido palrar por dá cá aquela palha. Ontem, não dormiu nada o dia todinho. Só queria companhia. Mas atenção! Não basta estar ao lado dela como presença passiva. Nããããão. Tem de se conversar. E ela ri-se e palra. Nem imaginam o que eu já inventava para não me calar. Houve uma altura que me cansei - mãe também se cansa - e calei-me por uns minutos a olhar para a televisão. De repente ouvi uma espécie de guinchinho a ameaçar o choro. Perguntei logo o que se passava e em segundos o beicinho transformou-se em sorriso de felicidade. Para perceberem, para limpar a casa (tarefa ingrata, com tanto melhor para fazer...) tive de ir levando a espreguiçadeira atrás de mim e ir explicando o que estava a fazer à madame - ora limpava o pó à linda prateleira, ora passava a esfregona no chão do quarto para não ficar pó... Tudo numa voz mais aguda, como intuitivamente se fala com bébés. Depois, o banho foi num instante. Acho que nunca poupei tanta água como agora - eu gastava rios de água no duche (é verdade. Mea culpa, mea mui grande culpa. Mas também é o único momento em que esqueço da ecologia) - de porta aberta da banheira a falar enquanto me esfrego à pressa, porque sua excelência, lá do seu trono, refila se acordada sem companhia. À conta disso, chegou à noite exausta e caiu a dormir depois da mamada. Mal arrotou e tudo!
Há 8 anos
1 comentário:
Elle profite bien de la situation ta petite M. et surtout de sa maman qu'elle sait folle d'elle.
Bisous
V
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