quinta-feira, 20 de março de 2008

Homeopatia

Não sabia bem o que era, apesar de uma visita a uma fábrica no 11º ano, mas com a M. e o seu desespero com os dentes resulta lindamente. Da marca DHU, o Chamodent só se vende na farmácia Sacoor em Oeiras (e penso que na Farmácia Roma em Lisboa) - são umas bolinhas infímas e doces que fazem a M. parar de chorar. Para além, destas, têm toda uma linha para bébés, nomeadamente para as cólicas (Colikind), tosse, expectoração, imunidade e outros que tais. Pela minha parte só experimentei o dos dentes e fiquei satisfeita.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Cremes

Como foram bons conselhos, deixo-os aqui para quem quiser fazer uso deles... É consultarem o site www. cooprofar.pt e fazerem a pesquisa dos produtos usados para a higiene para bébé (deixo o link no blog) para saberem para que servem.

Creme hidratante: Almaderm S Oleo Bebe 1ºS Meses 125 Ml

Banho: Mustela Stelatopia Creme Lavante 400 Ml (sem perfume)

Rabiosque: Mustela Bebe Stelactiv Vermelhidão Nádegas

Rabiosque assado: Almaderm S Pasta Zinco 75 Ml (também usada nas minhas mamas...). Este, apesar de ser muito dificil de encontrar, é excelente, chegando a ter resolvido numa tarde as borbulhas da M.

Curada!!!

Mais uma vez a sapiência da amiga enfermeira resultou: as mamas já estão curadas outra vez! Desta vez, foi uma semana a pôr pasta de zinco nos mamilos, que tinha de tirar muito bem com uma compressa embebida em azeite antes de cada mamada. O que não fazemos pelos nossos filhos... Mas é certo que tenho de me precaver quando me vou deitar, porque a minha querida filha continua bruta e sei que prevenir é melhor do que remediar...

Pfrrrrrrrt!

Depois de um espirro recheado de alface ontem, hoje tentou fazer gracinha com a comida. Vamos ver se a moda não pega...

Comeu tudo!

A sopa de feijão verde teve mais sucesso que a de alface - comeu o prato todo. É giro de vê-la abrir a boca quando vê a colher a aproximar-se. Por vezes perde a paciência, mas lá repensa e continua no árduo processo de comer à colher como gente grande. Quando lhe canto o Come a papa para a encorajar o resultado é um sorriso cheio de sopa...

Sentada

A M. já puxa a cabeça toda para a frente quando está sentada na espreguiçadeira. Fica assim tempos infindos, parecendo que se quer levantar...

Dia do pai

Uma moldura da Baby Art, com uma foto de um lado e a mão e o pé impressos do outro, foi a minha forma de homenagear o pai que faz sorrir assim que entra em casa. Ninguém como ele para provocar umas boas gargalhadas, tão benéficas para acarinhar a nossa alma. http://www.babyart.eu/

segunda-feira, 17 de março de 2008

A minha herança

As sobrancelhas peludas (mas as do pai são piores), o sinal atrás do pescoço, a minha veia tão azul na têmpora esquerda, que mais parece uma nódoa negra. Mas também tem os meus olhos sorridentes...

Fase oral

Leva tudo à boca, não interessa o quê. O mais comum são os dedos, quando não é a mão inteira, ao ponto de ficar agoniada... Brinquedos, roupa, dela ou nossa, o meu cabelo se não tenho cuidado, o nosso pescoço, enfim o que se lembrarem. Hoje, foi o body dela enquanto lhe mudava a fralda - não era nada de mais, não fosse o dito estar completamente borrado e ela estar a chuchá-lo quando eu dei conta... Bleeeeerc!....

Preguiça

A acordar de manhã é igualzinha à mãe: espreguiça-se sei lá quantas vezes, insiste em ficar com os olhos fechados, mesmo que já esteja a acordar e boceja umas outras tantas vezes. Basicamente, detesta acordar quando está no bem bom do vale dos lençois. Eu percebo-te filha, deixa estar.

Terceira sopa

Perdoem-me se continuo com a saga das sopas, mas hoje era a minha vez. Nas primeiras vezes, deve ser o pai a dar por causa da angustia da separação da mama. A mãe cheira a leite e está a tentar impingir outra coisa, por isso recorre-se ao pai para as primeiras tentativas. O fim-de-semana são dois dias e a 2ª-feira chegou. Depois do dia de ontem, pensei que hoje não fosse correr lá muito bem. Fiz a sopa a tempo, preparei tudo como deve de ser, já tinha uma colher nova porque, desmiolada como sou, destruí a outra com o esterelizador (não podia ir e eu esqueci-me de a tirar quando o liguei, fazendo o pai ir comprar uma ontem à noite às 22h30... Não tenho melhoras, ou é parkinson galopante ou é preocupante a escalada da minha burrice...), um babete de plástico todo giro e a filha acordada na hora H. Sem choros, pu-la no meu colo com o babete, eu estava de avental e um pano da loiça ao ombro (as mulheres são mais organizadas nestas coisas) e comecei a dar a sopa. Não refilou e comeu. Mais: a certa altura começou a abrir a boca quando via a colher a chegar! Foi comendo calmamente, com os meus encorajamentos, até que começou a fazer caretas e a atirar a cabeça para trás quando lhe dava a colher. Tentei insistir várias vezes e ela fez sempre o mesmo, pelo que assumi que já estava cheia - tinha comido meio prato de sopa. Não a torturei mais e dei-lhe um grande beijinho com um sorriso bom, ao que ela retribuiu deliciada. Deu um valente arroto (sem os dramas do costume da mamada), lavei-lhe a cara - a sopa ia do nariz até ao queixo e depois pu-la na espreguiçadeira. Ao fim de hora e meia começou a refilar, até que acabei por lhe dar a mama meia hora a seguir - aguentou 2 horas com a sopa no estômago e teve fome, por isso amanhã tem de comer mais. Um dia de cada vez...

Segunda sopa

Explicou a tia enfermeira que o primeiro dia corre melhor que o segundo, porque à segunda já sabem ao que vão. Confirma-se. Para além disso, nós não ajudámos... Desta vez tinhamos tudo, mas esquecemo-nos de aquecer a sopa. Começou a chorar com fome e o pai a aquecer o boião de sopa em banho-maria na água aquecida no micro-ondas... Só depois nos lembrámos que tinhamos um aquecedor de biberões e que o boião cabia lá. Pior que amadores... Já berrava de fome quando o pai tentou a segunda sopa. Calou-se e começou a comer, ou melhor a tentar perceber mais uma vez o que lhe estava a acontecer. O pai desta vez prendeu-lhe os braços e já lhe punha a colher na boca. Mas a fome já era mais que muita e a paciência nenhuma. Um sabor diferente do leite e a colher em vez de uma tetina não ajudaram. Marcharam 60 ml (desta vez sabia quanto havia porque estava num boião) e depois... berreiro geral. Chorou, chorou, chorou, até que desisti e lhe dei a mama. Mamou 10 min de um lado e tirei-a achando que com a sopa já enchia. Berrou como se a estivesse a esfolar viva. Dei-lhe a outra e ao fim de mais 10 min (tempo normal da mamada) tirei-a, mas continuou a berrar. Só se calou com a chucha e muito mimo para a acalmar - estava mesmo ressentida comigo!...

Sopa!!!

A contragosto e muita frustração da minha parte (já vai começar e eu ainda não disfruto a 100% da amamentação), a M. provou sopa pela primeira vez no sábado! A médica disse para começar, pois eu ia trabalhar, dando-nos a escolher entre sopa ou papa e na refeição que quisessemos, 2 semanas antes do fim da minha licença. A amiga enfermeira aconselhou ao almoço, sopa porque ela está gorda e não esperarmos tanto tempo, porque ela é mamona e podia não correr muito bem, precisando nós de tempo para criar esta rotina. Por isso, aos 4 meses e 4 dias foi mais uma aventura. Tínhamos a Babycook da Chicco (prática) e uma colher ambas oferecidas. Para variar, borregámos. Esqueci-me de limpar a máquina, não tinhamos prato, nem alface e precisei dos apontamentos da aula de papas para não me baralhar toda - estou mesmo bazaroca de todo!!! Resumindo, em vez de almoçar, lanchou sopa, porque de manhã fomos às compras e à procura de um prato e depois estivemos que tempos a perceber as instruções daquela coisa... O pai faltou à aula das papas, pelo que estava um pouco à nora. Expliquei-lhe como era: a M. ao colo, embrulhada num pano da loiça, com um braço por detrás das costas e o outro preso pela mão. Tinha de pôr a colher dentro da boca e ir aparando o que saía, porque os bébés só sabem mamar e é esse o reflexo que usam. Começámos com a madrinha cá em casa, que por acaso nos veio visitar. Iamos começar a sessão. Tinha carregado as pilhas e limpo o cartão de memória da máquina fotográfica para correr bem. O B. não espera por mim e começa a dar a sopa. Eu, à toa pus e tirei as pilhas 3 vezes da máquina até começar a filmar. Ele ainda se zangou comigo. A M.? Coitada, fez umas caretas valentes sem perceber o que lhe estava a acontecer e encostava a cara ao pai, mas ia comendo. O pai, atrapalhado, esqueceu-se de segurar o pano que a tapava, teve pena dela e não lhe segurou os braços porque ela não gostava e tentava que a comida escorregasse da colher para dentro da sua boca, em vez de pôr a colher na boca para ela perceber... Contas feitas, a M., coberta de sopa até ao cabelo, comeu quase tudo, não chorou, a não ser no fim porque já não queria mais e o pai insistia, e aguentou-se 3 horas sem comer depois. Nada mal, para uma mamona!!!

Visita 2

Os avós chegaram no sábado à noite para ver como "está grande" a neta. O avô disse o que eu estava à espera - "a pequerruchita está gordinha!" e a avó afirmou que o "pai era gordo, mas a M. ainda é mais". Foi na hora certa para lhe dar o biberão, que cedi à avó para matar saudades. Deu-lho quase sentada, mas a M. safou-se, e para variar, mamou calma e serenamente como faz com o pai. Só comigo é que vai a cavalgar a toda a brida, até se engasgar! Depois arrotou no colo da avó e acabou por aí adormecer. Via-se na cara da minha sogra a satisfação plena por sentir aquele calor pesado encostado à sua cara. Pensei que se ficava até de manhã, mas não. A malandra acordou para mamar outra vez à 1h30. Agora não me chateia, mas daqui a uns tempos, não vai ser evidente... A avó ainda ajudou a dobrar a roupa da neta e foi-se deitar mais feliz. No domingo, fomos dar um passeio pelo bairro de manhã e almoçámos em casa às pressas para chegar a horas ao espectáculo que já estava reservado. Tiveram o privilégio de assistir à segunda sopa da M., que não correu lá muito bem. A minha sogra, recordada de outros tempos, explicou ao marido que se eu não fosse trabalhar já, bastava a minha mama mais uns tempos. E assim é, de facto. Fomos ao Concerto para bébés e quem entrou comigo foi a avó a medo. Gostou e achou graça à seriedade da neta - "pensei que fosse chorar, mas não!". O avô, homem que mal pegou nos seus 3 filhos ao colo por causa da sua profissão, aproveitou todos os bocadinhos para pegar na neta ao colo - é que a mulher não lhe dava muito espaço de manobra e ele coitado, não refilava. Desenrasca-se lindamente e adora fazer-lhe graçolas - só não gosta quando ela chora. Fica tão atrapalhado que começa logo a dizer, com os braços semi-esticados, como que a dizer salvem-me, salvem-me, "Assim não, assim não". Ao mudar-lhe a fralda, a avó disse que era bom sinal a M. ter a carne rija. Depois de um pedido de explicação percebi que era por ser cheia de refegos, mas com muito músculo. Confessou-me mais tarde que a impressionava ver o filho a manusear na sua neta com aquele à vontade: "ele dá-lhe tantas voltas quando lhe muda a fralda e ela não se queixa! E eu com tantos cuidados...". O B. pô-la a rir à gargalhada com a bola amiga e vi uma lágrima no canto do olho a ser limpa disfarçadamente por aquele homem do norte. As despedidas foram dificeis e a avó só dizia que agora iam com mais saudades ainda. Sabe bem à alma e aquece o coração ver a nossa filha tão amada e mimada, com aqueles olhos de avós a sorrirem de felicidade por verem a neta bem tratada e feliz. Que se conservem por muito tempo para oferecerem o que de melhor sabem dar como avós: um imaginário para o futuro, cheio de risos e miminhos, a recordar sempre com muito carinho pela minha filha.

Visita 1

Os avós vieram de propósito de Penedono ver a neta. Já que Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé. Nasceu e eles vieram. Um Mês depois era Natal. Não iamos, não iamos, acabámos por ir de surpresa. Viram-na outra vez e não foi preciso virem a Lisboa na última semana do ano. Um Mês depois fez a avó anos. Mais uma visita surpresa com direito a jantar de aniversário e tudo e mais uma vez não foi preciso virem a lisboa por essa altura. Depois, eram para vir num fim-de-semana. Calhava num, mas acabou por não dar jeito. Até porque vinha aí a Páscoa e, assim, aproveitavam e traziam os bolos da Páscoa no domingo de Ramos. Cheira-me que estavam a ver se havia mais alguma surpresa pelo meio, tipo no Carnaval ou na Páscoa. Como fui veemente e finquei pé - não volto a parar em todas as estações da A1 por causa do arroto - perceberam que seria melhor virem. Vieram. No final do dia, já de partida, o B. disse que deviamos lá ir nos anos do avô. Pergunta que não conseguiu ficar por ser feita: "então se lá vão daqui a 2 semanas porque viemos cá agora?" O filho, e bem, respondeu: "vieram visitar a neta". Eu pela minha parte sublinhei que não havia certezas da ida...

Vacina dos 4 meses

Antecipei a limpeza da casa de 6ª para 5ª por recear que a M. ficasse chorona com a vacina de 4ª à noite. Afinal correu tudo bem.

Já...

Segura no biberão com as duas mãos quase sem ajuda. Tenta agarrar com intenção qualquer coisa. Sabe como levar à boca algo. Quase que se consegue virar. Gosta do ginásio e entretém-se sozinha (por breves minutos!!!).

sexta-feira, 14 de março de 2008

Novas modas

Tira e põe a chucha na boca vezes sem conta, só que nem sempre acerta com ela direita - é um desatino quando a põe ao contrário, com a parte da boca para fora. Mas se a puser de cabeça para baixo já não se chateia...

Tornou-se a verdadeira cusca - a mamar seja biberão ou mama vira a cabeça assim que houve um som. Não há pachorra, nem mamas que aguentem!

De tão atenta, parece um radar. Olha para todo o lado e ri-se com algumas coisas sozinha. Nem eu percebo onde está a graça.

Se eu me rir à gargalhada, ela automaticamente ri-se também. Aliàs, se me vir zangada, sorri, por isso deve achar que eu tenho cara de palhaço...

A sua nova amiga

Adora: a abelha, que é uma caixa de música, e uma bola de pano, ambas da Chicco e multi-coloridas. Engraçado ter sido a minha madrinha, sua tia-avó, a dar as duas. Mas a bola tem um senão: por ser redonda não a consegue pôr na boca. Deviam de ver a sua frustração a transformar-se em zanga por causa disso!!!

Escapadela - parte 2

... Este ano, a M. tinha um mês. Não dava para ir para lado nenhum. Tudo bem, a felicidade era tal que nem deu para pensar nisso (extraordinário no meu caso!). Mas, na altura, na brincadeira, disse ao B. que já que não podia andar no passeio, queria ir para um spa levar massagens. O meu excelso marido fez-me a vontade: no fim-de-semana passado, dia da mulher, levou-me para as termas da Curia com programa marcado, para nem me dar a oportunidade de fazer contas de cabeça. No sábado, enquanto ele tomou conta da M., eu fui fazer hidromassagem, seguida de duche escocês (um jacto potente de água quente que é atirado para o nosso corpo todo à distância - para mim, uma boa e vigorosa mangueirada) e tratamento estético do corpo. O tratamento, depois de ser embrulhada em algas e adormecer numa manta quentinha durante não sei quanto tempo, era suposto ser uma massagem de relaxamento, mas acabou por ser pressoterapia por causa das belas das mamas - é que de barriga para baixo doiem... A tarde era livre, com ginásio ao final do dia - cheguei à conclusão de que estou total e completamente enferrujada - só fiz 5 min de passadeira e mais 5 de bicicleta e fiquei morta! No domingo de manhã, foi outra vez hidro, depois duche Vichy (recomendo - de costas leva-se com vários chuveiros de água quente nas costas enquanto alguém nos faz massagens com óleo) e depois tratamento estético ao rosto, durante o qual voltei a adormecer. A minha cara quase igualava a da M. no final... Enquanto estive a ser mimada, o B. passeou com a M. pelos vários hectares das termas, muito bonitas por sinal. Em recompensa de termos de enfrentar um bando de professores em formação (mais de 40), deram-nos uma suite em vez de um quarto, porque é claro, o B. refilou logo por não o terem avisado quando disse que queria um fim-de-semana de puro descanso. A cama era king size - não apreciámos muito o tamanho pois era um mundo de lençois e eu tinha de atravessar quase metade da China para chegar à alcofa da M... Quando nos entendemos bem, basta uma coisa moderada, certo? ; ). Como o B. me fez a surpresa, apesar de eu desconfiar, não fui preparada - não levei nem fato de banho, nem fato de treino. Deve ter sido um bom espectáculo, eu de calças de pijama cor-de-rosa da Hello Kitty! no ginásio e de cuecas na hidro. À conta da brincadeira, ainda envergonhei o fulano do duche Vichy. Era um homem e não sabia como havia de fazer para não me ver em tronco nu. O colega lá me mandou ir entrando, deitar-me de barriga para baixo e pôr uma toalha em cima do rabo. Depois a medo espreitou para ver se já podia entrar. Senãos: o mestre de mesa que berrou com a empregada por nos ter trazido o jantar frio sem quaisquer pruridos, o não aproveitamento máximo do espaço que tem potencial para imensa coisa e o recepcionista gago que me enervava com aquela falta de jeito (e não por ser gago...). Tenho ou não tenho um marido à maneira? Mas atenção! Eu também fui amiga. Abdiquei do ginásio (chatice!) para ele fazer uma massagem de relaxamento no domingo de manhã, enquanto eu tomava conta da filha. Mas quem me pareceu mais contente com isto tudo foi a M.: por ter tido o pai só para ela quase o fim-de-semana todo - estava com uma boa-disposição a toda a prova!

Escapadela - parte 1

Fiz anos em Dezembro. Há uns anos atrás, combinei com o marido que a prenda ia deixar de ser joias, roupas e afins. A melhor coisa que me podem oferecer é um bilhete para viajar - de avião, de barco, de autocarro, até uma bicicleta marcha (apesar da falta de jeito...). Costumo dizer que se ganhar o Euromilhões a primeira coisa que faço é telefonar ao B. para ir ter comigo ao aeroporto e comprar bilhetes para o primeiro sítio que me aparecer à frente. Como não somos ricos para viagens à grande, contento-me com passeios. A primeira vez foi para Londres. Fiz uma busca na net e em dias tinha a viagem marcada pela Easyjet a €60 e um hotel de 4 estrelas no centro de Londres com 70% de desconto (o site do turismo de Londres é excelente para estas coisas). Os comeres resumiram-se ao fish&chips, a McNhonhalds e no último dia, um jantar num restaurante português nos arredores que também descobri na net, onde até a bejeca era Super Bock. Fomos de carro até Faro apanhar o avião, que ficou ao pé da estação de comboios, saimos em Stansted, apanhámos o comboio para Londres e fomos a pé para o hotel. Tudo com um mapa e a minha pesquisa apurada na net. Escuso de dizer que o B. confiou plenamente nas minhas capacidades de organizar este passeio e, mais uma vez, foi literalmente arrastado pelas minhas aventuras. Não se arrependeu. Foram 4 dias muito bem passados, sempre a andar para conhecer tudo e mais alguma coisa. O regresso foi mais rocambolesco: voltámos no dia 24/12, por isso, foi chegar a Faro, metermo-nos no carro, vir a Lisboa buscar os presentes de Natal e continuar para Penedono (atravessámos Portugal nesse dia). A experiência foi tão positiva que combinámos que a partir daí ia ser sempre assim. Como tenho família na Madeira, decidimos no ano seguinte ir lá passar o fim do ano. O B. adorou de tal maneira a minha ilha do coração, que repetimos no ano seguinte. Foi a melhor festa de fim de ano que passámos - recomendo a todos a experiência: no Lobo Marinho, o barco que liga a ilha a Porto Santo, mas comprem os bilhetes em Setembro! Este ano...

O teste era para a lua-de-mel. Por mim e em qualquer altura do ano e da vida. A parte do eurail é a minha cara - passeio é comigo!...

You Should Honeymoon in Europe! You are a traditional romantic at heart...With a taste for fine wine, museums and beautiful walks.You and your sweetie should get romantic in a cafe in ParisOr get a Eurail pass - and see as many cities as possible!Suggested destinations: Paris, Venice, London, Greece

You Belong in Dublin Friendly and down to earth, you want to enjoy Europe without snobbery or pretensions.You're the perfect person to go wild on a pub crawl... or enjoy a quiet bike ride through the old part of town.

http://www.blogthings.com/whateuropeancitydoyoubelonginquiz/

terça-feira, 11 de março de 2008

Mimos

Hoje prevariquei outra vez. Mas também devo dizer que já estou mais tolerante com o pai e as suas mimalhices - refilo menos. Hoje depois da mamada pu-la ao ombro para arrotar como de costume. Ao cabo de 10 min mais ou menos, como não se mexia (o normal é torcer-se toda) espreitei. Tinha adormecido. Soube-me tão bem tê-la ali a respirar tão serenamente ao meu ouvido, que a deixei ficar mais um bocadinho. Soube tão bem que fui escorregando no sofá, até ficar deitada com ela em cima da minha barriga e adormeci. Foi uma soneca de meia hora que pareceu de três. Soube que nem ginjas! Desde que ela nasceu que tento defender a teoria que é melhor não dar muito colo, nem gerar situações propícias à criação de manhas. Estou a ler um livro que recomendo - "Suave primeiro ano" da Dra. Gowri Motha - médica de famosas. Ajuda nalgumas noções e truques. A certa altura fala das crianças que são dificeis de adormecer e que acabam por se ficar apenas no colo da mãe ou do pai. Depois de aconselhar algumas coisas para evitar esse problema, conclui de uma forma inteligente, qualquer coisa deste género: se nada alterar o comportamento, lembre-se de que esse pequeno ser não a vai amar tão incondicionalmente, nem precisar tanto de si como agora. Por isso aproveite o seu calor encostado no seu peito e a respiração pausada que a embala a si também, enquanto isso dura porque o adolescente que aí vem, vai fugir de si. E é verdade. Cada vez mais me apercebo que é assim. Agora, olha para mim como se eu fosse O ser absoluto, aquela de quem ela mais precisa. Agarra-se ao meu cabelo, põe a mão ao pé do meu pescoço e encosta a cara à minha como se fosse a melhor coisa do mundo. E como isso sabe bem! Só espero que o tempo demore a passar e que a minha filha não saia a mim na independência exagerada, porque agora quem precisa destes miminhos sou eu...

Dar o biberão

Se for eu a dar, demora 4-5 min a tragar o leite todo e chora porque quer mamar mais. Se for o pai, demora 15-20 minutos e chega a adormecer. Há pachorra???

O Sempre em pé

Não é que não gosta de estar deitada?! Tapete de actividades é mentira. Bem me ponho ao pé dela com bonecos para a estimular, mesmo de barriga para baixo. Odeia. Começa logo a chorar. Para a segurar só na espreguiçadeira. No nosso colo cada vez se senta menos. A menina quer estar de pé e se a tentamos sentar, mesmo à laia de muita palhaçada para a distrair, mantém-se com as pernas esticadas, por forma a não o conseguirmos. Às vezes só há uma maneira, quando os braços já não aguentam o chumbinho: desatar aos saltos sentados. Como ela gosta do cavalinho turbulento, acaba por se sentar. Começamos cedo!...

A dormir

Sorri muito a dormir. Bom sinal e um alento para nós.

Mau feitio

Começa-se a vislumbrar que tipo de feitio vai ter a M. Aposto que vai ser de gancho como o pai e teimosa como eu... Quando quer alguma coisa, como todos os bébés, chora. Ou melhor, faz que chora, porque para mim, chorar é com intenção - quem se cala do berreiro no mesmo instante em que obtém o que quer, não é choro... Pois é. A M. perde a paciência em miléssimas de segundos e berra como se a estivessem a matar. Ou é porque a chucha caiu e já não consegue pô-la outra vez na boca, depois de tentar teimosamente sei lá quantas vezes, ou é porque desapareci da sua vista por mais de 2 minutos, ou é porque a tirei de uma mama para a passar para a outra (autêntico!!!), tudo é motivo para começar com uns guinchinhos impacientes, que passam em poucos instantes para berreiro. No outro dia testei-a. Deixei-a na espreguiçadeira na sala e fui-me embora. É claro que berrou. Deixei-a estar um bocadinho e depois sem qualquer som fui para ao pé dela. Como berrava de olhos fechados, para dramatizar bem, não me viu. Conclusão berrou mais um bocadinho. No intervalo de um berro para o outro, abriu o olho. Viu-me. Resultado? Calou-se instantaneamente e sorriu. Nem lágrimas de crocodilo ela tem, a sacana!...

Voo picado

Algumas das coisas da M. são comuns a todos os bébés do tempo dela, acabando eu por sentir que devo parecer bastante parva em relatá-las. Não sei se esta característica também o é, nunca reparei, mas penso que esta é original dela. Quando lhe dou a mama, como já expliquei exaustivamente antes, ela pega logo e vai brincando, com o tira e põe irritante. Até aqui nada de novo. O cómico é vê-la a pegar novamente. Imaginem uma ave de rapina a mirar lá de cima uma potencial presa. Agora imaginem-na a cair em voo picado e agarrar a presa numa fracção de segundos. Imaginaram? Agora troquem a ave pela M. e a presa pela minha mama. É igual...

Dedo na boca

A M. sempre aceitou bem a chucha apesar de não ser sua dependente. Hoje em dia, começa a precisar para adormecer mais rápido em determinadas ocasiões (quando está muito cansada e não consegue adormecer ou quando está mal-disposta para acalmar). O dedo nunca foi algo que ela procurasse muito. De mais pequenina (como se ela já fosse muito grande...) tentava chegar ao polegar, metendo a mão fechada toda na boca, esfregando-a, até perceber qual o dedo que pretendia. Nós facilmente desviávamo-lo e ela esquecia-se. Com o aparecimento do dente, começou a meter a mão na boca com muito mais frequência, provocando a descoberta a sério do polegar. Agora já vai de dedo espetado, qual aviãozinho para dentro da garagem. Entramos numa "guerra" as duas, com ela a tentar pôr o dedo e eu a fazer que não com a cabeça e a enfiar a chucha. Ao fim de algumas tentativas desiste e acaba por se resignar à chucha. Giro é vê-la com algo na boca a tentar enfiar na mesma o dedo. O dedo bate em algo e não entra, mas ainda não percebe que tem de tirar o algo para lá chegar... Fica bastante baralhada, coitada!

E ela é mamona!!!

No final do dia, isto foi o que sobrou. Cerca de 500 ml. Em Inglaterra, 1l de leite materno custa € 500... Ficava rica! E dava tanto jeito...

4 meses

Nem dá para acreditar. Já! Foi à "sô dra" ontem. 7,090 kg, agora bem pesada e sem roupa, e 62,50 cm. Está no percentil 90 de peso e 75 de comprimento. Tem a quem sair - o pai tem 1,86m... Está boa e recomenda-se. Fiquei um pouco mais apreensiva com a conversa da médica. Ontem fiquei com a verdadeira noção do que espera a minha M. num infantário. Ainda perguntou novamente se não havia mesmo hipótese de ficar em casa com alguém, tendo em conta que é o aconselhável até aos 2 anos. O meu coração ficou pequenino... Já dei mil voltas à cabeça para ultrapassar esta questão e a solução passa sempre pelo mesmo - quem e quanto... Ainda não me dei por vencida. Tenho 1 mês para descobrir como contornar isto. Para além disso, já deu ordem para introduzir a papa e a sopa visto que falta um mês para o infantário. Deu-me mais 15 dias só de mama e depois toca a começar mais uma pequena aventura. Sempre quero ver como é que o pai se vai safar porque de acordo com os ensinamentos da amiga enfermeira quem deve introduzir este novo elemento na sua vida é o pai quando a mãe ainda dá de mamar. Torna-se um pouco mais fácil para não criar uma maior angústia da falta da mama. Desta sexta a oito veremos.

quinta-feira, 6 de março de 2008

I feel good

Uma das suas canções preferidas. Se lha cantarmos os olhos até brilham. Bom sinal, filha, bom sinal...

Palhaçada

Fazê-la rir é fácil. Basta dar os bons dias quando acorda e rasga aquele sorriso. A conversa, os estalinhos com a língua, brincar com a Lola, ouvir o mobile quando não está a chorar, tudo a diverte. Alguns sons também - os sons que aprendemos e adaptámos do Concerto para bébés (ba, ba, ba. Ba,ba, prum. Brum, ba, ba, ba, ba ,ba, brum), os "ôhs!" do pai ou o can-can cantado. Agora descobri que adora ver-me a abanar o capacete! Se me meter com ela aos saltinhos ou a acenar com a cabeça vigorosamente enquanto invento qualquer patetice para lhe dizer, desmancha-se a rir! Se calhar vai ser fã do moche!

Estalinhos

Para irritação do pai, por incapacidade de imitar, a M. faz estalinhos com a garganta como eu, por vezes quando acorda por vezes depois de mamar. Eu costumo usar esse truque para coçar a garganta, quando estou doente. Herdei da minha mãe e o meu pai também ficava irritado por eu conseguir e ele não. Se calhar é coisa de fêmea...

Confirma-se - é um dente

Pois é! Hoje a enfermeira examinou bem a boca da M. Descobriu um dente a sair em cima, do lado direito. O choro, a mão e os nervos estão explicados. Precoce, hein!?

Água e leite

Nunca bebia. Chegava a estar um dia inteiro sem levar água, ou qualquer outro líquido à boca. Quando engravidei, o B. começou a perseguir-me com garrafas de água Vimeiro, por causa do bébé. Era esta a marca porque eles vendem-na como fazendo bem às cólicas dos bébés, devendo-se começar a beber na gravidez. Como tinha de ser uma água qualquer, não fazia mal nenhum acreditar na teoria. O que é certo é que eu que sempre fui um problema com os intestinos, e havendo a regra normal de que durante a gravidez, mesmo quem não tem, passa a ter, eu deixei de ter. Quando ela nasceu e comecei a dar de mamar, comecei a beber água por livre e espontânea vontade por causa da sede imensa que dá a amamentação. Hoje em dia, eu que bebia um copo inteiro de água e ficava mal-disposta (genuinamente), bebo entre 2 a 3 litros de água por dia. Nos dias em que não bebo ou me fico por 1 litro, acontece algo automático: produzo menos leite. Dois ou três dias seguidos desta asneira e acabo por ter de espremer as mamas bem espremidinhas com a bomba para sair a quantia certa para a M. em cada mamada. Inteligente a natureza, não?

Serão dentes?

No sábado foi o que foi. No dia seguinte, atrevemo-nos e fomos à Batalha ter com o meu cunhado e família. Ia com medo, mas fui. Portou-se lindamente. A viagem é de hora e meia, por isso deu tempo de mamar, arrotar e dormir durante toda a viagem, para chegar lá com fome (essa lição já aprendi - só viagens com 2 horas no máximo). Passou bem o dia e ao final da tarde regressámos à base. Quando arrancámos, desatou a chorar. Tentei acalmá-la. Foram cerca de 30 min a chorar. Enquanto chorava metia a mão na boca e quase que a mordia. Ia prevenida e pus-lhe Bucagel nas gengivas. Não acalmou. Rendi-me às evidências, e a contra-gosto, pus Aeorom na chucha, acabando por adormecer. Fechei os olhos e achei que era mesmo dos dentes. Dormi meia-hora e acordei com ela aos berros outra vez. Via-se que era choro de dor (já consigo perceber os diferentes tipos). Fiz trinta por uma linha e nada a calava. Dei-lhe uma coisa de roer, própria para as gengivas, a chucha e o meu dedo. Mordia-me literalmente. Nem Bucagel, nem Aeoro-Om. Nada a calava. A certa altura bolsou. Interpretámos como sendo do choro excessivo. Depois com o passar do tempo, aproximou-se a hora de mamar e ela continuava a chorar. Chegados a casa, dei-lhe de mamar, coisa que ela fez vorazmente como de costume, mudei-lhe a fralda e pus-lhe um Ben-U-Ron. Não voltou a chorar nessa noite, nem nos dias seguintes. Ontem à noite, o pai deu-lhe o biberão enquanto eu aproveitava para mudar a cozinha. Não é que voltou a chorar da mesma forma? E voltou a meter a mão na boca com desespero e a morder o dedo do pai. Desta vez peguei nela, cantei-lhe, levei-a à janela para ver os carros e depois ao mobile. A malandra, deitada na sua cama com aquela coisa a tocar, ria-se para mim. Tirava-a de lá e chorava, com a mão na boca. Como arrotou mais umas vezes e bolsou outras quantas, interpretei como má-disposição. O B. continua com a teoria dos dentes. Eu estou na dúvida. Ou é dentes, e alguns sinais apontam para isso (morder a mão, desesperar com as coisas de roer, o choro que é a sério), ou é má-disposição por ainda não ter arrotado tudo (não era inédito e também houve indícios para isso, inclusive a mão na boca). Mas tenho ainda mais uma teoria: uma manha nova. No domingo podia ser má-disposição visto que bolsou, e ela chora assim quando isso acontece e depois fome. No sábado e ontem, quem lhe deu o biberão foi o pai e não eu, e ela não estava cansada o suficiente para adormecer. De há uns tempos para cá, habitualmente, acontece ela aguentar-se acordada a noite toda e quando chega a hora de comer acaba por adormecer na mama (que lhe dou sempre na última da noite). Junto com algum arroto mal dado, não será a mama que lhe faz falta para adormecer tranquila? Ontem acabou por chorar até à hora da mamada seguinte (1 h da manhã), altura em que mais uma vez adormeceu na mama, para dormir até às 11h da manhã de hoje. A ver vamos, como diz o outro. Se forem dentes, eles hão-de aparecer. O que sei é que nenhum de nós ainda não está habituadao àquele choro desalmado...

Dança comigo

Fomos ao Dança Comigo no sábado à noite - eu e as amigas de barriga, junto com a amiga enfermeira. Os pais ficaram em casa com as crianças e nós pusemo-nos a caminho. Umas mais nervosas, outras menos. Incluí-me no segundo grupo, por não ser a 1ª vez, a M. nunca chorar (mesmo) e ter total e plena confiança no pai da minha filha. Depois de uma aventura pelos montes e aldeias do Oeste e de umas quantas voltas às rotundas da região em comboio de 4 carros (demos 5 voltas numa e 4 noutra...), chegámos ao estúdio atrasados. Acabámos por nos sentar separadas para assistir à desgraça da Clara Pinto Correia. Inenarrável. Quem não viu não consegue imaginar a falta, não, a inexistência de noção do que é dançar daquela mulher. Rimo-nos um bom bocado graças à senhora. Como disse a São José Lapa, ainda bem que ela se dedicou à biologia. Quando acaba o programa, toca o meu telemóvel. Era o B. completamente desesperado porque a M. estava aos gritos desde as 9h da noite. Eram 11h30. Enquanto ele falava, eu ouvia-a. Chorava sem apelo nem agravo. Não era fome. Não pegava na chucha. Nem os carros à janela, nem o mobile milagroso a calava. O pai achava que eram os dentes e que aquilo era choro de dor. Foi o que me pareceu. O que senti? Um aperto demasiado grande no meu coração e uma necessidade urgente de me pôr a caminho de casa. Tinha 4 pessoas dependentes da minha boleia. Tudo conversava animadamente com a Catarina Furtado, que nos tinha arranjado os convites, por intermédio da enfermeira. Não queria ser indelicada, mas não fui capaz de disfarçar. A certa altura, tudo me perguntava o que se passava e eu só sabia dizer que a M. estava num berreiro non stop e que ela nunca chora, muito menos com o pai. Viemos embora mais depressa à minha conta. A enfermeira disse ao B. para lhe pôr um Ben-U-Ron e ele acabou por me ligar no regresso a dizer que já estava a adormecer com o biberão de cansaço. Quando cheguei já dormia. Aquele meu desejo desesperado de chegar a casa e pegar nela ao colo e mimar não se satisfez. Dei-lhe um beijinho na testa e deixei o pai deitá-la. Ele aterrou de cansaço. Fiquei eu. Sozinha com a minha culpa. Um verdadeiro disparate. Mas no meio da angústia, do medo e do choro preso na garganta, o que sobressaía dentro de mim era a culpa. Por não estar lá a afagar-lhe a cara, pegar nela ao colo e cantar o Manel, por não lhe dar beijinhos e tentar acalmá-la. Racionalmente sabia que não ia adiantar nada. Ia chorar igual se fosse realmente dor. Mas estava lá a tentar. Difícil de explicar...

Esguicho de leite

É oficial. Sou uma exagerada e a minha filha tem de se safar... Não é que me armei em peguiçosa e não tirei leite à noite antes de me deitar, nem de manhã antes dela acordar. Fizemos um sono até às 10h00. Estava a rebentar de leite. Pareciam 2 ogivas nucleares. A M. mamou só de um lado. Ao fim de 1 min a tentar engolir repetidamente sem descanso, acabou por largar a mama para descansar um bocadinho. Saiu um esguicho contínuo da minha mama para a cara dela!!! Tive de pôr o dedo para tapar o buraco, tipo BD, enquanto ela respirava, e depois lá pegou outra vez a mamar desaustinadamente. Já sei de quem é a culpa dela ser sôfrega...

quarta-feira, 5 de março de 2008

Dunga

Apesar de tão pequenino já foi submetido a coisa de gente grande. A mãe já mandou um mms com um sorriso pós-operatório. Bom sinal. As melhores com muitos beijinhos amiguinho! A Floquinho está à tua espera para sorrir para ti.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Era uma vez um rei

Refrão Era uma vez um rei Com uma grande barriguinha. Comia, comia E mais fome tinha. Bom dia senhor rei! Como passa vossa alteza? Se continua a comer tanto Vai rebentar com certeza. Isto dizia o bobo No meio de uma palhaçada. Mas o rei continuava Como se não fosse nada. Refrão Bom dia senhor rei! Viva vossa majestade! Depois de tanto comer Como é que ainda tem vontade? Isto dizia a rainha Meia triste, meia zangada. Mas o rei continuava Como se não fosse nada. Refrão Bom dia senhor rei! Vossa alteza é o maior! Um rei deve ser grande, Se for gordo ainda é melhor. Isto dizia o cozinheiro Olhando o rei de alto a baixo. O rei que coma, que coma Quero lá perder o tacho. Refrão Bom dia senhor rei! Faz vossa alteza muito bem! Os reis são feitos para comer Pra beber e dormir também. Isto dizia o conselheiro Esfregando as mãos de contente O rei que coma, que coma Enquanto eu sou regente. Refrão E para final desta história Ainda com tanto que contar, Vamos dizer-vos meus amigos Como o rei se passou a chamar. Sua alteza por tanto comer, Já só andava à cambalhota. O povo chamou-lhe então de não sei quê "El rei Bolota" Refrão

O Manel

Refrão Olha a bola Manel (bis) Foi-se embora, fugiu. Olha a bola Manel (bis) Nunca mais ninguém a viu. O Manel tinha uma bola Que rolava pelo chão. Na calçada ela rebola, Deu-lhe uma dentada o cão. Refrão O Manel tinha uma bola. Mas agora não tem não. E a gente a ver se o consola, Vai cantar-lhe esta canção. Refrão O Manel tinha uma bola. Mas por falta de atenção, Lá deixou ele ir a bola Presa no dentes do cão. Refrão

Joana come a papa

Refrão Come a papa Joana Come a papa. Come a papa Joana Come a papa Joana Come a papa. 1, 2, 3 Uma colher de cada vez. 4, 5, 6 Era uma história de reis E uma colher de papa. Refrão 7, 8, 9 'Inda nada se resolve. 10, 11, 12 À espera que a mosca pouse E uma colher de papa. Refrão 13, 14 e meia A coisa não está tão feia. 15, 16, 17 Mais um pingo no babete E uma colher de papa Refrão

Músicas do meu imaginário

Uma grande amiga ofereceu-me o CD no final do espectáculo "O fungagá da bicharada", quando fiz questão de levar o seu filho. É claro que fui por ele e por mim - recordei com um aperto no coração, misto de entusiasmo e nostalgia. Escuso de dizer que a criança, com 6 anos na altura, achou giro, mas não achou nada de extraordinário. Fiquei frustrada, confesso. Agora, quando lhe ponho o CD já fica atenta a ouvir, desde que... eu cante também, ou pelo menos esteja por perto. Aproveitei algumas músicas para a M. Assim, o "Joana come a papa" foi adaptado para "Madalena come a papa". Quando lhe dou o biberão, uma das formas de ela mamar mais devagar uns micro-segundos é cantar-lhe a música em 33 rotações baixinho. Para a embalar e acalmar resulta "O Manuel". Mas mesmo assim, acho que "Era um vez um rei" é a música que mais se adequa à minha filha... Deixo a seguir as letras para a malta da minha geração que queira recordar ou mesmo ensaiar com os filhos.

Cantiga do arroto

A M. depois de mamar, fica n tempo para arrotar. Quando não chora de irritação por estar mal-disposta, agora palra à sua maneira, como que a queixar-se. Parece quase que dá para perceber, para quem esteja a observar desde o início, que a sua expressão, junto com aquela cantiga, quer dizer "quero arrotar e não consigo". Ou então, está-nos a avisar que vai largar lastro, com aquele leite todo nhanhoso, que já quase parece nata às vezes...

Biberão

Como a minha filha se esquece que eu não sou feita de borracha, vai puxando e empurrando, espreitando para trás e brincando ao gato e ao rato com a minha mama. À conta disso, tenho de tirar o leite com a bomba para depois dar de biberão, para sarar as feridas. Uma verdadeira seca! Primeiro tenho de tirar antes de ela mamar, o que nem sempre é evidente porque é um ritual que demora cerca de 20 a 30 min. Segundo porque é uma chatice andar a esterilizar biberões, tendo tanto leite. Finalmente e acima de tudo, porque é uma frustração não poder usufruir do prazer de dar de mamar em condições. Felizmente, quando não dou em preguiçosa, arranjei uma estratégia para dar um bocadinho a volta à coisa. De manhã, como já disse várias vezes, tenho sempre excesso de leite, chegando a acordar cheia de dores. Por isso, acordo antes dela, o que é sempre uma incógnita, e tiro o leite de uma das mamas - dá pelo menos para uma mamada (150 a 180 ml). Depois quando ela acorda, dou-lhe a outra mama, que ela esvazia lindamente. Assim, no caso de ela avariar e não me der tempo de na próxima mamada tirar leite, já tenho o biberão pronto e tiro depois. É claro, que isto avaria por completo o horário do meu organismo. Felizmente, leite é coisa que não me falta. O problema é mesmo a M. Aminha filha sabe o que é bom - mamar na mama da mãe é mil vezes melhor e ela sabe-o bem. Pega bem nos biberões todos, não é esquisita, mas dá cabo do leite em 3 tempos. Na mama são 20 min, no biberão são cerca de 6-7. Resumindo, tenho de ter sempre a postos a chucha, para lha dar assim que acaba o biberão, senão é um berreiro na certa. A miúda fica irritada porque já não tem mais nada para mamar. Mas entenda-se. Não é fome. Dou-lhe 180 ml na primeira mamada quando as dores são maiores e 150 ml nas restantes, e ela aguenta-se as 3, por vezes 4 horas de intervalo. É mesmo a necessidade do acto de mamar. Portanto, a chucha tem mesmo de estar por perto. Ainda refila um bocado, choraminga e olha para mim com ar de zangada, mas depois com um pouco de conversa melódica e um valente arroto, seguido de um bolsar, normalmente acalma. E esta, hein?!

Refegos

Pesei a M. com 3 meses e meio - 7 kgs!!! Nem queria acreditar quando falei ontem com uma mãe que me disse que a filha com 8 meses pesa 8,5 kg... Os refegos são mais que muitos. Para limpar é preciso afastar a pele...