segunda-feira, 17 de março de 2008

Já...

Segura no biberão com as duas mãos quase sem ajuda. Tenta agarrar com intenção qualquer coisa. Sabe como levar à boca algo. Quase que se consegue virar. Gosta do ginásio e entretém-se sozinha (por breves minutos!!!).

sexta-feira, 14 de março de 2008

Novas modas

Tira e põe a chucha na boca vezes sem conta, só que nem sempre acerta com ela direita - é um desatino quando a põe ao contrário, com a parte da boca para fora. Mas se a puser de cabeça para baixo já não se chateia...

Tornou-se a verdadeira cusca - a mamar seja biberão ou mama vira a cabeça assim que houve um som. Não há pachorra, nem mamas que aguentem!

De tão atenta, parece um radar. Olha para todo o lado e ri-se com algumas coisas sozinha. Nem eu percebo onde está a graça.

Se eu me rir à gargalhada, ela automaticamente ri-se também. Aliàs, se me vir zangada, sorri, por isso deve achar que eu tenho cara de palhaço...

A sua nova amiga

Adora: a abelha, que é uma caixa de música, e uma bola de pano, ambas da Chicco e multi-coloridas. Engraçado ter sido a minha madrinha, sua tia-avó, a dar as duas. Mas a bola tem um senão: por ser redonda não a consegue pôr na boca. Deviam de ver a sua frustração a transformar-se em zanga por causa disso!!!

Escapadela - parte 2

... Este ano, a M. tinha um mês. Não dava para ir para lado nenhum. Tudo bem, a felicidade era tal que nem deu para pensar nisso (extraordinário no meu caso!). Mas, na altura, na brincadeira, disse ao B. que já que não podia andar no passeio, queria ir para um spa levar massagens. O meu excelso marido fez-me a vontade: no fim-de-semana passado, dia da mulher, levou-me para as termas da Curia com programa marcado, para nem me dar a oportunidade de fazer contas de cabeça. No sábado, enquanto ele tomou conta da M., eu fui fazer hidromassagem, seguida de duche escocês (um jacto potente de água quente que é atirado para o nosso corpo todo à distância - para mim, uma boa e vigorosa mangueirada) e tratamento estético do corpo. O tratamento, depois de ser embrulhada em algas e adormecer numa manta quentinha durante não sei quanto tempo, era suposto ser uma massagem de relaxamento, mas acabou por ser pressoterapia por causa das belas das mamas - é que de barriga para baixo doiem... A tarde era livre, com ginásio ao final do dia - cheguei à conclusão de que estou total e completamente enferrujada - só fiz 5 min de passadeira e mais 5 de bicicleta e fiquei morta! No domingo de manhã, foi outra vez hidro, depois duche Vichy (recomendo - de costas leva-se com vários chuveiros de água quente nas costas enquanto alguém nos faz massagens com óleo) e depois tratamento estético ao rosto, durante o qual voltei a adormecer. A minha cara quase igualava a da M. no final... Enquanto estive a ser mimada, o B. passeou com a M. pelos vários hectares das termas, muito bonitas por sinal. Em recompensa de termos de enfrentar um bando de professores em formação (mais de 40), deram-nos uma suite em vez de um quarto, porque é claro, o B. refilou logo por não o terem avisado quando disse que queria um fim-de-semana de puro descanso. A cama era king size - não apreciámos muito o tamanho pois era um mundo de lençois e eu tinha de atravessar quase metade da China para chegar à alcofa da M... Quando nos entendemos bem, basta uma coisa moderada, certo? ; ). Como o B. me fez a surpresa, apesar de eu desconfiar, não fui preparada - não levei nem fato de banho, nem fato de treino. Deve ter sido um bom espectáculo, eu de calças de pijama cor-de-rosa da Hello Kitty! no ginásio e de cuecas na hidro. À conta da brincadeira, ainda envergonhei o fulano do duche Vichy. Era um homem e não sabia como havia de fazer para não me ver em tronco nu. O colega lá me mandou ir entrando, deitar-me de barriga para baixo e pôr uma toalha em cima do rabo. Depois a medo espreitou para ver se já podia entrar. Senãos: o mestre de mesa que berrou com a empregada por nos ter trazido o jantar frio sem quaisquer pruridos, o não aproveitamento máximo do espaço que tem potencial para imensa coisa e o recepcionista gago que me enervava com aquela falta de jeito (e não por ser gago...). Tenho ou não tenho um marido à maneira? Mas atenção! Eu também fui amiga. Abdiquei do ginásio (chatice!) para ele fazer uma massagem de relaxamento no domingo de manhã, enquanto eu tomava conta da filha. Mas quem me pareceu mais contente com isto tudo foi a M.: por ter tido o pai só para ela quase o fim-de-semana todo - estava com uma boa-disposição a toda a prova!

Escapadela - parte 1

Fiz anos em Dezembro. Há uns anos atrás, combinei com o marido que a prenda ia deixar de ser joias, roupas e afins. A melhor coisa que me podem oferecer é um bilhete para viajar - de avião, de barco, de autocarro, até uma bicicleta marcha (apesar da falta de jeito...). Costumo dizer que se ganhar o Euromilhões a primeira coisa que faço é telefonar ao B. para ir ter comigo ao aeroporto e comprar bilhetes para o primeiro sítio que me aparecer à frente. Como não somos ricos para viagens à grande, contento-me com passeios. A primeira vez foi para Londres. Fiz uma busca na net e em dias tinha a viagem marcada pela Easyjet a €60 e um hotel de 4 estrelas no centro de Londres com 70% de desconto (o site do turismo de Londres é excelente para estas coisas). Os comeres resumiram-se ao fish&chips, a McNhonhalds e no último dia, um jantar num restaurante português nos arredores que também descobri na net, onde até a bejeca era Super Bock. Fomos de carro até Faro apanhar o avião, que ficou ao pé da estação de comboios, saimos em Stansted, apanhámos o comboio para Londres e fomos a pé para o hotel. Tudo com um mapa e a minha pesquisa apurada na net. Escuso de dizer que o B. confiou plenamente nas minhas capacidades de organizar este passeio e, mais uma vez, foi literalmente arrastado pelas minhas aventuras. Não se arrependeu. Foram 4 dias muito bem passados, sempre a andar para conhecer tudo e mais alguma coisa. O regresso foi mais rocambolesco: voltámos no dia 24/12, por isso, foi chegar a Faro, metermo-nos no carro, vir a Lisboa buscar os presentes de Natal e continuar para Penedono (atravessámos Portugal nesse dia). A experiência foi tão positiva que combinámos que a partir daí ia ser sempre assim. Como tenho família na Madeira, decidimos no ano seguinte ir lá passar o fim do ano. O B. adorou de tal maneira a minha ilha do coração, que repetimos no ano seguinte. Foi a melhor festa de fim de ano que passámos - recomendo a todos a experiência: no Lobo Marinho, o barco que liga a ilha a Porto Santo, mas comprem os bilhetes em Setembro! Este ano...

O teste era para a lua-de-mel. Por mim e em qualquer altura do ano e da vida. A parte do eurail é a minha cara - passeio é comigo!...

You Should Honeymoon in Europe! You are a traditional romantic at heart...With a taste for fine wine, museums and beautiful walks.You and your sweetie should get romantic in a cafe in ParisOr get a Eurail pass - and see as many cities as possible!Suggested destinations: Paris, Venice, London, Greece

You Belong in Dublin Friendly and down to earth, you want to enjoy Europe without snobbery or pretensions.You're the perfect person to go wild on a pub crawl... or enjoy a quiet bike ride through the old part of town.

http://www.blogthings.com/whateuropeancitydoyoubelonginquiz/

terça-feira, 11 de março de 2008

Mimos

Hoje prevariquei outra vez. Mas também devo dizer que já estou mais tolerante com o pai e as suas mimalhices - refilo menos. Hoje depois da mamada pu-la ao ombro para arrotar como de costume. Ao cabo de 10 min mais ou menos, como não se mexia (o normal é torcer-se toda) espreitei. Tinha adormecido. Soube-me tão bem tê-la ali a respirar tão serenamente ao meu ouvido, que a deixei ficar mais um bocadinho. Soube tão bem que fui escorregando no sofá, até ficar deitada com ela em cima da minha barriga e adormeci. Foi uma soneca de meia hora que pareceu de três. Soube que nem ginjas! Desde que ela nasceu que tento defender a teoria que é melhor não dar muito colo, nem gerar situações propícias à criação de manhas. Estou a ler um livro que recomendo - "Suave primeiro ano" da Dra. Gowri Motha - médica de famosas. Ajuda nalgumas noções e truques. A certa altura fala das crianças que são dificeis de adormecer e que acabam por se ficar apenas no colo da mãe ou do pai. Depois de aconselhar algumas coisas para evitar esse problema, conclui de uma forma inteligente, qualquer coisa deste género: se nada alterar o comportamento, lembre-se de que esse pequeno ser não a vai amar tão incondicionalmente, nem precisar tanto de si como agora. Por isso aproveite o seu calor encostado no seu peito e a respiração pausada que a embala a si também, enquanto isso dura porque o adolescente que aí vem, vai fugir de si. E é verdade. Cada vez mais me apercebo que é assim. Agora, olha para mim como se eu fosse O ser absoluto, aquela de quem ela mais precisa. Agarra-se ao meu cabelo, põe a mão ao pé do meu pescoço e encosta a cara à minha como se fosse a melhor coisa do mundo. E como isso sabe bem! Só espero que o tempo demore a passar e que a minha filha não saia a mim na independência exagerada, porque agora quem precisa destes miminhos sou eu...

Dar o biberão

Se for eu a dar, demora 4-5 min a tragar o leite todo e chora porque quer mamar mais. Se for o pai, demora 15-20 minutos e chega a adormecer. Há pachorra???

O Sempre em pé

Não é que não gosta de estar deitada?! Tapete de actividades é mentira. Bem me ponho ao pé dela com bonecos para a estimular, mesmo de barriga para baixo. Odeia. Começa logo a chorar. Para a segurar só na espreguiçadeira. No nosso colo cada vez se senta menos. A menina quer estar de pé e se a tentamos sentar, mesmo à laia de muita palhaçada para a distrair, mantém-se com as pernas esticadas, por forma a não o conseguirmos. Às vezes só há uma maneira, quando os braços já não aguentam o chumbinho: desatar aos saltos sentados. Como ela gosta do cavalinho turbulento, acaba por se sentar. Começamos cedo!...

A dormir

Sorri muito a dormir. Bom sinal e um alento para nós.

Mau feitio

Começa-se a vislumbrar que tipo de feitio vai ter a M. Aposto que vai ser de gancho como o pai e teimosa como eu... Quando quer alguma coisa, como todos os bébés, chora. Ou melhor, faz que chora, porque para mim, chorar é com intenção - quem se cala do berreiro no mesmo instante em que obtém o que quer, não é choro... Pois é. A M. perde a paciência em miléssimas de segundos e berra como se a estivessem a matar. Ou é porque a chucha caiu e já não consegue pô-la outra vez na boca, depois de tentar teimosamente sei lá quantas vezes, ou é porque desapareci da sua vista por mais de 2 minutos, ou é porque a tirei de uma mama para a passar para a outra (autêntico!!!), tudo é motivo para começar com uns guinchinhos impacientes, que passam em poucos instantes para berreiro. No outro dia testei-a. Deixei-a na espreguiçadeira na sala e fui-me embora. É claro que berrou. Deixei-a estar um bocadinho e depois sem qualquer som fui para ao pé dela. Como berrava de olhos fechados, para dramatizar bem, não me viu. Conclusão berrou mais um bocadinho. No intervalo de um berro para o outro, abriu o olho. Viu-me. Resultado? Calou-se instantaneamente e sorriu. Nem lágrimas de crocodilo ela tem, a sacana!...

Voo picado

Algumas das coisas da M. são comuns a todos os bébés do tempo dela, acabando eu por sentir que devo parecer bastante parva em relatá-las. Não sei se esta característica também o é, nunca reparei, mas penso que esta é original dela. Quando lhe dou a mama, como já expliquei exaustivamente antes, ela pega logo e vai brincando, com o tira e põe irritante. Até aqui nada de novo. O cómico é vê-la a pegar novamente. Imaginem uma ave de rapina a mirar lá de cima uma potencial presa. Agora imaginem-na a cair em voo picado e agarrar a presa numa fracção de segundos. Imaginaram? Agora troquem a ave pela M. e a presa pela minha mama. É igual...

Dedo na boca

A M. sempre aceitou bem a chucha apesar de não ser sua dependente. Hoje em dia, começa a precisar para adormecer mais rápido em determinadas ocasiões (quando está muito cansada e não consegue adormecer ou quando está mal-disposta para acalmar). O dedo nunca foi algo que ela procurasse muito. De mais pequenina (como se ela já fosse muito grande...) tentava chegar ao polegar, metendo a mão fechada toda na boca, esfregando-a, até perceber qual o dedo que pretendia. Nós facilmente desviávamo-lo e ela esquecia-se. Com o aparecimento do dente, começou a meter a mão na boca com muito mais frequência, provocando a descoberta a sério do polegar. Agora já vai de dedo espetado, qual aviãozinho para dentro da garagem. Entramos numa "guerra" as duas, com ela a tentar pôr o dedo e eu a fazer que não com a cabeça e a enfiar a chucha. Ao fim de algumas tentativas desiste e acaba por se resignar à chucha. Giro é vê-la com algo na boca a tentar enfiar na mesma o dedo. O dedo bate em algo e não entra, mas ainda não percebe que tem de tirar o algo para lá chegar... Fica bastante baralhada, coitada!

E ela é mamona!!!

No final do dia, isto foi o que sobrou. Cerca de 500 ml. Em Inglaterra, 1l de leite materno custa € 500... Ficava rica! E dava tanto jeito...

4 meses

Nem dá para acreditar. Já! Foi à "sô dra" ontem. 7,090 kg, agora bem pesada e sem roupa, e 62,50 cm. Está no percentil 90 de peso e 75 de comprimento. Tem a quem sair - o pai tem 1,86m... Está boa e recomenda-se. Fiquei um pouco mais apreensiva com a conversa da médica. Ontem fiquei com a verdadeira noção do que espera a minha M. num infantário. Ainda perguntou novamente se não havia mesmo hipótese de ficar em casa com alguém, tendo em conta que é o aconselhável até aos 2 anos. O meu coração ficou pequenino... Já dei mil voltas à cabeça para ultrapassar esta questão e a solução passa sempre pelo mesmo - quem e quanto... Ainda não me dei por vencida. Tenho 1 mês para descobrir como contornar isto. Para além disso, já deu ordem para introduzir a papa e a sopa visto que falta um mês para o infantário. Deu-me mais 15 dias só de mama e depois toca a começar mais uma pequena aventura. Sempre quero ver como é que o pai se vai safar porque de acordo com os ensinamentos da amiga enfermeira quem deve introduzir este novo elemento na sua vida é o pai quando a mãe ainda dá de mamar. Torna-se um pouco mais fácil para não criar uma maior angústia da falta da mama. Desta sexta a oito veremos.

quinta-feira, 6 de março de 2008

I feel good

Uma das suas canções preferidas. Se lha cantarmos os olhos até brilham. Bom sinal, filha, bom sinal...

Palhaçada

Fazê-la rir é fácil. Basta dar os bons dias quando acorda e rasga aquele sorriso. A conversa, os estalinhos com a língua, brincar com a Lola, ouvir o mobile quando não está a chorar, tudo a diverte. Alguns sons também - os sons que aprendemos e adaptámos do Concerto para bébés (ba, ba, ba. Ba,ba, prum. Brum, ba, ba, ba, ba ,ba, brum), os "ôhs!" do pai ou o can-can cantado. Agora descobri que adora ver-me a abanar o capacete! Se me meter com ela aos saltinhos ou a acenar com a cabeça vigorosamente enquanto invento qualquer patetice para lhe dizer, desmancha-se a rir! Se calhar vai ser fã do moche!

Estalinhos

Para irritação do pai, por incapacidade de imitar, a M. faz estalinhos com a garganta como eu, por vezes quando acorda por vezes depois de mamar. Eu costumo usar esse truque para coçar a garganta, quando estou doente. Herdei da minha mãe e o meu pai também ficava irritado por eu conseguir e ele não. Se calhar é coisa de fêmea...

Confirma-se - é um dente

Pois é! Hoje a enfermeira examinou bem a boca da M. Descobriu um dente a sair em cima, do lado direito. O choro, a mão e os nervos estão explicados. Precoce, hein!?

Água e leite

Nunca bebia. Chegava a estar um dia inteiro sem levar água, ou qualquer outro líquido à boca. Quando engravidei, o B. começou a perseguir-me com garrafas de água Vimeiro, por causa do bébé. Era esta a marca porque eles vendem-na como fazendo bem às cólicas dos bébés, devendo-se começar a beber na gravidez. Como tinha de ser uma água qualquer, não fazia mal nenhum acreditar na teoria. O que é certo é que eu que sempre fui um problema com os intestinos, e havendo a regra normal de que durante a gravidez, mesmo quem não tem, passa a ter, eu deixei de ter. Quando ela nasceu e comecei a dar de mamar, comecei a beber água por livre e espontânea vontade por causa da sede imensa que dá a amamentação. Hoje em dia, eu que bebia um copo inteiro de água e ficava mal-disposta (genuinamente), bebo entre 2 a 3 litros de água por dia. Nos dias em que não bebo ou me fico por 1 litro, acontece algo automático: produzo menos leite. Dois ou três dias seguidos desta asneira e acabo por ter de espremer as mamas bem espremidinhas com a bomba para sair a quantia certa para a M. em cada mamada. Inteligente a natureza, não?