terça-feira, 8 de abril de 2008

1, 2, 3, uma colher de cada vez

Uma colega do B. recebeu o livro do pediatra na consulta dos 4 meses com a indicação de que era assim que devia fazer as sopas do filho. Fiz uma pequena pesquisa na net e descobri comentários positivos ao dito, por isso, o B. comprou-o. Quando o folheei achei algumas receitas estranhas e diferentes do indicado pela nossa pediatra, por isso decidi não inventar e seguir à risca o papel de instruções da sra dra. Assim, fui alternando os pigmentos - primeiro o verde, depois o branco e depois o laranja (aliás como a amiga enfermeira também tinha ensinado) - até a M. provar um pouco de tudo. Só faltam os bróculos e a couve por serem os mais indigestos. Ontem, fui com a M. à médica tirar dúvidas (estupidamente, foi tão somente uma forma de me sentir mais segura por vir trabalhar hoje...) e levei o tal livro. O comentário foi: "pois... não está errado do ponto de vista médico, mas...". Basicamente, é muito diferente da típica alimentação que nós fazemos em casa diariamente, sendo que o objectivo da introdução dos alimentos também passa por habituar o paladar da criança. Sopa com farinha de arroz ou puré de cenoura com maçã não se enquadra muito naquilo que depois vamos comer em família. Parece-me a mim que é melhor não inventar muito até aos 6 meses, depois há lá coisas que talvez sejam engraçadas de experimentar. Veremos...

Batata doce e fruta

Experimentámos os doces possíveis de dar agora. Com a sopa de legumes, já bem habituada, tudo vai às mil maravilhas. Já percebe a lógica da colher e já a vai aceitando sem chuchar de língua enrolada. Com a sopa de batata doce e a fruta (para já só maçã e pêra) nem se fala. A primeira tentativa, como com todos os sabores novos, doces ou não, faz uma careta de experiência nova. Saboreia a primeira colher como um enólogo a bebericar um vinho desconhecido, e depois começa a comer como se fosse algo que já tivesse comido muitas vezes. Abre a boca e abana a cabeça como um passarinho esfomeado e não tolera grandes atrasos. Tive a ousadia de coçar o nariz entre duas colheradas de maçã e a criatura refilou!!! Boca abençoada!...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Babetes

Estou mestre no assunto, tendo em conta que a minha filha precisa de uma esfregona e de uma esponja permanentemente atrás a limpar... Recomendo os da Bébéconfort - são redondos, com velcro para apertar atrás e plastificados na parte de trás. A vantagem é que as abas que colam atrás são mais largas e por isso, mesmo deitada, o leite bolsado não passa para a roupa ou para detrás da cabeça - a M. faz-me lembrar a rainha Elizabeth I com aquelas golas lindas... Para além disso, têm dois tamanhos, o 0 e o 1, pelo que acompanham o crescimento da criança. Depois para a sopa, recomendo os da Zara: são quadrados e traçam atrás nas costas, ficando coladinhos ao corpo, não sujando nada mais do que o necessário. A desvantagem é que são de pano, por isso, por vezes, as nódoas são chatas de tirar. Quando eles crescem mais um bocadinho, enquanto ainda nas sopas dadas por nós, a Bébéconfort tem uns todos de plástico, muito bons, de enfiar os braços, sem mangas. Têm é de ficar bons no pescoço porque senão, por serem de plástico, sobem para a cara e sujam tudo do queixo para baixo, inclusive a roupa que está por baixo...

Máquina das sopas

Ofereceram-nos a Easymeal da Chicco para fazer as sopas da M. Põem-se os legumes no recipiente e deixa-se cozer. A coisa apita quando acaba o tempo da cozedura (máx de 30 min) e depois põe-se a lâmina, tritura-se e está feita a sopa. É prática e tem a vantagem de cozinhar os legumes a vapor. Penso que será essa a grande vantagem em relação a fazer a sopa à maneira antiga. A desvantagem: têm de se se cortar os legumes muito pequeninos porque senão não cozem bem e depois dá-se sopa com a cenoura quase crua no meio do triturado. Resultado? Não a comeu, pois está claro!!!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Homeopatia

Não sabia bem o que era, apesar de uma visita a uma fábrica no 11º ano, mas com a M. e o seu desespero com os dentes resulta lindamente. Da marca DHU, o Chamodent só se vende na farmácia Sacoor em Oeiras (e penso que na Farmácia Roma em Lisboa) - são umas bolinhas infímas e doces que fazem a M. parar de chorar. Para além, destas, têm toda uma linha para bébés, nomeadamente para as cólicas (Colikind), tosse, expectoração, imunidade e outros que tais. Pela minha parte só experimentei o dos dentes e fiquei satisfeita.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Cremes

Como foram bons conselhos, deixo-os aqui para quem quiser fazer uso deles... É consultarem o site www. cooprofar.pt e fazerem a pesquisa dos produtos usados para a higiene para bébé (deixo o link no blog) para saberem para que servem.

Creme hidratante: Almaderm S Oleo Bebe 1ºS Meses 125 Ml

Banho: Mustela Stelatopia Creme Lavante 400 Ml (sem perfume)

Rabiosque: Mustela Bebe Stelactiv Vermelhidão Nádegas

Rabiosque assado: Almaderm S Pasta Zinco 75 Ml (também usada nas minhas mamas...). Este, apesar de ser muito dificil de encontrar, é excelente, chegando a ter resolvido numa tarde as borbulhas da M.

Curada!!!

Mais uma vez a sapiência da amiga enfermeira resultou: as mamas já estão curadas outra vez! Desta vez, foi uma semana a pôr pasta de zinco nos mamilos, que tinha de tirar muito bem com uma compressa embebida em azeite antes de cada mamada. O que não fazemos pelos nossos filhos... Mas é certo que tenho de me precaver quando me vou deitar, porque a minha querida filha continua bruta e sei que prevenir é melhor do que remediar...

Pfrrrrrrrt!

Depois de um espirro recheado de alface ontem, hoje tentou fazer gracinha com a comida. Vamos ver se a moda não pega...

Comeu tudo!

A sopa de feijão verde teve mais sucesso que a de alface - comeu o prato todo. É giro de vê-la abrir a boca quando vê a colher a aproximar-se. Por vezes perde a paciência, mas lá repensa e continua no árduo processo de comer à colher como gente grande. Quando lhe canto o Come a papa para a encorajar o resultado é um sorriso cheio de sopa...

Sentada

A M. já puxa a cabeça toda para a frente quando está sentada na espreguiçadeira. Fica assim tempos infindos, parecendo que se quer levantar...

Dia do pai

Uma moldura da Baby Art, com uma foto de um lado e a mão e o pé impressos do outro, foi a minha forma de homenagear o pai que faz sorrir assim que entra em casa. Ninguém como ele para provocar umas boas gargalhadas, tão benéficas para acarinhar a nossa alma. http://www.babyart.eu/

segunda-feira, 17 de março de 2008

A minha herança

As sobrancelhas peludas (mas as do pai são piores), o sinal atrás do pescoço, a minha veia tão azul na têmpora esquerda, que mais parece uma nódoa negra. Mas também tem os meus olhos sorridentes...

Fase oral

Leva tudo à boca, não interessa o quê. O mais comum são os dedos, quando não é a mão inteira, ao ponto de ficar agoniada... Brinquedos, roupa, dela ou nossa, o meu cabelo se não tenho cuidado, o nosso pescoço, enfim o que se lembrarem. Hoje, foi o body dela enquanto lhe mudava a fralda - não era nada de mais, não fosse o dito estar completamente borrado e ela estar a chuchá-lo quando eu dei conta... Bleeeeerc!....

Preguiça

A acordar de manhã é igualzinha à mãe: espreguiça-se sei lá quantas vezes, insiste em ficar com os olhos fechados, mesmo que já esteja a acordar e boceja umas outras tantas vezes. Basicamente, detesta acordar quando está no bem bom do vale dos lençois. Eu percebo-te filha, deixa estar.

Terceira sopa

Perdoem-me se continuo com a saga das sopas, mas hoje era a minha vez. Nas primeiras vezes, deve ser o pai a dar por causa da angustia da separação da mama. A mãe cheira a leite e está a tentar impingir outra coisa, por isso recorre-se ao pai para as primeiras tentativas. O fim-de-semana são dois dias e a 2ª-feira chegou. Depois do dia de ontem, pensei que hoje não fosse correr lá muito bem. Fiz a sopa a tempo, preparei tudo como deve de ser, já tinha uma colher nova porque, desmiolada como sou, destruí a outra com o esterelizador (não podia ir e eu esqueci-me de a tirar quando o liguei, fazendo o pai ir comprar uma ontem à noite às 22h30... Não tenho melhoras, ou é parkinson galopante ou é preocupante a escalada da minha burrice...), um babete de plástico todo giro e a filha acordada na hora H. Sem choros, pu-la no meu colo com o babete, eu estava de avental e um pano da loiça ao ombro (as mulheres são mais organizadas nestas coisas) e comecei a dar a sopa. Não refilou e comeu. Mais: a certa altura começou a abrir a boca quando via a colher a chegar! Foi comendo calmamente, com os meus encorajamentos, até que começou a fazer caretas e a atirar a cabeça para trás quando lhe dava a colher. Tentei insistir várias vezes e ela fez sempre o mesmo, pelo que assumi que já estava cheia - tinha comido meio prato de sopa. Não a torturei mais e dei-lhe um grande beijinho com um sorriso bom, ao que ela retribuiu deliciada. Deu um valente arroto (sem os dramas do costume da mamada), lavei-lhe a cara - a sopa ia do nariz até ao queixo e depois pu-la na espreguiçadeira. Ao fim de hora e meia começou a refilar, até que acabei por lhe dar a mama meia hora a seguir - aguentou 2 horas com a sopa no estômago e teve fome, por isso amanhã tem de comer mais. Um dia de cada vez...

Segunda sopa

Explicou a tia enfermeira que o primeiro dia corre melhor que o segundo, porque à segunda já sabem ao que vão. Confirma-se. Para além disso, nós não ajudámos... Desta vez tinhamos tudo, mas esquecemo-nos de aquecer a sopa. Começou a chorar com fome e o pai a aquecer o boião de sopa em banho-maria na água aquecida no micro-ondas... Só depois nos lembrámos que tinhamos um aquecedor de biberões e que o boião cabia lá. Pior que amadores... Já berrava de fome quando o pai tentou a segunda sopa. Calou-se e começou a comer, ou melhor a tentar perceber mais uma vez o que lhe estava a acontecer. O pai desta vez prendeu-lhe os braços e já lhe punha a colher na boca. Mas a fome já era mais que muita e a paciência nenhuma. Um sabor diferente do leite e a colher em vez de uma tetina não ajudaram. Marcharam 60 ml (desta vez sabia quanto havia porque estava num boião) e depois... berreiro geral. Chorou, chorou, chorou, até que desisti e lhe dei a mama. Mamou 10 min de um lado e tirei-a achando que com a sopa já enchia. Berrou como se a estivesse a esfolar viva. Dei-lhe a outra e ao fim de mais 10 min (tempo normal da mamada) tirei-a, mas continuou a berrar. Só se calou com a chucha e muito mimo para a acalmar - estava mesmo ressentida comigo!...

Sopa!!!

A contragosto e muita frustração da minha parte (já vai começar e eu ainda não disfruto a 100% da amamentação), a M. provou sopa pela primeira vez no sábado! A médica disse para começar, pois eu ia trabalhar, dando-nos a escolher entre sopa ou papa e na refeição que quisessemos, 2 semanas antes do fim da minha licença. A amiga enfermeira aconselhou ao almoço, sopa porque ela está gorda e não esperarmos tanto tempo, porque ela é mamona e podia não correr muito bem, precisando nós de tempo para criar esta rotina. Por isso, aos 4 meses e 4 dias foi mais uma aventura. Tínhamos a Babycook da Chicco (prática) e uma colher ambas oferecidas. Para variar, borregámos. Esqueci-me de limpar a máquina, não tinhamos prato, nem alface e precisei dos apontamentos da aula de papas para não me baralhar toda - estou mesmo bazaroca de todo!!! Resumindo, em vez de almoçar, lanchou sopa, porque de manhã fomos às compras e à procura de um prato e depois estivemos que tempos a perceber as instruções daquela coisa... O pai faltou à aula das papas, pelo que estava um pouco à nora. Expliquei-lhe como era: a M. ao colo, embrulhada num pano da loiça, com um braço por detrás das costas e o outro preso pela mão. Tinha de pôr a colher dentro da boca e ir aparando o que saía, porque os bébés só sabem mamar e é esse o reflexo que usam. Começámos com a madrinha cá em casa, que por acaso nos veio visitar. Iamos começar a sessão. Tinha carregado as pilhas e limpo o cartão de memória da máquina fotográfica para correr bem. O B. não espera por mim e começa a dar a sopa. Eu, à toa pus e tirei as pilhas 3 vezes da máquina até começar a filmar. Ele ainda se zangou comigo. A M.? Coitada, fez umas caretas valentes sem perceber o que lhe estava a acontecer e encostava a cara ao pai, mas ia comendo. O pai, atrapalhado, esqueceu-se de segurar o pano que a tapava, teve pena dela e não lhe segurou os braços porque ela não gostava e tentava que a comida escorregasse da colher para dentro da sua boca, em vez de pôr a colher na boca para ela perceber... Contas feitas, a M., coberta de sopa até ao cabelo, comeu quase tudo, não chorou, a não ser no fim porque já não queria mais e o pai insistia, e aguentou-se 3 horas sem comer depois. Nada mal, para uma mamona!!!

Visita 2

Os avós chegaram no sábado à noite para ver como "está grande" a neta. O avô disse o que eu estava à espera - "a pequerruchita está gordinha!" e a avó afirmou que o "pai era gordo, mas a M. ainda é mais". Foi na hora certa para lhe dar o biberão, que cedi à avó para matar saudades. Deu-lho quase sentada, mas a M. safou-se, e para variar, mamou calma e serenamente como faz com o pai. Só comigo é que vai a cavalgar a toda a brida, até se engasgar! Depois arrotou no colo da avó e acabou por aí adormecer. Via-se na cara da minha sogra a satisfação plena por sentir aquele calor pesado encostado à sua cara. Pensei que se ficava até de manhã, mas não. A malandra acordou para mamar outra vez à 1h30. Agora não me chateia, mas daqui a uns tempos, não vai ser evidente... A avó ainda ajudou a dobrar a roupa da neta e foi-se deitar mais feliz. No domingo, fomos dar um passeio pelo bairro de manhã e almoçámos em casa às pressas para chegar a horas ao espectáculo que já estava reservado. Tiveram o privilégio de assistir à segunda sopa da M., que não correu lá muito bem. A minha sogra, recordada de outros tempos, explicou ao marido que se eu não fosse trabalhar já, bastava a minha mama mais uns tempos. E assim é, de facto. Fomos ao Concerto para bébés e quem entrou comigo foi a avó a medo. Gostou e achou graça à seriedade da neta - "pensei que fosse chorar, mas não!". O avô, homem que mal pegou nos seus 3 filhos ao colo por causa da sua profissão, aproveitou todos os bocadinhos para pegar na neta ao colo - é que a mulher não lhe dava muito espaço de manobra e ele coitado, não refilava. Desenrasca-se lindamente e adora fazer-lhe graçolas - só não gosta quando ela chora. Fica tão atrapalhado que começa logo a dizer, com os braços semi-esticados, como que a dizer salvem-me, salvem-me, "Assim não, assim não". Ao mudar-lhe a fralda, a avó disse que era bom sinal a M. ter a carne rija. Depois de um pedido de explicação percebi que era por ser cheia de refegos, mas com muito músculo. Confessou-me mais tarde que a impressionava ver o filho a manusear na sua neta com aquele à vontade: "ele dá-lhe tantas voltas quando lhe muda a fralda e ela não se queixa! E eu com tantos cuidados...". O B. pô-la a rir à gargalhada com a bola amiga e vi uma lágrima no canto do olho a ser limpa disfarçadamente por aquele homem do norte. As despedidas foram dificeis e a avó só dizia que agora iam com mais saudades ainda. Sabe bem à alma e aquece o coração ver a nossa filha tão amada e mimada, com aqueles olhos de avós a sorrirem de felicidade por verem a neta bem tratada e feliz. Que se conservem por muito tempo para oferecerem o que de melhor sabem dar como avós: um imaginário para o futuro, cheio de risos e miminhos, a recordar sempre com muito carinho pela minha filha.

Visita 1

Os avós vieram de propósito de Penedono ver a neta. Já que Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé. Nasceu e eles vieram. Um Mês depois era Natal. Não iamos, não iamos, acabámos por ir de surpresa. Viram-na outra vez e não foi preciso virem a Lisboa na última semana do ano. Um Mês depois fez a avó anos. Mais uma visita surpresa com direito a jantar de aniversário e tudo e mais uma vez não foi preciso virem a lisboa por essa altura. Depois, eram para vir num fim-de-semana. Calhava num, mas acabou por não dar jeito. Até porque vinha aí a Páscoa e, assim, aproveitavam e traziam os bolos da Páscoa no domingo de Ramos. Cheira-me que estavam a ver se havia mais alguma surpresa pelo meio, tipo no Carnaval ou na Páscoa. Como fui veemente e finquei pé - não volto a parar em todas as estações da A1 por causa do arroto - perceberam que seria melhor virem. Vieram. No final do dia, já de partida, o B. disse que deviamos lá ir nos anos do avô. Pergunta que não conseguiu ficar por ser feita: "então se lá vão daqui a 2 semanas porque viemos cá agora?" O filho, e bem, respondeu: "vieram visitar a neta". Eu pela minha parte sublinhei que não havia certezas da ida...

Vacina dos 4 meses

Antecipei a limpeza da casa de 6ª para 5ª por recear que a M. ficasse chorona com a vacina de 4ª à noite. Afinal correu tudo bem.