Já tem 2 em baixo, por isso a conselho do meu dentista, já os lava. Não com escova e pasta de dentes, mas com uma compressa e água. Não é fã. Ao princípio achava graça - aquelas massagens na gengiva com ela a tentar morder tinha a sua piada. Mas com o tempo perdeu-a toda. Primeiro porque lhe lavo antes a cara com uma compressa para retirar o excesso de creme hidratante de fruta ou de papa que tem nos bigodes e depois porque me parece que a compressa não lhe sabe ao que ela quer. O dentista até disse que se conseguisse (foi esperto - fez a ressalva) lhe devia lavar a língua, para tirar os resíduos todos, mas isso nem pensar. Acho que tenho de mudar de estratégia...
domingo, 22 de junho de 2008
Pai doente X mãe só para mim
O pai ficou doente. Quando regressámos do fim-de-semana do baptizado, à conta da busca quase infrutífera do fato certo em Viseu, fiquei constipada. De mim passou para a filha. Desta passou para o pai. Eu reagi relativamente bem, a filha mais ou menos, o pai ficou de molho à séria... Por causa disso, fiquei uma semana com a filha só para mim. Depois de jantarmos as duas, pegava nela e ia para cima da cama de visitas que ainda está no quarto dela, e brincava até à hora do banho e da mamada, com o pai no quarto ao lado, de molho, a morrer. Foram inúmeras as brincadeiras que tive de inventar para a entreter e como não tenho coragem de a deixar presa na cadeirinha entregue a si mesma (ainda não temos parque), eram cerca de 2h30 de palhaçada todas as noites com sua excelência. Era o upa para se levantar com a minha ajuda, era o escorrega nas minhas pernas, era o cavalinho e o xó-xó, eram as cócegas, era a formiguinha a passear no seu corpo, era o força! para a encorajar a ficar de gatas e muitos da-da-das. Ficávamos as duas exaustas... A consequência de tanto tempo só nós duas, foi que depois não queria outra coisa... Também graças ao estado de desgraça do pai, fomos as duas para o quarto dela dormir - se adoeço agora, acaba-se o leite. Assim, estreou a cama dela na véspera de irmos embora de férias, mas com batota, porque eu fiquei na cama ao lado...
Não
Os bebés não têm a mesma percepção do que nós da realidade - não vale a pena dar palmadas ou castigar que eles não perceber. Temos de ir pelo não, com ar sério e depois distrair com outra coisa, caso seja preciso. Pois é... Eu tenho fama de má. E exerço esse papel cá em casa como um dado adquirido. Mas... Já tentei - por vezes consigo, outras também não. É que a M. já nos topou a todos. Nós dizemos que não, ela vai e... sorri com um "ah!" à mistura, que por coincidência ou não, parece ser à laia da malandrice. Repete-se o não com um ar sério a desmanchar-se, e ela vai e repete a dose! Por vezes, derreto-me - mea culpa, mea mui grande culpa, grito eu, batendo com mão direita no peito, mas que hei-de fazer com uma marota assim?!
Ecocardiograma
Quando nasceu, o pediatra detectou um "sopro", que após o ecocardiograma feito à tarde, confirmou que não era nada - por vezes os recém-nascidos nascem com a membrana (canal arterial) que separa as válvuvas ainda por fechar, tendo até aos 6 meses para o fazer com naturalidade. Por isso mesmo, aos 6 meses marcou-se novo exame só para ter a ceretza que estava tudo bem, apesar de a pediatra não auscultar nada nas conslutas mensais de rotina. Lá fui, uma manhã para a Cruz Vermelha fazer uma visita à "sô toura" para ver se estava de facto tudo bem. Estava. Ainda recebi os parabéns da médica por ter uma fortalhaça bem-disposta e tão sossegadinha - a M. passou o exame inteiro a olhar com um ar muito espantado para a mulher que não conhecia de lado nenhum e lhe estava a pôr aquelas coisas no peito.
Beber água
É suposto beber em média 50 ml entre refeições. Pois... A M. sai à mãe - beber água está quieto ou brincas. O pai B. comprou-lhe água para bebés... Mais uma das mariquices que se inventaram para pais babados que gastam dinheiro para os seus meninos terem o melhor... Por mim, era água del cano fervida, mas ainda não me consegui impor (confesso que também ainda não tentei muito - deixá-lo com a sua água xpto). Dá-se-lhe o biberão pequeno com um pouco de água e ela sorri, larga a chucha com prontidão e abre a boca. Quando percebe que é água que sai do dito... Começa-se a rir, a mordiscar a tetina e a afastar com a mão quando está farta da brincadeira, com a água a escorrer pela boca até ao pescoço. O B. descobriu então os sumos da Milupa, supostamente sem aditivos ou açucar. É vê-la a mamar! Se lhe tiramos o biberão da boca, berra por mais, como se não houvesse amanhã e ainda é complicado conseguir acalmá-la. Felizmente, neste assunto a ama está comigo - água é melhor. Assim, durante o dia, vai insistindo e diz que a M. até bebe - não o suposto, mas bebe. Quando eu chego a casa, mostro-lhe as minhas tentativas frustradas e ela ri-se. Diz que é por eu cheirar a leite que não lhe consigo dar água. Eu já vi com os meus olhos - da ama ela aceita bem e bebe, a sacana!!! Quando acaba de beber, leva com um "ai que fresquinho!"como incentivo e a coisa dá-se. Mas o pai também não consegue, e não cheira a leite. Só se é porque já percebeu que o consegue levar melhor e tenta a sorte com o sumo!...
Comprou a ama
Já está! Diz-se que os bebés descobrem-nos os pontos fracos num instante. A M. confirma a teoria. Em pouquíssimo tempo apercebeu-se de que a ama não a pode ver chorar, e usa isso em seu proveito com uma pintarola que só vista... Quando chego a casa encontro-as sempre no sofá - uma a embalar e a outra a dormir embalada. Eu bem digo que não pode ser, mas a única coisa que recebo em troca como resposta é um sorriso envergonhado e doce de uma ama babada, que não é capaz de me dizer que não consegue, nem de que vai tentar. À minha insistência do não pode ser, o sorriso mantém-se até que muda de conversa - ou para as gracinhas da M. do dia, ou para o tchau de quem se vai embora para a sua protegida. Uma manhã confessou-me que os seus 3 filhos fizeram-lhe o mesmo - não pode ver os cachopos a chorar - "ainda por cima a M. tem um choro aflitivo!". É um facto. Quando chora, seja por que for, parece que a estão a esventrar viva. É uma exagerada. Com o pai B. a ajudar à festa e a dizer que acha muito bem, que a menina não tem nada que chorar, a ama sente-se protegida e por isso continua... Estou tramada!!!
sexta-feira, 20 de junho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Fase mãe
Até aos 6 meses era mãe ou pai, não importava qual o colo, era-lhe indiferente. A partir daí, é mais mãe. Se estiver no colo da ama, estende-me os braços para vir para mim, já o pai nem sempre tem direito ao mesmo mimo. Na semana passada, pela primeira vez, chorou no colo do pai porque queria o meu. Escuso de explicar a cara de desolado do B., a dizer "Oh filha! É o pai!", certo?...
Domínio do corpo
Aos 6 meses, já segurava perfeitamente a cabeça levantada, estando de barriga para baixo e virava-se de costas em segundos. Era vê-la a contorcer-se e a virar e revirar até chegar ao brinquedo que queria. Nessa mesma posição, desloca-se para trás, fazendo força com os braços. Depois, com as brincadeiras com a ama, descobriu que é engraçado ficar de pé. Não quer outra coisa. Se estiver sentada, faz força com os pés como que a pedir que lhe segurem nos braços para se pôr de pé. Depois, toda contente, de sorriso vincado e ar altivo, olha em volta e tenta avançar com a nossa ajuda. É claro que ainda não dominava a técnica do andar e que nada mais fazia do que querer avançar meia arrastada por nós, mas não deixava de ser engraçado. Agora com 7 meses já quer pôr um pé à frente do outro, apesar de ainda não saber bem como. Está uma espertalhaça!
Manha da sopa
A M. come sempre sopa e fruta ao almoço e ao jantar. Descobriu que lhe davam a comida por esta ordem num ápice. Gosta de tudo e até hoje ainda não recusou nada. Mas gosta mais de fruta do que de sopa, como é normal, por ser doce. Assim, começa a choramingar a meio da sopa e a fazer de conta que a recusa. Mas só a fazer de conta, porque se lhe der mais uma colher, e mais outra ela abre a boca - nunca se nega! Primeiro pensei que fosse de não gostar, mas não fazia sentido por depois continuar a comer e porque o fazia com todas as sopas que já tinha provado antes. Depois pensei que fosse porque estava cheia, mas também não podia ser porque começava a fazer a fita a meio e ela come bem mais. Depois percebi. Queria saltar para a parte da fruta mais cedo... A malandra percebeu que a fruta estava à espera e queria era do bem bom! Mas não lhe dei trela. Come sempre a sopa toda e depois a fruta, que lá em casa não há pão para malucos...
Boné
Não costumo falar da roupa, mas este tem de ficar para a história. Aos 5 meses, o pai comprou-lhe na Benetton um boné rosa choque, a dizer "Sweet", com uma pala mole, própria para bebé, pelo qual ficou apaixonado. Ficava-lhe a matar! Os tamanhos nesta loja são pequenos - a M. , por si já grandona, também é cabeçuda (percentil 95 de perímetro cefálico... O pai detesta que eu diga isto ;) ), por isso comprou-se o último tamanho - para 9 meses. A ama passava a vida a pô-lo, apesar de haver mais chapéus, por gostar tanto de a ver com ele. Aos 6 meses e meio já não lhe servia... O pai desolado, não desistiu. Foi à loja para comprar o tamanho a seguir. Não havia. A senhora disse mesmo que não existia. Não conformado, foi a outra loja perguntar o mesmo. Nesta, lá lhe disseram que havia, mas que era para 1 ano, ou seja, já não era de bebé. Tudo bem, disse o pai contente, desde que seja igual... Lá veio o boné do armazém. A pala já é maior e dura, o rosa é mais escuro e atrás tem uma coisa para apertar. Mas não faz mal, o pai queria tanto, que se adaptou às diferenças. Depois, eu vi defeitos na pala - estava às manchas... O pai que tem o olhar apurado para estas coisas (muito mais do que eu) não viu, e ainda me perguntou se fazia mal... Lá raciocinou um pouco e perguntou se dava para ver onde havia noutras lojas. Havia um no Oeirasparque. Não é que mandou reservar?! E foi buscá-lo. Vaidosices de pai babado...
Óculos de sol
Fica um must! A M. com o sol nos olhos, fecha-os e faz cara de incomodada, virando-a para o lado. Perguntei à pediatra, que me respondeu que mais importante do que o protector solar, são os óculos de sol - o sol está perigosíssimo e de facto os bebés ficam muito incomodados. A conselho dos amigos de barriga, comprámos via net (www.babybanz.com), uns cor-de-rosa, com protecção UV e tira para segurar à cabeça, todos fashion. O pai estava numa ansiedade só para os experimentar. Quando chegaram, tentou-se. Para os pôr refila e choraminga, mas assim que fica com eles bem postos na cara e se apercebe que até são utéis, cala-se e fica muito quieta. Depois é vê-la, toda vaidosa, no carrinho, muito direita, toda tesa, e de ar muito sério a olhar para todos, qual rainha a passear por entre os seus súbditos.
Unhas...
Mania! Achou que era engraçado, enquanto mamava, cravar-me as unhas na mama... De uma falta de quietude, abanava-se toda, levantava a cabeça, olhava para os lados e para trás, a dar às pernas, sempre de mama na boca. Como isso não é muito compatível com mamar, implicava nem sempre conseguir saciar a fome e a curiosidade ao mesmo tempo. Assim, resolveu o problema: cravava as unhas e segurava a dita... Não imaginam a gracinha que isso tinha... As unhas da madame são como as dos gatos pequeninos - afiadinhas. Isso somado ao facto de a mama andar para trás e para a frente, upa, upa! Optei por pôr a minha mão a tapar a mama e via-a a tentar agarrar a coisa mole a que ela estava habituada. Como não conseguia, acabava por acalmar. Tantas vezes lhe fiz isso que acabou por desistir... Bolas!
Leite
Já não tiro leite... Aos 6 meses e 1 semana, como de costume, de manhã dei uma mama à M. e liguei a bomba para tirar o leite da outra. A bomba tirou 50 ml. O normal eram 80/90 que eu acumulava com o da noite e dava para a papa do dia seguinte. Achei que era falta de água. À noite, repetiu-se. Nos dias seguintes, a quantidade foi diminuindo, até que já não saía nada. Optei por deixar a M. mamar dos 2 lados em cada uma das mamadas (pequeno-almoço e ceia) para estimular a produção. Ela não se chateia nada, e no final arrota com bocados de leite a sair pelo canto da boca. No congelador, há leite para 80 dias de papa dia sim, dia não. O medo agora é acabar sem prévio aviso ou ficar doente e não poder dar à filhota o bem-bom.
Mão na minha boca
Adora. Põe a mão na minha boca e eu simulo que a vou comer. Farta-se de rir. É bom ver como coisas tão simples a divertem e fazem feliz.
Actualização
Estive uns tempos sem escrever... Por isso agora, tenho uma lista infindável de posts para escrever, que vou apontando em papéis, para não me esquecer. À conta disso, algumas das coisas vão parecer fora de tempo, mas tendo em conta que este blog é também para a M., acho pertinente escrevê-los por ordem cronológica. Assim, algumas das estórias e aventuras são de há mais de 1 mês atrás. As minhas desculpas aos meus amigos assíduos...
Melhor fase da vida
É agora. Ainda faz o que quer (ou quase), não leva reprimendas (ou quase), ainda não percebe o não (ou quase) e leva muitos, muitos miminhos (sempre). Até aos 6 meses, vivemos a nossa época dourada, em que os sermões, os castigos, as más vontades são realidades paralelas, que não se revelam perante nós. Aproveita, filha, está quase a acabar...
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Baptizado
Chegou o dia. Fui ao baieta, junto com a madrinha e a amiga Sofia - correu bem e ainda consegui arranjar as unhas por tuta e meia (o que não vale a santa terrinha!). O vestido e restante indumentária estavam prontos para serem vestidos pelos padrinhos. Com uma madrinha que já foi mãe há 8 anos de um rapaz e um padrinho que não percebe nada de bodies, a desgraçada da M. portou-se lindamente. Com os paparazzis de volta, o pai a dar palpites e a ser vestida no ar (...) só chorou no fim de saturada. Valeu-lhe a mãe que lhe fez festinhas na cara enquanto acabavam de calçar os sapatos. Ficou um doce e aquela touca era um must! Ao sairmos, a sogra que estava a chegar da missa da outra neta, ainda perguntou se levávamos tudo - a toalha, o casaco, a vela... Dissemos que sim e arrancámos. À entrada da igreja já estava o padre, junto com o meu pai e a minha tia. Para fazer justiça, devo sublinhar que o marido e o pai cumprimentaram-se mutuamente, mesmo que a fugir e entredentes. Fiquei contente. A cerimónia começou à porta da igreja, com a parte de quem é a criança e quem a entrega e o que lá vamos fazer. Depois entrámos, o padre fez o sermão e depois começou a eucaristia. Os meus cunhados chegaram mesmo aí, pelo que quase que não perderam nada. Quase na altura do baptizado propriamente dito, a minha tia pergunta-me pela concha, que ela tanta questão fez em oferecer. Pois... Ficou em casa... O olhar de fúria dela, fez-me cometer segunda asneira: pedi ao meu cunhado mais velho que fosse a casa buscá-la. Correu mal. O padre, sem prévio aviso, chamou a minha sobrinha para segurar na jarra da água benzida, e ali mesmo junto ao altar, molhou a cabeça à M., sem concha, nem pias. Nos entretantos, o meu cunhado andava à procura da bendita concha e não assitiu ao baptizado... Mea culpa, mea mui grande culpa!!! No fim, a cerimónia foi muito bonita, e recebemos os elogios do padre por ter feito uma coisa à séria e sem o pesadelo de meio mundo de convidados e de muitos fotógrafos e cameramen. À saída, choveu e até granizo caiu (o meu cunhado acertou...). O almoço foi fantástico - a comida muito bem confeccionada, com fartura e com gosto. O cozinheiro esmerou-se! Depois veio o bolo e o champanhe, que eu me ia esquecendo de oferecer às empregadas, não fosse o cunhado a lembrar, e o padrinho fez um discurso curto e conciso que resultou e resolveu o problema. No fim, portaram-se todos muito bem, tendo a M. ganho a medalha de bom comportamento, mesmo depois de ter brincado ao passa o testemunho pela mesa afora...
Baptizado - véspera
24 de Maio. Penedono. Chuva, frio e granizo... Até à véspera, disse que não comprava roupa porque o meu segundo vestido de casamento era excelente para a ocasião - pérola, com um corte à Audrey Hepburn, discreto e de manga cava, com um ligeiro decote nas costas. No sábado, rendi-me às evidências. Iria congelar com o dito. Por isso, toca de ir para Viseu à procura do impossível com mais 3 malucos que me aturaram o dia inteiro. Parecia a diva com os seus 3 gestores de imagem que assim que entravam numa loja espalhavam-se e me vinham depois mostrar as suas opções à vez. Eu, desempenhando o meu papel estoicamente ia experimentando. Ou não me servia (estou com menos 4 kg e tudo me cai mal), ou era muito decotado e via-se o soutiã de amamentação, ou era muito fresco (a colecção de verão está aí em força), ou não me ficava bem porque sou "de cor desmaiada", como dizia a Paula. Acabei por descobrir um fato de casaco e calça pérola, acetinado, com uma risca discreta e uma blusa lilás de seda a condizer (mais ou menos) com a gravata que o B. levava para a ocasião. Correu bem e caro (um obrigado a quem me aturou)... À noite, fui aturar o padre. Passei-me. O B., à laia da boa educação, perguntou-lhe quanto era, ao que ele respondeu "não é nada... as pessoas costumam dar € 50 para a igreja"... Assim, foram estes para a igreja logo ali, e outros tantos para o padre num envelope no dia seguinte, por ter emprestado a igreja, porque parece mal!!! Odeio, odeio, odeio padres e padrecos! Deixámos as coisas mais ou menos alinhavadas para o dia seguinte porque, ainda por cima, havia a missa do Pai Nosso da nossa sobrinha quase à mesma hora e que por causa disso ia chegar atrasada... Pontaria!!! De cabeleireiro marcado (confesso que fui muito a medo, mas nem correu mal depois de uma correcção minha no final), fui-me deitar estoirada com a correria pelas ruas de Viseu...
Baptizado - bem marcado...
É preciso ter sorte!!! O dia do baptizado para além de calhar no dia de anos do pai (propositadamente), também foi calhar no dia do idoso. À conta disso, havia missa a dobrar naquele dia: uma perspectiva de mais de 2 horas... A minha ideia original sempre tinha sido haver uma cerimónia só para nós, mas como em Roma temos de ser romanos, tive de me contentar em gramar a missa com toda a gente, à hora normal, e no final, o nosso padre (que nos casou e antes disso os meus pais) celebrava a cerimónia do baptizado para nós e para os curiosos que não saissem da igreja nos entretantos. Agora com a missa do idoso ainda se tornava pior. A sugestão do padre: irmos às 10h00 e aguentarmos até ao fim. O B. lá lhe explicou que era uma bebé de 6 meses e que isso não era muito fácil de se concretizar, ao que ele replicou "façam pelo melhor". Até sugeriu que quando a M. ficasse muito irrequieta fossemos para a sala ao lado, onde inclusive, poderiamos dar a sopa... Tive de me chatear. Eu que não me queria meter nestes assuntos de sacristão e catequista liguei para o sr. padre e disse-lhe que assim não ia. A M. não ia ficar 3 horas a levar com os velhinhos, passar a hora da sopa e aguentar valentemente a estucha sem pestanejar, como é obvio! O senhor não queria abrir precedentes e deixar fazer 2 eucaristias no mesmo dia, por isso o combinado foi fazer-se só a cerimónia do baptizado sem missa no final da que já estava prevista e nós tinhamos autorização a baldarmo-nos à dita. Escuso de dizer que interiormente agradeci, mas não percebi o porquê de tanto problema. Afinal, o "sô padre" lá me telefonou a dizer que tinha pensado melhor e que nos autorizava a eucaristia às 12h30, hora a que já ninguém estava a ver coisissima nenhuma (damned!!!). Assim ficou marcado. Ultrapassado este problema ainda havia outro: no dia, a minha sobrinha e afilhada tinha a missa do Pai Nosso (antecipa a 1ª comunhão - novidade!) quase à mesma hora, por isso, os meus cunhados e sobrinhas iam chegar atrasados... Mas como marcámos para aquela hora, podia ser que o atraso não fosse grande...