Experimentámos depois da praia, uma banhoca na banheira com um de nós, já de banho tomado, é claro, e de fato-de-banho vestido. Da primeira vez comigo, da vez seguinte com o pai, que tem de experimentar tudo (e ainda bem!). Pudemos encher mais a banheira, pois estava segura por nós, pelo que deu para lhe dar a noção do boiar e de alguns movimentos dentro de água. Foi divertido - não sei bem quem mais é que gostou da experiência, se ela, se nós. Eu sentei-a de costas para mim primeiro e levantei-a um pouco, o que imediatamente teve como consequência ela começar a dar às pernas como se fosse uma rã. É fantástico como o instinto nos é inato! Depois virei-a de frente para mim e com as mãos por baixo deixei-a a flutuar. Primeiro, estranhou e olhou em torno a tentar perceber o que se estava a passar, depois riu-se e deixou-se levar por mim. Com o pai, as brincadeiras foram outras: bater com as mãos na água para molhar tudo e todos, ficar de pé na banheira para cuscar tudo e observar tudo muito seriamente encostada ao seu mais que tudo. Para repetir!
domingo, 22 de junho de 2008
Papa com água
Provou na semana de férias, pois não era prático levar o meu leite congelado para a Figueira. Para não ser diferente, adorou e quer mais como com tudo o que leva à boca de comida. Eu, pela minha parte, descobri que é mais fácil de fazer - fica mais depressa com a consistência de papa, enquanto que as feitas com leite parecem sempre mais aguadas. Agora que regressou a casa, voltou às não lácteas sem se queixar - fizemos as contas: se continuar a mamar sem percalços, temos leite para quase 3 meses de papa... Venha leite congelado!!!
Espelhos
A minha sogra tem uma catrefada de espelhos espalhados pela casa - um em cada uma das entradas, um em cada quarto e um em cada WC. A M. já gostava de se ver ao espelho, sorrindo para si mesma. Na casa de praia mudou um pouco o registo: agora, olha, ri-se e esperneia, fazendo uma festa enorme à coisa. Depois, olha para nós encantada e volta a olhar para o nosso reflexo. Também já nos direcciona o olhar através dos espelhos. Tenta lá chegar e quando deixamos, dá uma data de pancaditas com a mão deliciada. Resultado: no último dia, o pai andou de pano na mão a limpar os espelhos todos porque estavam cheinhos de dedadas e mãozadas da M.
I'm the Queen of the world!
Até parece que a M. viu o Titanic e o DiCaprio a gritar na popa (ou proa? Já não me lembro...) do barco... Agora que descobriu que é mais giro estar sempre de pé - com a nossa ajuda, é claro - um dia, na praia, agarrou-se ao guarda-sol, olhou para um lado e gritou "eihhhh!", olhou para o outro e fez o mesmo, esticando-se toda e ficando toda direita. Não sei se foi a grandeza da coisa, se a alegria, se pura e simplesmente feitio, mas foi engraçado de ver.
Praia
Morder
Mamou, mordeu, sorriu com um "ehhh!" e voltou a morder, por esta ordem. Disse-lhe que não antes da segunda mordidela, mas ela foi e... mordeu outra vez, com o consequente sorriso acompanhado do "ehhh!", a mostrar os dentes de desenho animado. Voltei a dizer que não com ar zangado. Repetiu-se a cena, só que da terceira não chegou a morder - só abriu a boca, fez que ia fechar os dentes e olhou para mim. Como continuei de cara fechada a dizer não, franziu o sobrolho, sem perceber o que se estava a passar. O meu erro? Dizer não e deixar repetir - a pobre criança ficou sem perceber lá muito bem o que se estava a passar...
Despique
Na semana de férias descobri que a M. adora desafios. Ela faz "Hummmmm!!!!", esticando-se toda e cerrando os punhos, com ar malandro e divertido. Uma vez imitei-a. Ela deliciada, repetiu, e eu voltei a imitá-la. Daí para a frente foi vê-la a ela a fazer vários sons diferentes sempre da mesma forma e a mim a imitá-la à minha maneira. O pai também já faz e chega a provocá-la começando ele o jogo, assim como o tio (como não podia deixar de ser). Vamos entrando no desafio até um de nós se cansar. Normalmente, somos nós, pelo que não sei até que ponto esta brincadeirinha não é má ideia. Mas ela, ou melhor, nós divertimo-nos tanto!...
Prrrrfhhhpt!!!
O tio e a namorada tentaram, mas felizmente a M. teve mais juízo. Não é que os desgraçados andaram toda a semana a tentar ensiná-la a cuspir a comida. Era só verem o prato a ser preparado e lá começavam eles de volta dela, qual abelhinhas de volta das flores - "M! Prrrrfhhhhpt". Repetiam e repetiam, comigo a refilar e a fazer avisos e ameaças, sem qualquer efeito. A M. olhava para eles e sorria - com os olhos, porque a boca estava demasiado ocupada a abrir e fechar para emborcar a refeição. Não conseguiram. A sorte é que a M. é uma comilona de primeira água e adora comer, não tendo tempo por vezes para sequer saborear a comida, quanto mais para ainda a desperdiçar... Senão era banho de sopa e fruta todos os dias. Bem sei que os produtos naturais fazem bem à pele, mas não exageremos!...
Tio
Até à semana das férias (veremos a partir de agora), vivia na casa de praia o tio recém-licenciado. O meu cunhado mais novo, que eu fiz questão que tivesse um papel preponderante na vida da M. e por isso o convidei para padrinho, é o tio maluco - alcunha aposta pela sobrinha mais velha que o ama de paixão - e desempenha bem o seu papel, fazendo jus ao nome. A M. não parece ser excepção na perdição por este. Já bem pequenina, era o único que a controlava - tinha ela um mês acabados de fazer e já ninguém a calava quando tinha fome com excepção desta ave rara que calmamente pegava nela ao colo e conversava com ela - não à maneira do bebélez e sem bidu-bidus. Ela refilava e ele respondia-lhe - "tens razão, a mãe nunca mais vem", ela voltava a emitir um som e ele voltava à carga "é, nunca mais vem". Há qualquer coisa nele que fascina os míudos. Com 6 meses e meio, a M. já dá mais pica. Ri-se das piadolas e graçolas que lhe fazemos, por vezes com gargalhadas sonoras e reage, provocando-nos quando nos cansamos. Assim, o tio desempenhou o seu papel às mil maravilhas. Pregou-lhe sustos infindos, só para a ver a rir à gargalhada depois. Nem sempre media o volume do grito e às vezes viamos a desgraçada a dar saltos e abrir muito os olhos na cadeirinha e só depois sorrir. Até a mim, que não tenho tantos problemas com estas "brincadeiras parvas", como diz o pai, me doia o coração por vezes... Descobriu as cócegas nos pés e brincava com a chucha - tirava-lha e fazia que lha ia pôr na boca, nunca o concretizando. A M. ficava de boca aberta à espera, com um ar de expectativa, e quase que fechava quando a via vir. Vá lá, a frustração nunca a levou a chorar. Junto com a namorada, punham-se do lado de fora da janela e apareciam a fazer "cucu!" vezes sem conta só para ela, e recebiam em troca sorrisos e gargalhadas de derreter. Brincavam com a vaquinha Lola, o dou-dou dela, já sua amiga quase inseparável, pondo-a em cima da cabeça a tapar-lhe os olhos e depois tirando-a de repente para a fazer rir. No final, pode-se dizer que a terapia do riso funcionou - a M. vê o tio e até esperneia de felicidade!
Aventuras das férias
Fomos uma semana para casa dos meus sogros ao pé da Figueira da Foz experimentar pela primeira vez a praia. Ficam aqui as aventuras desses dias.
Ri-se com o nariz
Descobriu que, se franzir o sobrolho e o nariz e respirar com força, consegue emitir um som engraçado. Por isso, agora, ri-se muitas vezes assim. Costuma usar este método quando quer muito uma coisa. Olha fixamente para o que for (o prato de comida ou o iogurte por exemplo) e começa-se com aquilo. É de chorar a rir...
Lavar os dentes
Já tem 2 em baixo, por isso a conselho do meu dentista, já os lava. Não com escova e pasta de dentes, mas com uma compressa e água. Não é fã. Ao princípio achava graça - aquelas massagens na gengiva com ela a tentar morder tinha a sua piada. Mas com o tempo perdeu-a toda. Primeiro porque lhe lavo antes a cara com uma compressa para retirar o excesso de creme hidratante de fruta ou de papa que tem nos bigodes e depois porque me parece que a compressa não lhe sabe ao que ela quer. O dentista até disse que se conseguisse (foi esperto - fez a ressalva) lhe devia lavar a língua, para tirar os resíduos todos, mas isso nem pensar. Acho que tenho de mudar de estratégia...
Pai doente X mãe só para mim
O pai ficou doente. Quando regressámos do fim-de-semana do baptizado, à conta da busca quase infrutífera do fato certo em Viseu, fiquei constipada. De mim passou para a filha. Desta passou para o pai. Eu reagi relativamente bem, a filha mais ou menos, o pai ficou de molho à séria... Por causa disso, fiquei uma semana com a filha só para mim. Depois de jantarmos as duas, pegava nela e ia para cima da cama de visitas que ainda está no quarto dela, e brincava até à hora do banho e da mamada, com o pai no quarto ao lado, de molho, a morrer. Foram inúmeras as brincadeiras que tive de inventar para a entreter e como não tenho coragem de a deixar presa na cadeirinha entregue a si mesma (ainda não temos parque), eram cerca de 2h30 de palhaçada todas as noites com sua excelência. Era o upa para se levantar com a minha ajuda, era o escorrega nas minhas pernas, era o cavalinho e o xó-xó, eram as cócegas, era a formiguinha a passear no seu corpo, era o força! para a encorajar a ficar de gatas e muitos da-da-das. Ficávamos as duas exaustas... A consequência de tanto tempo só nós duas, foi que depois não queria outra coisa... Também graças ao estado de desgraça do pai, fomos as duas para o quarto dela dormir - se adoeço agora, acaba-se o leite. Assim, estreou a cama dela na véspera de irmos embora de férias, mas com batota, porque eu fiquei na cama ao lado...
Não
Os bebés não têm a mesma percepção do que nós da realidade - não vale a pena dar palmadas ou castigar que eles não perceber. Temos de ir pelo não, com ar sério e depois distrair com outra coisa, caso seja preciso. Pois é... Eu tenho fama de má. E exerço esse papel cá em casa como um dado adquirido. Mas... Já tentei - por vezes consigo, outras também não. É que a M. já nos topou a todos. Nós dizemos que não, ela vai e... sorri com um "ah!" à mistura, que por coincidência ou não, parece ser à laia da malandrice. Repete-se o não com um ar sério a desmanchar-se, e ela vai e repete a dose! Por vezes, derreto-me - mea culpa, mea mui grande culpa, grito eu, batendo com mão direita no peito, mas que hei-de fazer com uma marota assim?!
Ecocardiograma
Quando nasceu, o pediatra detectou um "sopro", que após o ecocardiograma feito à tarde, confirmou que não era nada - por vezes os recém-nascidos nascem com a membrana (canal arterial) que separa as válvuvas ainda por fechar, tendo até aos 6 meses para o fazer com naturalidade. Por isso mesmo, aos 6 meses marcou-se novo exame só para ter a ceretza que estava tudo bem, apesar de a pediatra não auscultar nada nas conslutas mensais de rotina. Lá fui, uma manhã para a Cruz Vermelha fazer uma visita à "sô toura" para ver se estava de facto tudo bem. Estava. Ainda recebi os parabéns da médica por ter uma fortalhaça bem-disposta e tão sossegadinha - a M. passou o exame inteiro a olhar com um ar muito espantado para a mulher que não conhecia de lado nenhum e lhe estava a pôr aquelas coisas no peito.
Beber água
É suposto beber em média 50 ml entre refeições. Pois... A M. sai à mãe - beber água está quieto ou brincas. O pai B. comprou-lhe água para bebés... Mais uma das mariquices que se inventaram para pais babados que gastam dinheiro para os seus meninos terem o melhor... Por mim, era água del cano fervida, mas ainda não me consegui impor (confesso que também ainda não tentei muito - deixá-lo com a sua água xpto). Dá-se-lhe o biberão pequeno com um pouco de água e ela sorri, larga a chucha com prontidão e abre a boca. Quando percebe que é água que sai do dito... Começa-se a rir, a mordiscar a tetina e a afastar com a mão quando está farta da brincadeira, com a água a escorrer pela boca até ao pescoço. O B. descobriu então os sumos da Milupa, supostamente sem aditivos ou açucar. É vê-la a mamar! Se lhe tiramos o biberão da boca, berra por mais, como se não houvesse amanhã e ainda é complicado conseguir acalmá-la. Felizmente, neste assunto a ama está comigo - água é melhor. Assim, durante o dia, vai insistindo e diz que a M. até bebe - não o suposto, mas bebe. Quando eu chego a casa, mostro-lhe as minhas tentativas frustradas e ela ri-se. Diz que é por eu cheirar a leite que não lhe consigo dar água. Eu já vi com os meus olhos - da ama ela aceita bem e bebe, a sacana!!! Quando acaba de beber, leva com um "ai que fresquinho!"como incentivo e a coisa dá-se. Mas o pai também não consegue, e não cheira a leite. Só se é porque já percebeu que o consegue levar melhor e tenta a sorte com o sumo!...
Comprou a ama
Já está! Diz-se que os bebés descobrem-nos os pontos fracos num instante. A M. confirma a teoria. Em pouquíssimo tempo apercebeu-se de que a ama não a pode ver chorar, e usa isso em seu proveito com uma pintarola que só vista... Quando chego a casa encontro-as sempre no sofá - uma a embalar e a outra a dormir embalada. Eu bem digo que não pode ser, mas a única coisa que recebo em troca como resposta é um sorriso envergonhado e doce de uma ama babada, que não é capaz de me dizer que não consegue, nem de que vai tentar. À minha insistência do não pode ser, o sorriso mantém-se até que muda de conversa - ou para as gracinhas da M. do dia, ou para o tchau de quem se vai embora para a sua protegida. Uma manhã confessou-me que os seus 3 filhos fizeram-lhe o mesmo - não pode ver os cachopos a chorar - "ainda por cima a M. tem um choro aflitivo!". É um facto. Quando chora, seja por que for, parece que a estão a esventrar viva. É uma exagerada. Com o pai B. a ajudar à festa e a dizer que acha muito bem, que a menina não tem nada que chorar, a ama sente-se protegida e por isso continua... Estou tramada!!!
sexta-feira, 20 de junho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Fase mãe
Até aos 6 meses era mãe ou pai, não importava qual o colo, era-lhe indiferente. A partir daí, é mais mãe. Se estiver no colo da ama, estende-me os braços para vir para mim, já o pai nem sempre tem direito ao mesmo mimo. Na semana passada, pela primeira vez, chorou no colo do pai porque queria o meu. Escuso de explicar a cara de desolado do B., a dizer "Oh filha! É o pai!", certo?...