quinta-feira, 10 de julho de 2008

Está feito o diagnóstico

A febre baixou ontem ao final do dia e hoje de manhã já estava óptima. Fui à pediatra por descarga de consciência, que depois de a examinar identificou o problema. Afinal, a pediatra das urgências tinha acertado com o seu palpite (afirmou que não era vidente, mas que quase que apostava que iam aparecer borbulhinhas pelo corpo inteiro 2 dias depois) - hoje à tarde, antes de entrar para o consultório, fui mudar a fralda e vi uma quantidade imensa de borbulhinhas na barriga da M...

"O exantema súbito, também conhecido por roséola infantil, febre dos três dias ou sexta doença, é uma doença infecciosa aguda típica da infância, causada por um vírus da família do vírus herpes, típica da infância, que ocorre quase sempre entre os seis e os doze meses de idade, com alguns casos mais raros no segundo ou terceiro ano de vida. Tem um início repentino com o aparecimento de febre alta (39.5º/40.5º), diminuição do apetite e irritabilidade associados à febre, sem outros sintomas. A febre alta mantém-se durante três a quatro dias, havendo um contraste entre a intensidade da temperatura e o aspecto da criança que não aparenta estar gravemente doente. Nas crianças predispostas o início súbito da febre e a sua intensidade podem desencadear uma convulsão febril. Ao terceiro ou quarto dia de doença a febre, até aí elevada, desce rapidamente e desaparece, podendo excepcionalmente manter-se por mais um ou dois dias. Coincidindo com a descida ou desaparecimento da febre surge uma erupção na pele, que se espalha do tronco para o pescoço e para os membros superiores, poupando a face e os membros inferiores. A erupção é constituída por pequeninas manchas de cor rosada, por vezes ligeiramente salientes, que se atenuam com a compressão e desaparece um ou dois dias depois de ter surgido, sem deixar marcas."

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Preocupação genuína

A ama antes de ir embora na 2ª deu-me uns quantos recados de mãe para mãe. Não saiu sem lhe garantir que lhe iria dar um banho morno. À noite, ligou para saber da M. Deu-me um toque às 22h e esperou a retribuição. Quando chega de manhã vem com cara de preocupada e ontem achava melhor levá-la ao médico. Hoje já mandou um sms aos dois a dizer para não nos preocuparmos - a M. já está a brincar e apesar da febre se manter, parece estar a querer baixar. É reconfortante saber...

Continuamos na mesma

Na 2ª feira a febre manteve-se, rondando os 38º. Fui trabalhar e a ama ficou a controlar a coisa. Parece que propositadamente, quando cheguei a casa, num ai, a febre subiu para 38,9º. A M. estava no colo da ama e nem parecia a minha filha - prostrada, quase inerte, sem reacção e a fazer queixinhas de mansinho. Partiu-se-me o coração. Não chorei porque a ama estava lá... Liguei para a pediatra, que me disse que já estava muito cheia nesse dia e que de qualquer forma não parecia nada de dramático. Quando insisti e disse que a M. estava irreconhecível, lá me disse para levá-la ao hospital, até porque exames só aí mesmo. Não gostei. Liguei para o B. e disse que me ia pôr a caminho, ao que ele me pediu para esperar por ele. Nos entretantos, lembrei-me de tentar a tia enfermeira. Desta feita, atendeu e acalmou-me. Orientou na medicação e nos banhos tépidos - esperar mais um dia que a coisa ia correr melhor. Um pouco mais descansada, não fui. À noite, continuava igual. Febres altas, à roda dos 39º. Mais nenhum sintoma. Nem diarreia, nem falta de apetite, nem vómitos, nem choro de dores. Só febre. A tia enfermeira voltou a acalmar os dois e aguardámos. Essa noite não foi simpática. Deitei-me às 3h20 depois de ela adormecer (só possível na cama de visitas comigo ao lado) e acordei quase de hora a hora para ir controlar a temperatura. Ontem. Teimosamente, persistiu à volta dos 39º. O pai decidiu levá-la ao hospital, apesar de a pediatra e a tia enfermeira dizerem para aguentarmos até hoje. Por descargo de consciência... Eu já sabia o que iria ouvir: deve ser viral, continuar com o Benuron e o Brufen e aguardar. Dito e feito. Serviu para saber que era melhor reduzir a dose de paracetamol diário, tendo em conta o peso e a idade, mudando-se do supositório para o charope de Benuron. Confesso que fiquei na dúvida se é mesmo assim - ela nem a pesou para fazer contas! Adormecer foi um castigo: dois dias com colo e companhia deixam a sua marca. Berrou na cama 40 min, apesar de ter a minha cara encostada à dela e das massagens nas costas que quase que surtiam efeito, para logo a seguir haver mais uma resistência ao João Pestana, e acabou por se ficar. Hoje, voltou a acordar com febre... Amanhã vamos à consulta com a pediatra - já está marcada.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Febre...

Ontem à tarde, de repente e sem razão aparente, ficou com febre. Senti a cabeça encostada ao meu ombro muito quente, medi a temperatura e... 37,8º... O pai entrou em transe e eu não fiquei lá muito sossegada. Pusemos um Benuron, arrepiámos caminho do passeio da tarde e esperámos. Não melhorou. Liguei para a tia enfermeira, que pela primeira vez na vida estava desligada, por isso liguei para a assistência médica da Multicare (não conheço a pediatra o suficiente para saber se as 10h da noite de domingo é boa hora para telefonemas sobre febre). Estes reencaminharam a chamada para uma médica de um país de leste, que quase ininteligivelmente me disse para alternar Benuron com Brufen e estar atenta à temperatura: se passasse dos 38º levá-la logo para as urgências para pôr a soro, senão podia ter convulsões... O que vale é que não lhe dei importância (a pediatra hoje só fez um comentário a tal conselho: "Disparate! Ignore"). O B. foi comprar o Brufen, pus-lhe o supositório à meia-noite e deixei o charope para as 4h - é mais fácil. Pôr o supositório foi complicado. Quase que chorei com ela... À conta disso, ontem a M. mamou outra vez à noite, antes de se deitar. Já se estava a deixar disso - foram 4 noites seguidas a dormir entre as 9h e as 10h, depois de jantar. Deixei-a no mimo daquele colinho bom, mas não adormeceu, por isso, quando achei que já passava demasiado tempo a mais, tirei-a e ela chorou. Não resisti. Com febre e a refilar de mau-estar, a querer miminhos legitimamente, deixei-a ficar ao colo até adormecer. Quer dizer, não foi bem até adormecer, porque o B. já estava em pulgas para dar miminhos também, por isso, passei-lhe o testemunho e adormeceu-a ele ao colo. Às 3h levantei-me para a virar na cama e às 4h para lhe dar o charope. Hoje de manhã, ainda estava igual...

Burrinha velha

Descobri, ou melhor associei, uma das brincadeiras da ama com uma expressão da M. Já aqui escrevi um post do rir com o nariz. Foi a amiga Lúcia que ensinou a fazer de burrinha velha.

domingo, 6 de julho de 2008

Olhos da avó

A M. é toda pai. Já sei. Não bastasse eu vê-lo a milhas de distância, não há ninguém que a veja e não o confirme imediatamente para satisfação óbvia do pai. Até hoje só a sogra afirma convictamente que a minha filha também tem coisas da mãe (e desde o dia em que ela nasceu). A sua testa alta é indiscutivelmente minha, nem o pai se atreve a dizer que não. Eu acho que os olhos também são. Tudo me nega a ideia, com excepção de algumas pessoas. Estas, a minoria, têm todas algo em comum: conheceram a minha mãe. Quando vêm a M., descobrem nela os olhos risonhos da avó, que por sinal também são os meus. Parece que a M. tem o mesmo traço que eu - em criança tudo me dizia que eu era toda pai, mas havia qualquer coisa da mãe em algumas expressões e apenas nisso. Com o tempo, já de adulta, de repente, tudo me diz que sou tal e qual ela, especialmente nos olhos sorridentes. Ontem, conheci uma antiga colega da Rute, sua grande amiga de há 30 anos, que assim que me viu, a primeira coisa que me disse foi "Eu conheço esses olhos! Como eu conheço esses olhos!". Depois, quando lhe mostrei as fotos da M., na primeira negou - os olhos eram do pai. Na segunda, com a M. a rir, parou, olhou melhor e sorrindo disse-me: "Não. Afinal os olhos sorridentes são da avó...". Fiquei feliz...

Sentou-se depois de mamar

De manhã, o normal é, no final, começar a chorar desalmadamente porque quer mais mimo, no aconchego do meu regaço, a mamar. Hoje foi inédito. Antes do fim do tempo regulamentar, parou de mamar, sentou-se e começou a brincar com o comando de televisão. Dei-lhe a chucha e ela sorriu para mim, continuando com o seu entretém. Está mesmo a ficar crescida....

CD dos Concertos para bebés

http://www.concertosparabebes.com/guestbook/musica.php Já o tenho. De frequência assídua, a M. gosta dos espectáculos, por isso arranjou-se o CD. Pusemos hoje de manhã a tocar pela primeira vez. Assim que começou, parou e ficou muito atenta a tentar perceber de onde vinha o som. Depois, começou a rir-se e a fazer sons de quem estava a gostar. Cantámos para ela (é suposto, segundo-se as orientações do disco) e ela interagiu imenso. Ao almoço, voltei a pôr o CD. Foi a primeira vez que a M. não desesperou entre colheres - estava muito mais calma e nem chorou no final, por já ter acabado. Recomendo. Indicado dos 0 aos 3 anos. Prrrrrrr!....

Já ouvi!

Diz mesmo! "Ma-mã". Quero lá saber se são sons sem nexo! "Ma-mã", "Ma-mã", "Ma-mã"!!!!

Hormonix

É suposto ficarmos meias acéfalas a partir do 7º mês de gravidez, estado que se vai agravando até aos 6-7 meses da criança. Tem tudo a ver com as hormonas e a preparação natural do nosso corpo e cabeça para a recepção de um novo ser, totalmente dependente de nós. Tudo o que não tenha a ver com bebés torna-se um pouco mais incompreensível. Confirmo. Passei por isso. Se por natureza já sou meia disléxica e troco-me toda com as palavras (espectafacular e caixão do lixo são das mais famosas) e muito trapalhona, depois fiquei parva de todo. Perguntas óbvias e muitos disparates depois, acho que já recuperei a minha inteligência a 98%. Agora, o pai... Talvez por contágio, talvez por ser tão dedicado ou mesmo e apenas e tão só por estar a ficar mais tonto, tem ido uns episódios engraçados. Os mais recentes foram com a chucha. Vai pegar na filha ao colo, e como tem a chucha na mão, entrega-ma para eu segurar. Até aqui nada a apontar, não fosse o facto de já por duas vezes, ao estender a mão e dizer "Segura", não o fizesse direccionado para a minha boca!...

sábado, 5 de julho de 2008

Sal

Depois de lhe molharem os pés no mar, fica sentada na toalha a brincar. Descobriu que se chupar o dedo grande do pé sabe-lhe a algo diferente. Agora é vê-la a chuchar o pé para provar o salgado do mar em primeira mão...

Bolachas

O B. comprou-lhe umas da Milupa para experimentar. Devora em três tempos e no final, o bocadinho que sobra escondido dentro da mão leva a uma crise de nervos. A M. vai roendo, roendo até chegar à mão. Como ainda não aprendeu a a abrir, enerva-se porque sabe que está lá, mas não sabe como lá chegar. É vê-la a chorar à séria depois de umas quantas tentativas frustradas com a mão para cima e para baixo em frente à boca de punho fechado. Criança sofre...

Remoinho

Tem um no alto do cucuruto bem demarcado. Com caracóis à mistura, já me estou a ver daqui a uns anos à toa para a pentear...

Banana

Hoje o B. lembrou-se de lhe dar banana sem estar esmagada. Até aqui nada de novo, não fosse a minha filha ser uma gasganeira. Abocanhou de tal maneira e a tal velocidade que não me deu tempo de fazer nada, a não ser virá-la ao contrário, porque ela já estava a ficar atrapalhada, sem conseguir respirar... Bolas, que susto!

Quase curada

Finalmente, vejo novamente luz ao fundo do túnel! A mama direita já está outra vez quase curada, depois de mês e meio em greta... Ela só mamar uma vez por dia fez efeito.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Não mamou

Ontem à noite, adormeceu às 9h. Achei que ia acordar por volta as 10h como de costume e manter-se acordada até à hora da mamada. Passaram-se as 11h, as 11h30 e a meia-noite. Nem dava sinal. Fui espreitar e dormia tranquilamente. Fiquei sem saber o que fazer. Perguntei ao B. o que ele achava, que me respondeu que também não sabia. Acordar ou não acordar, eis a questão. A dúvida era só uma: será que ia acordar de madrugada por não ter mamado antes de ir para a cama? Depois de lhe cheirar a fralda, olhei para aquela cara adormecida e decidi arriscar. Fui-me deitar. Tive dificuldade em adormecer e ainda me levantei 2 vezes para fazer coisas - fez-me confusão não ter passado por aquele nosso ritual nocturno. Afinal, só acordou à hora do costume - 8h da manhã. Avisei a ama que hoje não deveria fazer grandes sestas (foi uma noite de 12 horas!), coisa que se confirmou à tarde. Só dormiu um bocadinho depois de almoço. Hoje à noite, parece que vai repetir a façanha. Adormeceu logo a seguir ao jantar e ainda não deu sinal de si. Tenho pena - já não consigo brincar tanto com ela e imagino já os dias sem horário de amamentação, a chegar às 6h30 e só ter aquele bocadinho. É que apesar da falta de tempo para actualizar o blog, para tratar de outras coisas ou mesmo de mim, e do cansaço que representa, a brincadeira depois do jantar já tinha o seu lugar no nosso ram-ram diário. A ver vamos, se à conta disso, não se seca a fonte...

Orelha

Está a descobri-la. Já leva a mão até lá e começa a esfregar ao de leve quando está com sono. Ainda não é mais do que isso, mas dá-me a sensação de que vai evoluir.

Boa noite

A M. destapa-se com uma pintarola a toda a prova. Já aprendi a deixá-la destapada quando a deitamos e só puxar-lhe os lençóis para cima quando está ferrada. Enquanto estou acordada, não me preocupo muito pois está bastante calor. Normalmente, quando me vou deitar, tapo-a, aconchego-a, dou-lhe um beijo, dizendo-lhe sempre o mesmo: "Dorme com os anjos e com a tua avó". Ela dá um suspiro e fica-se até de manhã.

Festas nas costas

Um dia na brincadeira, descobri que a M. adora que lhe massajem as costas. Com dois dedos, percorro cada lado da sua coluna e quando chego à zona lombar encolhe-se toda. Nem se mexe, com a cara enfiada no colchão, de chucha na boca e um semi-sorriso. É algo que a acalma imenso e a adormece facilmente. Toda esta semana foi igual: quando a vou deitar, ela vira-se quase de barriga para o chão, como que a pedir. E eu não resisto. Vou-lhe esfregando as costas suavemente para cima e para baixo até ela adormecer. Depois, venho-me embora, espero uns minutos e peço ao pai para a ir virar porque está com a cabeça quase totalmente virada para baixo. Bem sei que são rituais que se implementam e que depois são difíceis de tirar, mas sabe-nos tão bem!...

Milady

Já quase que se consegue sentar sozinha. De deitada, vira-se de lado e faz força com o braço para se erguer do chão. Depois com as pernas esticadas de lado, com um pé delicadamente posto por cima do outro fica a 80º do chão. Faz lembrar uma milady, que antigamente cavalgava de lado no dorso do seu cavalo.