domingo, 18 de janeiro de 2009

36...

Detesto Dezembro. Começa com os meus anos, que já não me animam. Já lá vão os tempos em que tinha dificuldade em marcar mesa para mais de 30 fiéis malucos que seguiam noite dentro até de madrugada a celebrar comigo. Hoje em dia, não consigo fazer festa, mesmo que queira, porque os amigos já são poucos, todos têm a sua vida e a altura é complicada. Ainda por cima, como sagitariana que sou, sofro do complexo de Peter Pã, como tal, não quero crescer. E digamos que estar a 4 anos dos 40 não anima muita gente, especialmente quando ainda assim, algumas coisas da vida estão por estruturar... Este ano, a coisa não melhorou. O pai e a tia esqueceram-se o que não ajudou. O que valeu foi a festa de anos da Gui, que celebra a data no mesmo dia do que eu - que me permitiu estar em ambiente de festa e distrair-me um pouco - e... o meu jantar de anos surpresa!!! A colega e amiga do trabalho, percebendo que a coisa não estava fácil para estes lados, combinou às escondidas com o B. o jantar na casa dela e, junto com mais duas malucas, organizaram-se. Não apanhei nada. A neura era tal, que nem quando o B. me disse que íamos jantar para os lados de Mafra e que por isso podíamos passar em casa dela em Sintra, quando ele nunca lá tinha estado antes, me fez perceber. Ou melhor, desconfiei e até imaginei que seria isso, mas como não queria mais uma desilusão, fiz força para não acreditar até ter a certeza. Ainda me caiu uma lágrima quando me apercebi de que era verdade... Foi um jantar simpático, com muita comida, risos e boa disposição e um bolo de aniversário, o suficiente para terminar bem o dia, porque afinal, o que interessa não é a quantidade, mas sim a qualidade. Obrigada, malta, fez-me bem!

Alergias

Até agora, nada. O ovo também já foi à experiência e tudo bem. Já só faltam a carne de porco, os morangos, os kiwis, o marisco e o chocolate. Este último, se depender de mim, vai demorar a ser provado...

Já sobe

Para cima da mesa de actividades. São precisos 50 olhos para que ela não se aventure e não caia para trás!!!

Não jantei...

Ou melhor, jantei mal e porcamente... A M. pedincha comida sempre que a vê. É inacreditável... Janta primeiro, pratos bem cheios com fruta no fim, e mesmo assim, quando vê a nossa comida começa logo a puxar os casacos, a esticar-se na ponta dos pés, a gemer e a gritar "papa!". O pai nestas coisas é muuuuuito mais permissivo do que eu. Basta ela insistir um bocadinho e lá vai ela, sem fome nenhuma, para o seu colo para ir depenicando do seu prato, quando não lhe come parte da refeição... Desta vez, zanguei-me. Disse que não e não deixei. E fui dizendo, a um e a outro sucessivamente, não parecendo que nenhum estivesse a perceber o que eu estava a dizer. A certa altura, o B. zangado, olha para mim e diz-me "então tenta lá tu que ela não coma! Vá!". Meio dito, meio feito. Larguei os talheres, levantei-me, peguei nela ao colo e sentei-me no sofá a ler um livro. Nem meio minuto depois, já tinha esquecido a comida e o pai jantou em condições. Eu tive de esperar pelo final e depois comer a correr, não fosse ela ter mais ideias... Então afinal, era assim tão difícil?!

Lola com rodas

Depois de comprarmos o casaco, passámos à parte dos brinquedos por causa dos presentes de Natal ainda por comprar. A certa altura, a M. dislumbrou no meio da confusão, no chão, um conjunto de Lolas com rodas. Não consegui mais tirá-la dali. Sentou-se no chão e ia brincando com uma e com outra, com uma alegria só vista. Depois de alguns minutos largos naquilo, acabámos por lhe comprar uma como o nosso presente de Natal. Agora, é vê-la andar pela casa com o fio na mão, de braço bem levantado acima da cabeça e ficar enervada por a sua vaquinha de estimação levantar voo, em vez de rolar pelo chão... Mas quando consegue, com a nossa ajuda, fica mesmo contente. :)

Casaco novo

A avó tem o ritual de oferecer um casaco pelo Natal às netas - O casaco bom do Inverno. Como não conseguiu oferecer o vestido dos anos, visto que o B. insistiu em assumir essa função, passou o casaco para o aniversário e uma roupa nova para aquela ocasião. Fiquei eu encarregue de o comprar na grande Lisboa. Optámos por ir ao El Corte Inglês, por terem mais opção de escolha, apesar das pegas que já lá tivemos. Tinhamos em vista um da Laranjinha, cor-de-rosa, em fazenda, muito à senhorinha, estilo clássico, mas nas suas pesquisas na net, o B. tinha visto outras coisas, cujas marcas estão representadas naquela loja. A primeira tentativa de ida saiu gorada - fui buscá-lo ao metro para irmos directos, mas a M. assim que o viu entrar para o carro, desatou num pranto que queria o pai, e alguns "apai" depois, este não foi senhor de seguir em frente e voltou para trás para pegar ao colo a sua princesa (sem comentários...). Da segunda vez, uma semana depois, foi mais fácil e sem choros e por isso pusemos-nos a caminho. Chegados lá, experimentou o da Laranjinha, que ficava bom de tamanho, pelo que poderia não durar o Inverno todo, por isso desistimos da ideia. Foi quando vimos um da Kenzo pelo qual nos apaixonámos e que não tinha nada a ver com o primeiro. Ao vesti-lo, ficou perfeito. As cores são fantásticas e é muito quentinho, com pêlo por dentro. Mais tarde, num site que também o vendia, o B. ainda descobriu mais uma vantagem: não tem avesso, ou seja, funciona dos dois lados... Obrigada, avó, fico linda com ele!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Ombros, barriga e joelhos

Na ginástica, tivemos uma aula em que se canta aquela conhecida canção do corpo humano, adaptada de inglês para português. A certa altura, é a vez dos ombros, da barriga e dos joelhos, pondo-lhe as mãos nas respectivas partes do corpo para perceberem. A M. não pareceu dar grande importância a tal exercício. Chegadas a casa, estava eu a secá-la do banho, quando lhe falei na barriga. E ela, prontamente, levou ambas as mãos aos ombros e logo, logo de seguida aos joelhos, com um ar muito satisfeito, tipo "vês? Aprendi!". Ou seja, aprendeu que aquele conjunto de palavras corresponde ao conjunto daqueles dois sítios. Fiquei surpreendida com o facto de ter assimilado os conceitos só com aquela primeira tentativa, apesar de se ter trocado um bocado. É espantoso como, nestas idades, estes pequeninos cérebros são verdadeiras esponjas! Foi uma trabalheira para desfazer a confusão, mas agora, já sabe o que são os ombros e o que são os joelhos, mas regra geral um segue-se ao outro, mesmo sem pedir. A barriga está por perceber, mas haveremos de lá chegar.

O meu martírio diário

Todos os dias, mas todos os santos dias, tem de ser. Tenho de lhe ler dois livros, uma, e outra, e outra vez. É de tal maneira, que chega a nem querer ouvir o resto - assim que passa à segunda página, já se foi embora, para voltar logo a seguir à carga. São eles: a Branca de Neve, curiosamente o primeiro livro que recebeu, e o Winnie conta, que tem uma espécie de mini-ábaco para contar as bagas que o ursinho vai apanhando. O objectivo dela é encontrar os pássaros na Branca de Neve e ouvir-me cantar e andar com as bolas de um lado para o outro com o Winnie. O
primeiro quase que já nem o posso ver!!!

Bam-bam!

Como já deu para perceber pelas fotos, a M. tem um carrinho de empurrar. Quando o B. o comprou não lhe deu importância nenhuma porque não andava. Agora que que já dá passos sozinha, mesmo que atabalhoadamente, já acha graça à coisa. Ponho-lho à frente e ajudo-a a endireitá-lo, indo sempre atrás, não vá a sua trapalhice fazer das suas. Costumo imitar o som de um carro a andar, usando a onomatopeia "bam! bambambaaaaaam!". Depois, quando vai contra a parede, grito "Pum!!!". Em minutos adoptou este som, e agora, quando vai contra alguma coisa ou quando atira algo ao chão que faça barulho, grita "Pum!". Mas não foi só isso que aprendeu... Uns dias depois de começarmos com esta brincadeira, estava eu na sala e a M. vem ter comigo a pedir "bam-bam". Não percebi. Pedi-lhe para me explicar o que pretendia, ao que ela dirigiu-se para o quarto e apontou para o dito carro, dizendo "bam-bam!". O que ela queria era aquele brinquedo ao qual associou o som que eu uso para brincar com ele!!! Ficou o nome. Cá em casa, todos os carros são popós menos o dela, que é bam-bam!

Bebelês

A ama já lhe ensinou mais umas das palavras básicas de bebelês - popó. Não sei se foi com a janela a ver os carros a passarem ou se foi com o livro que tem um tractor, pois é tudo o mesmo: popó. Já a ovelha é mémé, pato é cuá-cuá ou cá-cá, galinha e galo é cocó. Não me lembro de mais nenhuma, mas deve havê-las... É de facto muito mais fácil de aprender a falar assim para eles. E eu que tinha a intenção de ensinar logo a palavra correcta, sem bebelês pelo meio... Mais uma daquelas regras de antes do nascimento, que são muitas vezes utópicas, e que rapidamente se desfazem com a realidade...

Bye bye!

Quando a mesa de actividades da M. deixa de ser usada por uns momentos, diz "até já!" e desliga-se. Ora, a versão em inglês diz no final "bye bye!". Não é que a miúda um dia repetiu na perfeição a expressão?!

Onde estão?

A M. anda sempre com umas bolas na mão. A sua brincadeira favorita é atirá-las para o chão e vê-las a rolar até pararem. Muitas das vezes, param debaixo do sofá ou da cama. Depois, senta-se ao lado deste e aponta para lá enquanto nos chama. A madame nunca tenta sequer chegar lá, visto que é muito mais fácil pôr-nos a nós de rabo para o ar. E nós, palermas, fazemos-lhe a vontade...

Brinquedos

Uma pequena amostra do canto do quarto com a tralha para brincar...

Ginástica

Apesar do esforço que isso implica, foi uma excelente ideia inscrever a M. no The Little Gym. Tanto o prof. Rodrigo, como a prof. Vi. são excelentes naquilo que fazem - o primeiro mais calmo e a segunda mais dinâmica, mas ambos muito focados na evolução das crianças e na aprendizagem dos pais, regra geral sem descuidar nenhum de nós. Não podia estar mais contente. A M. adora tudo. O normal é primeiro ficar algum tempo a observar, mais do que a participar, mas depois costuma alinhar em tudo na maior. Aprendeu há pouco tempo a cambalhota para trás, mas essa eu não faço em casa com receio de me falhar a força e fazer asneira com o pescoço. Já a preensão na barra paralela é outra conversa. De acordo com os professores, é normal os bebés não darem importância nenhuma a certas coisas e gostar muito de fazer outras. No caso da M., ela pura e simplesmente não quer nem saber de se agarrar à barra e ficar pendurada. É uma questão de tempo e perseverança, que é coisa que não falta naquele espaço. Apesar de gostar de tudo, há duas coisas que a M. não dispensa: as bolas e as bolas de sabão. Já sabe onde estão guardadas e por vezes leva-me até à porta e aponta como que a pedi-las. A bola é média, amarela e feita de um material tipo forro de casaco, por forma a que eles consigam agarrá-las. Já as bolas de sabão saiem de uma espécie de pistola que dispara ene bolas ao mesmo tempo de vários tamanhos. Quando finalmente se vão buscar (fazem ambas parte de todas as aulas, apesar de poderem ter funções diferentes de semana para semana), ela prontamente se põe na linha da frente. A bola é agarrada com firmeza, passeando-se pela sala como se se tratasse do seu maior tesouro, não vá algum dos colegas ter ideias. Por vezes atira ao chão para dar pontapés, outras pede-me para ir ao cesto de basquete encestar com a minha ajuda. Já as bolas de sabão são para apanhar com o dedo indicador, ficando muito séria a olhar. Mas de tudo o que a M. já lá aprendeu até hoje, a mais útil é uma canção. Quando acaba um exercício e temos de arrumar o objecto em causa, canta-se "Está na hora de arrumar, arrumar, arrumar! Está na hora de arrumar as .... no lugar!" A M. nem pestaneja - vai pela minha mão entregar até a bola que tanto gosta. Em casa, experimentei a técnica. Não é que resulta?! Assim, nunca ou quase nunca temos choros...

Natação - insatisfeitos

Como quem vai à ginástica sou eu, a natação compete ao pai. Só nos dias em que ele não pode serei eu a fazer a vez. Assim, o normal é eu ficar a ver de plateia para depois a vestir enquanto o B. toma banho e se arranja. Por vezes parece-nos que a professora não liga grande coisa à M., muito porque ela é a mais nova, no meio de muitos, e ainda não sabe fazer o que os outros fazem e também porque ela não é grande adepta de exercício físico e por isso a maior parte dos exercícios são para ser aldrabados ou nem sequer tentados. A sua predilecção é entrar para dentro de água (prioridade máxima) e ficar ali a demolhar, lambendo avidamente as mãos por estarem molhadas, o que se torna um ciclo vicioso. Ainda não fez o clic do nadar e parece que a professora está mais ou menos à espera dele pacientemente. Por vezes, é um pouco frustrante para nós ver os outros mais evoluídos, a fazer chap chap ou a mergulhar (entenda-se saltar para dentro de água para os braços do pai) com vontade e a nossa M. também não. Para além disso, o horário não facilita nada - 18h15 implicam o B. sair muito cedo do trabalho e eu vir a correr de Sintra para chegar a horas de ajudar à saída da aula. Ao fazermos a inscrição, ficámos em lista de espera para a aula seguinte - 19h00. Mas como as turmas estão cheias, esperámos. Até que um dia... Na aula dela estavam também dois gémeos, que chegavam sempre atrasadíssimos. Uma certa vez, ouvi os pais a combinarem com a professora a passagem para a aula seguinte. Achei que devia tentar a sorte também. Falei e ela confirmou que havia uma vaga e deixou. Ficámos de confirmar até ao dia seguinte e quando ligámos para o ginásio, estes disseram que isso não era assim. Resumindo: a professora não pode fazer as coisas à revelia da secretaria e estes quando se aperceberam da vaga ligaram a única pessoa que estava à nossa frente, que aceitou. Ficámos nós em espera na mesma... Fomos falar com o responsável que, depois de perceber a história toda, abriu a excepção de aumentar a turma de 8 para 9 crianças. Não gostámos da ideia. Se com 8 já é o que é, com 9 seria pior... Mas parece que a política do Megacraque é mesmo assim: se as crianças não comparecem todas frequentemente, então, para maximizar os lucros abrem vagas. Demonstrámos bastante o nosso descontentamento e ficámos à experiência para duas aulas em Janeiro às 19h00, para depois dizermos de nossa justiça. A ver vamos...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Tété!

É a expressão usada lá em cima em vez do cucu! O B. usa-a muito e eu por arrasto também. Agora, é a M. que a usa. Quando quer esconder a cara ou só os olhos atrás de alguma coisa, para nós lhe ligarmos, exclama "tété!". É tão engraçado ver a sua expressão de divertimento, com aqueles olhinhos brilhantes, como se achasse estar a fazer uma coisa muito esperta. E efectivamente, até está... :P

Tsão!

É a nova palavra dela, que nada mais é do que chão...

Água do banho

Na banheira, agora, adora abrir a boca, levá-la escancarada à água e beber. Podia-lhe dar para pior...

Gatinhar de sereia

Nunca aqui o referi, mas merece menção. Quando a M. gatinha, as pernas andam aos Ss como se fosse um peixe. Em vez de impulsionar o movimento com os pés, usa mais a força nos joelhos, deixando os pés meios no ar. Assim, estes vão andando ao sabor do gatinhar, de um lado para o outro, tal e qual como um rabo de peixe. É a nossa pequenina sereia...

Subterfúgios

Como não quer andar, tem de arranjar estratagemas para deslocar coisas. Assim, ou as põe à sua frente no chão e vai gatinhando enquanto dá sapatadas com as mãos, atirando-as para a frente, ou usa uma posição estranhíssima que não é nem gatinhar, nem andar. Põe uma perna dobrada como se estivesse de cócoras e a outra estica para o lado. Depois, com uma mão a segurar no objecto, vai andando com a ajuda dos empurrões da outra mão no chão. Ou melhor, vai saltitando desajeitadamente...