
No penúltimo dia, como o vento insistia em ser desagradável, decidimos ir passear para Monchique (disse-me uma grande amiga de lá que não fomos originais - vai tudo passear para a serra quando o tempo não permite uma ida à praia). Foi um passeio agradável,
com muito verde (a praga dos incêndios ainda não chegou ali) e um sol amigo. Passámos pelas termas, local prazenteiro onde demos o almoço à M., num banco de jardim, sob o olhar atento de um cão preto, de olhos fixos nos boiões, que fez as delícias da nossa filhota e mexeu com os nervos do pai. Mais uma vez, os seus sorrisos, a sua vontade de comer e os guinchinhos de alegria, conjugados com muitos apontares, puseram uns ingleses a rir e elogiar (Oh, filha! Os anormais que não se dignam perceber que estão no estrangeiro e que por isso não podem, nem devem assumir que somos uma extensão da Britânia, não merecem tais boas-vindas!...). Almoçámos no "Jardim das Oliveiras", já a caminho de Foia, por sugestão da referida amiga, comprámos uma aguardente de medronho no supermercado a conselho de uma local, que acabou por ficar como presente de anos do meu pai (49% de alcool!!!) e descemos a serra em direcção a Portimão, à procura de sapatos.

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