segunda-feira, 14 de abril de 2008

Mundo

conheço 7% do mundo... create your own visited countries map Uma amiga tinha no seu blog. A título de curiosidade fui lá e acabei por copiar para aqui. Não sei se fique contente com o resultado, se triste. Na proporção, e tendo em conta a idade, não está mal, mas ainda falta tanta coisa para conhecer!...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Mimalhice

Desde que comecei a trabalhar, depois de me perdoar por a ter deixado, a M. entra num processo de mimalhice pura. Ao nosso colo, encosta a cabeça à nossa, ficando bochecha com bochecha, sem se mexer. Fica assim tempos infindos. Ou então, namora o pai, e renamora, com uns olhos que mal pestanejam de carneiro mal-morto. É claro que nós cedemos a esta mimalha pequenina - é a sua recompensa de tal abandono...

Suspiro

A M. quando dorme dá suspiros profundos - daqueles que limpam a alma. Há uns dias adormeceu à tarde sentada ao meu colo e eu acabei por encostá-la ao meu peito, encaixando-a no meu queixo. Saiu um valente suspiro dos seus pulmões - ah que suspiro gostoso!!!

Deu-lhe uma branca!

A M. estava meia ranhosa, com alguma tosse e espirros. Deve ser dente, somado ao facto de ter estado em contacto com a prima doente, mas nada de extraordinário. O pai decidiu pôr-lhe um Ben-U-Ron para passar bem a noite. Não é a primeira vez que o faz. Pois desta vez ficou parado, sem perceber onde enfiava o supositório. Tive de ser eu, porque ele estava muito aflito a achar que se ia enganar no buraco... Disse que lhe deu uma branca de repente. Tal branca!!!

Tentativas de basquete

Tira e põe a chucha vezes sem conta - por vezes acerta, outras também não. É todo um processo de múltiplas tentativas, giro de se ver. Parece que está a treinar, tal como um jogador de basquete treina várias vezes seguidas o encestar da bola. Comparação do pai.

Adormecer

Há um truque só meu que nunca falha, seja ao colo, na espreguiçadeira ou no berço: passar devagarinho o polegar pelas sobrancelhas e no 3º olho - o ponto entre as sobrancelhas - em direcção ao nariz. Os olhos começam a fechar devagarinho, e apesar de resistirem um bocadinho, acabam por ficar firmemente fechados. Para além disso, a minha mão por vezes parece mágica. Quando está quase, quase lá, mas o arroto não quer deixar e ela esperneia um bocadinho ou quando a levo para a cama e sente que algo se está a passar, encosto a mão à bochecha e faço festinhas com o polegar. Parece magia: acalma logo e fica-se. Se quando tiro a mão, esperneia outra vez, basta voltar a pôr a mão na mesma posição e adormece de vez.

Os seus cognomes

Eu chamo-lhe macaca ou macaquita, por causa da forma macaca como se ri. Estou a ver se gosto de Nocas, derivado rebuscado do nome. O pai adoptou de vez em quando Floco, graças às amigas de barriga. O avô materno gosta de bochechas, bochechuda e cachopa. O avô paterno de risonhita. No meio disto tudo, responde a todos da mesma forma cusca, desde que o tom seja o apelativo.

"Ah mã!"

Às vezes quando choraminga, parece mesmo isso que ela diz. E não sou só eu que acho, ouviram más línguas?!

Viagens

Já se consegue. Logo a seguir à sopa, que é quando ela arrota melhor e por isso demora muito menos tempo com esse processo e quando depois do motor do carro a funcionar chega a esticar o sono para 4h30. Dá à conta para vir da casa dos avós até à nossa.

5 meses

Está grande... Na consulta dos 5 meses pesou 7,660 kg. Tem uma diferença de 200-300g do Vicente, o buzinão risonho, amigo de barriga, que nasceu no mesmo dia que ela. Já quase não cabe no berço, nem na alcofa de viagem. Como dizia o outro: "já só te falta um bocadinho assim!". Ou seja, esse bocadinho é o que falta para dar o grito de Ipiranga e seguir para o seu quarto e a sua cama de grades... Vai-nos fazer diferença, uma boa e outra má. A boa porque o terceiro elemento, como diz a amiga enfermeira, sai do quarto (apesar de ela nem se sentir depois de ferrada a dormir). A má porque de madrugada, lá por volta das 5h30/6h, quase que acorda à conta dos puns que querem sair (raio de hora que ela escolheu para tal) e só não abre a pestana porque lhe ponho a chucha antes disso. Agora é só isso e virar-me para o outro lado. Depois implica levantar...

Miminho de mãe

Costuma adormecer na mama - não é grande hábito, mas não há muito a fazer - não a vou acordar de propósito para poder adormecer na cama sozinha, certo?... No outro dia não conseguiu por causa do malvado arroto. Arrotou e continuou irrequieta. Peguei nela e pu-la ao ombro para ajudar a arrotar mais, enquanto cantarolava o "Manel tinha uma bola" baixinho e lhe afagava a nuca para a acalmar. Ao fim de 5 min senti uma respiração compassada ao ouvido. Espreitei. Dormia tranquilamente. Cheguei à conclusão de que só precisava daquele miminho para adormecer. Senti-me a maior, especialmente porque quando a fui deitar e disse ao pai que era o miminho de mãe que estava a faltar, ele ofereceu-me um olhar quente e cheio.

Vai fazer dele gato sapato

Já faz... Agora chama-me para a pôr na espreguiçadeira para não chorar com ele... Só tem 5 meses e basta um olhar de pestana mais cabisbaixa e consegue o que quer. Nem imagino com 15 anos...

Paixão pelo pai

É uma loucura quando o pai chega a casa. Começa com um sorriso de orelha a orelha decorado com um "ah!" de felicidade. Depois vai para o seu colo e começa a macacada. É um pouco de tudo: desde conversa, a sons engraçados, a cócegas, a "tétés" de brincar às escondidas e a aviõezinhos. Ele fica cansado de tanto saltar, pular e falar. Ela ri-se, gargalha, fica histérica com guinchinhos muito engraçados e chega a rir-se por antecipação quando vê a mão dele a aproximar-se. Ele retribui com um ar apaixonado e muitos "oh filha!" e "oh meu amor!". É bonito de se ver. Qualquer outra coisa não sabe tão bem ver e assisto de primeira plateia a esta paixão assolapada e correspondida.

Pai artista

Deu-lhe a sopa no outro dia. Não gosta muito porque diz que não se ajeita muito. É um facto: conseguiu sujar o pé com sopa...

Abuuuuu!

Descobriu uma nova forma de se expressar - faz boca de velhinha desdentada e vai fazendo movimentos como se estivesse a falar sem som. Depois, com a mesma boquinha começa a fazer "abuuuuu!" e diverte quem a vê. Não tarda aprende a fazer o mesmo com a sopa. Depois é que é ver sopa a voar!...

20 minutos de qualidade

Dizem os psicólogos que bastam 20 min por dia de tempo de qualidade com os pais para que as crianças sejam estáveis emocionalmente e serem felizes. A M. deve ser um poço de felicidade e equilíbrio. Todos os dias, tanto eu, como o pai brincamos com ela bem mais do que isso. Então agora que estou a trabalhar, o resto da tarde é da exclusividade da minha filha. Começo com colo e miminhos, passo à palhaçada e depois à ginástica no seu tapete de actividades. Não sei quem se diverte mais, nem do que é que ela gosta mais - se das cócegas na barriga ou no pescoço, se do se sentar e deitar com a minha ajuda, do virar de barriga para baixo e ver o mundo de outra perspectiva, ou se do se mirar ao espelho. O ritual do banho à noite com o pai já traz diferenças, com o sentar-se na banheira, o agarrar a compressa com que foi lavada e o bater dos pés na água ajudada por ele. Depois, a brincadeira do secar com a toalha por mim e dos "pfreeeeee!" que fazem cócegas naquela barriga destapada. Só sei que chega à noite cansada e adormece muitas vezes a sorrir.

Eles também se sentem

A característica mais marcante da M. são os sorrisos. Pois comigo agora estão mais dificeis. No primeiro dia que fui trabalhar, demorei uma hora e meia a arrancar um! Quando acordou e me viu em casa, fechou a cara e nada, nem meiguice, nem gracinha nenhuma a fez sorrir para mim. Fiquei triste, triste. A minha filha literalmente amuou comigo e estava-me a castigar! No segundo dia, foi igual. No meu colo, eu a dar-lhe miminhos e beijinhos e a sacana nada. Vem a Lúcia faz-lhe um simple "psiu!" do lado de lá e ela vai e atira-lhe um grande sorriso! Chegou o pai, diz um "olá filha!" e ela vai e lança-lhe um sorriso com um "ah!" de contentamento. Eu tive de trabalhar para o conseguir... Não só já custa deixá-la sozinha com a ama e ela ainda me castiga por cima. Ingrata! Vá lá, no terceiro dia já me recebeu com um sorriso e reagiu logo à brincadeira. Também, desta vez, consegui chegar a horas da mamada a seguir à sopa, por isso em vez de ir ao biberão, foi logo comigo. Deve ter achado que o pedido de desculpa era suficiente...

Regresso ao trabalho...

Sabia que era difícil, sabia que me iria custar, não imaginava que fosse assim. Primeiro, já não estava habituada a acordar tão cedo (não esquecer que tenho uma filha que acorda sozinha depois das 9h) - eram 7h15 quando me levantei. Depois de me arranjar e estar despachada, fui tirar a M. do berço, que dormia tranquilamente. Cortou-me o coração senti-la a torcer-se de preguiça no meu colo enquanto a levava para mamar. Mamou a dormir, depois de refilar um bocadinho. Chegou a Lucia entretanto, que assim que acabou a mamada ma tirou dos braços para tratar dela. Foi tipo filme - eu a segurar sem largar, enquanto ela gentilmente a puxava para si... Depois tinha de sair de casa. A lágrima ameaçava perigosamente no canto do olho. O B. via-me a andar para trás e para a frente, tipo barata tonta, sem saber o que fazer. Acabei por me decidir e fui ao quarto da M. dar-lhe um beijinho (muitos) de até logo. Não parei para olhar. Dei muitos beijinhos e saí disparada para a ama não ver a figura. Já no elevador o B. deu-me a mim muitos beijinhos, enquanto dizia que eu já sabia que isto tinha de acontecer. Correram-me as lágrimas a caminho de Sintra. 5 meses, 24h sobre 24h com a nossa filha, é muita carga de uma só vez. No trabalho fui bem recebida. A colega de sala está de férias, por isso fiquei sozinha na sala, mas foram-me vindo dar umas palavras, para não me sentir tão desamparada no primeiro dia - afinal as colegas são todas recém-mães, por isso sabem bem o que custa. Não sabia o que fazer pois o chefe não teve tempo para mim de manhã - o trabalho foi escasso. As 15h30 demoraram uma eternidade a chegar - dou graças pelo horário de amamentação! Quando chegou a hora, desci as escadas num tiro, enfiei-me no carro e fui directa para casa - ia com fogo no rabo! Cheguei a casa cheia de vontade de lamber a cria, mas a malandra estava a dormir!!! Tive de esperar que acordasse, mas depois vinguei-me...

Vida de dondoca

A outra face da medalha de ter alguém em casa para fazer tudo é que se deixa de ter o que fazer em casa. Como queria ver como a M. se dava com a Lúcia, também não tratei da filha, pelo que que durante uma semana tive a verdadeira vida de dondoca à séria (quer dizer, à séria seria com massagens e esplanadas com outras dondocas, mas não faz mal). Tive tempo de me demorar no banho, fazer a depilação, arranjar sobrancelhas e unhas, de ir ao café com uma amiga de barriga e passear pelas lojas para ver o que havia de novo. Não fosse a solidão, porque quem conheço não tem esta vida, até me dava bem com isto, desde que é claro, tivesse um entretém para a mente se exercitar. Ou seja, tenho perfil para não fazer quase nenhum, desde que acompanhada...

Que personagem infantil você é?

Parece-me que sim, que está certo...
Você é a Abelha Maia: Você é ainda algo old school, nostálgico e retro. Mesmo assim, consegue ter igualmente uma alma aventureira, curiosa e sempre capaz de apostar num reinício.