Literalmente! Vai rodando sobre si de tanto espernear até chegar com a boca ao ginásio. Se não tivermos cuidado, abocanha-o, tipo cão. Maldito dente, que nunca mais nasce!...
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Ajuda do avô 2
A Lúcia voltou a faltar 15 dias depois (não é baldas - estas ausências dão-nos jeito).Tornei a ligar ao avô, confiante de que não haveria negas - acertei. Desta vez, não foi preciso vir tão cedo - a Lúcia veio logo de manhã, deu-lhe a sopa e passou o testemunho ao meu pai, que por sua vez, teria de mo passar a mim para ir ao dentista. Deixei à Lúcia as orientações para o meu pai dar o biberão e segui caminho. O meu pai lá chegou antes do tempo, deu ordem de soltura à ama e entreteve-se com a neta. Aguentou-se à bomboca e até nem foi preciso dar o biberão, porque como vim mais cedo, ainda vim a tempo de dar de mamar. Na hora de ir embora, faz o mesmo que todos nós: despede-se, vira costas, para, volta para trás, faz mais uma graçola, e outra a seguir, vê-a a rir, repete uma terceira vez, depois diz que tem de ir embora e despede-se por uma segunda vez, e já à porta de casa, arreda pé uma última vez para mais uma piada e um sorriso. Beijinhos é que ainda não. Há que dar tempo ao tempo ao sr. coronel...
Ajuda do avô 1
A ama da M. precisou de faltar no meu segundo dia de trabalho. Para não ter de pedir logo batatinhas, e como não dava jeito ao B. ficar em casa, lembrámo-nos do meu pai. Minto. Lembrou-se o B., o que eu, incrédula, achei impossível. Mas por insistência dele, acabei por ligar ao avô babado, só para confirmar que ele não ia achar bem. Pasmem-se. O meu pai achou uma excelente ideia! Disse-me que tudo bem e que se ela chorasse, não tinha outro remédio senão aguentar-se à bronca. A minha alma ficou parva. No dia em questão, lá chegou às 8h10 (o avô até madrugou nesse dia!!!) e conforme lhe ia tentando explicar as coisas, ele despachava-me! Só me dizia "vai-te lá embora, senão chegas atrasada". Nem as frldas o assustaram! Tinha de ficar com ela até à hora da sopa porque a Lúcia só devia chegar por essa hora, mas não estava nada preocupado com o assunto - "diz-me lá como é que se aquece, que eu dou". Saí mais ou menos descansada, confesso, por já ter visto antes o meu pai em acção com a M. E de facto, não se atrapalha nada com o choro dela - pega nela, leva-a ao colo para a janela e calmamente, na conversa, dá-lhe a volta. Ao bater a porta de casa, deixei a filha na espreguiçadeira a rir, para o avô que, de gatas (imaginam o Dr. Timóteo nestes preparos?!), lhe fazia caretas. Por volta das 10h30, ligou-me para o telemóvel. Mau, pensei eu, algo se passa... A pergunta era simples: "ela quer dormir. Deixo?"... A Lúcia lá chegou a horas da sopa e ele aviou-se para ir almoçar com os amigos. À ama perguntei o que estavam eles a fazer quando ela chegou - a M. estava no berço e o avô, a jogar à paciência no computador, estava com uma mão dentro daquele para entreter a neta exigente... Olhem que ele há coisas!...
Já se virou!
Ontem, às 22h30, no tapete de actividades. Já tinha feito "n" tentativas e parava a meio porque não sabia o que fazer ao braço. Ficava de lado e depois tornava a cair de costas. Ontem atrás da banana do tapete, que estava mais para trás, tentou apanhá-la com a mão que estava mais longe. Esticou-se, esticou-se, esticou-se e vai daí... virou-se de barriga para baixo. Eu estava no chão, na brincadeira com ela, o pai estava sentado à mesa. Olhei para ele e vi-o com o mesmo olhar que eu - o de vitória. Impressionante como o simples virar de barriga para baixo faz destas coisas...
Castigo da madrugada
A M. dorme a noite toda. Costuma ser, o mais tardar, da meia-noite às 8 da manhã. Maravilha, sortudos, abençoada criança, dizem vocês. Mais ou menos. Ela dorme, eu nem sempre. Por volta das 4h30 (tem dias que é só às 6h00), a M. começa a fazer barulhos. Ou os típicos de bébé a dormir, ou então chora por causa dos puns! Não sei porque raio o ar a mais nas suas tripas pequeninas quer sair e não consegue aquela hora maldita!... A criança fica atrapalhada e chora, a dormir, até conseguir expelir tais incómodos. Ponho-lhe a chucha e ela cala-se, mas eu vou acordando, para lhe pôr a chucha, umas quantas vezes até à hora de levantar. Curiosamente, por volta das 8h00, que é quando tem de acordar, a coisa acalma e por isso, no fim-de-semana, a criança deixa-nos dormir mais uma hora descansados.
Tecidos
Deixo a dica a quem procura algo diferente e bonito. Campo de Ourique, famoso pela R. Saraiva de Carvalho das lojas dos tecidos, que inclui o Vidal, tem uma nova loja (pelo menos para mim) ao pé do mercado, por detrás da igreja: Carmin D'ourique. Tem tecidos fantásticos, um atendimento excelente e muito bom gosto. Espreitem. http://www.carmimdourique.pt/
Anedota de loiras
A tia decidiu ajudar a mudar a fralda. Abriu a dita, cheia de chichi, espreitou lá para dentro e não viu cocó. Conclusão brilhante: "não está suja, podes usar outra vez"! Digam lá se não parece anedota de loira burra com o seu corrector no ecrã?! Só falta é explicar para quem não conhece a peça, que é morena à farta...
Banho
O pai ensinou a gracinha do banho: chapinhar... Sentou-a na banheira, pegou-lhe nas mãos e começou a bater na água com toda a força. Escuso de dizer que a menina achou piada à coisa e agora não se quer: 1) deitar na banheira para ser lavada, 2) sair de dentro de água. Resultado: chão molhado, filha feliz com água a voar por todos os lados e depois muito infeliz porque saiu da água e já está embrulhada na toalha. À conta disso, aqui a assistente do banho tem de inventar diariamente novas graçolas para a fazer esquecer da água e do choro...
terça-feira, 29 de abril de 2008
Luxa
Por ironia do destino, encontrei a irmã no sábado e o irmão no domingo. Fiquei com umas saudades de me furarem o coração desta melhor amiga de adolescência, que seria a madrinha da M., não fosse a maldita empresa, que nem sequer deu em nada. Mas quando alguém está zangado, há-que respeitar esses sentimentos, sobretudo se os compreendemos. Quem sabe um dia...
Política
Não posso deixar passar esta!... Já imaginaram o show que seriam as legislativas para o ano, se o Alberto João Jardim decidir candidatar-se a líder do PSD e por algum milagre ganhasse? Acho que era desta que a abstenção ficava reduzida a umas percentagens miseráveis!... Até os jovens, que tão perigosamente se revelam os maiores ignorantes na matéria desde sempre, passavam a perceber de política, para o ver aos bitaites com os adversários e os jornalistas!!!
Dor de dente
No outro dia cheguei a casa e a ama está com a cara mais desolada do mundo, com a M. ao colo a chorar. Tinha estado assim o dia quase todo, e mesmo quando adormecia, acordava a chorar. Desconfiava que fosse do dente, já tendo feito de tudo para a acalmar, sem grande sucesso. Nem o mobile, objecto milagroso para o choro, tinha resultado. Peguei nela ao colo, encostei a minha cara à sua bochecha e fui conversando e cantarolando até a acalmar. Expliquei à ama as bolinhas homeopáticas e como pegar nela ao colo, com a pura mimalhice da cara com cara e depois dediquei-me à M. por inteiro. Ainda demorou um bom bocado, mas lá acabou por se calar. Apoiou o queixo no meu ombro, depois enroscou-se no meu peito e enquanto serenava, ia suspirando, com aqueles suspiros dobrados de quem esteve a chorar muito tempo. Cortou-me o coração saber que tinha estado assim tantas horas e eu tão longe, sem a poder ajudar. Estive com ela ao colo uma hora e depois pu-la no carrinho e fui para a rua espairecer. Corri e saltei com o carrinho para provocar uns sorrisos e depois deixei adormecer aquela coisa pequenina que precisava de algo mais para aliviar na malvada dor do dente...
As mães
Parece-me que resume tudo. Qualquer coisa que lhe falte também não é relevante... http://www.youtube.com/watch?v=A-A8HWKUD14
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Pocahontas
Nascida exactamente 35 anos depois de mim, a Pocahontas é uma bébé que se define como uma observadora castiça, que não perde pitada do que se passa à sua volta, por debaixo de uma cabeleira farta e luzidia, para os seus 4 meses. Amiga de barriga fomos todos passear no sábado. Já dei uns palpites de como será o feitiozinho, tendo em conta que, pelo signo do Zodíaco, somos parecidas. Na despedida, ela estava ao colo da mãe, virada de frente, para não refilar. Eis senão quando, já não sei bem como, a cachopa vai de sorrir para mim. Meti-me com ela e ela... riu-se à séria. A partir daí, era eu a falar, a abanar a cabeça e a fazer-lhe cócegas na barriga e ela a gargalhar à grande. Se me distraía, lá a rapariga me dava a entender que me estava esquecer dela, desafiando-me. Foi muito engraçado e sobretudo, muito bom para o ego, ver uma criança que não dá parte de fraca com ninguém, não se desmanchando com as graçolas que lhe vão fazendo, partir-se a rir aqui com a je! Soube bem. Ficaram o filme e as fotos para a posteridade.
Tia
Ontem fizemos a boa acção da semana (a meu ver do mês!). A M. precisa de roupa de verão e o B. lembrou-se de tentarmos o Freeport, porque uma colega lhe tinha recomendado. Era para irmos no sábado ao final do dia, mas porque encontrámos uma amiga, com quem ficámos à conversa, acabámos por deixar para domingo de manhã. A minha tia soube que iamos e impingiu-se. Estava sozinha (o meu pai já tinha ido para a terra) e por isso tinha o dia por conta dela. Eu sabia que estávamos a cometer uma asneira, mas fui na onda. Deixámos a sopa da M. pronta para comer às 13h30 e arrancámos para lá às 11h com a tia. Iamos ver roupa para a M., lembram-se? Pois a minha tia achou que também se chamava M... Acabámos por lá andar 6 horas, a ver vestidos e fatos para ela levar ao baptizado, com ela a dizer que nada lhe servia, que estava tudo mal marcado e que a roupa que tinha era muito boa. A M. não se queixou, andando a saltitar do colo do pai para o da tia, e depois para o ovo, e ainda teve a sorte de só mamar nesse dia (a sopa estava em casa, certo?). Depois de uma estopada ao sol (abrasador), com um sítio cheio de gente (começou a encher de passeantes depois de almoço - que gente menos imaginativa!!!), viemos com a nítida sensação de que não tinha valido a pena a deslocação e o gasto do gasóleo, apesar da roupa que comprámos na Clayeux, e com uma conclusão inteligente: nunca mais sair com a tia para sítios que permitam a estada por mais de 2 horas... À noite, aterrei, sem banho tomado, e o B. não demorou muito mais. Mas deixámos a tia feliz em casa, com histórias para contar no dia seguinte às colegas.
Novidades a mamar
Agora, quando faz uma pausa ou quando para de mamar, lambe-se toda. Mete a língua para fora e lambe ou chucha, ainda não percebi bem, o lábio superior, como quem se está a alambazar com o leite... Glutona!
Dentes
A pediatra aos 5 meses não auspiciou nada de muito rápido. Acertou. A M. anda aos tombos com os dentes, que não há maneira de nascerem. Morde tudo o que apanha, não intereesa se é grande ou pequeno, duro ou macio. E de este fim-de-semana para cá tem sido com uma violência sem explicação. Na sexta-feira, o desespero foi de tal ordem que afinfou na minha mão, e foi mordendo. Eu estava distraída na conversa com umas amigas, com ela ao colo, e não me apercebi do seu serviço. A certa altura, soltei um "au!" à conta da sua energia em morder. Quando fui ver, tinha-me feito um verdadeiro chupão vermelhão na mão esquerda! Mas não é só a minha mão que morde. Se a deitar no tapete com o ginásio por cima, torce-se toda e vai girando, girando sobre si própria para tentar abocanhar os suportes laterais deste último. Hoje à tarde, estava eu sentada numa cadeira com ela ao ombro, quando dei por ela a puxar no sentido contrário. Espreitei para trás e vejo a M. a segurar as costas da cadeira com força e a puxar na sua direcção de boca escancarada! Parece um autêntico cão. Para além disso, descobriu que coçar a gengiva resulta, por isso se não tiver a chucha, passa a vida a coçar a gengiva superior com o lábio inferior, como que a chuchar no próprio lábio - tem esperto no cabeça!
Já se senta
Dou conta de que já são muitos jás... No chão ainda não se segura sozinha, mas já se senta direitinha a 90 graus na espreguiçadeira. Um perigo! Por vezes é de tal maneira que fica dependurada para o lado ou então toda dobrada a agarrar os pés. Uma verdadeira ginasta! Com tanto avanço e com a fisionomia a mudar, o pai já lhe chama raparigaça, com alguma nostalgia, misturada com orgulho por ver a sua menina crescer tão bem.
Esfregar o olho
Fá-lo quando tem sono ou para acordar, mesmo com aquele ar de bébé ensonado, com as bochechas mais em evidência. É uma querida quando o faz.