sexta-feira, 2 de maio de 2008

Condecoração

Mamou. Logo a seguir o pai brincou de aviãozinho, apsear dos avisos. A M. presenteou-o com uma medalha jeitosa na camisa. Não satisfeito, o pai continuou a brincadeira. A filha, no meio da risota, achou que devia condecorar o pai por tal esforço, por isso, descarregou o resto... A camisa ficou colada ao corpo, mas ninguém se importou muito.

Caras de dormir

Tem duas. Durante o dia, aquelas sestas curtas, um passar pelas brasas, só para descansar um bocadinho, dorme de sobrolho tenso, franzido, com uma cara como que de zangada ou preocupada. À noite, quando adormece pela última vez, fica com a cara lisinha e serena, sem qualquer tipo de expressão. A cara até parece maior, tipo lua cheia. Sai a mim, a malandra...

Mamar

Agora tentou uma nova modalidade, mais dificil: mamar com o dedo indicador na boca. Foi ontem de manhã. Estava muito bem a mamar e lá para o final, já meia saciada, continuou de boca cheia porque não quer largar logo. Desta vez, tentou enfiar o dedo também, a ver se dava jeito. Não me deu a mim, que lhe tirei logo tudo da boca, para ela depois refilar comigo. Hoje repetiu a façanha, e eu voltei-lhe a fazer o mesmo. Já me viram bem a nova manha que quer arranjar?!

Morde o ginásio

Literalmente! Vai rodando sobre si de tanto espernear até chegar com a boca ao ginásio. Se não tivermos cuidado, abocanha-o, tipo cão. Maldito dente, que nunca mais nasce!...

Ajuda do avô 2

A Lúcia voltou a faltar 15 dias depois (não é baldas - estas ausências dão-nos jeito).Tornei a ligar ao avô, confiante de que não haveria negas - acertei. Desta vez, não foi preciso vir tão cedo - a Lúcia veio logo de manhã, deu-lhe a sopa e passou o testemunho ao meu pai, que por sua vez, teria de mo passar a mim para ir ao dentista. Deixei à Lúcia as orientações para o meu pai dar o biberão e segui caminho. O meu pai lá chegou antes do tempo, deu ordem de soltura à ama e entreteve-se com a neta. Aguentou-se à bomboca e até nem foi preciso dar o biberão, porque como vim mais cedo, ainda vim a tempo de dar de mamar. Na hora de ir embora, faz o mesmo que todos nós: despede-se, vira costas, para, volta para trás, faz mais uma graçola, e outra a seguir, vê-a a rir, repete uma terceira vez, depois diz que tem de ir embora e despede-se por uma segunda vez, e já à porta de casa, arreda pé uma última vez para mais uma piada e um sorriso. Beijinhos é que ainda não. Há que dar tempo ao tempo ao sr. coronel...

Ajuda do avô 1

A ama da M. precisou de faltar no meu segundo dia de trabalho. Para não ter de pedir logo batatinhas, e como não dava jeito ao B. ficar em casa, lembrámo-nos do meu pai. Minto. Lembrou-se o B., o que eu, incrédula, achei impossível. Mas por insistência dele, acabei por ligar ao avô babado, só para confirmar que ele não ia achar bem. Pasmem-se. O meu pai achou uma excelente ideia! Disse-me que tudo bem e que se ela chorasse, não tinha outro remédio senão aguentar-se à bronca. A minha alma ficou parva. No dia em questão, lá chegou às 8h10 (o avô até madrugou nesse dia!!!) e conforme lhe ia tentando explicar as coisas, ele despachava-me! Só me dizia "vai-te lá embora, senão chegas atrasada". Nem as frldas o assustaram! Tinha de ficar com ela até à hora da sopa porque a Lúcia só devia chegar por essa hora, mas não estava nada preocupado com o assunto - "diz-me lá como é que se aquece, que eu dou". Saí mais ou menos descansada, confesso, por já ter visto antes o meu pai em acção com a M. E de facto, não se atrapalha nada com o choro dela - pega nela, leva-a ao colo para a janela e calmamente, na conversa, dá-lhe a volta. Ao bater a porta de casa, deixei a filha na espreguiçadeira a rir, para o avô que, de gatas (imaginam o Dr. Timóteo nestes preparos?!), lhe fazia caretas. Por volta das 10h30, ligou-me para o telemóvel. Mau, pensei eu, algo se passa... A pergunta era simples: "ela quer dormir. Deixo?"... A Lúcia lá chegou a horas da sopa e ele aviou-se para ir almoçar com os amigos. À ama perguntei o que estavam eles a fazer quando ela chegou - a M. estava no berço e o avô, a jogar à paciência no computador, estava com uma mão dentro daquele para entreter a neta exigente... Olhem que ele há coisas!...

Já se virou!

Ontem, às 22h30, no tapete de actividades. Já tinha feito "n" tentativas e parava a meio porque não sabia o que fazer ao braço. Ficava de lado e depois tornava a cair de costas. Ontem atrás da banana do tapete, que estava mais para trás, tentou apanhá-la com a mão que estava mais longe. Esticou-se, esticou-se, esticou-se e vai daí... virou-se de barriga para baixo. Eu estava no chão, na brincadeira com ela, o pai estava sentado à mesa. Olhei para ele e vi-o com o mesmo olhar que eu - o de vitória. Impressionante como o simples virar de barriga para baixo faz destas coisas...

Castigo da madrugada

A M. dorme a noite toda. Costuma ser, o mais tardar, da meia-noite às 8 da manhã. Maravilha, sortudos, abençoada criança, dizem vocês. Mais ou menos. Ela dorme, eu nem sempre. Por volta das 4h30 (tem dias que é só às 6h00), a M. começa a fazer barulhos. Ou os típicos de bébé a dormir, ou então chora por causa dos puns! Não sei porque raio o ar a mais nas suas tripas pequeninas quer sair e não consegue aquela hora maldita!... A criança fica atrapalhada e chora, a dormir, até conseguir expelir tais incómodos. Ponho-lhe a chucha e ela cala-se, mas eu vou acordando, para lhe pôr a chucha, umas quantas vezes até à hora de levantar. Curiosamente, por volta das 8h00, que é quando tem de acordar, a coisa acalma e por isso, no fim-de-semana, a criança deixa-nos dormir mais uma hora descansados.

Tecidos

Deixo a dica a quem procura algo diferente e bonito. Campo de Ourique, famoso pela R. Saraiva de Carvalho das lojas dos tecidos, que inclui o Vidal, tem uma nova loja (pelo menos para mim) ao pé do mercado, por detrás da igreja: Carmin D'ourique. Tem tecidos fantásticos, um atendimento excelente e muito bom gosto. Espreitem. http://www.carmimdourique.pt/

Anedota de loiras

A tia decidiu ajudar a mudar a fralda. Abriu a dita, cheia de chichi, espreitou lá para dentro e não viu cocó. Conclusão brilhante: "não está suja, podes usar outra vez"! Digam lá se não parece anedota de loira burra com o seu corrector no ecrã?! Só falta é explicar para quem não conhece a peça, que é morena à farta...

Banho

O pai ensinou a gracinha do banho: chapinhar... Sentou-a na banheira, pegou-lhe nas mãos e começou a bater na água com toda a força. Escuso de dizer que a menina achou piada à coisa e agora não se quer: 1) deitar na banheira para ser lavada, 2) sair de dentro de água. Resultado: chão molhado, filha feliz com água a voar por todos os lados e depois muito infeliz porque saiu da água e já está embrulhada na toalha. À conta disso, aqui a assistente do banho tem de inventar diariamente novas graçolas para a fazer esquecer da água e do choro...

Lágrimas

Já se começam a vislumbrar uns olhos marejados, mas ainda sem rolarem cara abaixo...

terça-feira, 29 de abril de 2008

Turma C

As amigas de barriga decidiram criar um blog da turma mais endiabrada da enfermeira XXL no curso de preparação para o parto. Este é privado, por isso vamos podendo incluir fotos e filmes dos pimpolhos para irmos acompanhando a evolução de cada um deles. Excelente ideia!!!

Luxa

Por ironia do destino, encontrei a irmã no sábado e o irmão no domingo. Fiquei com umas saudades de me furarem o coração desta melhor amiga de adolescência, que seria a madrinha da M., não fosse a maldita empresa, que nem sequer deu em nada. Mas quando alguém está zangado, há-que respeitar esses sentimentos, sobretudo se os compreendemos. Quem sabe um dia...

Política

Não posso deixar passar esta!... Já imaginaram o show que seriam as legislativas para o ano, se o Alberto João Jardim decidir candidatar-se a líder do PSD e por algum milagre ganhasse? Acho que era desta que a abstenção ficava reduzida a umas percentagens miseráveis!... Até os jovens, que tão perigosamente se revelam os maiores ignorantes na matéria desde sempre, passavam a perceber de política, para o ver aos bitaites com os adversários e os jornalistas!!!

Dor de dente

No outro dia cheguei a casa e a ama está com a cara mais desolada do mundo, com a M. ao colo a chorar. Tinha estado assim o dia quase todo, e mesmo quando adormecia, acordava a chorar. Desconfiava que fosse do dente, já tendo feito de tudo para a acalmar, sem grande sucesso. Nem o mobile, objecto milagroso para o choro, tinha resultado. Peguei nela ao colo, encostei a minha cara à sua bochecha e fui conversando e cantarolando até a acalmar. Expliquei à ama as bolinhas homeopáticas e como pegar nela ao colo, com a pura mimalhice da cara com cara e depois dediquei-me à M. por inteiro. Ainda demorou um bom bocado, mas lá acabou por se calar. Apoiou o queixo no meu ombro, depois enroscou-se no meu peito e enquanto serenava, ia suspirando, com aqueles suspiros dobrados de quem esteve a chorar muito tempo. Cortou-me o coração saber que tinha estado assim tantas horas e eu tão longe, sem a poder ajudar. Estive com ela ao colo uma hora e depois pu-la no carrinho e fui para a rua espairecer. Corri e saltei com o carrinho para provocar uns sorrisos e depois deixei adormecer aquela coisa pequenina que precisava de algo mais para aliviar na malvada dor do dente...

As mães

Parece-me que resume tudo. Qualquer coisa que lhe falte também não é relevante... http://www.youtube.com/watch?v=A-A8HWKUD14

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Pocahontas

Nascida exactamente 35 anos depois de mim, a Pocahontas é uma bébé que se define como uma observadora castiça, que não perde pitada do que se passa à sua volta, por debaixo de uma cabeleira farta e luzidia, para os seus 4 meses. Amiga de barriga fomos todos passear no sábado. Já dei uns palpites de como será o feitiozinho, tendo em conta que, pelo signo do Zodíaco, somos parecidas. Na despedida, ela estava ao colo da mãe, virada de frente, para não refilar. Eis senão quando, já não sei bem como, a cachopa vai de sorrir para mim. Meti-me com ela e ela... riu-se à séria. A partir daí, era eu a falar, a abanar a cabeça e a fazer-lhe cócegas na barriga e ela a gargalhar à grande. Se me distraía, lá a rapariga me dava a entender que me estava esquecer dela, desafiando-me. Foi muito engraçado e sobretudo, muito bom para o ego, ver uma criança que não dá parte de fraca com ninguém, não se desmanchando com as graçolas que lhe vão fazendo, partir-se a rir aqui com a je! Soube bem. Ficaram o filme e as fotos para a posteridade.

Tia

Ontem fizemos a boa acção da semana (a meu ver do mês!). A M. precisa de roupa de verão e o B. lembrou-se de tentarmos o Freeport, porque uma colega lhe tinha recomendado. Era para irmos no sábado ao final do dia, mas porque encontrámos uma amiga, com quem ficámos à conversa, acabámos por deixar para domingo de manhã. A minha tia soube que iamos e impingiu-se. Estava sozinha (o meu pai já tinha ido para a terra) e por isso tinha o dia por conta dela. Eu sabia que estávamos a cometer uma asneira, mas fui na onda. Deixámos a sopa da M. pronta para comer às 13h30 e arrancámos para lá às 11h com a tia. Iamos ver roupa para a M., lembram-se? Pois a minha tia achou que também se chamava M... Acabámos por lá andar 6 horas, a ver vestidos e fatos para ela levar ao baptizado, com ela a dizer que nada lhe servia, que estava tudo mal marcado e que a roupa que tinha era muito boa. A M. não se queixou, andando a saltitar do colo do pai para o da tia, e depois para o ovo, e ainda teve a sorte de só mamar nesse dia (a sopa estava em casa, certo?). Depois de uma estopada ao sol (abrasador), com um sítio cheio de gente (começou a encher de passeantes depois de almoço - que gente menos imaginativa!!!), viemos com a nítida sensação de que não tinha valido a pena a deslocação e o gasto do gasóleo, apesar da roupa que comprámos na Clayeux, e com uma conclusão inteligente: nunca mais sair com a tia para sítios que permitam a estada por mais de 2 horas... À noite, aterrei, sem banho tomado, e o B. não demorou muito mais. Mas deixámos a tia feliz em casa, com histórias para contar no dia seguinte às colegas.

Novidades a mamar

Agora, quando faz uma pausa ou quando para de mamar, lambe-se toda. Mete a língua para fora e lambe ou chucha, ainda não percebi bem, o lábio superior, como quem se está a alambazar com o leite... Glutona!