O nome com que carinhosamente o avô a chamava foi banido de vez. À conta de um trauma de infância, o pai decretou que não havia mais bochechas para ninguém. Eu achava graça e a ama também, porque, para desespero do B., já tinha adoptado o mesmo nome....
quarta-feira, 14 de maio de 2008
3 caracois
A M. quando nasceu trazia cabelo. Cabelo esse que pouco caiu. Na altura alvitraram-se vários palpites, mas só eu e a madrinha acertámos - no dia em que nasceu afirmámos as duas convictamente de que seria encaracolado como o pai, à conta das pequeninas ondulações que se faziam notar naqueles fios de cabelo tão pequeninos. Hoje, com o cabelo a crescer, tem o lado esquerdo meio ondulado e com menos quantidade (não sei porquê, visto que a viramos para o lado contrário do anterior todas as noites) e o lado direito com 3 caracois bem empinados. São tão engraçados, que até o pai, que adorava vê-la penteada (enquanto eu, à revelia, lhe passava a mão por cima para ficar parecida com o Tintin e a sua popa), agora já não penteia tanto só para lhe adorar os caracois. Só não são é dourados, senão, tendo em conta a papa que ela come e como dorme em qualquer lado, ainda achava que era a menina do conto infantil...
Babá...
Às vezes chego a casa à hora do passeio da M. com a ama. Quando ela me vê, acelera o passo do jardim até à porta de casa, para me apanhar à chegada. À conta disso, apercebi-me de que vai para a rua de bata branca a empurrar o carrinho da M. Deu-me a sensação de pedantismo da nossa parte, que até temos uma senhora só para a filha (tontice, eu sei). No outro dia, fui ao café aqui ao pé de casa com a M. Descobri que a minha filha já é conhecida. O rapaz brasileiro, depois de se meter com ela até lhe sacar o famigerado sorriso, perguntou-me timidamente se ela não era a bebé que costumava ir passear com a babá. Tive vontade de me enfiar num buraco...
Manual de sobrevivência
A M. já pode escrever um: "Como sobreviver a um dia com a tia"! Na sexta-feira ficou em casa com a tia. Era suposto a ama chegar à hora da sopa, mas por vários contratempos, alheios à sua vontade, acabou por nem aparecer. A tia foi instruída, tanto na parte da fralda, como do biberão, e de como aquecê-lo, como prender na espreguiçadeira e no ovo para ir passear. A sopa ficava para a ama dar, alterando-se por isso o horário de alimentação da M., para não complicar muito. Pois... A medo, ficou o pai com o carro, e veio a casa à hora de almoço. Foi dar com a tia a dar o biberão ao contrário. Ou seja, aquele que eu achava mais evidente de dar - o da Chicco inclinado - foi precisamente a pior escolha. A desgraçada da M. estava a fazer um esforço enorme para mamar naquela coisa torta e a tia espantadíssima com a "porcaria" do biberão que deitava muito por fora. Para além disso, o leite não estava bem aquecido. Acham mau? Esperem... O babete encharcado de leite não estava bem. A tia isso percebeu. O que não alcançou foi a solução: em vez de o substituir, deixou-o ficar por debaixo de um seco e lavado. A M. à noite tinha a parte inferior das bochechas meia avermelhada... O B. deixou a sopa pronta para aquecer e cozeu a maçã para que não houvesse complicações - basicamente, o meu marido nesse dia não almoçou. A tia, obcecada com dietas e informações com estas relacionadas, pertinentemente, perguntou se podia dar a maçã primeiro - é que a fruta come-se sempre antes da refeição para não engordar!!! Tinha ensinado a mudar a fralda no dia anterior. Vá lá, só deixou o body sujo de cocó por fora... A M. fartou-se de passear nesse dia, mas sempre num ovo com o cinto por apertar, porque a boa da tia não conseguiu atinar com aquela invenção da NASA... Quando cheguei a casa, às 5h da tarde (malditos transportes públicos!!!) fui dar com uma tia cansada, mas feliz, e uma filha com pêra seca na sobrancelha e dentro do nariz. A tia só dizia que o dia lhe tinha parecido muito graaande e que estava meia azambuada. Não percebia porque a M. não se senta ao colo - "é que só está bem de pé!" - comentava ela, enquanto apalpava os músculos dos braços já doridos. Pudera! A apertá-la daquela maneira, a M. defende-se esticando as pernas. Resumindo: a M. no dia seguinte, para recuperar do cansaço, dormiu uma sesta de 3 horas seguidas à tarde e a tia diz que chegou a casa, deitou-se e só se levantou no dia seguinte. É como diz uma amiga - já sei que dar, dá, mas só por um dia, e só quando tiver mesmo de ser!!!
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Livros
Folheei alguns deles no Feira Nova e pareceram-me bem feitos. Fiquei entusiasmada com a colecção, até porque cada um custa € 3,96. Uma excelente ideia esta, especialmente os últimos títulos que narram a história recente e que poucos conhecem ou sabem reproduzir. Espreitem o site da editora - Quidnovi e depois no infanto-juvenil, a colecção História de Portugal. Desde os Lusitanos, os primeiros habitantes do território português, até à entrada na União Europeia em 1986, a colecção "História de Portugal" descreve os principais acontecimentos que ocorreram no nosso país. Devidamente documentados e profusamente ilustrados, os 17 episódios da nossa história narrados nesta colecção, têm uma base pedagógica e destinam-se a crianças em idade escolares. Além de um glossário em cada volume, constarão fichas biográficas de personalidades relacionadas com o período histórico tratado. A colecção tem revisão científica da Dr.ª Cristina Pimenta, investigadora do CEPESE, da Universidade do Porto. Títulos: 1 - Um país à espera de nascer - Primeiros povos 2 - Como nasceu Portugal - D. Afonso Henriques 3 - Tempos difíceis para a monarquia - O problema da sucessão 4 - Aqui se afirmou Portugal - A Batalha de Aljubarrota 5 - Um novo Mundo - Os Descobrimentos 6 - Uma aventura até à Índia - A viagem de Vasco da Gama 7 - Um golpe do destino - A descoberta do Brasil 8 - O destino de um guerreiro - A morte de D. Sebastião 9 - A reconquista da independência - A Guerra da Restauração 10 - Reinou sem ser rei - O Marquês de Pombal 11 - O tempo de Napoleão - Invasões francesas 12 - Um novo Portugal - A Revolução Liberal de 1820 13 - O fim da monarquia - 5 de Outubro de 1910 14 - Anos de ditadura - Salazar 15 - A luta pelas colónias - Guerra do Ultramar 16 - 25 de Abril - Revolução dos Cravos 17 - O futuro de Portugal - A União Europeia
Etiquetas: história de Portugal, livros, quidnovi
Mais um dente!
Ao lado do primeiro, uma coisinha de nada branca a despontar, como quem não quer a coisa...
Pato
Também na Imaginarium,
o pai perguntou se havia alguma coisa para brincar no banho. A rapariga mostrou um pato que nos deu a volta na hora. Trata-se de um pato de borracha, com uma argola que tem daqueles mordedores para os dentes a nascer, com uma particularidade especial: canta. Faz "quá! quá! quá!", "glu! glu! glu!" e outros sons afins. Um espectáculo! A M. adorou, tanto fora de água, como depois dentro, e fartava-se de rir e dar guinchinhos de cada vez que punhamos o dito a grasnar. Até o pai gostou do brinquedo, ao ponto de o apanhar sozinho com o bicho na sua cantoria!... Só tem um senão: a pilha não é reutilizável, por isso, quando acabar o quá quá, acabou mesmo...
Pegadas
Fomos à Imaginarium comprar tintas não nocivas para pintar o pé da M. e fazer a sua pegada mensal. Todos os meses, pinto a sola do seu pequenino pé e deixo a marca para colar no seu diário. Até agora, tenho utilizado uma sombra para os olhos em creme, que comprei há muito tempo (lembras-te Joana?) e que, para variar, não uso. A cachopa, coitada, de todas as vezes que o fazia, ao passar o pincel no pé, desatava a abrir e a fechar os dedos do pé, como quem está cheia de cócegas, mas nunca se queixou. Achei que desta vez merecia algo melhor. Comprámos umas tintas próprias para criança e à noite, antes do banho, escolhemos uma cor - o verde - para a dita pegada. A pegada foi fácil de fazer, por isso tentámos a mão também. Pois... Era verde nas mangas, nas unhas do pai, uns borrões futuristas na folha branca de papel, mas marca da mão, que é bom, nem pensar. Sempre que se encostava a mão ao papel, ou melhor, sempre que se tentava encostar, ela fechava-a e olhava para a folha com um ar espantado. Eu desmanchava-me a rir e ela ainda ficava mais surpresa e depois sorria para nós, como que a entrar na brincadeira. Acabámos por desistir da mãozada. A pegada ficou bonita. Mas mais bonitas ficaram as unhas dela - verdes - ao ponto de a ama hoje de manhã perguntar o que se tinha passado... Desculpa filha, tens uns pais um pouco apanhados do clima...
Brinquedos didácticos
Espreitem! Tem coisas bem giras!... http://www.omundofazdeconta.pt/loja/index.php
Etiquetas: brinquedos, comprar, didáctico
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Rompeu!
Foi no dia da mãe! A Madalena já tem a pontinha branca do dente de fora. Fica em baixo, do lado direito, e só se vê um bocadinho. A nova moda agora é, depois de mamar, com um ar concentrado e muito sério, morder um bocadinho, com jeitinho, devagarinho, para experimentar. Escuso de comentar os salto que dou... O pai até comentou, com uma pontinha de ciúme, que para a mãe teve prenda e para o pai não... Tal prenda!!!
Descobriu a mão
Fui dar com ela a mirar a sua mão, concentradíssima e espantada com tamanho fenómeno, rodando-a e observando os seus pormenores.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Segura o biberão
Foi a ama que ensinou: dá-lhe o biberão para as mãos e ela pega nele direitinho. Depois tenta levar à boca, mas não acerta com a coisa na parte certa - normalmente, acaba a roer a parte de cima da tetina.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Condecoração
Caras de dormir
Tem duas. Durante o dia, aquelas sestas curtas, um passar pelas brasas, só para descansar um bocadinho, dorme de sobrolho tenso, franzido, com uma cara como que de zangada ou preocupada. À noite, quando adormece pela última vez, fica com a cara lisinha e serena, sem qualquer tipo de expressão. A cara até parece maior, tipo lua cheia. Sai a mim, a malandra...
Mamar
Agora tentou uma nova modalidade, mais dificil: mamar com o dedo indicador na boca. Foi ontem de manhã. Estava muito bem a mamar e lá para o final, já meia saciada, continuou de boca cheia porque não quer largar logo. Desta vez, tentou enfiar o dedo também, a ver se dava jeito. Não me deu a mim, que lhe tirei logo tudo da boca, para ela depois refilar comigo. Hoje repetiu a façanha, e eu voltei-lhe a fazer o mesmo. Já me viram bem a nova manha que quer arranjar?!
Morde o ginásio
Literalmente! Vai rodando sobre si de tanto espernear até chegar com a boca ao ginásio. Se não tivermos cuidado, abocanha-o, tipo cão. Maldito dente, que nunca mais nasce!...
Ajuda do avô 2
A Lúcia voltou a faltar 15 dias depois (não é baldas - estas ausências dão-nos jeito).Tornei a ligar ao avô, confiante de que não haveria negas - acertei. Desta vez, não foi preciso vir tão cedo - a Lúcia veio logo de manhã, deu-lhe a sopa e passou o testemunho ao meu pai, que por sua vez, teria de mo passar a mim para ir ao dentista. Deixei à Lúcia as orientações para o meu pai dar o biberão e segui caminho. O meu pai lá chegou antes do tempo, deu ordem de soltura à ama e entreteve-se com a neta. Aguentou-se à bomboca e até nem foi preciso dar o biberão, porque como vim mais cedo, ainda vim a tempo de dar de mamar. Na hora de ir embora, faz o mesmo que todos nós: despede-se, vira costas, para, volta para trás, faz mais uma graçola, e outra a seguir, vê-a a rir, repete uma terceira vez, depois diz que tem de ir embora e despede-se por uma segunda vez, e já à porta de casa, arreda pé uma última vez para mais uma piada e um sorriso. Beijinhos é que ainda não. Há que dar tempo ao tempo ao sr. coronel...
Ajuda do avô 1
A ama da M. precisou de faltar no meu segundo dia de trabalho. Para não ter de pedir logo batatinhas, e como não dava jeito ao B. ficar em casa, lembrámo-nos do meu pai. Minto. Lembrou-se o B., o que eu, incrédula, achei impossível. Mas por insistência dele, acabei por ligar ao avô babado, só para confirmar que ele não ia achar bem. Pasmem-se. O meu pai achou uma excelente ideia! Disse-me que tudo bem e que se ela chorasse, não tinha outro remédio senão aguentar-se à bronca. A minha alma ficou parva. No dia em questão, lá chegou às 8h10 (o avô até madrugou nesse dia!!!) e conforme lhe ia tentando explicar as coisas, ele despachava-me! Só me dizia "vai-te lá embora, senão chegas atrasada". Nem as frldas o assustaram! Tinha de ficar com ela até à hora da sopa porque a Lúcia só devia chegar por essa hora, mas não estava nada preocupado com o assunto - "diz-me lá como é que se aquece, que eu dou". Saí mais ou menos descansada, confesso, por já ter visto antes o meu pai em acção com a M. E de facto, não se atrapalha nada com o choro dela - pega nela, leva-a ao colo para a janela e calmamente, na conversa, dá-lhe a volta. Ao bater a porta de casa, deixei a filha na espreguiçadeira a rir, para o avô que, de gatas (imaginam o Dr. Timóteo nestes preparos?!), lhe fazia caretas. Por volta das 10h30, ligou-me para o telemóvel. Mau, pensei eu, algo se passa... A pergunta era simples: "ela quer dormir. Deixo?"... A Lúcia lá chegou a horas da sopa e ele aviou-se para ir almoçar com os amigos. À ama perguntei o que estavam eles a fazer quando ela chegou - a M. estava no berço e o avô, a jogar à paciência no computador, estava com uma mão dentro daquele para entreter a neta exigente... Olhem que ele há coisas!...
Já se virou!
Ontem, às 22h30, no tapete de actividades. Já tinha feito "n" tentativas e parava a meio porque não sabia o que fazer ao braço. Ficava de lado e depois tornava a cair de costas. Ontem atrás da banana do tapete, que estava mais para trás, tentou apanhá-la com a mão que estava mais longe. Esticou-se, esticou-se, esticou-se e vai daí... virou-se de barriga para baixo. Eu estava no chão, na brincadeira com ela, o pai estava sentado à mesa. Olhei para ele e vi-o com o mesmo olhar que eu - o de vitória. Impressionante como o simples virar de barriga para baixo faz destas coisas...