Aos 6 meses, já segurava perfeitamente a cabeça levantada, estando de barriga para baixo e virava-se de costas em segundos. Era vê-la a contorcer-se e a virar e revirar até chegar ao brinquedo que queria. Nessa mesma posição, desloca-se para trás, fazendo força com os braços. Depois, com as brincadeiras com a ama, descobriu que é engraçado ficar de pé. Não quer outra coisa. Se estiver sentada, faz força com os pés como que a pedir que lhe segurem nos braços para se pôr de pé. Depois, toda contente, de sorriso vincado e ar altivo, olha em volta e tenta avançar com a nossa ajuda. É claro que ainda não dominava a técnica do andar e que nada mais fazia do que querer avançar meia arrastada por nós, mas não deixava de ser engraçado. Agora com 7 meses já quer pôr um pé à frente do outro, apesar de ainda não saber bem como. Está uma espertalhaça!
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Manha da sopa
A M. come sempre sopa e fruta ao almoço e ao jantar. Descobriu que lhe davam a comida por esta ordem num ápice. Gosta de tudo e até hoje ainda não recusou nada. Mas gosta mais de fruta do que de sopa, como é normal, por ser doce. Assim, começa a choramingar a meio da sopa e a fazer de conta que a recusa. Mas só a fazer de conta, porque se lhe der mais uma colher, e mais outra ela abre a boca - nunca se nega! Primeiro pensei que fosse de não gostar, mas não fazia sentido por depois continuar a comer e porque o fazia com todas as sopas que já tinha provado antes. Depois pensei que fosse porque estava cheia, mas também não podia ser porque começava a fazer a fita a meio e ela come bem mais. Depois percebi. Queria saltar para a parte da fruta mais cedo... A malandra percebeu que a fruta estava à espera e queria era do bem bom! Mas não lhe dei trela. Come sempre a sopa toda e depois a fruta, que lá em casa não há pão para malucos...
Boné
Não costumo falar da roupa, mas este tem de ficar para a história. Aos 5 meses, o pai comprou-lhe na Benetton um boné rosa choque, a dizer "Sweet", com uma pala mole, própria para bebé, pelo qual ficou apaixonado. Ficava-lhe a matar! Os tamanhos nesta loja são pequenos - a M. , por si já grandona, também é cabeçuda (percentil 95 de perímetro cefálico... O pai detesta que eu diga isto ;) ), por isso comprou-se o último tamanho - para 9 meses. A ama passava a vida a pô-lo, apesar de haver mais chapéus, por gostar tanto de a ver com ele. Aos 6 meses e meio já não lhe servia... O pai desolado, não desistiu. Foi à loja para comprar o tamanho a seguir. Não havia. A senhora disse mesmo que não existia. Não conformado, foi a outra loja perguntar o mesmo. Nesta, lá lhe disseram que havia, mas que era para 1 ano, ou seja, já não era de bebé. Tudo bem, disse o pai contente, desde que seja igual... Lá veio o boné do armazém. A pala já é maior e dura, o rosa é mais escuro e atrás tem uma coisa para apertar. Mas não faz mal, o pai queria tanto, que se adaptou às diferenças. Depois, eu vi defeitos na pala - estava às manchas... O pai que tem o olhar apurado para estas coisas (muito mais do que eu) não viu, e ainda me perguntou se fazia mal... Lá raciocinou um pouco e perguntou se dava para ver onde havia noutras lojas. Havia um no Oeirasparque. Não é que mandou reservar?! E foi buscá-lo. Vaidosices de pai babado...
Óculos de sol
Fica um must! A M. com o sol nos olhos, fecha-os e faz cara de incomodada, virando-a para o lado. Perguntei à pediatra, que me respondeu que mais importante do que o protector solar, são os óculos de sol - o sol está perigosíssimo e de facto os bebés ficam muito incomodados. A conselho dos amigos de barriga, comprámos via net (www.babybanz.com), uns cor-de-rosa, com protecção UV e tira para segurar à cabeça, todos fashion. O pai estava numa ansiedade só para os experimentar. Quando chegaram, tentou-se. Para os pôr refila e choraminga, mas assim que fica com eles bem postos na cara e se apercebe que até são utéis, cala-se e fica muito quieta. Depois é vê-la, toda vaidosa, no carrinho, muito direita, toda tesa, e de ar muito sério a olhar para todos, qual rainha a passear por entre os seus súbditos.
Unhas...
Mania! Achou que era engraçado, enquanto mamava, cravar-me as unhas na mama... De uma falta de quietude, abanava-se toda, levantava a cabeça, olhava para os lados e para trás, a dar às pernas, sempre de mama na boca. Como isso não é muito compatível com mamar, implicava nem sempre conseguir saciar a fome e a curiosidade ao mesmo tempo. Assim, resolveu o problema: cravava as unhas e segurava a dita... Não imaginam a gracinha que isso tinha... As unhas da madame são como as dos gatos pequeninos - afiadinhas. Isso somado ao facto de a mama andar para trás e para a frente, upa, upa! Optei por pôr a minha mão a tapar a mama e via-a a tentar agarrar a coisa mole a que ela estava habituada. Como não conseguia, acabava por acalmar. Tantas vezes lhe fiz isso que acabou por desistir... Bolas!
Leite
Já não tiro leite... Aos 6 meses e 1 semana, como de costume, de manhã dei uma mama à M. e liguei a bomba para tirar o leite da outra. A bomba tirou 50 ml. O normal eram 80/90 que eu acumulava com o da noite e dava para a papa do dia seguinte. Achei que era falta de água. À noite, repetiu-se. Nos dias seguintes, a quantidade foi diminuindo, até que já não saía nada. Optei por deixar a M. mamar dos 2 lados em cada uma das mamadas (pequeno-almoço e ceia) para estimular a produção. Ela não se chateia nada, e no final arrota com bocados de leite a sair pelo canto da boca. No congelador, há leite para 80 dias de papa dia sim, dia não. O medo agora é acabar sem prévio aviso ou ficar doente e não poder dar à filhota o bem-bom.
Mão na minha boca
Adora. Põe a mão na minha boca e eu simulo que a vou comer. Farta-se de rir. É bom ver como coisas tão simples a divertem e fazem feliz.
Actualização
Estive uns tempos sem escrever... Por isso agora, tenho uma lista infindável de posts para escrever, que vou apontando em papéis, para não me esquecer. À conta disso, algumas das coisas vão parecer fora de tempo, mas tendo em conta que este blog é também para a M., acho pertinente escrevê-los por ordem cronológica. Assim, algumas das estórias e aventuras são de há mais de 1 mês atrás. As minhas desculpas aos meus amigos assíduos...
Melhor fase da vida
É agora. Ainda faz o que quer (ou quase), não leva reprimendas (ou quase), ainda não percebe o não (ou quase) e leva muitos, muitos miminhos (sempre). Até aos 6 meses, vivemos a nossa época dourada, em que os sermões, os castigos, as más vontades são realidades paralelas, que não se revelam perante nós. Aproveita, filha, está quase a acabar...
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Baptizado
Chegou o dia. Fui ao baieta, junto com a madrinha e a amiga Sofia - correu bem e ainda consegui arranjar as unhas por tuta e meia (o que não vale a santa terrinha!). O vestido e restante indumentária estavam prontos para serem vestidos pelos padrinhos. Com uma madrinha que já foi mãe há 8 anos de um rapaz e um padrinho que não percebe nada de bodies, a desgraçada da M. portou-se lindamente. Com os paparazzis de volta, o pai a dar palpites e a ser vestida no ar (...) só chorou no fim de saturada. Valeu-lhe a mãe que lhe fez festinhas na cara enquanto acabavam de calçar os sapatos. Ficou um doce e aquela touca era um must! Ao sairmos, a sogra que estava a chegar da missa da outra neta, ainda perguntou se levávamos tudo - a toalha, o casaco, a vela... Dissemos que sim e arrancámos. À entrada da igreja já estava o padre, junto com o meu pai e a minha tia. Para fazer justiça, devo sublinhar que o marido e o pai cumprimentaram-se mutuamente, mesmo que a fugir e entredentes. Fiquei contente. A cerimónia começou à porta da igreja, com a parte de quem é a criança e quem a entrega e o que lá vamos fazer. Depois entrámos, o padre fez o sermão e depois começou a eucaristia. Os meus cunhados chegaram mesmo aí, pelo que quase que não perderam nada. Quase na altura do baptizado propriamente dito, a minha tia pergunta-me pela concha, que ela tanta questão fez em oferecer. Pois... Ficou em casa... O olhar de fúria dela, fez-me cometer segunda asneira: pedi ao meu cunhado mais velho que fosse a casa buscá-la. Correu mal. O padre, sem prévio aviso, chamou a minha sobrinha para segurar na jarra da água benzida, e ali mesmo junto ao altar, molhou a cabeça à M., sem concha, nem pias. Nos entretantos, o meu cunhado andava à procura da bendita concha e não assitiu ao baptizado... Mea culpa, mea mui grande culpa!!! No fim, a cerimónia foi muito bonita, e recebemos os elogios do padre por ter feito uma coisa à séria e sem o pesadelo de meio mundo de convidados e de muitos fotógrafos e cameramen. À saída, choveu e até granizo caiu (o meu cunhado acertou...). O almoço foi fantástico - a comida muito bem confeccionada, com fartura e com gosto. O cozinheiro esmerou-se! Depois veio o bolo e o champanhe, que eu me ia esquecendo de oferecer às empregadas, não fosse o cunhado a lembrar, e o padrinho fez um discurso curto e conciso que resultou e resolveu o problema. No fim, portaram-se todos muito bem, tendo a M. ganho a medalha de bom comportamento, mesmo depois de ter brincado ao passa o testemunho pela mesa afora...
Baptizado - véspera
24 de Maio. Penedono. Chuva, frio e granizo... Até à véspera, disse que não comprava roupa porque o meu segundo vestido de casamento era excelente para a ocasião - pérola, com um corte à Audrey Hepburn, discreto e de manga cava, com um ligeiro decote nas costas. No sábado, rendi-me às evidências. Iria congelar com o dito. Por isso, toca de ir para Viseu à procura do impossível com mais 3 malucos que me aturaram o dia inteiro. Parecia a diva com os seus 3 gestores de imagem que assim que entravam numa loja espalhavam-se e me vinham depois mostrar as suas opções à vez. Eu, desempenhando o meu papel estoicamente ia experimentando. Ou não me servia (estou com menos 4 kg e tudo me cai mal), ou era muito decotado e via-se o soutiã de amamentação, ou era muito fresco (a colecção de verão está aí em força), ou não me ficava bem porque sou "de cor desmaiada", como dizia a Paula. Acabei por descobrir um fato de casaco e calça pérola, acetinado, com uma risca discreta e uma blusa lilás de seda a condizer (mais ou menos) com a gravata que o B. levava para a ocasião. Correu bem e caro (um obrigado a quem me aturou)... À noite, fui aturar o padre. Passei-me. O B., à laia da boa educação, perguntou-lhe quanto era, ao que ele respondeu "não é nada... as pessoas costumam dar € 50 para a igreja"... Assim, foram estes para a igreja logo ali, e outros tantos para o padre num envelope no dia seguinte, por ter emprestado a igreja, porque parece mal!!! Odeio, odeio, odeio padres e padrecos! Deixámos as coisas mais ou menos alinhavadas para o dia seguinte porque, ainda por cima, havia a missa do Pai Nosso da nossa sobrinha quase à mesma hora e que por causa disso ia chegar atrasada... Pontaria!!! De cabeleireiro marcado (confesso que fui muito a medo, mas nem correu mal depois de uma correcção minha no final), fui-me deitar estoirada com a correria pelas ruas de Viseu...
Baptizado - bem marcado...
É preciso ter sorte!!! O dia do baptizado para além de calhar no dia de anos do pai (propositadamente), também foi calhar no dia do idoso. À conta disso, havia missa a dobrar naquele dia: uma perspectiva de mais de 2 horas... A minha ideia original sempre tinha sido haver uma cerimónia só para nós, mas como em Roma temos de ser romanos, tive de me contentar em gramar a missa com toda a gente, à hora normal, e no final, o nosso padre (que nos casou e antes disso os meus pais) celebrava a cerimónia do baptizado para nós e para os curiosos que não saissem da igreja nos entretantos. Agora com a missa do idoso ainda se tornava pior. A sugestão do padre: irmos às 10h00 e aguentarmos até ao fim. O B. lá lhe explicou que era uma bebé de 6 meses e que isso não era muito fácil de se concretizar, ao que ele replicou "façam pelo melhor". Até sugeriu que quando a M. ficasse muito irrequieta fossemos para a sala ao lado, onde inclusive, poderiamos dar a sopa... Tive de me chatear. Eu que não me queria meter nestes assuntos de sacristão e catequista liguei para o sr. padre e disse-lhe que assim não ia. A M. não ia ficar 3 horas a levar com os velhinhos, passar a hora da sopa e aguentar valentemente a estucha sem pestanejar, como é obvio! O senhor não queria abrir precedentes e deixar fazer 2 eucaristias no mesmo dia, por isso o combinado foi fazer-se só a cerimónia do baptizado sem missa no final da que já estava prevista e nós tinhamos autorização a baldarmo-nos à dita. Escuso de dizer que interiormente agradeci, mas não percebi o porquê de tanto problema. Afinal, o "sô padre" lá me telefonou a dizer que tinha pensado melhor e que nos autorizava a eucaristia às 12h30, hora a que já ninguém estava a ver coisissima nenhuma (damned!!!). Assim ficou marcado. Ultrapassado este problema ainda havia outro: no dia, a minha sobrinha e afilhada tinha a missa do Pai Nosso (antecipa a 1ª comunhão - novidade!) quase à mesma hora, por isso, os meus cunhados e sobrinhas iam chegar atrasados... Mas como marcámos para aquela hora, podia ser que o atraso não fosse grande...
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Baptizado - preparativos
Acordei baptizar a M. Não concordo, nem participo da crença, mas entre a minha filha levar com água na cabeça sem dar por ela (ou quase), ou mais tarde precisar e ter de levar com aulas e sermões, achei que devia ser amiga dela. Para além disso, o pai acredita e queria, e eu respeitei a sua vontade. Convidámos os avós, os tios (um deles é o padrinho), a madrinha, a bisavó e a avózinha Zulmira, a amiga também considerada para madrinha e a irmã emprestada do B. e a sua mãe - ao todo eramos 21, já com o padre. Quando casámos, combinámos que o baptizado do eventual filho seria na terra onde ele também o foi, pelo que tivemos de tratar de tudo lá. Logisticamente até era mais fácil porque os convidados são quase de todos de lá. Problema: onde fazer a festa depois. Na santa terrinha não há propriamente muitas alternativas, e cada uma pior do que a outra. Num hotel, chegaram a pedir € 40/pessoa para almoçar na sala de restaurante com as restantes pessoas que nada tinham a ver com a nossa festa e partilhar com estas das mesas de entradas e sobremesas!... Já sem grandes alternativas, por sugestão de uma amiga, fomos espreitar o Convento de N. Sra. do Carmo, adaptado para hotel, no Freixinho, concelho de Sernancelhe (http://www.hoteldocarmo.com/). Local fantástico com uma capela convertida em sala de refeições junto ao claustro, onde se servem os buffets. Alugam o espaço a um cozinheiro da região, também dono de um restaurante. Adorámos o local e fomos falar com o responsável pelo catering. No restaurante dele descobri um espaço mais adequado ao pretendido - uma festa só para os familiares directos e por isso algo mais pessoal e "cosy". A Casa do Avô, literalmente era isso que era, foi convertida por este cozinheiro com muito bom gosto, num restaurante pequeno e acolhedor. Por causa disso, e por ser mais em conta, optámos por esta solução. Escolhi as margaridas para a decoração, pois o seu significado é a inocência das crianças. Adequado, não? A ementa também nos parecia bem - tábuas de enchidos, creme de cenoura, bacalhau com broa, lombo de porco recheado com farinheira de caça, gelado de bolacha com chocolate caseiro e fruta laminada. Tudo servido à mesa, sem ninguém andar com o pratinho na mão a esticar o pescoço a ver o que mais pode provar. O bolo de baptizado ficou entregue ao cunhado, que tem pasteleiro a cargo.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Vestidos de baptizado
A madrinha quis pagar o que lhe competia. Como não queria abusar da sua boa vontade, e não cometer o mesmo abuso da cunhada que me pediu uma pequena fortuna pela fatiota completa da minha sobrinha, comecei a procurar calmamente nas lojas mais conhecidas - Praça do Chile e Av. Almirante Reis. Vi uns engraçados e baratos, mas nada que nos enchesse o olho. Um dia, por acaso, à procura do tecido para o cortinado da M. dei com uma loja pequenina, perdida numa esquina de Campo de Ourique - Mariadelina. Gerida e atendida por uma família, mãe e filhas, de bom gosto (por vezes demasiado "bem"), aposta na roupa, sobretudo de cerimónia/baptizado, e na decoração de quarto de bebés. Para o carote, mas acima de tudo com coisas diferentes. Espreitei e gostei tanto que fiquei de lá voltar no fim-de-semana com o B. para que ele dissesse de sua justiça. Lá fomos, num sábado de manhã, e o B. gostou, mas quis ver mais, até por causa dos preços. Fomos para a baixa, directos para a Coquette, a loja (que recomendo vivamente) onde comprei o meu vestido de noiva, onde vimos um que o pai adorou. Ficámos num impasse. O meu era branco (ponto a favor, tendo em conta que era um baptizado), em cambraia, com rendas q.b. e uma touca de morrer. Lembrava os vestidos antigos ingleses. O do B. era mais comprido, em seda selvagem, por isso creme, e com muito poucos pormenores, mais ao jeito dos vestidos de baptizado actuais de bom gosto. Ambos gostávamos dos dois, mas cada um com a sua preferência. Combinei com a madrinha e num outro sábado (chovia a cântaros), fomos primeiro a Campo de Ourique e depois pusemos-nos a caminho da baixa pombalina, para tirar teimas. Experimentámos os dois na M., que toda sorrisos, parecia uma bonequinha, com a touca a arrematar o quadro, fazendo as delícias de toda a gente. A madrinha ao ver o primeiro achou que não ia gostar do segundo. Afinal, gostou imenso do segundo também. Como não desempatou, disse-nos para chegarmos a uma conclusão entre os dois, senão ela atirava a moeda ao ar. Depois de algum tempo a tentarmos convencermo-nos mutuamente, o B. acabou por ceder e deixou-me comprar o meu. Não se arrependeu. Ficou linda! Foi um sucesso, com touca e tudo, e arrebatou corações no dia do baptizado.
4 anos de casados
Depois de juntos há 4, decidimos casar para podermos pensar na etapa seguinte - os filhos. Depois, vieram os projectos, os medos, as mariquices e o egoismo ao de cima, e afinal aqueles, ou aquela, melhor dizendo, só apareceu agora. O balanço de um casamento, para mim que sou jurista agnóstica, e que por isso encara estas coisas de uma forma muito simples - o casamento nada mais é do que um contrato - é acima de tudo positivo. Muitos dizem que depois de casados a relação começa a correr mal, que os primeiros 3, 7 ou 12 anos são os melhores, que o sentimento de compromisso é diferente e fica-se mais agarrado, entre outras teorias brilhantes. Para nós, não tem sido assim. Casar é igual a estar amancebado (em homenagem ao meu caríssimo pai ;), ninguém se sente agarrado a nada - estamos porque queremos e gostamos - e quanto muito, o primeiro ano (de união de facto, não de casamento) foi o pior porque tivemos de nos adaptar às idiossincrassias, caprichos e manias do outro. Entre o bom e o mau, a saúde e a doença, a bondade e o mau feitio, fomos-nos fortalecendo como casal e como pessoas. Agora, 4 anos depois, com a filha já cá fora, descobrimos outras coisas, coisas novas no outro - o carinho, a facilidade de lidar, a ternura e a capacidade de brincar - novidades sempre boas de descobrir. Espero que estes 4 se repitam e se multipliquem por muitos mais, para que a M. tenha um bom exemplo do que é uma Relação a sério, que pode ou não implicar um casamento.
Pêlos
Descobriu que o pai tem pêlos nas pernas. É giro de ver a M. a tentar agarrá-los, fixando-se num ponto da sua perna, e depois desajeitadamente tentar agarrá-los às três pancadas. Quando finalmente alcança o seu objectivo, de contente, puxa com força e olha para o pai com ar feliz. O pai corresponde com um ai valente ou com uma careta que só vista. Mas tirar-lhe a mão e impedi-la de repetir, que é bom, está quieto!...
Dadadadadadada!!!!
É a nova conversa da minha filha. Está imenso tempo com isto e deixa o pai quebrado de sentimento quando revê o filme que guardou para a posteridade mais esta gracinha.
Ainda é possível fazer amizades sinceras
"Apareci por um acaso, pelo destino, mas continuo porque quero e tu também, por isso, não deixarei mais de estar. Com ou sem passeios frequentes; com mais ou menos e-mails ou telefonemas, é para ligares quando quiseres, puderes ou precisares; é para "abusares" sempre, porque não abusas. O mesmo ao teu marido e à tua filha, que estarão sempre e igualmente debaixo da minha asa - que tanto é enorme, como precisa de ser cuidada… Mas quanto a isso, somos todos assim, certo?"... Obrigada, amiga!...