Descobri, ou melhor associei, uma das brincadeiras da ama com uma expressão da M. Já aqui escrevi um post do rir com o nariz. Foi a amiga Lúcia que ensinou a fazer de burrinha velha.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
domingo, 6 de julho de 2008
Olhos da avó
A M. é toda pai. Já sei. Não bastasse eu vê-lo a milhas de distância, não há ninguém que a veja e não o confirme imediatamente para satisfação óbvia do pai. Até hoje só a sogra afirma convictamente que a minha filha também tem coisas da mãe (e desde o dia em que ela nasceu). A sua testa alta é indiscutivelmente minha, nem o pai se atreve a dizer que não. Eu acho que os olhos também são. Tudo me nega a ideia, com excepção de algumas pessoas. Estas, a minoria, têm todas algo em comum: conheceram a minha mãe. Quando vêm a M., descobrem nela os olhos risonhos da avó, que por sinal também são os meus. Parece que a M. tem o mesmo traço que eu - em criança tudo me dizia que eu era toda pai, mas havia qualquer coisa da mãe em algumas expressões e apenas nisso. Com o tempo, já de adulta, de repente, tudo me diz que sou tal e qual ela, especialmente nos olhos sorridentes. Ontem, conheci uma antiga colega da Rute, sua grande amiga de há 30 anos, que assim que me viu, a primeira coisa que me disse foi "Eu conheço esses olhos! Como eu conheço esses olhos!". Depois, quando lhe mostrei as fotos da M., na primeira negou - os olhos eram do pai. Na segunda, com a M. a rir, parou, olhou melhor e sorrindo disse-me: "Não. Afinal os olhos sorridentes são da avó...". Fiquei feliz...
Sentou-se depois de mamar
De manhã, o normal é, no final, começar a chorar desalmadamente porque quer mais mimo, no aconchego do meu regaço, a mamar. Hoje foi inédito. Antes do fim do tempo regulamentar, parou de mamar, sentou-se e começou a brincar com o comando de televisão. Dei-lhe a chucha e ela sorriu para mim, continuando com o seu entretém. Está mesmo a ficar crescida....
CD dos Concertos para bebés
http://www.concertosparabebes.com/guestbook/musica.php Já o tenho. De frequência assídua, a M. gosta dos espectáculos, por isso arranjou-se o CD. Pusemos hoje de manhã a tocar pela primeira vez. Assim que começou, parou e ficou muito atenta a tentar perceber de onde vinha o som. Depois, começou a rir-se e a fazer sons de quem estava a gostar. Cantámos para ela (é suposto, segundo-se as orientações do disco) e ela interagiu imenso. Ao almoço, voltei a pôr o CD. Foi a primeira vez que a M. não desesperou entre colheres - estava muito mais calma e nem chorou no final, por já ter acabado. Recomendo. Indicado dos 0 aos 3 anos. Bábábápápá Bábá Prrrrrrr!....
Hormonix
É suposto ficarmos meias acéfalas a partir do 7º mês de gravidez, estado que se vai agravando até aos 6-7 meses da criança. Tem tudo a ver com as hormonas e a preparação natural do nosso corpo e cabeça para a recepção de um novo ser, totalmente dependente de nós. Tudo o que não tenha a ver com bebés torna-se um pouco mais incompreensível. Confirmo. Passei por isso. Se por natureza já sou meia disléxica e troco-me toda com as palavras (espectafacular e caixão do lixo são das mais famosas) e muito trapalhona, depois fiquei parva de todo. Perguntas óbvias e muitos disparates depois, acho que já recuperei a minha inteligência a 98%. Agora, o pai... Talvez por contágio, talvez por ser tão dedicado ou mesmo e apenas e tão só por estar a ficar mais tonto, tem ido uns episódios engraçados. Os mais recentes foram com a chucha. Vai pegar na filha ao colo, e como tem a chucha na mão, entrega-ma para eu segurar. Até aqui nada a apontar, não fosse o facto de já por duas vezes, ao estender a mão e dizer "Segura", não o fizesse direccionado para a minha boca!...
sábado, 5 de julho de 2008
Bolachas
O B. comprou-lhe umas da Milupa para experimentar. Devora em três tempos e no final, o bocadinho que sobra escondido dentro da mão leva a uma crise de nervos. A M. vai roendo, roendo até chegar à mão. Como ainda não aprendeu a a abrir, enerva-se porque sabe que está lá, mas não sabe como lá chegar. É vê-la a chorar à séria depois de umas quantas tentativas frustradas com a mão para cima e para baixo em frente à boca de punho fechado. Criança sofre...
Banana
Hoje o B. lembrou-se de lhe dar banana sem estar esmagada. Até aqui nada de novo, não fosse a minha filha ser uma gasganeira. Abocanhou de tal maneira e a tal velocidade que não me deu tempo de fazer nada, a não ser virá-la ao contrário, porque ela já estava a ficar atrapalhada, sem conseguir respirar... Bolas, que susto!
Quase curada
Finalmente, vejo novamente luz ao fundo do túnel! A mama direita já está outra vez quase curada, depois de mês e meio em greta... Ela só mamar uma vez por dia fez efeito.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Não mamou
Ontem à noite, adormeceu às 9h. Achei que ia acordar por volta as 10h como de costume e manter-se acordada até à hora da mamada. Passaram-se as 11h, as 11h30 e a meia-noite. Nem dava sinal. Fui espreitar e dormia tranquilamente. Fiquei sem saber o que fazer. Perguntei ao B. o que ele achava, que me respondeu que também não sabia. Acordar ou não acordar, eis a questão. A dúvida era só uma: será que ia acordar de madrugada por não ter mamado antes de ir para a cama? Depois de lhe cheirar a fralda, olhei para aquela cara adormecida e decidi arriscar. Fui-me deitar. Tive dificuldade em adormecer e ainda me levantei 2 vezes para fazer coisas - fez-me confusão não ter passado por aquele nosso ritual nocturno. Afinal, só acordou à hora do costume - 8h da manhã. Avisei a ama que hoje não deveria fazer grandes sestas (foi uma noite de 12 horas!), coisa que se confirmou à tarde. Só dormiu um bocadinho depois de almoço. Hoje à noite, parece que vai repetir a façanha. Adormeceu logo a seguir ao jantar e ainda não deu sinal de si. Tenho pena - já não consigo brincar tanto com ela e imagino já os dias sem horário de amamentação, a chegar às 6h30 e só ter aquele bocadinho. É que apesar da falta de tempo para actualizar o blog, para tratar de outras coisas ou mesmo de mim, e do cansaço que representa, a brincadeira depois do jantar já tinha o seu lugar no nosso ram-ram diário. A ver vamos, se à conta disso, não se seca a fonte...
Boa noite
A M. destapa-se com uma pintarola a toda a prova. Já aprendi a deixá-la destapada quando a deitamos e só puxar-lhe os lençóis para cima quando está ferrada. Enquanto estou acordada, não me preocupo muito pois está bastante calor. Normalmente, quando me vou deitar, tapo-a, aconchego-a, dou-lhe um beijo, dizendo-lhe sempre o mesmo: "Dorme com os anjos e com a tua avó". Ela dá um suspiro e fica-se até de manhã.
Festas nas costas
Um dia na brincadeira, descobri que a M. adora que lhe massajem as costas. Com dois dedos, percorro cada lado da sua coluna e quando chego à zona lombar encolhe-se toda. Nem se mexe, com a cara enfiada no colchão, de chucha na boca e um semi-sorriso. É algo que a acalma imenso e a adormece facilmente. Toda esta semana foi igual: quando a vou deitar, ela vira-se quase de barriga para o chão, como que a pedir. E eu não resisto. Vou-lhe esfregando as costas suavemente para cima e para baixo até ela adormecer. Depois, venho-me embora, espero uns minutos e peço ao pai para a ir virar porque está com a cabeça quase totalmente virada para baixo. Bem sei que são rituais que se implementam e que depois são difíceis de tirar, mas sabe-nos tão bem!...
Milady
Quero fruta!
A M. não pode ver o prato e muito menos a sopa. Fica maluca. Torna-se impossível segurá-la e começa a chorar no segundo imediatamente a seguir. Temos de a distrair e não cair na asneira de a levar para a cozinha enquanto preparamos a sua refeição. Como a manha da sopa continua, agora que come na cadeirinha, costumamos dar-lhe a sopa com a fruta meia escondida em cima da mesa da sala. Ela descobriu o truque. Nos últimos dois dias recusou a sopa a meio e chegou a choramingar. Primeiro pensámos que fosse a sopa que tivesse algo de errado. Provámos e pareceu-nos boa e parecida com as que já fizemos antes. Cheia não estava porque ainda ia a meio da sopa e está habituada a comer tudo e a fruta por cima. O B. então experimentou dar-lhe a fruta. Começou a devorar. A menina queria era chegar mais depressa à sobremesa. Contrariada lá teve de comer a sopa primeiro. Hoje não chorou, mas passou o tempo a olhar por cima do meu ombro, para ver se via a taça da fruta por perto. Gulosa!
Meloa
Adora. Da última vez, chorou, mas não como de costume quando acabou. Chorou desalmadamente e não era garantidamente fome, pois comeu mais do que a sua conta. Peguei nela e levei-a à janela a ver os carros, técnica que costuma resultar para o choro da gulosa que quer mais, mas que desta vez não surtiu efeito. Tanto chorou, que no final, fez-me recordar aqueles soluços incomodativos que surgem depois de muito pranto e que ainda demoram a passar. Ainda esteve naquilo algum tempo, coitadinha da minha M.
Gatinhou!
Em cima de algo mole, anda de gatas às arrecuas por escorregar com os pés. No dia 28/06, estava em cima do edredão da avó e tanto se torceu e remexeu que acabou por sair deste para o chão. Eu segurei-a por debaixo do peito para não afocinhar e continuei a conversar distraidamente. De repente, apercebi-me. Ela estava de gatas a avançar pela cozinha. A custo, mas avançou meio metro, de sorriso na cara, com os incentivos do tio e da tia S. Para mim, no fim, até parecia que ela tinha ganho a maratona das Olimpíadas... O pai ficou muito aflito por causa dos joelhos vermelhos. Sem comentários... Hoje ainda precisa de ser segura pelo peito, senão aleija-se à séria com a cara no chão duro (tenho mesmo de arranjar o puzzle gigante), mas vê-se e deseja-se para ir para o chão. Só que está pouco tempo nessa posição. Em muito pouco tempo, tenta pôr-se de pé com a nossa ajuda e quer andar (ou fazer que anda). Desconfio que o gatinhar vai ser por pouco tempo.
Boca de peixinho
É o novo som, ou melhor, o novo movimento que faz com a boca. Abre e fecha, pressionando o maxilar inferior no superior, por forma a ficar com o lábio de baixo meio escondido. Aquilo faz uma espécie de vácuo, que provoca o som de um peixe fora de água. O B. nem conseguia imitar ao princípio. Passa horas naquilo.