8,140 kg. Evoluiu menos, mas evoluiu. Vamos esperar pela consulta de rotina dos 9 meses para ver, foi a sentença da pediatra hoje. Para mim, como aliás para a médica, está uma grandalhona e não parece nada que esteja pouco crescida - já veste roupa para 1 ano há mais de 1 mês, e tenho cá um palpite que a meio do verão vou ter de comprar mais roupa...
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Espertalhaça!
Continua a tentar saltar a meio da sopa para a fruta. Esta só pode aparecer quando a sopa acaba, senão temos o caldo entornado. Hoje isso aconteceu a 2 colheres do fim do primeiro prato. A M. começou logo a virar a cara. Tentei enganá-la: fiz de conta que punha a colher na taça da fruta e dei-lhe a penúltima colherada. Abriu logo a boca e comeu. Quando percebeu que não era doce, voltou a virar a cara. Tornei ao meu estratagema para a última dose. Saiu gorado - a M. já não caiu na artimanha... Como diz o ditado: à primeira cai toda a gente, à segunda só cai quem quer e à terceira só quem é burro. Parece que se aplica a bebés de 8 meses...
Pai consolado
O B. andava um pouco desgostoso por a M. dar-me preferência em certas circunstâncias. Ela lá deve ter percebido os seus sinais, pois fez-lhe a vontade. Ontem, estava ela no parque, quando o B. se levantou do sofá. Como ele seguiu caminho e não lhe ligou nenhuma, chorou e rabujou de descontentamento. Depois disso, estava ela no meu colo, e de repente quis ir para o pai, com um ar muito satisfeito, deixando o B. encantado da vida e com um ar de "ora toma!" para mim. Hoje de manhã, foi a cereja no cimo do bolo: a ama quis tirá-la do seu colo e a M. chorou. Nem comigo fez isso. O pai, todo ufano, explicou à ama com ar entendido, que agora a M. estava assim, só o queria a ele e que já no dia anterior tinha feito o mesmo. Eu olhei para a cara da ama e estava espelhada a expressão "não me posso rir, não me posso rir". Foi preciso eu brincar com a coisa, para ela se desmanchar...
Não se importa nada!
O tira e põe da chucha de vez em quando tem resultados engraçados: agora põe aquela na boca de qualquer maneira, até com a tetina para fora e a argola para dentro. Julgam que se importa? Nada disso. Fica a olhar para nós com um ar muito feliz, como se tivesse conseguido uma grande proeza, com a tetina a dar, a dar, para cima e para baixo, enquanto ela chucha na argola... É de chorar a rir!
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Água versus Chá
O B. está "impedido" de dar sumos "naturais" à M. - um dia liguei à tia enfermeira, que prontamente se pôs do meu lado e quase que o insultou por tamanha tontice. Mas... Deu abertura ao chá - "Água! Se quer dar outra coisa, dê-lhe chá. Daqueles sem açucar da Milupa ou Nutriben", disse ela. É claro, que o seu objectivo era dar água à M. e de vez em quando chá, se ela insistisse em não beber grande coisa de água. A ama já conseguiu dar-lhe a volta, e agora bebe lindamente água, por isso já não são precisos truques. Mas coitadinha da menina, então vai agora ficar só a água?! Obviamente, chegou a casa no dia seguinte com o dito chá - à base de camomila, para ajudar a dormir (como se a M. precisasse de tal coisa...). Ela adorou. Não, amou! Pela-se por um bom chazinho, e assim que vê o biberão vir até se abana toda! Deu jeito com a febre - a ingestão de muitos líquidos é muito importante, e enquanto que a água vai aos bocadinhos, já de chá, marcharam 150 ml de uma só vez...
Está feito o diagnóstico
A febre baixou ontem ao final do dia e hoje de manhã já estava óptima. Fui à pediatra por descarga de consciência, que depois de a examinar identificou o problema. Afinal, a pediatra das urgências tinha acertado com o seu palpite (afirmou que não era vidente, mas que quase que apostava que iam aparecer borbulhinhas pelo corpo inteiro 2 dias depois) - hoje à tarde, antes de entrar para o consultório, fui mudar a fralda e vi uma quantidade imensa de borbulhinhas na barriga da M...
"O exantema súbito, também conhecido por roséola infantil, febre dos três dias ou sexta doença, é uma doença infecciosa aguda típica da infância, causada por um vírus da família do vírus herpes, típica da infância, que ocorre quase sempre entre os seis e os doze meses de idade, com alguns casos mais raros no segundo ou terceiro ano de vida. Tem um início repentino com o aparecimento de febre alta (39.5º/40.5º), diminuição do apetite e irritabilidade associados à febre, sem outros sintomas. A febre alta mantém-se durante três a quatro dias, havendo um contraste entre a intensidade da temperatura e o aspecto da criança que não aparenta estar gravemente doente. Nas crianças predispostas o início súbito da febre e a sua intensidade podem desencadear uma convulsão febril. Ao terceiro ou quarto dia de doença a febre, até aí elevada, desce rapidamente e desaparece, podendo excepcionalmente manter-se por mais um ou dois dias. Coincidindo com a descida ou desaparecimento da febre surge uma erupção na pele, que se espalha do tronco para o pescoço e para os membros superiores, poupando a face e os membros inferiores. A erupção é constituída por pequeninas manchas de cor rosada, por vezes ligeiramente salientes, que se atenuam com a compressão e desaparece um ou dois dias depois de ter surgido, sem deixar marcas."
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Preocupação genuína
A ama antes de ir embora na 2ª deu-me uns quantos recados de mãe para mãe. Não saiu sem lhe garantir que lhe iria dar um banho morno. À noite, ligou para saber da M. Deu-me um toque às 22h e esperou a retribuição. Quando chega de manhã vem com cara de preocupada e ontem achava melhor levá-la ao médico. Hoje já mandou um sms aos dois a dizer para não nos preocuparmos - a M. já está a brincar e apesar da febre se manter, parece estar a querer baixar. É reconfortante saber...
Continuamos na mesma
Na 2ª feira a febre manteve-se, rondando os 38º. Fui trabalhar e a ama ficou a controlar a coisa. Parece que propositadamente, quando cheguei a casa, num ai, a febre subiu para 38,9º. A M. estava no colo da ama e nem parecia a minha filha - prostrada, quase inerte, sem reacção e a fazer queixinhas de mansinho. Partiu-se-me o coração. Não chorei porque a ama estava lá... Liguei para a pediatra, que me disse que já estava muito cheia nesse dia e que de qualquer forma não parecia nada de dramático. Quando insisti e disse que a M. estava irreconhecível, lá me disse para levá-la ao hospital, até porque exames só aí mesmo. Não gostei. Liguei para o B. e disse que me ia pôr a caminho, ao que ele me pediu para esperar por ele. Nos entretantos, lembrei-me de tentar a tia enfermeira. Desta feita, atendeu e acalmou-me. Orientou na medicação e nos banhos tépidos - esperar mais um dia que a coisa ia correr melhor. Um pouco mais descansada, não fui. À noite, continuava igual. Febres altas, à roda dos 39º. Mais nenhum sintoma. Nem diarreia, nem falta de apetite, nem vómitos, nem choro de dores. Só febre. A tia enfermeira voltou a acalmar os dois e aguardámos. Essa noite não foi simpática. Deitei-me às 3h20 depois de ela adormecer (só possível na cama de visitas comigo ao lado) e acordei quase de hora a hora para ir controlar a temperatura. Ontem. Teimosamente, persistiu à volta dos 39º. O pai decidiu levá-la ao hospital, apesar de a pediatra e a tia enfermeira dizerem para aguentarmos até hoje. Por descargo de consciência... Eu já sabia o que iria ouvir: deve ser viral, continuar com o Benuron e o Brufen e aguardar. Dito e feito. Serviu para saber que era melhor reduzir a dose de paracetamol diário, tendo em conta o peso e a idade, mudando-se do supositório para o charope de Benuron. Confesso que fiquei na dúvida se é mesmo assim - ela nem a pesou para fazer contas! Adormecer foi um castigo: dois dias com colo e companhia deixam a sua marca. Berrou na cama 40 min, apesar de ter a minha cara encostada à dela e das massagens nas costas que quase que surtiam efeito, para logo a seguir haver mais uma resistência ao João Pestana, e acabou por se ficar. Hoje, voltou a acordar com febre... Amanhã vamos à consulta com a pediatra - já está marcada.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Febre...
Ontem à tarde, de repente e sem razão aparente, ficou com febre. Senti a cabeça encostada ao meu ombro muito quente, medi a temperatura e... 37,8º... O pai entrou em transe e eu não fiquei lá muito sossegada. Pusemos um Benuron, arrepiámos caminho do passeio da tarde e esperámos. Não melhorou. Liguei para a tia enfermeira, que pela primeira vez na vida estava desligada, por isso liguei para a assistência médica da Multicare (não conheço a pediatra o suficiente para saber se as 10h da noite de domingo é boa hora para telefonemas sobre febre). Estes reencaminharam a chamada para uma médica de um país de leste, que quase ininteligivelmente me disse para alternar Benuron com Brufen e estar atenta à temperatura: se passasse dos 38º levá-la logo para as urgências para pôr a soro, senão podia ter convulsões... O que vale é que não lhe dei importância (a pediatra hoje só fez um comentário a tal conselho: "Disparate! Ignore"). O B. foi comprar o Brufen, pus-lhe o supositório à meia-noite e deixei o charope para as 4h - é mais fácil. Pôr o supositório foi complicado. Quase que chorei com ela... À conta disso, ontem a M. mamou outra vez à noite, antes de se deitar. Já se estava a deixar disso - foram 4 noites seguidas a dormir entre as 9h e as 10h, depois de jantar. Deixei-a no mimo daquele colinho bom, mas não adormeceu, por isso, quando achei que já passava demasiado tempo a mais, tirei-a e ela chorou. Não resisti. Com febre e a refilar de mau-estar, a querer miminhos legitimamente, deixei-a ficar ao colo até adormecer. Quer dizer, não foi bem até adormecer, porque o B. já estava em pulgas para dar miminhos também, por isso, passei-lhe o testemunho e adormeceu-a ele ao colo. Às 3h levantei-me para a virar na cama e às 4h para lhe dar o charope. Hoje de manhã, ainda estava igual...
Burrinha velha
Descobri, ou melhor associei, uma das brincadeiras da ama com uma expressão da M. Já aqui escrevi um post do rir com o nariz. Foi a amiga Lúcia que ensinou a fazer de burrinha velha.
domingo, 6 de julho de 2008
Olhos da avó
A M. é toda pai. Já sei. Não bastasse eu vê-lo a milhas de distância, não há ninguém que a veja e não o confirme imediatamente para satisfação óbvia do pai. Até hoje só a sogra afirma convictamente que a minha filha também tem coisas da mãe (e desde o dia em que ela nasceu). A sua testa alta é indiscutivelmente minha, nem o pai se atreve a dizer que não. Eu acho que os olhos também são. Tudo me nega a ideia, com excepção de algumas pessoas. Estas, a minoria, têm todas algo em comum: conheceram a minha mãe. Quando vêm a M., descobrem nela os olhos risonhos da avó, que por sinal também são os meus. Parece que a M. tem o mesmo traço que eu - em criança tudo me dizia que eu era toda pai, mas havia qualquer coisa da mãe em algumas expressões e apenas nisso. Com o tempo, já de adulta, de repente, tudo me diz que sou tal e qual ela, especialmente nos olhos sorridentes. Ontem, conheci uma antiga colega da Rute, sua grande amiga de há 30 anos, que assim que me viu, a primeira coisa que me disse foi "Eu conheço esses olhos! Como eu conheço esses olhos!". Depois, quando lhe mostrei as fotos da M., na primeira negou - os olhos eram do pai. Na segunda, com a M. a rir, parou, olhou melhor e sorrindo disse-me: "Não. Afinal os olhos sorridentes são da avó...". Fiquei feliz...
Sentou-se depois de mamar
De manhã, o normal é, no final, começar a chorar desalmadamente porque quer mais mimo, no aconchego do meu regaço, a mamar. Hoje foi inédito. Antes do fim do tempo regulamentar, parou de mamar, sentou-se e começou a brincar com o comando de televisão. Dei-lhe a chucha e ela sorriu para mim, continuando com o seu entretém. Está mesmo a ficar crescida....
CD dos Concertos para bebés
http://www.concertosparabebes.com/guestbook/musica.php Já o tenho. De frequência assídua, a M. gosta dos espectáculos, por isso arranjou-se o CD. Pusemos hoje de manhã a tocar pela primeira vez. Assim que começou, parou e ficou muito atenta a tentar perceber de onde vinha o som. Depois, começou a rir-se e a fazer sons de quem estava a gostar. Cantámos para ela (é suposto, segundo-se as orientações do disco) e ela interagiu imenso. Ao almoço, voltei a pôr o CD. Foi a primeira vez que a M. não desesperou entre colheres - estava muito mais calma e nem chorou no final, por já ter acabado. Recomendo. Indicado dos 0 aos 3 anos. Bábábápápá Bábá Prrrrrrr!....
Hormonix
É suposto ficarmos meias acéfalas a partir do 7º mês de gravidez, estado que se vai agravando até aos 6-7 meses da criança. Tem tudo a ver com as hormonas e a preparação natural do nosso corpo e cabeça para a recepção de um novo ser, totalmente dependente de nós. Tudo o que não tenha a ver com bebés torna-se um pouco mais incompreensível. Confirmo. Passei por isso. Se por natureza já sou meia disléxica e troco-me toda com as palavras (espectafacular e caixão do lixo são das mais famosas) e muito trapalhona, depois fiquei parva de todo. Perguntas óbvias e muitos disparates depois, acho que já recuperei a minha inteligência a 98%. Agora, o pai... Talvez por contágio, talvez por ser tão dedicado ou mesmo e apenas e tão só por estar a ficar mais tonto, tem ido uns episódios engraçados. Os mais recentes foram com a chucha. Vai pegar na filha ao colo, e como tem a chucha na mão, entrega-ma para eu segurar. Até aqui nada a apontar, não fosse o facto de já por duas vezes, ao estender a mão e dizer "Segura", não o fizesse direccionado para a minha boca!...
sábado, 5 de julho de 2008
Bolachas
O B. comprou-lhe umas da Milupa para experimentar. Devora em três tempos e no final, o bocadinho que sobra escondido dentro da mão leva a uma crise de nervos. A M. vai roendo, roendo até chegar à mão. Como ainda não aprendeu a a abrir, enerva-se porque sabe que está lá, mas não sabe como lá chegar. É vê-la a chorar à séria depois de umas quantas tentativas frustradas com a mão para cima e para baixo em frente à boca de punho fechado. Criança sofre...
Banana
Hoje o B. lembrou-se de lhe dar banana sem estar esmagada. Até aqui nada de novo, não fosse a minha filha ser uma gasganeira. Abocanhou de tal maneira e a tal velocidade que não me deu tempo de fazer nada, a não ser virá-la ao contrário, porque ela já estava a ficar atrapalhada, sem conseguir respirar... Bolas, que susto!
Quase curada
Finalmente, vejo novamente luz ao fundo do túnel! A mama direita já está outra vez quase curada, depois de mês e meio em greta... Ela só mamar uma vez por dia fez efeito.