terça-feira, 22 de julho de 2008

Domingo com os avós

Foram matar saudades da neta a Quiaios. Já não a viam há um mês, por isso, eram mais que muitas. Ao chegar no sábado à noite, mal se lembraram que também lá estávamos. Foi preciso o B. recordar a mãe com um olá de chateado - filho também se sente! :) Depois andou no colo de um e no colo do outro. Eu passei a pasta e aproveitei para poupar as minhas costas. No domingo, os meus cunhados apareceram com as filhas, assim como 3 irmãs da minha sogra e respectivas familias. Por isso, os meus sogros pouco gozaram a neta. À tarde, fomos à praia. A avó encarregou-se dela e por incrível que pareça, a M. até se esqueceu de comer areia! Fartou-se de brincar com a prima mais nova, que só tem um ano e meio a mais e uma paixão assolapada por ela. E desta vez a M. retribuiu. Quando se vêm é uma loucura! Uma ri-se, a outra corresponde e depois fazem um "mi-mi" uma à outra. Parece-me que vão ser melhores amigas. À noite, a avó para se despedir, pegou nela ao colo (não sem antes tomar um banho a correr porque estava "toda suja e molhada") e ficou distraidamente na conversa comigo. Quando demos por ela, já tinha adormecido de cansaço da azáfama daquele dia de praia e família. A avó passou-a ao pai para a deitar, chamou o marido para dar um beijo à neta, que ele fez a rir de nervoso, e depois despediu-se com um beijinho triste, já cheio de saudades até um próximo fim-de-semana.

Cheia

A M. é boa boca. Não se nega a nada que tenha a ver com comida. Mas nada mesmo. Há uns dias, tentámos ameixa. Era ácida e amarga, por isso o B. experimentou misturar uma banana para adocicar. Eu provei e fiz uma careta. Achei que era desta que ela se ia recusar a comer. Acham? Nem por isso. Comeu tudo! Ou melhor, ficou a meio, mas aquilo era enjoativo e imenso, por isso vai dar ao mesmo. Para saber se já está cheia é preciso saber ler os sinais. Vamos-lhe dando colher a colher, até que começa a mastigar a comida (que está desfeita). Pergunto-lhe se já não quer mais, ela sorri para mim, e se eu lhe mostrar outra colher, ela prontamente abre a boca. Ou seja, mesmo cheia, continua a comer. O sinal definitivo é quando ao engolir faz cara de agoniada. Faz careta e abre a boca para a colherada seguinte. Então, eu já sei que está na hora de parar... Glutona!

Índia

Este fim-de-semana ensinei-lhe um novo truque. Como agora passa a vida a passar a mão em frente à boca enquanto faz barulho, lembrei-me e tentei. Comecei a bater com dois dedos em frente da boca dela, enquanto lhe dizia, "Faz tu! Ahhhhhhh! Faz tu!". Não é que ela percebeu! Começou a fazer "ahhh" e quando viu que aquilo fazia um som diferente achou graça e continuou. Agora basta começar a bater com os dedos na boca e dizer-lhe "Faz M, faz!" E ela faz-nos a vontade. Depois continua sozinha, embora desajeitadamente. Agora temos uma índia cá em casa!

Parece uma tábua

Sempre que a tentamos sentar - no ovo, na cadeirinha de passeio ou na de comer. Pegamos nela ao colo, aproximamos-nos da dita e ela, sem tuge nem muge, estica-se toda. É uma trabalheira para a sentar. Por vezes, engano-a com beijinhos no pescoço enquanto a desço e levanto, mas é uma brincadeira que está a ficar esgotada - ela já antecipa. O normal é uma quantas descidas infrutíferas com ela tipo tábua, até que lá lhe conseguimos dobrar as pernas e sentá-la à força. Escuso de dizer que chora a seguir, certo?

Levou uma esfrega!

O avô e a tia estiveram fora um mês, por isso quando regressaram, a primeira coisa que fizeram foi visitar a M. Liguei de manhã para o meu pai, e durante o telefonema apercebi-me pelos barulhos de fundo que estava ao pé dela. Vieram de manhã, foram almoçar e à tarde, a tia regressou até às 19h. O meu pai deixou-a cá, enquanto tratava do passaporte (vai um mês para Macau em Outubro - sem comentários!) e depois veio despedir-se da M. e buscar a minha tia. De manhã, foram passear com ela à rua. Pensei eu que com o carrinho. Não... Levaram-na ao colo, e foi à vez. Agora pegas tu, agora pego eu... Depois, foi a minha tia que lhe deu a sopa do almoço e o biberão da água - para variar mal e por isso, encharcou-a ao ponto de ser preciso mudar-lhe de roupa. À tarde, quando eu cheguei foi preciso a minha filha ter um ginete para ela perceber que queria dar-me as boas-vindas... Resumindo, não dormiu sesta nenhuma, com toda aquela excitação e estava eléctrica com tanto apaparicanço exagerado. À noite, esteve a chorar 2 horas, com birra de sono, de sobre-estimulada que estava. Tentei de tudo: acalmá-la ao colo, pô-la na cadeirinha, no tapete com os brinquedos, na cama dela com a Lola. Nada resultou. Desisti e pu-la em cima da nossa cama, deitei-me ao lado e deixei-a cansar-se. Rolou, rebolou, sentou-se, deitou-se, vezes infindas, sempre a chorar. Fui-lhe massajando as costas como podia e fazendo festas na cabeça, para a ajudar a acalmar-se. Acabou por adormecer de gatas, a afocinhar no meu peito, e chorando baixinho, de olhos fechados, enquanto recebia as minhas festas na cabeça devagarinho. Foi o cabo dos trabalhos para me levantar e pegar nela para a deitar sem a acordar. Com isto, descobri que as mães também aprendem a ser malabaristas!..

Lágrimas

Pela primeira vez, saltaram-lhe duas bem gordas cá para fora. Foi na 5ª feira passada, quando a tentei pôr no ovo, no carro. Como de costume, começou a chorar porque não queria. Então o colo é tão bom! Ao obrigá-la a sentar-se, no meio do choro, apareceram - uma em cada olho, bem molhadas... Fiquei com mais um bocadinho de remorsos... Limpei-as com o dedo e fiz um miminho extra para recompensar a frustração. Desde então, quando quer chorar, mesmo que por birra, por vezes lá lhe saltam para fora aquelas mesmas duas lágrimas. Ficam-se pelo olho, molhando apenas as pestanas. Ainda não se atreveram a cair.

Gatinhar

Já o faz à séria desde a semana passada. Na praia, para chegar à areia até parece que liga o turbo!...

Dentinhos

Depois de comer limpo-lhe sempre a boca e os dentes com uma compressa molhada. De todas as vezes, pergunto-lhe pela boca ao que ela estica a cara e fecha a respectiva, para eu passar a compressa. Depois pergunto-lhe onde estão os dentinhos. E ela com um ar muito sabido, abre a boca e deixa passar aquela coisa branca e molhada para trás e para a frente. Parece que gosta - menos mal.

domingo, 13 de julho de 2008

Quando chegamos a casa

Quando sou eu, recebo um sorriso enorme e fica num desassosego enorme para vir para o meu colo no segundo a seguir, exigência que se não for cumprida à risca pode comportar algum choro. Agora quando o pai chega... Normalmente, está no chão ou em cima da cama a brincar comigo. Mal o vê, ri-se e faz de burrinha velha. Depois numa agitação só, costuma virar-lhe as costas, esconder a cara em mim, mesmo que para isso tenha de se pôr de gatas para "fugir", e rir-se imenso enquanto espera que o pai se meta com ela. Ele satisfaz e encosta a cara nas suas costas, enquanto lhe diz um "Olé!!!" sonoro. O resultado? Costuma ser uma gargalhada e o desafio para a palhaçada. Nem imagino daqui a uns anos...

Miiiaaaaauuuuuuuuu!

Li num livro que nesta idade se deve estimular imitando os animais. Por isso, alinhei na brincadeira e comecei: "como faz o cão? Ão! Ão! Ão! Como faz o gato? Miau! Miau! Miau!" e por aí afora. Uma vez, lembrei-me de variar um bocadinho, e por isso, ao imitar o cão a ladrar, fiz que a queria afocinhar no pescoço. Como ela gostou, ao fazer de gato, imitei o meu gato Mico que se roçava total e completamente em nós. Assim, que comecei a roçar-me na barriga, vi o deleite na sua cara. Franzia o nariz, sorria, dava guinchinhos, enfim, adorou. A partir daí, como é óbvio, passei a fazer sempre assim. Uns dias depois, o pai viu o como ela gostava. É vê-los aos dois. Um a encolher-se todo, a rir ou mesmo a gargalhar, e o outro feliz a roçar-se pelas suas costas, pela barriga, pelo pescoço, eu sei lá. Hoje em dia, basta o B. fazer "Miiiiaaaauuuuuuu!" com cara de malandro e a M. já está encolhida e pronta para a brincadeira.

Mamar sentada

A M. agora mama e senta-se intermitentemente. Até enerva! Mama, senta-se, puxa-se para o centro, mama mais um bocadinho e senta-se. Está o tempo todo nisto. À conta da brincadeira, ontem, conseguiu uma proeza: estava-me a preparar para a mudar de lado, eis senão quando, a madame já sentada, decidiu não esperar e afinfou-lhe. Resumindo ficou sentada no sofá a mamar e só assim sossegou. E esta, hein?!

Marsupilami

O boneco preferido da M. ainda é a vaquinha Lola - o seu dodo de eleição para dormir. Mas não fosse ela filha de uma fã de BD, especialmente francófona, também escolheu para seu melhor amigo o Marsupilami. Um peluche que me foi oferecido em tempos de faculdade, que sempre ficou, junto com o Daffy Duck, no quarto de visitas, que é agora o seu. Passa horas a roer aquela cauda infinda e adora que eu imite o bicharoco, pondo-o aos saltos à sua frente, enquanto digo "Houba! Houba! Houba!".

sexta-feira, 11 de julho de 2008

De barriga para baixo

Não é suposto, mas é inevitavelmente assim que ela dorme... Quando acorda, a sua posição preferida é pôr-se de gatas. Assim como assim, já está meio trabalho feito!

Atravessada

Passa as noites nisto - destapa-se com os pés e depois vai rodando. Mexe-se e gira, remexe-se e gira mais um bocadinho. De tal forma que as vezes que acorda durante a noite é por ter ficado de cabeça para baixo ou entalada na cama. Entalada no sentido literal: fica perpendicular à cama, com a cabeça enfiada no protector e os pés para cima... Depois, refila, pois está claro!

Em honra ao quintaldascouves...

O mail que me enviaram...

Um dia, a rosa encontrou a couve-flor e disse: "Que petulância chamarem-te de flor! A sua pele é áspera e a minha lisa e sedosa. O seu cheiro é desagradável e o meu perfume sensual e envolvente. O seu corpo é grosseiro e o meu delicado e elegante... Eu, sim, sou uma flor!". Ao que a couve-flor respondeu: "Querida....o que adianta ser tão linda, se ninguém te come..."

8 meses

8,140 kg. Evoluiu menos, mas evoluiu. Vamos esperar pela consulta de rotina dos 9 meses para ver, foi a sentença da pediatra hoje. Para mim, como aliás para a médica, está uma grandalhona e não parece nada que esteja pouco crescida - já veste roupa para 1 ano há mais de 1 mês, e tenho cá um palpite que a meio do verão vou ter de comprar mais roupa...

Espertalhaça!

Continua a tentar saltar a meio da sopa para a fruta. Esta só pode aparecer quando a sopa acaba, senão temos o caldo entornado. Hoje isso aconteceu a 2 colheres do fim do primeiro prato. A M. começou logo a virar a cara. Tentei enganá-la: fiz de conta que punha a colher na taça da fruta e dei-lhe a penúltima colherada. Abriu logo a boca e comeu. Quando percebeu que não era doce, voltou a virar a cara. Tornei ao meu estratagema para a última dose. Saiu gorado - a M. já não caiu na artimanha... Como diz o ditado: à primeira cai toda a gente, à segunda só cai quem quer e à terceira só quem é burro. Parece que se aplica a bebés de 8 meses...

Pai consolado

O B. andava um pouco desgostoso por a M. dar-me preferência em certas circunstâncias. Ela lá deve ter percebido os seus sinais, pois fez-lhe a vontade. Ontem, estava ela no parque, quando o B. se levantou do sofá. Como ele seguiu caminho e não lhe ligou nenhuma, chorou e rabujou de descontentamento. Depois disso, estava ela no meu colo, e de repente quis ir para o pai, com um ar muito satisfeito, deixando o B. encantado da vida e com um ar de "ora toma!" para mim. Hoje de manhã, foi a cereja no cimo do bolo: a ama quis tirá-la do seu colo e a M. chorou. Nem comigo fez isso. O pai, todo ufano, explicou à ama com ar entendido, que agora a M. estava assim, só o queria a ele e que já no dia anterior tinha feito o mesmo. Eu olhei para a cara da ama e estava espelhada a expressão "não me posso rir, não me posso rir". Foi preciso eu brincar com a coisa, para ela se desmanchar...

Não se importa nada!

O tira e põe da chucha de vez em quando tem resultados engraçados: agora põe aquela na boca de qualquer maneira, até com a tetina para fora e a argola para dentro. Julgam que se importa? Nada disso. Fica a olhar para nós com um ar muito feliz, como se tivesse conseguido uma grande proeza, com a tetina a dar, a dar, para cima e para baixo, enquanto ela chucha na argola... É de chorar a rir!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Água versus Chá

O B. está "impedido" de dar sumos "naturais" à M. - um dia liguei à tia enfermeira, que prontamente se pôs do meu lado e quase que o insultou por tamanha tontice. Mas... Deu abertura ao chá - "Água! Se quer dar outra coisa, dê-lhe chá. Daqueles sem açucar da Milupa ou Nutriben", disse ela. É claro, que o seu objectivo era dar água à M. e de vez em quando chá, se ela insistisse em não beber grande coisa de água. A ama já conseguiu dar-lhe a volta, e agora bebe lindamente água, por isso já não são precisos truques. Mas coitadinha da menina, então vai agora ficar só a água?! Obviamente, chegou a casa no dia seguinte com o dito chá - à base de camomila, para ajudar a dormir (como se a M. precisasse de tal coisa...). Ela adorou. Não, amou! Pela-se por um bom chazinho, e assim que vê o biberão vir até se abana toda! Deu jeito com a febre - a ingestão de muitos líquidos é muito importante, e enquanto que a água vai aos bocadinhos, já de chá, marcharam 150 ml de uma só vez...