É a sua nova posição preferida. Está nisto tempos infindos: levanta-se, agarra-se ao sofá e ali fica cheia de felicidade por ter descoberto uma nova perspectiva das coisas - mais alta. Por vezes, acaba por cair sentada, mas a fralda ajuda a amortecer, por vezes, cuidadosamente olha para baixo e tenta chegar ao chão devagarinho.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Em pé
Nojentos
Eramos. O tempo usado está correcto. Antes certas coisas eram impensáveis. Agora? Ele é mudar fraldas que deitaram por fora até ao pescoço sem grandes caretas, ele é lamber os dedos sujos de comida já lambuzada, ele é achar graça à cara toda lambuzada, não interessa de quê desde que seja consequência de um miminho, e ele é até apanhar bolinhas secas de coco que escaparam para fora da fralda. Tanta evolução da sociedade e dos seus parâmetros e exigências éticos e estéticos, para depois uma pessoa se tornar pai e dar nisto... =)
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Às cavalitas
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Vai ser alpinista
Gatinha por todo o lado. Se ficar sozinha por momentos, lá se começa a ouvir ao longe as mãos a baterem no chão na nossa direcção até aparecer uma cara risonha de boneco na boca à porta da divisão onde estivermos. Agora, já se quer levantar e tentar andar. A sua diversão no fim-de-semana de 8 de Agosto foi pedir-nos ajuda para se levantar, olhando-nos fixamente e fazendo força com os pés, para, apoiada em nós, dar passos de gigante para a frente. É uma exagerada! É cada passo que nem dá para acreditar. Depois, caminhava em direcção a qualquer tipo de obstáculo e chegada lá, punha o pé para cima, apoiava nalguma saliência e seguia em frente até trepar tudo até ao cimo. Foi assim com o sofá e com o móvel da sala, os únicos móveis a que tinha acesso directo. Trepava por ali acima quase na vertical, segura por nós, e chegada ao cimo esticava-se toda, com um ar de vitória, como que a pôr a bandeira na sua nova conquista. Se calhar sai a mim - com 15 anos o meu entretém nas férias de verão em Viseu era trepar aos holofotes do estádio do Fontelo, na altura sem guarda nenhuma, e ficar lá em cima ao pé dos passarinhos a ver as pessoas pequeninas, pequeninas a passar lá em baixo, embalada pelo vento que ia abanando a estrutura. Uma coisa é certa: ao pai não sai porque este sofre de vertigens...
Sábados
Parece de propósito! Todos os dias acorda por volta das 8h da manhã, quando não é preciso tirá-la da cama a dormir (cada vez menos é preciso isso pois o seu pequenino cérebro já organizou o seu despertador para aquela hora). Mas... Ao sábado, dia em que podemos dormir até mais tarde, a madame acha giro acordar entre as 7h e as 7h30!... Ainda por cima, quando conto isto a alguém, tudo me vem com a mesma teoria: é assim mesmo, a gente miúda sabe quando é sábado e nesse dia faz questão de acordar mais cedo. Eu não era assim! Eu chorava ao domingo de manhã porque quando acordava, lá para as 11h, já tinham dado os desenhos animados que eu queria ver... Mais valia!...
Pinça
Já a domina quase a 100%, já lá vão umas 3 semanas. Se vê alguma coisa no chão, especialmente aquilo que não interessa nada que ela detecte, dirige-se rapidamente para ela a gatinhar (já quase parece a Vanessa Fernandes!), senta-se ao lado e com um ar concentradíssimo estica o indicador e o polegar e toca de apanhar. Já só falta a parte do a seguir: segurar depois de agarrar. É gratificante vê-la evoluir desta forma - "dentro do prazo" como dizia uma amiga.
Gemidos a comer
Enquanto come faz força com os pés para se levantar, dá aos braços e aos dedos das mãos e geme. Uns sons engraçados, de quem está a saborear a comida com uma satisfação plena e a dizer-nos que está a gostar. É engraçado.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
De que árvore caímos
Nogueira (a paixão) - 24/10 a 11/11- Implacável, é uma pessoa
estranha e cheia de contrastes, de reacções inesperadas, sendo agressiva quando necessário. Tem uma ambição sem limites e é pouco flexível, não se comprometendo quando não conhece. Não é egoísta, é amorosa, nobre, de horizontes amplos e espontânea. É uma companhia pouco comum, que nem sempre agrada, mas é admirável, com um génio estratégico, muito zelosa e apaixonada.
Figueira (a sensibilidade) - 12/12 a 21/12 - Um pouco volátil socialmente, gosta de ociosidade e da preguiça. Muito forte, é uma pessoa voluntariosa, independente, que não permite as contradicções ou discussões, ama a vida, a sua família, as crianças e os animais. Tem sentido de humor, é tímida, mas um pouco extrovertida. Tem um talento prático e inteligência. Pessoa muito sensual e atractiva ao sexo oposto, geralmente com umas costas de grande elegância e porte.
A do pai
Freixo (a ambição) - 25/05 a 13/06 - É impulsivo, ambicioso e exigente, não se importando com as críticas. Pode ser egoísta. É inteligente e cheio de talentos. Gosta de jogar com o destino. É excepcionalmente atractivo, vigoroso e impulsivo. É digno de confiança, sendo um amante fiel e prudente, assumindo as suas relações muito seriamente, apesar de deixar por vezes o cérebro controlar o coração.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Há dias assim!
A M. aprendeu dois novos truques este fim-de-semana: dar turrinhas e miminhos. É só pedir e ela com um ar espertalhaço e de quem sabe o que vai fazer, chega-se a nós - ou com a testa ou com o corpo todo. Sabe tão bem!!! Ontem, o B. pediu-lhe várias vezes as duas coisas alternadamente e ela não se enganou vez nenhuma. Depois, brincou às escondidas com ela: abraçava-a por forma a que não me visse, eu perguntava por ela, ele largava-a para ela espreitar e sorrir-me. Ao fim de uns tempos naquilo, vendo a filha a fazer aqueles truques todos tão bem, o B. virou-se para mim e comentou "há dias que ela parece mais inteligente do que outros, não achas?"...
Transpira
Imenso! Pés inclusive. Em minutos fica com a testa e o cocuruto da cabeça perlados de gotículas de suor. É uma chatice! Então a mamar à noite, fica alagada, ao ponto de escorrerem-me pelo braço gotinhas do seu suor. Não há vez que não vá para cama com a roupa molhada, nem vez que não saia do carro encharcada por causa do calor que tem com o ovo. Podias ter ido buscar coisa melhor ao teu avô A....
Para não ficar augada...
Espanto-me ainda hoje com a data de crendices do antigamente que perduraram, apesar desta nossa sociedade supostamente avançada. Com o crescer da M. vão-me ensinando as correspondentes. É a mãe que não pode pôr o dedo na boca da criança para ver se o dente está a nascer, senão já não cresce. É a criança que não pode passar por entre as nossas pernas porque senão dá azar... E agora a criança não pode ficar "augada" com a comida quando demonstra que quer provar, senão não medra... É... A M. é pouco comilona... Não pode ver nada. Seja o que for, começa a chegar-se, olhando fixamente, como uma ave de rapina pronta para atacar, e a demonstrar com o corpo e a respiração que quer provar. Pão, iogurtes, papa, sopa, fruta e bolachas são um verdadeiro desespero - já conhece, por isso SABE que quer. O resto, é por instinto. Se nós levamos à boca, então deve ser bom, não interessa o quê. Na semana passada foi gelado. Fomos tomar café com a minha tia e tanto ela como eu comemos um Magnum. A M., ao colo do pai, ia balançando violentamente as pernas, enquanto atirava o corpo para a frente e fazia de burrinha velha. De tal maneira, que incomodou. A minha tia escondeu-se atrás do cortinado a comer à pressa o seu gelado e eu, por entre gargalhadas, devorei o meu também. Não teve gracinha nenhuma pois adoro saborear a comida. Gelados então... O pai já não sabia o que fazer mais e foi-se esconder com ela para o corredor, mas... Sempre com a teoria do augar a pairar no ar. Às tantas, já eram os dois a implicar comigo para lhe dar a provar um bocadinho, senão a "menina ainda fica augada"! É... Acabei por ceder, não por isso, mas por achar aquilo uma verdadeira tortura. Encostei o gelado à boca dela e molhei-lhe os lábios - só visto, contado ninguém acredita! Provou com a língua e parecia que os olhos iam saltar das suas órbitas! Abanava-se toda, respirava francamente com força e não largava do seu campo de visão o meu gelado. Provou mais duas vezes e depois engoli-o para acabar com aquilo. Não é que já tenho de comer às escondidas da madame?!
De bruços
A resistência ao sono é tal que normalmente adormece de bruços. Por vezes, canso-a no sofá. Deito-me ao longo daquele para ela não cair e deixo-a à vontade - faz sei lá quantas piscinas para trás e para a frente como se estivesse a treinar para o arrastanço olímpico. Na cama senta-se, afocinha, senta-se, afocinha, abana a cabeça ferozmente, esfrega o olho violentamente, refila, arrasta-se até à outra ponta da cama, tenta sentar-se, já só consegue levantar o rabo, volta a fazer mais um esforço, e... acaba por ficar assim, de bruços, derreada com todo aquele esforço inglório para não adormecer. Ontem, adormeceu de joelhos, com a cabeça enfiada no protector da cama... Depois, só temos de ir lá ajeitá-la e fazer-lhe uma festa na cabeça para deitar um último suspiro cá para fora e deixar-se ficar até de manhã, nada serenamente, pois a agitação durante o sono é mais do que muita. É que nem a dormir pára quieta!!!
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Labrador chocolate
A M. agora anda atrás de nós como um cachorrinho contente e traquina. Quando vou para a cozinha, ela segue-me a gatinhar atabalhoadamente e senta-se junto ao tapete enquanto por ali estou. Se não for logo, basta eu baixar-me e chamá-la - "anda! Vem ter com a mãe!" E ela lá vem, com um sorriso enorme e a abanar aquele rabiosque de fralda, tal e qual um cãozinho. Por vezes, até leva um brinquedo na boca, geralmente o Marsupilami, para depois ter com que brincar. Costuma-se dizer que os cães ficam parecidos com os seus donos. Se tivesse ou pudesse escolher um para a M. era um Labrador chocolate - é a cara dela!
Debaixo da cama
Como já se põe de joelhos na cama e a progredir vertiginosamente para se pôr de pé, ontem baixámos o colchão para o máximo. Como não fica sozinha muito tempo, optei por levá-la para o quarto dela e enquanto ela andava por ali, nós fazíamos o que tínhamos de fazer. No final, enquanto fazia a cama e ajeitava os lençóis, ouvi um choro que vinha de debaixo da cama. Espreitei e vi-a sentada no chão, com a cabeça inclinada, sem saber como fazer para sair dali. Enfiar-se conseguiu, mas sair estava mais complicado. O B. espreitou pelo outro lado e deu-nos uma vontade enorme de rir ao vê-la ali enfiada com aquele ar. Agora temos um cãozinho que vai para todo o lado. Um verdadeiro perigo!!!
Banho de pé
Apanhou-lhe a mania - só quer estar de pé, até no banho! O pai vê-se e deseja-se para a sentar e lavá-la em condições. Ela quer é empinar-se para chegar com as mãos a todo o lado. Agora, só o pato ou o livro da estrela a seguram dentro de água. E mesmo assim...
Vestir e despir
Detesta! Assim que percebe que é para titar a roupa, começa logo a fazer cara feia e a choramingar. Então se o processo implicar mangas ainda é pior. Embirra à séria. Num livro, li que quando assim é, se deve tentar aproveitar os movimentos deles para ir vestindo ou despindo as criaturas. Por exemplo, quando passa a gatinhar por nós, enfiar-lhe a camisola pela cabeça, em pleno andamento. Por vezes resulta. Ponho-a em cima da cama, e enquanto ela se vira e revira, levanta e senta, rola e rebola, naqueles meios segundos de pausa, consigo cumprir um pouco mais da minha missão. Mas quase sempre que lidamos com mangas, inevitavelmente, temos choro, ou pelo menos beicinho... Nem que seja porque tem de perceber que nem tudo é como ela quer!...
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Polos opostos
Dois dos seus traços mais marcantes são o seu choro e a sua gargalhada. O seu choro aflitivo não tem explicação. Quem já ouviu nem acredita. Como é que uma bebé tão querida e tão sorridente, sempre bem-disposta, chora desta forma? Parece mesmo que a estão a magoar ou mesmo a matar! É impossível ficar indiferente. Já a sua gargalhada é o mesmo no outro extremo: parece a gargalhada de um adulto. Então quando é o pai a brincar com ela, chega a ficar sem fólego. É mesmo de exageros!
Os meus planos para ti
Sempre quis uma menina para fazer com ela o que não fizeram comigo. Por isso, se me deixares e não achares que é foleiro ou que já não se usa, quero:
- Fazer da casa-de-banho à porta fechada, à falta de melhor, o nosso QG para confidências e segredos;
- Fazer bolos, doces e depois comida a sério, para não passares vergonha;
- Levar-te a uma boa esteticista para fazeres a depilação desde logo, para não fazeres asneiras como eu;
- Oferecer-te um ramo de tulipas e irmos jantar fora só as duas quando te vier o período;
- Organizar uma festa linda nos teus 16 anos;
- Escrever-te um texto aos 18, exclusivamente dedicado a ti e à pessoa fantástica em que te irás tornar;
- Pedires-me a mim para te ajudar a escolher o vestido de noiva;
- Estar sempre lá quando engravidares e tiveres os teus filhos, para os mimar, mas acima de tudo para te mimar.
O pai quer ensinar-te a dançar fabulosamente como só ele sabe. Não me contou mais nada, mas também ainda é cedo.
Não sossega um segundo!!!
Mas nem um segundo! Não estou a exagerar. Se está no nosso colo sentada, em instantes quer ficar de pé e a tentar chegar a tudo o que nos rodeia. Se está ao nosso colo de pé, vira a cabeça para um lado e para outro sem parar, vergando-se para chegar às coisas. Se está no chão, é um corropio de gatinhar, sentar, deitar, voltar a sentar e regatinhar. Se está na cama acordada, é outro corropio igual, com a diferença de estar mais limitada fisicamente. Se está a dormir, vira e revira e enfia a cara nos protectores e acorda muitas vezes com a cabeça no lugar dos pés e os pés na cabeceira. Lençois é um conceito que desconhece. Se está sentada a comer, empurra com os pés, ergue-se como pode, põe o pé para cima, põe o pé para baixo e o prato tem de sair do seu alcance, senão vai parar ao chão. Resumindo? Aposto que deveria usar trela aos 2 anos, tal e qual como eu. É isso, e pedirmos a bica à vez, para segurarmos nela à vez, senão ou vai tudo parar ao chão ou vai ela parar à rua. Conta o meu pai com um ar cansado apesar de já terem passado tantos anos...
Cheirou-lhe!
A M. faz uma determinada careta engraçada em duas circunstâncias diferentes: quando quer uma coisa ou quando é contrariada. Franze o nariz, faz biquinho com a boca, levantando o lábio superior, e respira com força pelo nariz para fazer barulho. Isto aplica-se à comida - se vir o prato dela, mesmo que vazio, começa logo naquilo e a começar a ficar ansiosa porque não chega o que ela quer. Anteontem, fez uma muito gira. Deixei-a no meio do seu puzzle a brincar e fui tratar da papa para o lanche. Ia espreitando pela porta, para a controlar. De repente, numa fracção de segundos, olhei ao longe para a sala e não a vi. Logo a seguir, ouvi barulho, olhei para baixo e lá estava ela: à porta da cozinha, de gatas, com aquela careta dela, a respirar violentamente e a olhar para o prato da papa enquanto ficava extremamente impaciente. Parecia um cão de caça que tinha descoberto a toca do coelho! O que vale é que a minha gargalhada provocou um sorriso e um breve relaxar...
