domingo, 21 de setembro de 2008
Avós
Deliraram com a semana de férias com a neta. Na praia, a avó adorava brincar com ela, o que para nós era óptimo, pois dava para descansar mais um bocadinho. Mas pouco, porque em minutos a M. fartava-se e disparava a gatinhar praia fora, à procura de novos tesouros para meter na boca... Mesmo assim, era mais fácil. O avô também entrava na brincadeira e adorava tirar-lhe a chucha para lhe fazer pirraça a seguir - era um tira e quase que põe na boca, que demorava a concretizar. A M. ficava de boca aberta à espera, a tentar fechá-la sempre que sentia a sua amiga a tocar-lhe a língua, para nunca conseguir tal façanha. O avô ria-se perdidamente e ela nem sequer se irritava - limitava-se a ficar à espera. A avó conseguiu ensinar-lhe dois truques: o passou bem e... deitar a língua de fora! Estendia-lhe a mão, a perguntar "Passou bem? Passou bem?", ao que ela respondia estendendo a mão também, para ouvir a seguir "Bem muito óbrigaaaaaado! Com uma banana debaixo do raaaaabo!". Adorava. Quanto à língua de fora... Foi no último dia. Estávamos nós a arrumar a tralha (mais que muita), enquanto a avó a entretinha, aproveitando para gozar a neta mais um bocadinho a 200%. Eu bem que a ouvia rir com vontade ao longe, no meio da azáfama das malas e saquinhos. Quando cheguei ao pé delas, estava a M. no seu colo, com um ar super-divertido, e a avó a dizer "Mostra a língua, M., mostra lá". E ela cumpria! Veio a viagem toda a deitar-nos a língua toda de fora. Sim, porque a minha filha não é nada de exageros: não lhe chega um bocadinho, é até onde conseguir. E eu que não gosto nada de ver os miúdos babados! :)
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Gracinhas
Para além de se safar cada vez melhor com o estar em pé, palra imenso. O "mamã" já é algo de familiar e que é associado a pessoas, não importa quem (o pai afina e ainda corrige: "Não é mamã! É papá!"). Quando quer comer, não se fica com qualquer dúvida: dá estalinhos secos com a boca, fechando e abrindo a boca como um peixe. Para além disso, aprendeu a fazer "Juízo!" ou "Tontinho!": leva o punho fechado à testa e bate várias vezes na cabeça, com um ar demasiado cómico de quem está a gozar, para parecer que é coincidência. Este foi o pai que ensinou. Eu tentei durante uns tempos o "Tontinho!" e nada, até que um dia o B. alvitrou "Juízo!" e pegou. Pelo menos, politicamente é mais correcto... Quanto aos beijinhos, aprimoraram - quase nunca se nega a esticar o pescoço e de boca toda aberta nos lambuzar a cara toda enquanto dá um gritinho de satisfação.
Pelada na relva
O avô ficou com o jardim um bocadinho mais careca depois da passagem do furacão M. Adorava arrancar relva e, pois está claro, levá-la à boca. Era engraçado como o fazia por todo o jardim para acabar sempre no mesmo sítio...
Dormir na praia - onde isso já vai...
... Enquanto os avós não se juntaram a nós, contámos com a ajuda do tio F. para a entreter - tarefa muito bem cumprida, aliás - mas só em casa, porque sua excelência não gosta de praia (dá Deus nozes a quem não tem dentes!...). Assim, posso afirmar que não descansámos muito. Sempre em cima de uma super pilhas Duracell, que gatinha à grande e à francesa e aperfeiçoou a técnica de se levantar agarrada a qualquer coisa, não interessa o quê, e sempre em estado de alerta ligado na luz vermelha, por causa das suas tropelias que já são mais que muitas, chega-se ao fim do dia exaustos. Pouco aproveitei para dormir nas suas horas de sesta, por este ou por aquele motivo, por isso, à noite caía para o lado. Uma característica sempre presente das férias sozinhos com a M.: nunca passámos pelas brasas na praia como antes. Uma coisa que sabe tão bem...
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Agora afocinha
Continua a comer areia, mas agora refinou... Já não leva punhados à boca, não senhor. Agora, vai directo com a boca ao chão para comer a delícia da areia. Quando vem ao de cima, a cara às vezes parece um croquete...
Os nossos dias...
Eram passados com muita calma, disfrutando de cada momento. Acordávamos de manhã com o nosso despertador natural - a M. a palrar, entre as 8h e as 9h30. A cama de grades tem de ficar no nosso quarto, por isso é fácil de ouvir (foi uma das poucas coisas que me fizeram falta durante as férias: as noites descansadas, sem ouvir o arrulhar da M. durante o seu sono). Eu levantava-me, dava-lhe de mamar, enquanto o B. se espreguiçava. Depois, tomávamos o pequeno-almoço e preparávamos a piquena para a praia - um autêntico desafio! Uma verdadeira luta armada de "pára quieta!" e "está sossegada!" para se conseguir pôr o creme protector... Chegávamos à praia relativamente tarde para quem saía por volta das 11h00, montávamos a tenda, abríamos o guarda-sol e estendíamos as toalhas para as ver repletas de areia em segundos - missão atarefada da M. sempre muito bem cumprida. O B. levava-a à água, para lhe molhar os pés (a água estava gélida) e eu andava na areia de gatas ao lado dela, sempre a dizer um não total e completamente ignorado, para a impedir de meter e remeter conchas, pedras, lixo e ademais achados na boca - a figura era bonita... Depois, ou a M. adormecia ao colo do pai à beira da água, ou (a maioria das vezes) íamos embora por causa do calor. Houve dias em que esticámos até às 12h00 por termos a nossa pipoca dentro da tenda qual Bela Adormecida. Chegados a casa, por vezes (quando o sono ou a fome o permitiam), enchíamos a piscina do Ruca (mínima) com água quente da torneira - mordomias! - e ela tomava a sua banhoca da manhã. Almoçada, dormia uma boa sesta - algumas delas na rede comigo a cantar o "Balão do João" (chegou a fazer sestas de 3 horas, coisa inédita num ser que não gosta muito de dormir de dia...), e à tarde seguíamos novamente para a praia, para repetir tudo outra vez. Quando já não conseguíamos mais estar na praia - eramos muitas vezes dos últimos a ir embora - regressávamos para dar banho à nossa pipoca, o jantar e tratarmos de nós. A ideia era sair à noite, mas como somos um pouco (a favor!...) desorganizados, a M. acabava por adormecer, de canseira de um dia cheio, durante o nosso jantar, que acontecia sempre tarde, e já não tínhamos coragem de arrancar para a Figueira para passear.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Quase, quase...
A M. já se segura de pé só com uma mão apoiada durante uns segundos - proeza conseguida no dia 28/08 em Quiaios. Para além disso, já consegue ficar em pé, com um ligeiro suporte da nossa parte sem grandes forças. O avô paterno passou a vida a dizer, com ar inchado - "vai andar antes do ano, vai, vai!"...
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Indo eu, indo eu...
... a caminho de Viseu! Já aqui contei como a M. gosta de dançar ao nosso colo, dando a mão para um bailarico ou valsa improvisados. Nas férias, descobri que esta canção em particular surte bastante efeito. Nem de propósito!... De cada vez que começamos a cantarolar a dita, ela começa a abanar-se toda, fazendo sobretudo as delícias do avô materno. É incrível, mas o meu pai até tentou a gracinha com ela. Fui dar com ele, sentado (pois, está claro, para passar mais despercebido!...), com a M. em posição de dança (ele, que era arrastado pela minha mãe aos domingos, às escondidas no quarto da minha avó, para aprender que não tem 4, mas sim 3 pés esquerdos...), a cantar a música (imagine-se!...) e a abanar o tronco, como que a tentar apanhar o ritmo da coisa. E a neta responde, o que ainda dá mais graça à cena!...
Bailarina ou dançarina?
A M. descobriu a dança há pouco tempo - abana o corpo para a frente e para trás, dá às pernas, encolhendo-as com ritmo, e justifica plenamente a expressão de "abanar o capacete", parecendo que diz que não violentamente com a cabeça. Para a convencermos a entrar para o carro, sem grande luta, pomos a tocar os CD's de música infantil que arranjei e lá se senta ela na cadeirinha sem grandes refilices, a dar às pernas e sorrindo com ar entendido para nós. É de chorar a rir vê-la presa na cadeirinha, quase sem se mexer, com os ombros a subir e a descer, a cabeça a abanar e as pernas a dar a dar. Ora, o tio Pipe toca guitarra, ou melhor, arranha umas coisas. Um dia à noite, experimentou tocar-lhe uns acordes. Não é que a miúda adorou?! Abanou-se toda, deu à cabeça e já participava à sua maneira com sons divertidos. No dia seguinte, para mostrar a gracinha aos avós, que entretanto tinham chegado, o tio decidiu tocar uma espécie de rocalhada, com "Ié! Ié! Iés!"de rock&roll à mistura. Adorou! Mais ainda do que no dia anterior. Desde então, não pode ouvir uma melodia - começa logo a "dançar" sem parar, sempre com um ar de quem sabe lindamente o que está a fazer. Sairá a mim, bailarina até aos 27 (desajeitada, é certo), ou ao pai, dançarino nato, que deixa as senhoras encantadas com o seu tango?
Uca! Uca! Uca! Uuuuuuuuuuu!
Passou uns dias com o tio 'Pipe. Resumem-se a uma palavra: coboiada. Ela é dançar, ela é saltar no ar, ela é voar, ela é rir à gargalhada. A brincadeira preferida é ser agarrada por detrás, ficando sentada na sua mão, enquanto ele anda a trote e grita "Uca! Uca! Uca! Uuuuuuu!". Ela ri-se imenso, abana a cabeça e o corpo e dá às pernas. Como diz o pai, gosta de andar de rabo abanado. Quando pára o comboio, começa a saltar e a desafiá-lo por mais. O tio acaba sempre com os bofes de fora, com dores nos braços, por causa daqueles 9 kg para cima e para baixo. À conta da brincadeira, ficou a fã n.º 1 deste tio babado, que se péla por uma das suas gargalhadas - quando o vê, estica logo o pescoço na sua direcção e começa-se a rir, como que a chamá-lo para ao pé de si. A continuar assim, temos uma amizade duradoura pela frente...

Prima
Depois de um sábado em Coimbra para visitar a tia do B. que teve um AVC (a vida é por vezes mesmo muito injusta...), começámos por ir a Penedono para visitar quem não pode ir ter connosco - a bisavó da M. e a avózinha Z., de 98 anos, ama do B. em pequenino. A prima M., de 2 anos, passa a vida a perguntar pela M. à avó e à mãe. Associa-a à cama de grades que a avó tem no nosso quarto e à praia, por ser normalmente aí que nos encontramos em família. Tem uma loucura por ela desde que nasceu. Ao princípio, fazia-me muita confusão, porque a M. ainda nem se sentava, já a prima andava de roda dela feita louca para lhe fazer festinhas e dar beijinhos. Convenhamos que uma criança de ano e meio não tem muita noção do que faz, muito menos num bebé de um mês ou dois. Depois, independentemente da ranhoca a sair do nariz por causa das contipações, lá vinha ela para ao pé "da bebé". Agora, que até já sabe o seu nome e a M. já gatinha e se defende um bocadinho mais, já não me complica tanto com o sistema. Quando a prima nos viu chegar, foi a histeria total, mas desta vez, de parte a parte. A nossa M. também já a reconhece e fez-lhe uma festa digna da perdição que a prima tem por ela. Brincaram juntas naquela noite no chão da cozinha em casa da avó, que estava radiante por ter as suas três netas juntas a encher a casa (a B. de 7 anos também lá estava). A sua melhor cena foi a certa altura, as duas primas no chão, ao lado uma da outra, a gatinhar a par e passo com uma alegria que só vista. Pareciam mesmo dois gatinhos a correrem ao lado um do outro!
Acabou-se...
... o leite congelado. No dia de ir embora de férias. Arrancámos no sábado de manhã, depois de lhe termos dado uma papa com o último saquinho de leite, datado de fins de Maio, que ainda resistia no congelador. Contabilizando, o meu leite para papa durou até ao dia 23/08, tendo a M. 9 meses e meio. Nada mau! Nas férias, a papa já foi feita com água. A M. já conhecia o sabor, visto que nos fins-de-semana fora, não levávamos o leite, por não ser prático, e, para variar, adora. Um fim que nada mais é do que um prenúncio de um outro que se avizinha...
Cadeirinha para o carro
Mais uma prova em como cresceu mais um bocadinho... Trocámos o ovo pela cadeirinha do grupo 0. A M. já conseguia soltar os braços e virar-se toda para trás, para se meter com o pai que ia a conduzir. Um verdadeiro perigo! Mesmo comigo ao lado, a insisitir em encostá-la, já nada a demovia. Por isso, apesar de a pediatra aconselhar este meio de transporte até o mais tarde possível (estão homologados até aos 13 kg...), tendo a M. quase 9 meses e quase 9 kg (os limites aconselhados pelos fabricantes para se mudar do ovo para a cadeirinha), lá fomos à loja da sra. amiga em Sintra gastar dinheiro. A Proteste fala na Maxi-Cosi e na Römer, marcas que eu já sabia serem as melhores. Para além disso, o sistema com Isofix é o aconselhado. Na loja, foi-nos explicado o como isso é um verdadeiro processo de marketing... A Maxi-Cosi, a Quinny e a Bebé Confort são da mesmíssima empresa, pelo que dão exactamente as mesmas garantias de segurança. Quanto ao Isofix, é apenas aconselhado a quem tem mais do que um carro e passa a vida a mudar a cadeirinha de um para o outro, porque dá a certeza de que fica bem instalada graças ao botão que só fica verde se estiver segura e por ser mais prático. As outras, só de cinto, são tão seguras quanto aquelas, mas é preciso saber instalá-las realmente bem. Achei que o Isofix era dispensável, visto que quem me a iria instalar era o dono da loja e não vou andar a mudar a cadeirinha de carro, mas o pai teimou naquele sistema por sentir mais confiança. Não insisti, achei que não valia a pena. Quanto à marca, ganhei eu. Optei pela da Bebé Confort por ser a única que reclinava tanto, quando o bebé quer dormir, e que se adapta na largura à criança. Ou seja, tem um botão que se roda para abrir mais ou menos os lados, dando mais ou menos espaço a uma criança que vai crescendo até aos seus 18 kg (limite para o grupo 0). Escolhemos vermelha, por causa do tecido (parece ser menos quente), e encomendámos. Chegou na véspera de irmos de férias, pelo que a M. estreou-a no dia de partida. Adorou o facto de ir de frente para a estrada a ver as vistas e demorou a adormecer. De facto, a inclinação é jeitosa, pelo que não vai com a cabeça ao delindão e como ainda é pequenina, ajeitámos a largura ao seu tamanho. Fica bem presa, sem conseguir inventar muito, mas com liberdade de movimentos. A mim, estando eu habituada a vê-la num ovo feito à sua medida, parecia-me que se perdia naquela cadeira grande. Hoje em dia, já me habituei. A outra diferença é que eu já regressei ao meu posto de co-piloto - já não vou atrás, ao seu lado. Não fazem ideia de como isso é uma tortura! Passo a vida virada para trás a apanhar a Lola ou a chucha, atiradas de propósito para o chão... http://www.bebeconfort.com/collection-2008/PT/voiture_iseos_isofix_modulo.htm
De regresso
Infelizmente acabaram-se... Foram umas férias fantásticas, durante as quais vimos crescer a nossa menina a olhos vistos. Um pai amigo perguntava-me há uns dias se não nos tínhamos apercebido muito mais da sua evolução nas férias. É mesmo isso. De facto a percepção de como a sua aprendizagem se vai aperfeiçoando é muito mais refinada. Gozei a família à séria, na praia, com toda a calma do mundo, sem stresses dos horários. Se desse para ir à praia íamos, se não desse, também não fazia mal. É uma das vantagens de estarmos mentalizados de que a praia é só até às 11h e depois das 17h... Não há aquela ideia de que estamos a perder tempo fora dela. A M. fez de tudo nestas férias - praia, piscina do Ruca, campo, serra, dormir na rede, à sombra da palmeira, ao nosso colo, passeios à noite de carrinho, brincar com cães, com a prima, ver gaivotas e até provar gelatina. Cheguei à conclusão de que para serem férias a sério são precisas 3 semanas - a última sabe mesmo, mesmo bem. Deixo nos próximos posts as memórias de 3 semanas memoráveis, que vão com certeza fazer parte do nosso imaginário em anos futuros, quando a nossa filha já for crescida, para recordar com nostalgia e um sorriso no canto do olho.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
É desta!
Amanhã de manhã vamos-nos pôr a andar de férias por 3 semanas! Agora que estão todos a regressar, vamos nós gozar a nossa pipoca 3 semanas inteirinhas, com muita praia, muita sombra debaixo da palmeira e água quentinha do Algarve no final para rematar em beleza. Dia 15 de Setembro, estamos de volta e, com certeza, com muitas histórias para contar!
Até lá!!!






