domingo, 15 de fevereiro de 2009

Já tá!

É a frase que a M. usa sempre que acha que já chega. Não interessa o quê: desde o mudar da fralda ao vestir, passando pelas brincadeiras quando já se saturou. Olha para mim com um ar decidido e diz um perfeito "Já tá!". Tenho de lhe dizer que está quase e que já falta muito pouco, para ela perceber que já não demora. Agora adoptou esta técnica quando come. Por vezes (nem sempre!!!), abana a cabeça e diz-me o "já tá!" típico, de sorriso na cara. Se lhe pergunto se quer mais, ela volta a abanar a cabeça e vira a cara. Mensagem recebida, filha!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

2 colheres

Já quer aprender a comer. Isso implica várias coisas. Primeiro, muita mão, roupa, cabeça, cadeira e mãe sujas. Segundo, muito mais tempo disponível para estes momentos do dia. Terceiro, a necessidade de termos duas colheres a uso em cada refeição. Enquanto uma serve para lhe levar um pouco de comida para a boca, a outra serve para ela ir treinando. Depois, vamos trocando. Enquanto ela mastiga a comida e a colher, eu dou-lhe mais uma colherada para a boca. O normal é virar a colher ao contrário quando esta está a chegar à boca, fazendo com que a maior parte da comida caia no colo ou no chão. Por causa disso, por vezes convenço-a a ajudá-la, segurando-lhe a mão enquanto a colher vai do prato até à boca. É engraçado assistir a esta aprendizagem, mas confesso, que tenho de fazer um esforço para ter paciência e aguentar-me firme enquanto vejo a comida escorregar pela barriga abaixo... Ah! E sopa ainda não tem direito a tentativas independentes... O máximo que permito é agarrar na colher quando esta já está a chegar ao seu destino e sempre com a minha ajuda. É que a única vez que não o fiz, até as pestanas comeram sopa!!!

Tou!

Descobriu o telefone. Agora, quando o apanha a jeito, pega nele, encosta-o ao ouvido, muitas vezes ao contrário, e de boquinha feita, como se tivesse um ovo na boca, diz em tom interrogativo: "Tou? Tou?". Vale a pena ver o espectáculo...

Bolas e bolas de sabão

Já sabe que há sempre uma altura com bolas e outra com bolas de sabão na aula de ginástica. De tal forma, que quando lhe falo na ginástica ela imediatamente me diz "bão!". Depois, já no ginásio, de tempos a tempos vai até à porta onde as coisas estão guardadas e aponta, dizendo "Bão! Bão!". Quando chega o momento tão esperado, a M. dirige-se rapidamente para a professora e costuma ser das primeiras a receber a bola amarela. Depois, é vê-la aos pontapés à bola, normalmente sempre com a esquerda, como a professora me chamou a atenção. É isso, ou pedir-me para fazer cestos no cesto de basquete que há no ginásio. Mas é engraçado, apesar da sua paixão por aquele esférico amarelo, e até tentar roubar mais bolas aos restantes colegas de aula, quando chega a hora de a entregar, a tarefa é facílima. Basta cantar a canção do arrumar e ela parte prontamente na direcção da professora de braços estendidos. Com esta paixão e a mania de dançar por dá cá aquela palha, ou vai ser futebolista ou bailarina, a miúda!

10 minutos

Li no blog de uma grande amiga, que tal como eu, se preocupa a 300% com o bem-estar da sua filha. É bom saber que fazemos o que deve de ser e que mantemos firme os sentimentos dos nossos filhos... É esse o nosso objectivo: fazê-los felizes e com isso sermos também felizes.

Mário Cordeiro, pediatra, disse na semana passada numa conferência organizada pelo Departamento de Assuntos Sociais e Culturais da Câmara Municipal de Oeiras, que muitas birras e até problemas mais graves poderiam ser evitados se os pais conseguissem largar tudo quando chegam a casa para se dedicarem inteiramente aos seus filhos durante dez minutos. Ao fim do dia os filhos têm tantas saudades dos pais e têm uma expectativa tão grande em relação ao momento da sua chegada a casa que bastava chegar, largar a pasta e o telemóvel e ficar exclusivamente disponível para eles, para os saciar. Passados dez minutos, eles próprios deixam os pais naturalmente e voltam para as suas brincadeiras. Estes dez minutos de atenção exclusiva servem para os tranquilizar, para eles sentirem que os pais também morrem de saudades deles e que são uma prioridade absoluta na sua vida. Claro que os dez minutos podem ser estendidos ou até encurtados conforme as circunstâncias do momento ou de cada dia. A ideia é que haja um tempo suficiente e de grande qualidade para estar com os filhos e dedicar-lhes toda a atenção. Por incrível que pareça, esta atitude de largar tudo e desligar o telemóvel tem efeitos imediatos e facilmente verificáveis no dia-a-dia. Todos os pais sabem por experiência própria que o cansaço do fim de dia, os nervos e stress acumulados e ainda a falta de atenção ou disponibilidade para estar com os filhos, dão origem a uma espiral negativa de sentimentos, impaciências e birras. Por outras palavras, uma criança que espera pelos pais o dia inteiro e, quando os vê chegar, não os sente disponíveis para ela, acaba fatalmente por chamar a sua atenção da pior forma. Por tudo isto e pelo que fica dito no início sobre a importância fundamental que os pais-homem têm no desenvolvimento dos seus filhos, é bom não perder de vista os timings e perceber que está nas nossas mãos fazer o tempo correr a nosso favor. (in Boletim de Julho da Acreditar)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Rabo assado

Não. Assadíssimo... O dia com o avô teve um senão. O normal é pedir-lhe para ficar com ela só meio dia, pois apesar do jeito que tem para tomar conta dela, fazendo cambalhotas e vendo livros, entre outras coisas, o mudar da fralda é mais crítico. Para além de se baralhar um bocado e demorar a perceber qual a frente e qual o verso, quando é cocó o resultado não é bom. Isto porque os cocós da M. são extremamente moles e por isso borram, literalmente, tudo. Ora, tratando-se de uma menina, há sítios mais recônditos do que outros a limpar... O meu pai nem tem ideia. Nem vale a pena explicar, porque em sítios bem mais óbvios a coisa também não fica bem limpa, para além do que por vezes até a roupa fica um pouco mal-tratada... Resultado: ao final do dia, a M. tinha feito 3 valentes cocós, todos limpos pelo avô. A primeira coisa que fiz quando cheguei a casa foi enfiá-la na banheira, antecipando um pouco esse ritual. Quando tentei lavar-lhe a papoilita, como carinhosamente diz a tia P., desatou num berreiro inacreditável. Quando fui ver... Até me doeu. Estava vermelha desde a frente até atrás e não havia cantinho poupado... Foi um castigo para a lavar, depois para a limpar e sobretudo para lhe mudar as fraldas seguintes. Liguei para a tia XXL, pois está claro, que me sugeriu limpar sempre com esguichos de soro fisiológico, em vez de toalhitas (eu uso sempre compressas não esterilizadas e água), secar sempre com o secador do cabelo a frio e muita pasta de zinco. Avisou-me da possibilidade de ficar em ferida, o que felizmente não aconteceu. A sua cara de alívio com o secador até dava dó... Ainda demorou uns dias a curar e nós aprendemos para todo o sempre que um dia inteiro com o avô dá mau resultado. Ele, coitado, nem chegou a saber, para não ficar com problemas de consciência...

Dia com o avô

A ama adoeceu e faltou uns dias. O meu pai prontificou-se a ficar com a neta e sem ele dar por isso, calhou-lhe o dia inteirinho... Habituado a só ficar de manhã ou só à tarde, teve de se arranjar desde as 8h30 até às 18h00, hora a que eu cheguei. Parece que brincaram o dia todo, sem sestas pelo meio, tal foi a excitação. O meu pai só me dizia "ela não pára!" e ela encantada ria-se. Depois de jantar, em questão de minutos, a M. aterrou na cadeira de comer e já não conseguiu mais ter qualquer reacção. Liguei para o meu pai, para lhe perguntar algumas coisas e atendeu-me a tia. O avô, disse-me ela, estava no sofá a dormir, depois de ter discursado uns momentos sobre a actividade imparável da neta. Assim, naquela noite, duas pessoas com tendências noctívagas, e com a mania que dormir é só muito tarde, adormeceram por volta das 21h00, coisa inédita na família... Ficaram os dois derreados com a aventura do dia!...

Tunga! Pumba! Pum!

Quando a M. cai, costumo dizer "Pumba!" para ela não se assustar. Quando a empurro no carrinho, nos momentos em que ele embate nas paredes, grito "Pum!". A M. pegou nisto tudo e somou-lhe mais um - "Tunga!". São os sons que ela usa quando algo cai no chão ou vai contra qualquer coisa, independentemente de ser ela a tirar ou não. É engraçado o ar de safada que costuma pôr ao dizer estes sons...

Já espera

Quando acorda de madrugada, geralmente faço-lhe o biberão da manhã para ver se a menina adormece outra vez. Habitualmente, isso implicava guerra: aquela hora da manhã, ela quer é colo e eu já não consigo fazer o biberão enquanto tento aguentar aquele peso. Por isso, costumávamos ter choro até conseguir ir para o colo com o dito na boca. Desta vez, correu melhor. Levei-a ao colo para a cozinha enquanto lhe explicava que ia fazer o biberão. Ela olhou muito séria para mim e depois sorriu de orelha a orelha. Quando chegou a parte de a sentar no chão, lá lhe expliquei o porquê e pedi-lhe para ficar muito sossegadinha. Não é que desta vez a impaciência perdeu a vez?! Ficou ao meu lado, sentada em cima do tapete da cozinha, muito séria, enquanto me ouvia a explicar os passos todos da feitura do seu leitinho. Nem queria acreditar! Depois, levantou-se e calmamente, deu-me a mão e, de Lola na outra, foi mansamente atrás de mim até à sala. Fez-me lembrar aqueles postais queridos de meninos com um boneco a arrastar pelo chão. Que bom que é já não haver estes cinemas! Mas, atenção! É só de vez em quando, porque a impaciência ainda é uma das suas grandes características...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Escova de dentes

A menina gosta de trincar. Ou melhor, gosta de morder quando apanha alguma coisa dentro da boca. O resultado são muitos gritos quando chega a hora de lavar os dentes com a dedeira... Gritos nossos, entenda-se... Já tentei de tudo para ela parar, mas como nada surtiu efeito e ela continuava encantada com essa nova brincadeira, desisti e passei à escova de dentes. Agora, esfrego primeiro eu, para depois passar-lhe para as mãos aquela coisa gira, com uns pêlos espetados e que até são fáceis de arrancar. Não está nada fácil a tarefa de lavar os dentes...

Processo cognitivo

De repente, sentimos uma diferença enorme na M. em termos de compreensão. Já percebeu por completo a lógica do encaixe das formas nos buracos dos seus vários brinquedos com essa função. Já reconhece a maior parte dos animais que tem, desde os animais da selva à ovelha e aos bichos aquáticos do banho. Percebe aquilo que lhe pedimos, desde o ir mostrar ao pai, ao sentar, ao deitar ou desempenhar certa tarefa numa brincadeira. Já responde a algumas das nossas perguntas, como se quer mais, se gosta ou qual das coisas quer. Já reconhece os membros da família mais chegada pelo nome, apesar de só os ver muito de vez em quando. É um caminhar sempre em frente que nos surpreende e encanta.

Uvas

É doida por uvas. Ao ponto de se ter de as esconder... Em casa da avó, havia um cacho de uvas enormes, daqueles que pareciam saídos de um quadro. Pôs a família inteira à procura delas, porque de cada vez que ela as descobria no esconderijo, lá iam elas para outro armário qualquer, que só quem as escondeu sabia qual era...

domingo, 18 de janeiro de 2009

Mais palavras

O normal é apreender uma das sílabas, regra geral a primeira. Algumas delas já são velhas, às quais atribuiu mais do que um significado.

  • cacol ou cucol (caracol)
  • ti (tigre - já era tio)
  • ca (cavalo ou macaco)
  • Nana (banana)
  • nhona (anona)
  • pê (pêra - que já era peixe)
  • pu (pomada)
  • bão (tubarão - que já era bolas de sabão e balão)
  • tê (estrela)
  • pupu (peru)
  • e uma vez disse com um ar muiiiito malandro, "papinha"!!!

Aos pares

Os seus amigos funcionam aos pares, um para cada mão: o peixe de borracha (a Doris do Nemo) é com a tartaruga (da mesma colecção); o tigre com o elefante (ambos de plástico); a ovelha com o ornitorrinco (de peluche, provenientes da Nova Zelândia e da Austrália); o caracol e a abelha de madeira; e duas bolas do jogo de eleição.

Crises de nervos

Passou a isso, a exteriorização do seu mau feitio. Fica logo zangada, faz cara feia, chora alto, anda de um lado para o outro, enquanto vai abanando os braços ou batendo com as mãos uma na outra, como se estivesse a sacudir a farinha. Tenho três formas de a parar: ou ignoro, ou fico a olhar muda com uma cara mista de incrédula e reprovação, ou pergunto-lhe o que é isso com cara séria. Costumam resultar as três, mas a primeira é a mais eficaz. Espero sinceramente que seja só uma fase...

À terceira só cai quem é burro...

A terceira tentativa de me deitar as unhas, uns dias depois, foi apenas isso - uma tentativa. Assim que encostou a mão à minha cara e viu o meu ar, segundos antes de eu levantar a mão, parou e ficou com os dedos em posição, encostados à minha bochecha, com uma cara de "será que vou a tempo?". Foi. Depois, fez-me uma festinha, mas daquelas pouco meigas, como que a disfarçar o primeiro gesto, mas o suficiente q.b. para mesmo assim eu perceber a intenção original. Não voltou a repetir a gracinha até hoje.

Segunda palmada

No dia seguinte, pelo mesmo motivo. Desta vez, o pai nem se apercebeu, só dando conta depois de me ouvir dizer um "Madalena!" muito feio. Ela olhou para mim, olhou para o pai, continuando com essa reacção, alternando o olhar de um para o outro. O B. perguntava-lhe o que se tinha passado e o que tinha ela feito, com um ar sério e eu mantive a minha cara de zanga. O cómico é que quando olhava para mim fazia cara séria, como que a avaliar a situação, quando olhava para o pai, fazia o beicinho genuíno, como que a ameaçar o choro. Mas choro que é bom? Nem vê-lo!!! Segurou-se e aguentou-se à bronca como gente grande. Ou seja, com o pai fica mais sentida do que comigo... O final da história também foi igual: beijinhos distribuídos e muito sentidos, pelo que acho que estamos no bom caminho...

Primeira palmada

Foi na noite de fim do ano... E ainda por cima a dobrar... O seu mau feitio tem-se vindo a revelar cada vez mais. Bem sei que saiu ao pai e puxa à mãe, mas ela conseguiu refinar... Anda com a mania de teimar até mais não, fazer birra por tudo e por nada quando contrariada, com choros sonoros e agora levanta também a mão. Bem sei que faz parte, e que está na idade de testar todos os limites, mas parece-me que esta menina vai ser complicada, se não tivermos cuidado. Estava eu no chão a brincar com ela, quando teimou que tinha de mexer nas velas da mesa de apoio, estando careca de saber que não pode. Disse-lhe que não, e ela ignorando-me por completo, insistiu. Estivemos nisto até que eu me irritei e tirei-a de ao pé da mesa em peso com um não muito sério. Não é que a criatura levantou-me a mão e deitou-me as unhas à cara! E com cara de má!!! Nem pensei. Assim que senti as unhas, ela sentiu a palmada no rabo. O B., que estava ao lado, fez o mesmo, e por isso em simultâneo virou-lhe a mão e deu-lhe uma palmada na dita. Peguei nela e puxei-a para ao lado para ela perceber que estava mesmo zangada com ela, enquanto ambos lhe dizíamos que tinha sido muito feia. Numa fracção de segundos, o seu pequeno cérebro processou a informação e desatou a chorar. Ficou mesmo sentida, porque de dorida não tinha nada, visto que as palmadas foram para enxotar moscas. Mesmo assim, fiquei com o coração mais pequenino e tive vontade de vacilar... O pai, logo de seguida, sentiu-se também e agarrou nela, explicando-lhe que não podia ser, quase estragando tudo. O que vale é que a avó lá lhe disse para a largar, enquanto dizia à neta para me fazer uma festinha para pedir desculpa. Acabou por me dar um beijinho muito sentido, outro ao pai e todos fizemos as pazes. O vaticínio da avó, que já cá anda há uns anos e deve saber o que diz: "Vai, vai! Vai-se ver grega, vai!"...

Fim de ano com os avós

Graças ao funeral, que implicou a chegada a Lisboa às 16h00, de 31 de Dezembro, os meus sogros acabaram por ficar cá em casa a festejar o final de mais um ano connosco. A M. estava nas suas sete quintas com os avós para partilhar os brinquedos. A avó fez as suas delícias e apanhou em três tempos o seu linguajar, decifrando que "pê" é peixe e que isso implica também a tartaruga e dando-lhe abébias no que toca a comida. Graças à presença dos avós e à comida que tinhamos em farta para a ocasião, a M. acabou por se desforrar e até eu desisti e deixei que comesse o pão que quisesse. Os avós de cansados, adormeceram e eram 23h50 quando a avó acordou estremunhada, que por sua vez, estremunhou o marido, para fazerem tchim-tchim à meia-noite. Eu estava à espera de detectar tampas de panela a bater às janelas e, assim que as ouvi, corri ao despique, deixando o B. um tanto ou quanto envergonhado e a sogra a rir à gargalhada e a dizer que já tinha valido a pena vir a Lisboa. A M. adormeceu pouco depois da passagem do ano e nós fomos para a cama com o sabor de uma "festa" simpática, caseira e confortável. Pelo menos, começar, começou bem! :)

Bebés!!!

No último dia do ano, o B. foi a Montemor-O-Novo, a um funeral de uma tia paterna que morreu de repente. Eu fiquei em Lisboa com a M. e aproveitei a manhã para tentar a sorte nos saldos. Levava a M. no carrinho, condição sine qua non para conseguir fazer alguma coisa. Entrei na Massimo Dutti, com descontos de 60% (é incrível o que a crise faz...) e estava eu a ver calças quando a M., rindo e gritando "Bebé! Bebé!", topou, no meio das pessoas, um bebé e uma menina com talvez mais um ano do que ela. Uma Beatriz que se viu na obrigação de entretê-la, porque de cada vez que lhe virava costas, ela chorava, mas chorava! A nova amiguinha saltitava, dançava, fazia cenas de filme cómico, atirando-se para o chão, e a M. dava gargalhadas, pondo a loja inteira a rir um bom rir. Mas sempre que a Beatriz ia ver do irmão ou da mãe, que não parava de experimentar roupa, a minha menina chorava baba e ranho. Estive à vontade cerca de uma hora dentro da loja, sem ver roupa, a tentar convencer a minha filha de que a Beatriz se tinha ido embora, para dois minutos depois esta voltar a aparecer. Acabei por desistir daquela loja e passei a outra. Na segunda loja, estava uma menina com os seus 4 anos com a mãe. A M. mais uma vez, grita "Bebé! Bebé!", mas esta não era nenhuma Beatriz, que tinha jeito para a comédia e escondeu-se atrás das pernas da mãe. Sairam da loja e, consequentemente, eu também. É que a M. voltou a chorar desalmadamente com a ida daquela potencial amiga. Resumindo: todas as crianças que ela viu naquela manhã eram primeiro motivo de risos e gargalhadas desproporcionais, logo seguidos por um choro sentido, digno de fado, por se irem embora. Compras com ela sozinha outra vez? Só se não tiver remédio!!!