segunda-feira, 9 de março de 2009

Pampa

Já sabe que a televisão tem um canal que lhe interessa para além do Baby TV: o canal Panda. Adora o boneco gigante e pára tudo quando ele aparece. Quanto à bonecada, ainda prefere o outro canal, mas já identifica genericamente os desenhos animados com o nome daquele, independentemente do canal. Começo até a achar que já está a ficar um pouco viciada na caixa preta, pois de manhã, pouco depois de acordar, se vir a televisão, aponta e diz "Pampa!", insistindo bastante, a ver se tem sorte. A ama já tem ordem para não haver muita televisão durante o dia e nós evitamos, só a ligando nos seus canais preferidos antes do banho e depois do jantar para a acalmar um bocado, preparando a ida para a cama.

domingo, 8 de março de 2009

Frases

Já tenta e eu pasmo...

Como estávamos sozinhas em casa, enquanto eu tomava banho, pu-la na cadeira de comer que levei para a casa-de-banho, apetrechada de lápis e papel para ela se entreter. Durante o duche, ouvi:

- "Mãe! Pai? Papa, pão! Mãe? Bã!"

Tradução: Mãe! O pai? Foi comprar papa e pão! E a Mãe? Está a tomar banho!

Estante dos livros

Mais uma aquisição para o seu quarto - a estante dos livros que comprámos na Vertbaudet. É mimosa e prática, com bastante espaço para os livros e ainda alguns brinquedos. Rosa, verde e azul, com flores e joaninhas pintadas, tem três gavetas abertas, dispostas em cascata, por forma a se conseguir aproveitar o espaço em termos de arrumação. A M. adora empoleirar-se na primeira e até na segunda gavetas para conseguir chegar à última e tirar o que lá está. O objecto do seu desejo nem são os brinquedos, mas sim armar-se em cabrita montês a escalar a montanha...

Pê!

Apesar da M. já mastigar tudo, sem necessidade de se passar a comida, o B. continua a gostar de lhe fazer o miminho da papinha. Assim, quando é ele a preparar a fruta, costuma triturá-la na máquina das sopas, que tanto jeito deu e que agora serve para isto mesmo. A M., assim que ouve o "rrrrrrr" da máquina, a meio da refeição, aponta logo para a porta e exclama "Pê!", palavra universal que serve para designar fruta e que ela adora. Como ela aprendeu a identificar o barulho, a espertalhona!...

Bóua

A bola passou de "bo" para "bóua". Não é à toa que um dos seus brinquedos favoritos já tem o nome quase perfeito. :)

Apontar

Agora, passa a vida nisto. Aponta para tudo e espera que lhe digamos o nome. Parece mesmo que está a aprender, pois a maior parte das vezes, aponta consecutivamente para as mesmas coisas, fazendo-me sentir um disco riscado, de tal forma repito as palavras - parede, tecto, porta, pai, mão, parede, tecto, porta, pai, mão... Ufa!

Ai! Ai! Ai! Ta-tau!

Quando a M. se porta mal, com o objectivo de fazê-la parar com o disparate, o B. disse-lhe algumas vezes "Ai! Ai! Ai! Tau-tau!". Nem foram muitas vezes, pois ele nem é de repreender muito e muito menos assim. Não é que a miúda aprendeu e agora repete, tipo papagaio a expressão?! Chega ao cúmulo de bater em si própria, enquanto o diz, independentemente de nós lho dizermos ou não... E nem sempre é meiga!!! Resumindo: agora o tau-tau, que nunca chegou a ter o efeito de repreensão, é mais uma brincadeira para a M.. Assim, não vale!

Carnaval

No fim-de-semana fomos para Quiaios ter com o tio e os avós, que fizeram questão de dizer eu sei lá quantas vezes que só tinham ido por causa da M.. Foram quatro dias fantásticos, com imenso sol e calor, que fizeram as delícias da nossa pipoca. Como agora ela madruga, arranjei o ritual de irmos até à praia dar uma volta logo de manhã. Percorriamos o passadiço de um lado ao outro, apreciando o mar revolto e levando com o vento nos cabelos, que não incomodava nada, só pelo simples facto de estarmos ali. No segundo dia, após várias solicitações da M. para ir para o chão, tirei-a do carrinho e fui para a areia com ela. Confirmou-se a manutenção do apetite por areia, que continua a ir aos punhados para a boca. Andava sempre em frente, dando imensos tombos pelo meio, pois a praia estava bastante desnivelada devido ao mau tempo do Inverno, sempre na direcção do mar. Se a tívessemos deixado, penso que ia direitinha para uma valente banhoca. Ir embora era sempre um castigo, mas depois consolava-se no carro com uma soneca demorada de cerca de hora e meia antes do almoço, ficando eu de guarda, a fazer as palavras cruzadas à sombra da árvore dos kiwis até a menina acordar. À tarde, passou o tempo todo na rua, no jardim da avó, que é enorme, não querendo ir para dentro de casa só porque sim. Como não lhe arranjámos fatiota de Carnaval, muito porque ela não percebe e eu não ligo muito (o B. ainda tentou desencantar algo que lhe agradasse, mas achou que as giras não valiam o dinheiro pedido), não tinhamos nada para lhe vestir. Também não serviria de nada, pois optámos por fugir à Figueira e à confusão típica daqueles dias, pelo que também ninguém, ou quase ninguém, a iria ver. O B. foi trabalhar na segunda-feira, ficando nós com a avó e o tio, e nesse dia, a M. decidiu mascarar-se. À tarde, foi direitinha para uma parte do jardim em que a relva já está escassa, estando a terra à vista. Sentou-se no chão e foi escavando e atirando a terra ao ar. Deixei, divertida por a ver tão contente e suja. No final da tarde, parecia um limpa-chaminés ou um sem-abrigo, de suja que estava. As unhas estavam negras, a cara borrada e até dentro da fralda havia torrões (lembrem-se de que no Inverno, ela usa body interior por baixo da camisola...). Foi um fartote para todos nós e um dia muito bem passado, sem sequer termos ido passear. O banho tirou o surro e à noite já estava pronta para receber o pai, que morreu de saudades naquele dia infindável de trabalho. Os mimos da avó foram mais que muitos, que até biscoitos lhe fez e que ela namorava sempre que conseguia. Provou e lambuzou-se com os kiwis da casa, que ficaram conhecidos como "ki", com a tia S., que também ganhou um nome diferente do do tio - "pi". Para não variar, amou a companhia, brincadeiras e tropelias do tio mais que tudo, com quem até uma manhã na praia partilhou. Aprendeu ainda a distinguir a avó do avô, usando "ó" para a primeira e "ô" para o segundo, deixando este inchadíssimo por já ter nome. No final deste fim-de-semana prolongado, a avó foi embora cheia de saudades e com a certeza de que a neta continua imparável. Como ela disse, ainda um dia a M. vai-se rir, quando lhe contarmos como ela se arrastava com o boneco na mão para não dormir e as maratonas que ela fazia todos os dias, sempre para trás e para a frente sem parar... Assim, venham mais Carnavais!

Cumpre todas as ordens

Na ginástica recebi os parabéns da professora por a M. já cumprir as ordens todas. Atira para a frente e tenta atirar para cima, anda, corre, tenta saltar, dá pontapés e até tenta andar com um saco de feijões em cima da cabeça (a segurá-lo como é óbvio!). Só lhe falta uma coisa, que nem por nada lhe apetece sequer tentar: a preensão. Não se pendura na barra e nem quer saber. Há-de lá chegar.

Não corto, não corto, não corto!!!

O cabelo da M. continua a crescer devagarinho e uniformemente, excepto... o caracol! Já sei lá quanta gente me disse para cortá-lo, pois fica espetado sozinho, não fazendo sentido. Não quero nem saber! Não corto, não corto, não corto!!! Deixá-lo espetado. O restante cabelo há-de um dia ficar do tamanho daquele e depois já não se nota. É o meu caracol de estimação!...

Mai!

Por lhe perguntarmos quando está a comer se não quer mais, descobriu mais uma palavra, que por sinal lhe dá imenso jeito. Agora quando quer mais é só pedir. Usa é a palavra também para pedir outras coisas, mesmo que ainda não tenha recebido nada antes e não seja apenas uma repetição, como por exemplo para pedir música assim que entra no carro. Por vezes, torna-se difícil perceber o que ela quer afinal, por não haver um primeiro pedido de algo. Com o tempo, lá chegaremos.

Toma! Toma! Toma!

A minha tia estava a brincar com a M. em cima do sofá e ensinou-lhe mais uma das suas. A M. estava de bruços, virada de rabo para ela, e a minha tia decidiu dar-lhe palmadas a brincar na fralda, enquanto dizia "Toma! Toma! Toma". A M. aprendeu. Depois desse dia, era vê-la pela casa a bater na Lola ou num boneco e a dizer exactamente o mesmo, na perfeição. O problema foi que ela não distingue as coisas e por isso fazia o mesmo connosco. Foi uma trabalheira para ela perceber que na mãe e no pai não se bate...

Bebé

A M. já se reconhece e vê-se como uma pessoa autónoma da nossa. Quando se vê ao espelho ou numa fotografia, que já sabe que é dela, é o que diz: "bebé!". E se o pai lhe perguntar quem é a coisa mais linda cá de casa, ela, com ar maroto, responde a sorrir, meia a olhar para baixo, "bebé!".

Já está!

A M. usa muito esta expressão para se despachar. Se já não lhe apetece comer mais, se não quer ficar mais tempo deitada a mudar a fralda (mesmo que ainda não esteja), se não quer molhar a cabeça. Enfim, as ocasiões são várias. A última: deitei-a e como ela não queria dormir, apesar da hora, depois de algumas cambalhotas, levantar e sentar, deitou-se e de olho bem aberto disse "já está!". Tipo: "ok, ganhaste. Já dormi. Agora já posso sair?"...

sábado, 7 de março de 2009

Novo hábito

Como não achava que fosse um bom hábito deixá-la adormecer tão tarde, mesmo recuperando de manhã as horas perdidas à noite, optei por tentar incutir-lhe um novo horário de sono. Comecei por aproveitar duas noites seguidas, em que o cansaço da ginástica e da natação foi tal que adormeceu na cadeira de comer por volta das 22h30, sem biberão. Como não acordou durante a noite com fome, aproveitei a onda e comecei a deitá-la mais cedo. Não correu mal. Andámos a tentar a sorte por volta das 22h30/23h00, para devagarinho ir reduzindo a hora para mais cedo. Desde que eu vá com ela e fique no quarto até ela adormecer está tudo bem. Mesmo que refile um pouco ao princípio, depois de perceber que eu fico ali, acaba por encostar à box e ao fim de, no máximo, meia-hora adormece. Por vezes, precisa de um pouco de mimo primeiro, enrolando-se em mim antes de ir para a cama. Eu dou-lho e espero que ela me peça, por iniciativa própria, para ir para a cama. O senão: tenho de ser eu, senão chora e chama por mim - o B. não tem autorização para a ir deitar... Resultado: quando não adormeço com ela no quarto, ganhamos todos. Ela horas de sono e nós tempo à noite para nós. As noites já são outra vez seguidas e as manhãs começam cedinho, por volta das 7h30. As sestas dependem: por vezes são logo de manhã depois do leite bebido e a fralda mudada, por vezes depois de almoço. É conforme, não havendo regras com a M. Mas não se pode ter tudo!...

Puf

Farta de ficar com o rabo quadrado por me ter de sentar no chão à espera que a M. adormeça e achando que seria algo de que ela ia gostar, encomendei um puf à tia C., de um rosa forte, para combinar com os cortinados. Quando o vi, assustei-me: tem um metro de diâmetro e pareceu-me gigante. Trouxe-o para casa e mostrei-o à M. O meu pai estava cá e começou logo a brincar com ela em cima dele, a fazer escorregas e cambalhotas. Resultado: a M. adorou a coisa. Do que mais gosta é de se atirar contra ele de braços abertos, pois sabe que não se aleija. Para além disso, gosta que eu a ponha lá em cima e vá ajeitando as bolinhas ao seu corpo. Ela vai subindo e descendo com os movimentos, e fica encaixada como se estivesse num pequeno trono. O seu pequeno trono. Depois dou-lhe os brinquedos que ela pede - normalmente os tachinhos - e lá fica ela a brincar connosco dali de cima. Para além disso, agora já tenho onde me sentar para a adormecer. É fofinho, quentinho, molda-se a nós e é suficientemente grande para me enroscar nele. Só tem um mal: muitas vezes adormeço também...

Beijinho à esquimó

Uma das últimas coisas que a ama lhe ensinou, que a M. reconhece como "dá-me um narizinho". Aproxima a cara e abana a cabeça para esfregar o nariz no nosso. É algo que a diverte bastante.

Reconhece

... a nossa roupa, que está para lavar: tira os boxers do B. e diz "pai!", apanha uma meia minha e diz "mãe!". É giro como não se costuma enganar. Agora é o carro. Iamos a sair e eu dizia-lhe que íamos para o carro para passear, ao que ela apontou para o nosso, no meio dos outros, e disse "popó!". Coincidência? Talvez. Mas eu gosto de acreditar que tenho uma filha esperta... ;)

Bicho carpinteiro

Tem-no de certeza e bastante!!! A M. não pára um segundo, nem sequer quando está sentada. Se eu a sentar ao meu colo no chão enquanto lhe tento ler um livro, ela pura e simplesmente não sossega. Ora põe as pernas para um lado, ora põe para o outro, ora se vira de barriga para baixo, ora se levanta para cair de chofre, ora se deita e escorrega pelas minhas pernas abaixo, ora... Cansados? Também eu fico! É impressionante como ela não sabe o que são mais do que 5 segundos quieta. Sem exagero! Um dia que tenha de aprender a brincar ao "Macaquinho do Chinês" vai perder na certa! Ficar como uma estátua é pedir-lhe muito! A quem sai? A mim, pois está claro. Eu até a ler era assim: começava sentada direita no sofá e acabava de pernas para o ar, encostadas às costas do sofá, e de cabeça no chão - literalmente! O que eu mais oiço contarem-me era que as minhas pernas não sossegavam um bocadinho, mesmo quando estava presa na cadeirinha. Onde será que já vi esse filme?!

Escondidos

O meu pai veio passar a tarde com ela cá a casa. Aliás, a M. tem tido o privilégio de muita brincadeira com o avô A. nestes últimos tempos. Parecem dois miúdos e por vezes nem sei qual o pior... Naquele dia, quando cheguei a casa do trabalho, vi os dois à janela a ver as vistas. Estacionei e subi para casa. Quando saí do elevador, estavam os dois escondidos atrás da esquina, com o meu pai a dizer-lhe baixinho para não fazer barulho, para aparecerem quando eu desse sinal de vida (atenção - só apareceram, sem gritinhos, nem cucus. Seria pedir demasiada abertura ao sr. coronel :) ). Depois, riram-se os dois e a minha filha em vez da costumeira festa de boas-vindas que me faz, ignorou-me e seguiu caminho para ao pé do avô para fazer cambalhotas!...