sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Xó-xó do pai

Xó-xó ou às carrachitas são as expressões que lá para cima se usam para as cavalitas lisboetas. Esta proeza é só do B., pois eu não tenho costas, nem força para tal, sobretudo quando estamos na rua e dá jeito pará-la por uns momentos. Ora, uma noite, ele decidiu experimentar fazer de cavalo à séria. Pôs-se de gatas e pediu-me para a segurar em cima dele. Foi andando pelo corredor, enquanto imitava o relinchar e o balancé daquele animal. A M. delirou. Riu-se imenso e segurava-se como podia naquelas costas enormes da sua perspectiva. Não é que quando ele parou, de cansaço, ela, qual amazona experiente, deu aos pés como que a picar o cavalo?! E resultou, porque o pai, apesar de ofegante, achou-lhe tanta piada que arrancou outra vez. A brincadeira só parou quando as forças lhe faltaram e era vê-la de volta dele, a pedir mais e a tentar empoleirar-se outra vez.

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