quinta-feira, 6 de março de 2008

Palhaçada

Fazê-la rir é fácil. Basta dar os bons dias quando acorda e rasga aquele sorriso. A conversa, os estalinhos com a língua, brincar com a Lola, ouvir o mobile quando não está a chorar, tudo a diverte. Alguns sons também - os sons que aprendemos e adaptámos do Concerto para bébés (ba, ba, ba. Ba,ba, prum. Brum, ba, ba, ba, ba ,ba, brum), os "ôhs!" do pai ou o can-can cantado. Agora descobri que adora ver-me a abanar o capacete! Se me meter com ela aos saltinhos ou a acenar com a cabeça vigorosamente enquanto invento qualquer patetice para lhe dizer, desmancha-se a rir! Se calhar vai ser fã do moche!

Estalinhos

Para irritação do pai, por incapacidade de imitar, a M. faz estalinhos com a garganta como eu, por vezes quando acorda por vezes depois de mamar. Eu costumo usar esse truque para coçar a garganta, quando estou doente. Herdei da minha mãe e o meu pai também ficava irritado por eu conseguir e ele não. Se calhar é coisa de fêmea...

Confirma-se - é um dente

Pois é! Hoje a enfermeira examinou bem a boca da M. Descobriu um dente a sair em cima, do lado direito. O choro, a mão e os nervos estão explicados. Precoce, hein!?

Água e leite

Nunca bebia. Chegava a estar um dia inteiro sem levar água, ou qualquer outro líquido à boca. Quando engravidei, o B. começou a perseguir-me com garrafas de água Vimeiro, por causa do bébé. Era esta a marca porque eles vendem-na como fazendo bem às cólicas dos bébés, devendo-se começar a beber na gravidez. Como tinha de ser uma água qualquer, não fazia mal nenhum acreditar na teoria. O que é certo é que eu que sempre fui um problema com os intestinos, e havendo a regra normal de que durante a gravidez, mesmo quem não tem, passa a ter, eu deixei de ter. Quando ela nasceu e comecei a dar de mamar, comecei a beber água por livre e espontânea vontade por causa da sede imensa que dá a amamentação. Hoje em dia, eu que bebia um copo inteiro de água e ficava mal-disposta (genuinamente), bebo entre 2 a 3 litros de água por dia. Nos dias em que não bebo ou me fico por 1 litro, acontece algo automático: produzo menos leite. Dois ou três dias seguidos desta asneira e acabo por ter de espremer as mamas bem espremidinhas com a bomba para sair a quantia certa para a M. em cada mamada. Inteligente a natureza, não?

Serão dentes?

No sábado foi o que foi. No dia seguinte, atrevemo-nos e fomos à Batalha ter com o meu cunhado e família. Ia com medo, mas fui. Portou-se lindamente. A viagem é de hora e meia, por isso deu tempo de mamar, arrotar e dormir durante toda a viagem, para chegar lá com fome (essa lição já aprendi - só viagens com 2 horas no máximo). Passou bem o dia e ao final da tarde regressámos à base. Quando arrancámos, desatou a chorar. Tentei acalmá-la. Foram cerca de 30 min a chorar. Enquanto chorava metia a mão na boca e quase que a mordia. Ia prevenida e pus-lhe Bucagel nas gengivas. Não acalmou. Rendi-me às evidências, e a contra-gosto, pus Aeorom na chucha, acabando por adormecer. Fechei os olhos e achei que era mesmo dos dentes. Dormi meia-hora e acordei com ela aos berros outra vez. Via-se que era choro de dor (já consigo perceber os diferentes tipos). Fiz trinta por uma linha e nada a calava. Dei-lhe uma coisa de roer, própria para as gengivas, a chucha e o meu dedo. Mordia-me literalmente. Nem Bucagel, nem Aeoro-Om. Nada a calava. A certa altura bolsou. Interpretámos como sendo do choro excessivo. Depois com o passar do tempo, aproximou-se a hora de mamar e ela continuava a chorar. Chegados a casa, dei-lhe de mamar, coisa que ela fez vorazmente como de costume, mudei-lhe a fralda e pus-lhe um Ben-U-Ron. Não voltou a chorar nessa noite, nem nos dias seguintes. Ontem à noite, o pai deu-lhe o biberão enquanto eu aproveitava para mudar a cozinha. Não é que voltou a chorar da mesma forma? E voltou a meter a mão na boca com desespero e a morder o dedo do pai. Desta vez peguei nela, cantei-lhe, levei-a à janela para ver os carros e depois ao mobile. A malandra, deitada na sua cama com aquela coisa a tocar, ria-se para mim. Tirava-a de lá e chorava, com a mão na boca. Como arrotou mais umas vezes e bolsou outras quantas, interpretei como má-disposição. O B. continua com a teoria dos dentes. Eu estou na dúvida. Ou é dentes, e alguns sinais apontam para isso (morder a mão, desesperar com as coisas de roer, o choro que é a sério), ou é má-disposição por ainda não ter arrotado tudo (não era inédito e também houve indícios para isso, inclusive a mão na boca). Mas tenho ainda mais uma teoria: uma manha nova. No domingo podia ser má-disposição visto que bolsou, e ela chora assim quando isso acontece e depois fome. No sábado e ontem, quem lhe deu o biberão foi o pai e não eu, e ela não estava cansada o suficiente para adormecer. De há uns tempos para cá, habitualmente, acontece ela aguentar-se acordada a noite toda e quando chega a hora de comer acaba por adormecer na mama (que lhe dou sempre na última da noite). Junto com algum arroto mal dado, não será a mama que lhe faz falta para adormecer tranquila? Ontem acabou por chorar até à hora da mamada seguinte (1 h da manhã), altura em que mais uma vez adormeceu na mama, para dormir até às 11h da manhã de hoje. A ver vamos, como diz o outro. Se forem dentes, eles hão-de aparecer. O que sei é que nenhum de nós ainda não está habituadao àquele choro desalmado...

Dança comigo

Fomos ao Dança Comigo no sábado à noite - eu e as amigas de barriga, junto com a amiga enfermeira. Os pais ficaram em casa com as crianças e nós pusemo-nos a caminho. Umas mais nervosas, outras menos. Incluí-me no segundo grupo, por não ser a 1ª vez, a M. nunca chorar (mesmo) e ter total e plena confiança no pai da minha filha. Depois de uma aventura pelos montes e aldeias do Oeste e de umas quantas voltas às rotundas da região em comboio de 4 carros (demos 5 voltas numa e 4 noutra...), chegámos ao estúdio atrasados. Acabámos por nos sentar separadas para assistir à desgraça da Clara Pinto Correia. Inenarrável. Quem não viu não consegue imaginar a falta, não, a inexistência de noção do que é dançar daquela mulher. Rimo-nos um bom bocado graças à senhora. Como disse a São José Lapa, ainda bem que ela se dedicou à biologia. Quando acaba o programa, toca o meu telemóvel. Era o B. completamente desesperado porque a M. estava aos gritos desde as 9h da noite. Eram 11h30. Enquanto ele falava, eu ouvia-a. Chorava sem apelo nem agravo. Não era fome. Não pegava na chucha. Nem os carros à janela, nem o mobile milagroso a calava. O pai achava que eram os dentes e que aquilo era choro de dor. Foi o que me pareceu. O que senti? Um aperto demasiado grande no meu coração e uma necessidade urgente de me pôr a caminho de casa. Tinha 4 pessoas dependentes da minha boleia. Tudo conversava animadamente com a Catarina Furtado, que nos tinha arranjado os convites, por intermédio da enfermeira. Não queria ser indelicada, mas não fui capaz de disfarçar. A certa altura, tudo me perguntava o que se passava e eu só sabia dizer que a M. estava num berreiro non stop e que ela nunca chora, muito menos com o pai. Viemos embora mais depressa à minha conta. A enfermeira disse ao B. para lhe pôr um Ben-U-Ron e ele acabou por me ligar no regresso a dizer que já estava a adormecer com o biberão de cansaço. Quando cheguei já dormia. Aquele meu desejo desesperado de chegar a casa e pegar nela ao colo e mimar não se satisfez. Dei-lhe um beijinho na testa e deixei o pai deitá-la. Ele aterrou de cansaço. Fiquei eu. Sozinha com a minha culpa. Um verdadeiro disparate. Mas no meio da angústia, do medo e do choro preso na garganta, o que sobressaía dentro de mim era a culpa. Por não estar lá a afagar-lhe a cara, pegar nela ao colo e cantar o Manel, por não lhe dar beijinhos e tentar acalmá-la. Racionalmente sabia que não ia adiantar nada. Ia chorar igual se fosse realmente dor. Mas estava lá a tentar. Difícil de explicar...

Esguicho de leite

É oficial. Sou uma exagerada e a minha filha tem de se safar... Não é que me armei em peguiçosa e não tirei leite à noite antes de me deitar, nem de manhã antes dela acordar. Fizemos um sono até às 10h00. Estava a rebentar de leite. Pareciam 2 ogivas nucleares. A M. mamou só de um lado. Ao fim de 1 min a tentar engolir repetidamente sem descanso, acabou por largar a mama para descansar um bocadinho. Saiu um esguicho contínuo da minha mama para a cara dela!!! Tive de pôr o dedo para tapar o buraco, tipo BD, enquanto ela respirava, e depois lá pegou outra vez a mamar desaustinadamente. Já sei de quem é a culpa dela ser sôfrega...

quarta-feira, 5 de março de 2008

Dunga

Apesar de tão pequenino já foi submetido a coisa de gente grande. A mãe já mandou um mms com um sorriso pós-operatório. Bom sinal. As melhores com muitos beijinhos amiguinho! A Floquinho está à tua espera para sorrir para ti.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Era uma vez um rei

Refrão Era uma vez um rei Com uma grande barriguinha. Comia, comia E mais fome tinha. Bom dia senhor rei! Como passa vossa alteza? Se continua a comer tanto Vai rebentar com certeza. Isto dizia o bobo No meio de uma palhaçada. Mas o rei continuava Como se não fosse nada. Refrão Bom dia senhor rei! Viva vossa majestade! Depois de tanto comer Como é que ainda tem vontade? Isto dizia a rainha Meia triste, meia zangada. Mas o rei continuava Como se não fosse nada. Refrão Bom dia senhor rei! Vossa alteza é o maior! Um rei deve ser grande, Se for gordo ainda é melhor. Isto dizia o cozinheiro Olhando o rei de alto a baixo. O rei que coma, que coma Quero lá perder o tacho. Refrão Bom dia senhor rei! Faz vossa alteza muito bem! Os reis são feitos para comer Pra beber e dormir também. Isto dizia o conselheiro Esfregando as mãos de contente O rei que coma, que coma Enquanto eu sou regente. Refrão E para final desta história Ainda com tanto que contar, Vamos dizer-vos meus amigos Como o rei se passou a chamar. Sua alteza por tanto comer, Já só andava à cambalhota. O povo chamou-lhe então de não sei quê "El rei Bolota" Refrão

O Manel

Refrão Olha a bola Manel (bis) Foi-se embora, fugiu. Olha a bola Manel (bis) Nunca mais ninguém a viu. O Manel tinha uma bola Que rolava pelo chão. Na calçada ela rebola, Deu-lhe uma dentada o cão. Refrão O Manel tinha uma bola. Mas agora não tem não. E a gente a ver se o consola, Vai cantar-lhe esta canção. Refrão O Manel tinha uma bola. Mas por falta de atenção, Lá deixou ele ir a bola Presa no dentes do cão. Refrão

Joana come a papa

Refrão Come a papa Joana Come a papa. Come a papa Joana Come a papa Joana Come a papa. 1, 2, 3 Uma colher de cada vez. 4, 5, 6 Era uma história de reis E uma colher de papa. Refrão 7, 8, 9 'Inda nada se resolve. 10, 11, 12 À espera que a mosca pouse E uma colher de papa. Refrão 13, 14 e meia A coisa não está tão feia. 15, 16, 17 Mais um pingo no babete E uma colher de papa Refrão

Músicas do meu imaginário

Uma grande amiga ofereceu-me o CD no final do espectáculo "O fungagá da bicharada", quando fiz questão de levar o seu filho. É claro que fui por ele e por mim - recordei com um aperto no coração, misto de entusiasmo e nostalgia. Escuso de dizer que a criança, com 6 anos na altura, achou giro, mas não achou nada de extraordinário. Fiquei frustrada, confesso. Agora, quando lhe ponho o CD já fica atenta a ouvir, desde que... eu cante também, ou pelo menos esteja por perto. Aproveitei algumas músicas para a M. Assim, o "Joana come a papa" foi adaptado para "Madalena come a papa". Quando lhe dou o biberão, uma das formas de ela mamar mais devagar uns micro-segundos é cantar-lhe a música em 33 rotações baixinho. Para a embalar e acalmar resulta "O Manuel". Mas mesmo assim, acho que "Era um vez um rei" é a música que mais se adequa à minha filha... Deixo a seguir as letras para a malta da minha geração que queira recordar ou mesmo ensaiar com os filhos.

Cantiga do arroto

A M. depois de mamar, fica n tempo para arrotar. Quando não chora de irritação por estar mal-disposta, agora palra à sua maneira, como que a queixar-se. Parece quase que dá para perceber, para quem esteja a observar desde o início, que a sua expressão, junto com aquela cantiga, quer dizer "quero arrotar e não consigo". Ou então, está-nos a avisar que vai largar lastro, com aquele leite todo nhanhoso, que já quase parece nata às vezes...

Biberão

Como a minha filha se esquece que eu não sou feita de borracha, vai puxando e empurrando, espreitando para trás e brincando ao gato e ao rato com a minha mama. À conta disso, tenho de tirar o leite com a bomba para depois dar de biberão, para sarar as feridas. Uma verdadeira seca! Primeiro tenho de tirar antes de ela mamar, o que nem sempre é evidente porque é um ritual que demora cerca de 20 a 30 min. Segundo porque é uma chatice andar a esterilizar biberões, tendo tanto leite. Finalmente e acima de tudo, porque é uma frustração não poder usufruir do prazer de dar de mamar em condições. Felizmente, quando não dou em preguiçosa, arranjei uma estratégia para dar um bocadinho a volta à coisa. De manhã, como já disse várias vezes, tenho sempre excesso de leite, chegando a acordar cheia de dores. Por isso, acordo antes dela, o que é sempre uma incógnita, e tiro o leite de uma das mamas - dá pelo menos para uma mamada (150 a 180 ml). Depois quando ela acorda, dou-lhe a outra mama, que ela esvazia lindamente. Assim, no caso de ela avariar e não me der tempo de na próxima mamada tirar leite, já tenho o biberão pronto e tiro depois. É claro, que isto avaria por completo o horário do meu organismo. Felizmente, leite é coisa que não me falta. O problema é mesmo a M. Aminha filha sabe o que é bom - mamar na mama da mãe é mil vezes melhor e ela sabe-o bem. Pega bem nos biberões todos, não é esquisita, mas dá cabo do leite em 3 tempos. Na mama são 20 min, no biberão são cerca de 6-7. Resumindo, tenho de ter sempre a postos a chucha, para lha dar assim que acaba o biberão, senão é um berreiro na certa. A miúda fica irritada porque já não tem mais nada para mamar. Mas entenda-se. Não é fome. Dou-lhe 180 ml na primeira mamada quando as dores são maiores e 150 ml nas restantes, e ela aguenta-se as 3, por vezes 4 horas de intervalo. É mesmo a necessidade do acto de mamar. Portanto, a chucha tem mesmo de estar por perto. Ainda refila um bocado, choraminga e olha para mim com ar de zangada, mas depois com um pouco de conversa melódica e um valente arroto, seguido de um bolsar, normalmente acalma. E esta, hein?!

Refegos

Pesei a M. com 3 meses e meio - 7 kgs!!! Nem queria acreditar quando falei ontem com uma mãe que me disse que a filha com 8 meses pesa 8,5 kg... Os refegos são mais que muitos. Para limpar é preciso afastar a pele...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Lola

Descobriu uma nova chucha! Até aqui a sua preferida era a da Chicco, de borracha, que tal como a nossa amiga enfermeira ensinou, são as melhores porque são moles e não marcam a boca. Agora, a sua preferida passou a ser a Lola! A vaca da Noukies que serve de chó-chó, ou ó-ó se preferirem. Dorme sempre com ela, apesar de ainda não dar pela sua presença, por ainda ser pequenina. Achava eu. Este fim-de-semana pusemos-lhe a Lola nos braços, enquanto estava na espreguiçadeira para ver se a começava a entreter. Comecei a brincar com a vaca, que é muito macia, passando-a na cara, para ela sentir a textura. Ao fim de um bocado deixei-a e quando dei conta, estava a chuchar na sua orelha. Prefere a orelha esquerda porque já está feita ao jeito dela (reparem na foto). Faz um som muito engraçado e lá fica a chuchar o boneco. Descobri que quando está a fazer fita é das poucas coisas que a acalma. Mas... Sim, tem um mas. A criança ainda não domina a perícia de segurar o objecto do seu desejo como pretende. Resultado: puxa a vaca sem querer e depois tenta voltar a enfiá-la na boca. É claro que não consegue. Quando isso acontece, é dar-lhe 3 minutos. Começa com uns nervos, a irritar-se, e vai daí, chora. Portantos, é preciso segurar-lhe a vaca junto à boca, para que ela inadvertidamente não a arranque de lá. Ou seja, pensando eu que tinha encontrado um entretém para a menina não precisar permanentemente da minha presença, afinal, descobri mais uma coisa que me prende a ela. Um dia há-de conseguir. Não há bela, sem senão, já dizia o outro...

Está crescida!

Ontem na banheira, pela primeira vez, quando o pai a virou de barriga para baixo para lavar as costas, em vez de ficar pendurada no ar, pôs-se de joelhos e ficou esticada ao longo da banheira. Estás a crescer depressa filha...

Azelhice?

Hoje foram 4 bodies, 4 calças e 5 babygrows lavados. Basicamente, cada mamada, cada muda de roupa lavada! Não sei se fui eu que fui trapalhona a pôr a fralda, ou se é a M. que anda rota... Por isso, já sabem, nada como ter muita roupa interior. Oferecçam a amigas grávidas. É uma excelente prenda...

Arroto preguiçoso!

É só para verem que não exagero - no outro dia, com ela sentada ao meu colo como se eu fosse uma cadeira, no espaço de uma hora foram 23 arrotos... Contei-os todos! Destes, arroto, arroto, daqueles à séria, de bejeca, foram só 3. O resto são umas coisas pequenas, mas que deitada não permitem o conforto e por isso provocam o choro.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Dia dos namorados

Esqueci-me de contar, mas vale a pena, por isso volto um bocadinho atrás no tempo. Fez nesse dia um ano que decidi começar a tentar. Saí a correr do trabalho e fui às compras ainda mais a correr. Preparei um rolo de carne fantástico (receita da tia Palmira, cozinheira de mão cheia), uma sobremesa e um bom vinho. Mesa posta a rigor, quando o marido chegou a casa, foi só sentar à mesa e jantar à luz de velas, com uma boa música de ambiente. Depois... Deixo as vossas imaginações funcionar. Como não dou valor a este dia como de S. Valentim, recuso-me a entrar em esquemas comerciais. A minha prenda de 2007 foi um jantareco e a decisão mais do que ansiada de ter filhos (esperou 4 ou 5 anos, o desgraçado!). Não sonhei na altura que um ano depois já teria uma filha de 3 meses, confesso que pensei que demorasse mais. Este foi o filme de 2007. Passo a relatar o filme oscarizado de 2008. Com uma bébé pequenina não dá para inventar muito, por isso optei por outro jantar romântico, nos mesmos moldes do ano passado, mas com um prato diferente. A M. costuma ficar sossegada na espreguiçadeira enquanto jantamos e mama por volta das 22h30, adormecendo uma hora depois com uma directa até às 8h da manhã. Por isso, tendo grelos frescos, fiz o bacalhau da tia-bisavó da Madeira (recomendo) - o B. adora. O jantar estava feito à hora de almoço - era só ligar o forno para dourar, a mesa também estava posta novamente a rigor e a M. a mamar, porque tinha de ir à minha vacina das alergias e ainda queria dar um salto nos Francisquinhos para ver a malta amiga. Só utopias! A M. mamou tardíssimo e o arroto veio mais tarde ainda - eram quase 17h quando saí de casa. A vacina demorou e quase apanhou a hora da mamada seguinte. Como gosto de aventuras meti-me a caminho da ginástica para espairecer a cabeça de dias enfiada em casa. A M. adormeceu e só mamou às 18h50, logo a promessa de não chegar tarde caiu por terra... Ideias tristes... Chegada a casa, ligou-se o forno e o B. teimou em ir comprar gelado para a sobremesa - ideia ainda mais infeliz... Chegado ele a casa, apagaram-se as luzes, acenderam-se as velas e a M. foi para o seu trono. Pois, neste dia achou que era um reizinho mal-disposto e vai de chorar o tempo todo. Resumindo: jantei eu primeiro a correr porque sua excelência estava com fome e depois, enquanto ela mamava, o B. jantou. A seguir... Era suposto ela dormir para nós namorarmos. Nããããããão. Foi um inferno para arrotar. O B. comeu demais e ficou super, hiper mal-disposto e acabou por adormecer. Aqui a je aguentou-se até à 1h da matina, hora a que a minha filha se dignou adormecer, para depois também eu, derreada, cair na cama. Digam lá se os filmes não são parecidos?!