sexta-feira, 4 de julho de 2008

Quero fruta!

A M. não pode ver o prato e muito menos a sopa. Fica maluca. Torna-se impossível segurá-la e começa a chorar no segundo imediatamente a seguir. Temos de a distrair e não cair na asneira de a levar para a cozinha enquanto preparamos a sua refeição. Como a manha da sopa continua, agora que come na cadeirinha, costumamos dar-lhe a sopa com a fruta meia escondida em cima da mesa da sala. Ela descobriu o truque. Nos últimos dois dias recusou a sopa a meio e chegou a choramingar. Primeiro pensámos que fosse a sopa que tivesse algo de errado. Provámos e pareceu-nos boa e parecida com as que já fizemos antes. Cheia não estava porque ainda ia a meio da sopa e está habituada a comer tudo e a fruta por cima. O B. então experimentou dar-lhe a fruta. Começou a devorar. A menina queria era chegar mais depressa à sobremesa. Contrariada lá teve de comer a sopa primeiro. Hoje não chorou, mas passou o tempo a olhar por cima do meu ombro, para ver se via a taça da fruta por perto. Gulosa!

Meloa

Adora. Da última vez, chorou, mas não como de costume quando acabou. Chorou desalmadamente e não era garantidamente fome, pois comeu mais do que a sua conta. Peguei nela e levei-a à janela a ver os carros, técnica que costuma resultar para o choro da gulosa que quer mais, mas que desta vez não surtiu efeito. Tanto chorou, que no final, fez-me recordar aqueles soluços incomodativos que surgem depois de muito pranto e que ainda demoram a passar. Ainda esteve naquilo algum tempo, coitadinha da minha M.

Gatinhou!

Em cima de algo mole, anda de gatas às arrecuas por escorregar com os pés. No dia 28/06, estava em cima do edredão da avó e tanto se torceu e remexeu que acabou por sair deste para o chão. Eu segurei-a por debaixo do peito para não afocinhar e continuei a conversar distraidamente. De repente, apercebi-me. Ela estava de gatas a avançar pela cozinha. A custo, mas avançou meio metro, de sorriso na cara, com os incentivos do tio e da tia S. Para mim, no fim, até parecia que ela tinha ganho a maratona das Olimpíadas... O pai ficou muito aflito por causa dos joelhos vermelhos. Sem comentários... Hoje ainda precisa de ser segura pelo peito, senão aleija-se à séria com a cara no chão duro (tenho mesmo de arranjar o puzzle gigante), mas vê-se e deseja-se para ir para o chão. Só que está pouco tempo nessa posição. Em muito pouco tempo, tenta pôr-se de pé com a nossa ajuda e quer andar (ou fazer que anda). Desconfio que o gatinhar vai ser por pouco tempo.

Boca de peixinho

É o novo som, ou melhor, o novo movimento que faz com a boca. Abre e fecha, pressionando o maxilar inferior no superior, por forma a ficar com o lábio de baixo meio escondido. Aquilo faz uma espécie de vácuo, que provoca o som de um peixe fora de água. O B. nem conseguia imitar ao princípio. Passa horas naquilo.

Parque

Comprámos uma cama de viagem por ser mais prática do que um verdadeiro parque - dobra-se e arruma-se melhor e é um 2 em 1. O pai achava que era asneira, que ela não ia ficar lá, que ia chorar. De facto, os dosi primeiros dias não foram muito evidentes. Choramingava e esticava-se toda para não a conseguirmos sentar. Com paciência lá a fomos habituando, ficando ao lado a brincar ou a reagir ao que ela fazia. Agora já se deixa ficar, rodeada dos seus brinquedos, em especial do tambor musical, que também um brinquedo de encaixar formas, da Chicco, e que ela agora já consegue pôr a tocar sozinha. E ainda bem. É que já não tenho força para a segurar tanto tempo e com aquela energia toda a mais tem de se entreter.

Mamã!

O pai e ama andavam convictos que a primeira palavra da M. iria ser papá, porque é mais fácil para um bebé o som papapapapa do que mamamamama. Por isso, passavam a vida a repetir o som à M. para ver se ela imitava. E imitou. Ficaram ainda mais convencidos. Eu, por meu lado, de vez em quando dizia-lhe mamã, e não o som continuado. Ontem a M. provou que estavam enganados. Quando cheguei a casa, a ama contou-me: "a M. já disse a primeira palavra! Mamã!". É claro, que logo a seguir, liguei para o pai - provoquei até mais não e ele fez-me a vontade: ficou chateado. Perguntei à ama se tinha sido com intenção ou se tinha sido um som saído ao acaso. Ela respondeu-me que não, que tinha dito apenas ma-mã! Já tentei várias vezes fazer com que ela repita, mas ela sorri para mim e fica muda. Oh filha! Deixa-me ouvir!

Vício

Da chucha. Já o tem bem vincado. Não chora por não a ter, mas se a vê, segue-a com o olhar como uma ave de rapina e avança a cabeça de boca aberta como um reflexo de Pavlov. O que vale é que durante a noite, está a começar a corrigir essa necessidade e já não chora tanto. Por ver a sua reacção, a tia S. ontem, começou a provocá-la. Mostrava-lhe a chucha, roçava-a na boca, dava-lhe com ela nas bochechas e chegava a pô-la dentro da boca. Mas nunca lha dava. Era só um cheirinho. A M. seguia a mão feita maluca, abria a boca, fechava-a quando a sentia a entrar, para logo a seguir vê-la a sair. Imaginei que fosse chorar com a frustração e os nervos. Não! Riu-se e achou piadola à brincadeira. Enervada estava eu de ver a chucha a entrar e sair!!!

Lantejoulas cor-de-rosa

Já referi aqui o Baby Blues. Uma das tiras mostra um passeio do pai à rua com a filha. Em cada sítio onde param, comentam que o menino é muito querido, ao que o pai corrige com ar zangado, "Não é um menino, é uma menina". Quando chega a casa, entrega à mulher a filha e a sua última aquisição: um vestido com lantejoulas cor-de-rosa e sem mais comentários diz-lhe "É uma longa história". O B. sofre do mesmo problema. A M. apesar de até ter uma carinha feminina, por vezes engana. O B. afina sempre que a confundem. Já lhe expliquei que às vezes é pura ignorância, para não dizer outra coisa - já me fizeram a pergunta, estando ela de vestido, collants, sapatos e chapéu cor-de-rosa... Mas ele continua a não gostar. Esta semana, ficou com ela de manhã e levou-a ao dentista. Quando cheguei, estava ela de calção castanho com lacinhos cor-de-rosa e um body branco, com florzinhas mínusculas no colarinho. Um mimo! Antes de fazer qualquer comentário, o pai, que a tinha vestido, disse-me "Hoje fui toda gira para o dentista com o meu pai, mãe. Fiz imenso sucesso!". Enquanto eu comentava que era verdade, ouvi um entre-dentes: "E assim, ninguém me confundiu com um rapaz..."

Ciúmes

Já os tem e comigo. O pai não me pode abraçar com mais força, que ela começa logo a fazer que chora, calando-se quando ele me larga. Ele adora provocar e ela afina sempre, por mais que eu me zangue e lhe diga para não o fazer só por pirraça. O que vale é que depois uma festa e um beijinho de cada um de nós a satisfaz.

Chichi até ao cabelo

No mesmo dia, à tarde fui-lhe mudar a fralda. Como agora refila imenso porque não quer ir para o muda-fraldas, entretive-a com a escova, objecto que ela adora roer e que a distrai imenso nestas alturas. Nos entretantos, a madame achou que era giro fazer chichi sem a fralda por baixo. Resultado: ficou encharcada até ao cabelo e acabou por tomar banho antes da hora...

Vida de mãe é dura!

No sábado passado, a M. acordou como de costume por volta das 8h. Levantei-me, dei-lhe de mamar, mudei-lhe a fralda e levei-a para o nosso quarto para acordar o pai. Enquanto fui e vim à cozinha, o pai conseguiu pô-la outra vez com sono. Estavam os dois deitados na nossa cama, ela do meu lado, e ele a fazer-lhe festinhas na cabeça para adormecer outra vez. O objectivo era dormirmos mais um bocado. Pois... O problema foi quando eu tentei deitar-me na cama. O B. correu comigo porque ia acordá-la. "Espera mais um bocado!". Fui para a sala e esperei. Quando achei razoável, voltei. Estavam os dois a dormir a sono solto e não sobrava espaço para mim!!! Zangada, voltei para a sala e acabei por adormecer no sofá, a resmungar como os velhinhos ranzinzas - então eu é que me levanto e faço tudo, e depois o menino é que se aproveita e dorme com a filha no mimo e nem me deixa espaço para dormir mais um pouco com conforto! Quando voltámos a acordar, uma hora e meia depois, refilei de dores de costas por ter dormido no sofá. Resposta? "Não sei porquê. Tinhas a cama do outro quarto"!...

Nananananana!

Já virou outra vez o disco. Agora passa o dia com esta.

Pulguinha

Era a minha alcunha na 4ª classe, posta pela colega de carteira, que se enervava à brava com a dita (daquelas antigas de madeira, com a mesa ainda ligada ao banco), de cada vez que abanava porque eu não parava quieta. O meu pai conta que para beberem a bica, tinha de pedir uma, para a minha mãe beber enquanto ele me segurava, e depois pedia a segunda para ele, depois de trocar com ela, senão aqui a je já estava na rua ou em cima da mesa. Para perceberem, andei de trela. Cor-de-rosa é certo, mas mesmo assim trela. Tudo à conta de um belo dia de véspera de natal, com 2 anos, ter fugido ao meu pai em pleno Chiado e este só me ter conseguido apanhar no Rossio, à beira da estrada, à espera que um adulto me desse a mão para atravessar para o outro lado (vá lá! Era rebelde, mas com cabeça)... A M. parece ir pelo mesmo caminho. Não pára um segundo. Se está na cadeirinha, está a dar às pernas, a pôr o pé para cima, depois o outro, ou a esbracejar com algum boneco. Se está em cima da cama, vira e revira sem parar. Se está ao nosso colo, quer estar de pé, depois sentada, depois de pé, depois de bruços para apanhar qualquer coisa. Ficamos cansados só de a ver! Parece que sai a mim. A ver vamos se o pai também não se lembra da trela daqui a uns anos...

Chucha

Já vai buscar a chucha e leva à boca. Só se engana no sentido. A maioria das vezes põe-na de cabeça para baixo. Mas não se chateia nada. Fica assim até alguém lha virar outra vez...

Turistas chineses

Por vezes o B. pede-me para ir buscá-lo ao metro ao final do dia. Se está muito calor vou de carro, senão dou um passeio a pé com a M. Um dos dias em que fui a pé, o metro por qualquer motivo atrasou um bocado, e por isso, depois da volta pelo jardim, acabei por me sentar no banco em frente à saída do metro à espera. Naquele dia, saiu da estação um casal de chineses, que por qualquer motivo acharam piada à M. e sorriram-lhe. A M. retribuiu com um sorriso simpático. À conta disso, ficaram que tempos a falar chinês com ela, enquanto ela os ia incentivando naquele "charabia". Eu estava a ver quando é que eles sacavam da máquina fotográfica para levar uma recordação (tendo em conta que uma vez vi um grupo deles aos saltos em Belém a tirar fotos ao autocarro da Carris 28 onde eu ia...), mas no final, o homem, a medo e num inglês macarrónico, a dizer adeus, disse-me "she´s very nice... Always smiling!". Pronto... Eu sei, este post foi só para a emissão de um pouco de baba... Mas acho que tenho direito. Afinal, não é todos os dias que a nossa filha se internacionaliza!...

Marionetas

Dizem os livros que devemos estimular através de teatrinhos com os bonecos deles. O seu preferido é o ó-ó da Lola, a vaquinha da Noukies, que serve para adormecer. Quando chora ou, pura e simplesmente, quando estou na brincadeira, pego no boneco e começo a lenga-lenga: "Olá! Eu sou a Lola! A vaquinha cor-de-rosa e castanha de quem tu gostas muito! E tu? Como te chamas?". A M. adora a brincadeira. Começa-se logo a rir e a dar uns guinchinhos baixinho de agrado. Mas... O normal seria ela olhar para a vaca que está a falar com ela. Não!.... A minha filha, olha directamente para mim a rir, dando-me a entender que sabe perfeitamente que sou eu que estou a falar. Se esconder a cara atrás do boneco, ela espreita pelo lado para me ver. Depois, é ela que me provoca para continuar com aquilo. Tenho de fazer a voz da Lola (mais esganiçada) e abanar a dita à sua frente, mas ela quer é ver a minha figurinha!...

Social

Espero que se mantenha. A M. é extremamente social. Mal alguém se mete com ela, sorri com simpatia. Se vai no carrinho a passear, chega a dar gritinhos para chamar a atenção. O pai usa esta capacidade para ir às compras - não há ninguém que lhe resista e depois é só pedir o melhor para a menina (no talho e na peixaria resulta às mil maravilhas!)... Agora quando vê outra criança, fica possuída. Quase que salta do nosso colo, amarinhando com os pés para sair, ri-se imenso, dá gritinhos, e olha intensamente. Infelizmente, por vergonha ou por falta de vontade, até hoje, poucas foram as que retribuiram da mesma forma, por isso, a cena costuma acabar com um olhar meio frustrado, meio curioso do porquê de tal indiferença...

Concertos para bébés - Quinta da Piedade

Muito bom! Como de costume, fomos ao espectáculo mensal da M. Desta vez, enquadrado no Festival de Sintra, decorreu ao ar livre, de manhã, na Quinta da Piedade. Até aqui, a reacção da M. aos concertos era de observação pura. Não dormia, não chorava, não ficava impaciente. Olhava curiosa para tudo até acabar. Aos 7 meses, mudou a atitude. Combinámos e fomos com mais dois amigos de barriga. Um deles ficou ao colo da mãe ao seu lado. A M. fez de tudo para lhe chegar. Abanava-se toda, saltava de pé, segura pelo pai (foi a vez dele de ficar com ela ao colo) e dava guinchinhos de alegria. A mãe, divertida, só lhe dizia, "chamavas-lhe um figo!"... Quanto à música. Desta vez percebemos que adorou. A certa altura, a música parou, e durante aquele breve instante de silêncio, ouviu-se uma gargalhada, que pôs toda a gente a rir - era a M... Foram uns bons momentos, num cenário muito agradável, no meio do verde puro da serra de Sintra, para estar novamente com amigos que já não víamos há uns tempos e que acabaram na Casa do Preto, com queijadas e travesseiros. Para repetir!

Tatatata!

Mudou o registo. Já não é dadada!, mas sim, tatatatata!. O pai e a ama bem tentam o papapapapa, para depois evoluir para papá, mas ela não está para aí virada. É assim mesmo! Mostra-lhes quem manda!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Personagens de BD

Deve ser por eu gostar tanto. Toda a gente a compara a uma. Eu comecei a comparar com o Tintin, por causa daquele tufo de caracóis à frente que mais parece uma crista mal-amanhada. Os mesmos caracóis já deram azo à comparação com o Cebolinha da turma da Mónica por uma colega de trabalho. Já a tia S. acha que fazem lembrar o Krusty, o palhaço dos Simpsons... Agora ainda há mais uma - a Maggie Simpson, personagem que vem à ideia de muitos, por causa do vício da chucha e o som que faz com ela - é tal e qual!!!