Finalmente, vejo novamente luz ao fundo do túnel! A mama direita já está outra vez quase curada, depois de mês e meio em greta... Ela só mamar uma vez por dia fez efeito.
sábado, 5 de julho de 2008
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Não mamou
Ontem à noite, adormeceu às 9h. Achei que ia acordar por volta as 10h como de costume e manter-se acordada até à hora da mamada. Passaram-se as 11h, as 11h30 e a meia-noite. Nem dava sinal. Fui espreitar e dormia tranquilamente. Fiquei sem saber o que fazer. Perguntei ao B. o que ele achava, que me respondeu que também não sabia. Acordar ou não acordar, eis a questão. A dúvida era só uma: será que ia acordar de madrugada por não ter mamado antes de ir para a cama? Depois de lhe cheirar a fralda, olhei para aquela cara adormecida e decidi arriscar. Fui-me deitar. Tive dificuldade em adormecer e ainda me levantei 2 vezes para fazer coisas - fez-me confusão não ter passado por aquele nosso ritual nocturno. Afinal, só acordou à hora do costume - 8h da manhã. Avisei a ama que hoje não deveria fazer grandes sestas (foi uma noite de 12 horas!), coisa que se confirmou à tarde. Só dormiu um bocadinho depois de almoço. Hoje à noite, parece que vai repetir a façanha. Adormeceu logo a seguir ao jantar e ainda não deu sinal de si. Tenho pena - já não consigo brincar tanto com ela e imagino já os dias sem horário de amamentação, a chegar às 6h30 e só ter aquele bocadinho. É que apesar da falta de tempo para actualizar o blog, para tratar de outras coisas ou mesmo de mim, e do cansaço que representa, a brincadeira depois do jantar já tinha o seu lugar no nosso ram-ram diário. A ver vamos, se à conta disso, não se seca a fonte...
Boa noite
A M. destapa-se com uma pintarola a toda a prova. Já aprendi a deixá-la destapada quando a deitamos e só puxar-lhe os lençóis para cima quando está ferrada. Enquanto estou acordada, não me preocupo muito pois está bastante calor. Normalmente, quando me vou deitar, tapo-a, aconchego-a, dou-lhe um beijo, dizendo-lhe sempre o mesmo: "Dorme com os anjos e com a tua avó". Ela dá um suspiro e fica-se até de manhã.
Festas nas costas
Um dia na brincadeira, descobri que a M. adora que lhe massajem as costas. Com dois dedos, percorro cada lado da sua coluna e quando chego à zona lombar encolhe-se toda. Nem se mexe, com a cara enfiada no colchão, de chucha na boca e um semi-sorriso. É algo que a acalma imenso e a adormece facilmente. Toda esta semana foi igual: quando a vou deitar, ela vira-se quase de barriga para o chão, como que a pedir. E eu não resisto. Vou-lhe esfregando as costas suavemente para cima e para baixo até ela adormecer. Depois, venho-me embora, espero uns minutos e peço ao pai para a ir virar porque está com a cabeça quase totalmente virada para baixo. Bem sei que são rituais que se implementam e que depois são difíceis de tirar, mas sabe-nos tão bem!...
Milady
Quero fruta!
A M. não pode ver o prato e muito menos a sopa. Fica maluca. Torna-se impossível segurá-la e começa a chorar no segundo imediatamente a seguir. Temos de a distrair e não cair na asneira de a levar para a cozinha enquanto preparamos a sua refeição. Como a manha da sopa continua, agora que come na cadeirinha, costumamos dar-lhe a sopa com a fruta meia escondida em cima da mesa da sala. Ela descobriu o truque. Nos últimos dois dias recusou a sopa a meio e chegou a choramingar. Primeiro pensámos que fosse a sopa que tivesse algo de errado. Provámos e pareceu-nos boa e parecida com as que já fizemos antes. Cheia não estava porque ainda ia a meio da sopa e está habituada a comer tudo e a fruta por cima. O B. então experimentou dar-lhe a fruta. Começou a devorar. A menina queria era chegar mais depressa à sobremesa. Contrariada lá teve de comer a sopa primeiro. Hoje não chorou, mas passou o tempo a olhar por cima do meu ombro, para ver se via a taça da fruta por perto. Gulosa!
Meloa
Adora. Da última vez, chorou, mas não como de costume quando acabou. Chorou desalmadamente e não era garantidamente fome, pois comeu mais do que a sua conta. Peguei nela e levei-a à janela a ver os carros, técnica que costuma resultar para o choro da gulosa que quer mais, mas que desta vez não surtiu efeito. Tanto chorou, que no final, fez-me recordar aqueles soluços incomodativos que surgem depois de muito pranto e que ainda demoram a passar. Ainda esteve naquilo algum tempo, coitadinha da minha M.
Gatinhou!
Em cima de algo mole, anda de gatas às arrecuas por escorregar com os pés. No dia 28/06, estava em cima do edredão da avó e tanto se torceu e remexeu que acabou por sair deste para o chão. Eu segurei-a por debaixo do peito para não afocinhar e continuei a conversar distraidamente. De repente, apercebi-me. Ela estava de gatas a avançar pela cozinha. A custo, mas avançou meio metro, de sorriso na cara, com os incentivos do tio e da tia S. Para mim, no fim, até parecia que ela tinha ganho a maratona das Olimpíadas... O pai ficou muito aflito por causa dos joelhos vermelhos. Sem comentários... Hoje ainda precisa de ser segura pelo peito, senão aleija-se à séria com a cara no chão duro (tenho mesmo de arranjar o puzzle gigante), mas vê-se e deseja-se para ir para o chão. Só que está pouco tempo nessa posição. Em muito pouco tempo, tenta pôr-se de pé com a nossa ajuda e quer andar (ou fazer que anda). Desconfio que o gatinhar vai ser por pouco tempo.
Boca de peixinho
É o novo som, ou melhor, o novo movimento que faz com a boca. Abre e fecha, pressionando o maxilar inferior no superior, por forma a ficar com o lábio de baixo meio escondido. Aquilo faz uma espécie de vácuo, que provoca o som de um peixe fora de água. O B. nem conseguia imitar ao princípio. Passa horas naquilo.
Parque
Comprámos uma cama de viagem por ser mais prática do que um verdadeiro parque - dobra-se e arruma-se melhor e é um 2 em 1. O pai achava que era asneira, que ela não ia ficar lá, que ia chorar. De facto, os dosi primeiros dias não foram muito evidentes. Choramingava e esticava-se toda para não a conseguirmos sentar. Com paciência lá a fomos habituando, ficando ao lado a brincar ou a reagir ao que ela fazia. Agora já se deixa ficar, rodeada dos seus brinquedos, em especial do tambor musical, que também um brinquedo de encaixar formas, da Chicco, e que ela agora já consegue pôr a tocar sozinha. E ainda bem. É que já não tenho força para a segurar tanto tempo e com aquela energia toda a mais tem de se entreter.
Mamã!
O pai e ama andavam convictos que a primeira palavra da M. iria ser papá, porque é mais fácil para um bebé o som papapapapa do que mamamamama. Por isso, passavam a vida a repetir o som à M. para ver se ela imitava. E imitou. Ficaram ainda mais convencidos. Eu, por meu lado, de vez em quando dizia-lhe mamã, e não o som continuado. Ontem a M. provou que estavam enganados. Quando cheguei a casa, a ama contou-me: "a M. já disse a primeira palavra! Mamã!". É claro, que logo a seguir, liguei para o pai - provoquei até mais não e ele fez-me a vontade: ficou chateado. Perguntei à ama se tinha sido com intenção ou se tinha sido um som saído ao acaso. Ela respondeu-me que não, que tinha dito apenas ma-mã! Já tentei várias vezes fazer com que ela repita, mas ela sorri para mim e fica muda. Oh filha! Deixa-me ouvir!
Vício
Da chucha. Já o tem bem vincado. Não chora por não a ter, mas se a vê, segue-a com o olhar como uma ave de rapina e avança a cabeça de boca aberta como um reflexo de Pavlov. O que vale é que durante a noite, está a começar a corrigir essa necessidade e já não chora tanto. Por ver a sua reacção, a tia S. ontem, começou a provocá-la. Mostrava-lhe a chucha, roçava-a na boca, dava-lhe com ela nas bochechas e chegava a pô-la dentro da boca. Mas nunca lha dava. Era só um cheirinho. A M. seguia a mão feita maluca, abria a boca, fechava-a quando a sentia a entrar, para logo a seguir vê-la a sair. Imaginei que fosse chorar com a frustração e os nervos. Não! Riu-se e achou piadola à brincadeira. Enervada estava eu de ver a chucha a entrar e sair!!!
Lantejoulas cor-de-rosa
Já referi aqui o Baby Blues. Uma das tiras mostra um passeio do pai à rua com a filha. Em cada sítio onde param, comentam que o menino é muito querido, ao que o pai corrige com ar zangado, "Não é um menino, é uma menina". Quando chega a casa, entrega à mulher a filha e a sua última aquisição: um vestido com lantejoulas cor-de-rosa e sem mais comentários diz-lhe "É uma longa história". O B. sofre do mesmo problema. A M. apesar de até ter uma carinha feminina, por vezes engana. O B. afina sempre que a confundem. Já lhe expliquei que às vezes é pura ignorância, para não dizer outra coisa - já me fizeram a pergunta, estando ela de vestido, collants, sapatos e chapéu cor-de-rosa... Mas ele continua a não gostar. Esta semana, ficou com ela de manhã e levou-a ao dentista. Quando cheguei, estava ela de calção castanho com lacinhos cor-de-rosa e um body branco, com florzinhas mínusculas no colarinho. Um mimo! Antes de fazer qualquer comentário, o pai, que a tinha vestido, disse-me "Hoje fui toda gira para o dentista com o meu pai, mãe. Fiz imenso sucesso!". Enquanto eu comentava que era verdade, ouvi um entre-dentes: "E assim, ninguém me confundiu com um rapaz..."
Ciúmes
Já os tem e comigo. O pai não me pode abraçar com mais força, que ela começa logo a fazer que chora, calando-se quando ele me larga. Ele adora provocar e ela afina sempre, por mais que eu me zangue e lhe diga para não o fazer só por pirraça. O que vale é que depois uma festa e um beijinho de cada um de nós a satisfaz.
Chichi até ao cabelo
No mesmo dia, à tarde fui-lhe mudar a fralda. Como agora refila imenso porque não quer ir para o muda-fraldas, entretive-a com a escova, objecto que ela adora roer e que a distrai imenso nestas alturas. Nos entretantos, a madame achou que era giro fazer chichi sem a fralda por baixo. Resultado: ficou encharcada até ao cabelo e acabou por tomar banho antes da hora...
Vida de mãe é dura!
No sábado passado, a M. acordou como de costume por volta das 8h. Levantei-me, dei-lhe de mamar, mudei-lhe a fralda e levei-a para o nosso quarto para acordar o pai. Enquanto fui e vim à cozinha, o pai conseguiu pô-la outra vez com sono. Estavam os dois deitados na nossa cama, ela do meu lado, e ele a fazer-lhe festinhas na cabeça para adormecer outra vez. O objectivo era dormirmos mais um bocado. Pois... O problema foi quando eu tentei deitar-me na cama. O B. correu comigo porque ia acordá-la. "Espera mais um bocado!". Fui para a sala e esperei. Quando achei razoável, voltei. Estavam os dois a dormir a sono solto e não sobrava espaço para mim!!! Zangada, voltei para a sala e acabei por adormecer no sofá, a resmungar como os velhinhos ranzinzas - então eu é que me levanto e faço tudo, e depois o menino é que se aproveita e dorme com a filha no mimo e nem me deixa espaço para dormir mais um pouco com conforto! Quando voltámos a acordar, uma hora e meia depois, refilei de dores de costas por ter dormido no sofá. Resposta? "Não sei porquê. Tinhas a cama do outro quarto"!...
Pulguinha
Era a minha alcunha na 4ª classe, posta pela colega de carteira, que se enervava à brava com a dita (daquelas antigas de madeira, com a mesa ainda ligada ao banco), de cada vez que abanava porque eu não parava quieta. O meu pai conta que para beberem a bica, tinha de pedir uma, para a minha mãe beber enquanto ele me segurava, e depois pedia a segunda para ele, depois de trocar com ela, senão aqui a je já estava na rua ou em cima da mesa. Para perceberem, andei de trela. Cor-de-rosa é certo, mas mesmo assim trela. Tudo à conta de um belo dia de véspera de natal, com 2 anos, ter fugido ao meu pai em pleno Chiado e este só me ter conseguido apanhar no Rossio, à beira da estrada, à espera que um adulto me desse a mão para atravessar para o outro lado (vá lá! Era rebelde, mas com cabeça)... A M. parece ir pelo mesmo caminho. Não pára um segundo. Se está na cadeirinha, está a dar às pernas, a pôr o pé para cima, depois o outro, ou a esbracejar com algum boneco. Se está em cima da cama, vira e revira sem parar. Se está ao nosso colo, quer estar de pé, depois sentada, depois de pé, depois de bruços para apanhar qualquer coisa. Ficamos cansados só de a ver! Parece que sai a mim. A ver vamos se o pai também não se lembra da trela daqui a uns anos...