... o leite congelado. No dia de ir embora de férias. Arrancámos no sábado de manhã, depois de lhe termos dado uma papa com o último saquinho de leite, datado de fins de Maio, que ainda resistia no congelador. Contabilizando, o meu leite para papa durou até ao dia 23/08, tendo a M. 9 meses e meio. Nada mau! Nas férias, a papa já foi feita com água. A M. já conhecia o sabor, visto que nos fins-de-semana fora, não levávamos o leite, por não ser prático, e, para variar, adora. Um fim que nada mais é do que um prenúncio de um outro que se avizinha...
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Cadeirinha para o carro
Mais uma prova em como cresceu mais um bocadinho... Trocámos o ovo pela cadeirinha do grupo 0. A M. já conseguia soltar os braços e virar-se toda para trás, para se meter com o pai que ia a conduzir. Um verdadeiro perigo! Mesmo comigo ao lado, a insisitir em encostá-la, já nada a demovia. Por isso, apesar de a pediatra aconselhar este meio de transporte até o mais tarde possível (estão homologados até aos 13 kg...), tendo a M. quase 9 meses e quase 9 kg (os limites aconselhados pelos fabricantes para se mudar do ovo para a cadeirinha), lá fomos à loja da sra. amiga em Sintra gastar dinheiro. A Proteste fala na Maxi-Cosi e na Römer, marcas que eu já sabia serem as melhores. Para além disso, o sistema com Isofix é o aconselhado. Na loja, foi-nos explicado o como isso é um verdadeiro processo de marketing... A Maxi-Cosi, a Quinny e a Bebé Confort são da mesmíssima empresa, pelo que dão exactamente as mesmas garantias de segurança. Quanto ao Isofix, é apenas aconselhado a quem tem mais do que um carro e passa a vida a mudar a cadeirinha de um para o outro, porque dá a certeza de que fica bem instalada graças ao botão que só fica verde se estiver segura e por ser mais prático. As outras, só de cinto, são tão seguras quanto aquelas, mas é preciso saber instalá-las realmente bem. Achei que o Isofix era dispensável, visto que quem me a iria instalar era o dono da loja e não vou andar a mudar a cadeirinha de carro, mas o pai teimou naquele sistema por sentir mais confiança. Não insisti, achei que não valia a pena. Quanto à marca, ganhei eu. Optei pela da Bebé Confort por ser a única que reclinava tanto, quando o bebé quer dormir, e que se adapta na largura à criança. Ou seja, tem um botão que se roda para abrir mais ou menos os lados, dando mais ou menos espaço a uma criança que vai crescendo até aos seus 18 kg (limite para o grupo 0). Escolhemos vermelha, por causa do tecido (parece ser menos quente), e encomendámos. Chegou na véspera de irmos de férias, pelo que a M. estreou-a no dia de partida. Adorou o facto de ir de frente para a estrada a ver as vistas e demorou a adormecer. De facto, a inclinação é jeitosa, pelo que não vai com a cabeça ao delindão e como ainda é pequenina, ajeitámos a largura ao seu tamanho. Fica bem presa, sem conseguir inventar muito, mas com liberdade de movimentos. A mim, estando eu habituada a vê-la num ovo feito à sua medida, parecia-me que se perdia naquela cadeira grande. Hoje em dia, já me habituei. A outra diferença é que eu já regressei ao meu posto de co-piloto - já não vou atrás, ao seu lado. Não fazem ideia de como isso é uma tortura! Passo a vida virada para trás a apanhar a Lola ou a chucha, atiradas de propósito para o chão... http://www.bebeconfort.com/collection-2008/PT/voiture_iseos_isofix_modulo.htm
De regresso
Infelizmente acabaram-se... Foram umas férias fantásticas, durante as quais vimos crescer a nossa menina a olhos vistos. Um pai amigo perguntava-me há uns dias se não nos tínhamos apercebido muito mais da sua evolução nas férias. É mesmo isso. De facto a percepção de como a sua aprendizagem se vai aperfeiçoando é muito mais refinada. Gozei a família à séria, na praia, com toda a calma do mundo, sem stresses dos horários. Se desse para ir à praia íamos, se não desse, também não fazia mal. É uma das vantagens de estarmos mentalizados de que a praia é só até às 11h e depois das 17h... Não há aquela ideia de que estamos a perder tempo fora dela. A M. fez de tudo nestas férias - praia, piscina do Ruca, campo, serra, dormir na rede, à sombra da palmeira, ao nosso colo, passeios à noite de carrinho, brincar com cães, com a prima, ver gaivotas e até provar gelatina. Cheguei à conclusão de que para serem férias a sério são precisas 3 semanas - a última sabe mesmo, mesmo bem. Deixo nos próximos posts as memórias de 3 semanas memoráveis, que vão com certeza fazer parte do nosso imaginário em anos futuros, quando a nossa filha já for crescida, para recordar com nostalgia e um sorriso no canto do olho.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
É desta!
Amanhã de manhã vamos-nos pôr a andar de férias por 3 semanas! Agora que estão todos a regressar, vamos nós gozar a nossa pipoca 3 semanas inteirinhas, com muita praia, muita sombra debaixo da palmeira e água quentinha do Algarve no final para rematar em beleza. Dia 15 de Setembro, estamos de volta e, com certeza, com muitas histórias para contar!
Até lá!!!
Super-fãs
Ontem, fomos jantar a casa da tia S. e do tio H. A M. fez um sucesso. Os sorrisos, a simpatia e a esperteza dela estavam imparáveis. A S. ficou delirante - filmou, brincou e fartou-se de observar aquele pequenino ser que descobria o mundo da sua casa. No final, à 1h da manhã, estando a M. ainda acordada e bem-disposta, o H. descobriu uma brincadeira nova: bichanar-lhe ao ouvido muito baixinho. Ela adorou. Pedia mais e mais e dava grandes sorrisos de contentamento. Fomos embora, deixando um casal com um sorriso sonhador e de felicidade genuína estampado na cara e a dizer que podíamos seguir que eles ficavam com a encomenda. Para mim, a parte melhor foi ter ouvido o H. a dizer que se ela tiver aquele sorriso quando for crescida estamos tramados e a S. afirmar convictamente que esse mesmo sorriso é da mãe... A M. definitivamente ganhou dois super-fãs. Obrigada, tia S. e tio H.!
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Martinho
Neste preciso momento, o nosso amiguinho vai retirar o stent do rim esquerdo. Como em todas as outras etapas desta sua particularidade, temos a certeza de que vai correr tudo bem e que ainda hoje vai dormir a casa, no meio dos muitos miminhos dos seus pais. Muita força e um grande beijinho da Floquinho!
Pouca meiguice
Entenda-se: a nossa filha é meiguinha, não é é muito dada a isso. Parece que foi buscar essa característica a mim. Se estiver ao nosso colo, não costuma aninhar-se por muito tempo, preferindo antes observar o mundo com atenção do alto do poleiro. Raras são as vezes em que a M. sossega no nosso colo, apenas e tão só com base no argumento do mimo e das festinhas. Prefere recebê-los por entre tropelias e movimentos, com muitos sorrisos de agradecimento pelo meio. Quando chegamos a casa e de manhã ao acordar, costumamos ser prendados com uns miminhos extra - encosta a cabeça ao nosso ombro e deixa-se ficar um bocadinho, mas é sol de pouca dura. Hoje de manhã, como acordou cedo, tentei convencê-la a ficar na nossa cama com o pai - um objectivo de 15-20 minutos, para eu tomar banho antes de lhe dar de mamar. Em vez de aproveitar e aninhar-se, sentou-se, levantou-se, deu às pernas, sempre com a mesma energia do resto do dia, independentemente das horas de madrugada. O B., a certa altura, ainda deitado, abraçou-a juntinho a si e forçou-a a ficar. Surpreendeu-me e deixou. Ali esteve uns minutos, sossegada, no meio daquele peito grande e protector, rodeada por dois braços que subiam e desciam pelas suas costas. Mas não durou muito - o B., com receio que ela se habituasse, pousou-a na cama. Ela, que já estava quase a adormecer, abriu a pestana, pôs-se de gatas e começou a desafiar-me com brincadeira. Acabei por tomar banho depois.
Procura o sim
Hoje de manhã, tentou. Disse-lhe não a uma asneira e ela parou e olhou para a ama. Esta não se descoseu e insistiu no não. Fez isto duas ou três vezes, por vezes no sentido inverso, sendo evidente que se uma de nós dissesse que sim, a asneira seria praticada. Como disse a Lúcia, já tem a escola toda...
Destapada
Não tem remédio... Desde que saiu do berço e passou para a cama de grades, com 6 meses, que não sabe o que é um lençol. Quando a deitamos, está tão transpirada que nem vale a pena tentar. Ao fim de algum tempo, vamos lá tapá-la, ou melhor íamos, porque agora já desistimos de tal proeza. Em minutos, consegue pôr os pés para fora, nem que isso implique ficar toda torta, com a cabeça enfiada nos protectores ou na cabeceira. Já a apanhei por cima dos lençóis direitinhos, como se nunca tivesse sido deitada por debaixo deles... Antes de nos deitarmos, ainda voltamos à carga por causa do fresco da noite, mas não adianta. Invariavelmente, de manhã está destapada. Quero ver no inverno...
Já pede colo
Há já duas semanas que o faz. A imagem que me vai ficar na memória para sempre é aquela bebézona, sentada no chão, de chucha na boca, a olhar para cima com aqueles olhos grandes e pestanudos e aqueles bracinhos rechoncudos esticados para cima. Faz lembrar um cachorrinho fofinho a pedir festinhas.
Por antecipação
Quando a M. fica aborrecida de estar presa, uma das brincadeiras que eu faço é esticar o meu indicador e começar a girá-lo e a abaná-lo, imitando o som de um radar, enquanto o aproximo dela. O som do tut-tut-tut vai acelerando à medida que vai ficando mais perto do ombro, até que o espeto na omoplata para fazer cócegas. As gargalhadas são mais que muitas. Agora, basta eu esticar o dedo e começar a minha ladaínha. A gargalhada fica à porta, já meio engasgada e quase nunca aguenta até o dedo lhe tocar. É de chorar a rir.
Já sabe
Quando a ponho no muda-fraldas e ela não quer, chora. Até aqui nada de novo. Chora, só que a olhar para a porta, à espera do seu salvador. É que por mais do que uma vez, que o B. vem em seu socorro, pegando nela ao colo, para só depois a convencer a mudar a fralda (com a minha ajuda, é claro)... Hoje fez uma mais engraçada. Foi direita às revistas e antes que lhes deitasse a mão eu disse um Não! severo para ela perceber. Ela vai e... olha literalmente para o pai, à espera. Como ele não disse nada, desistiu. Estou tramada!...
Molas
Há duas noites apercebi-me que temos umas molas escondidas no corpo que saiem quando há necessidade. Era 1h30 da manhã, estava em pleno processo de adormecimento, quando ouvi um barulho assustador. A minha mente ainda tentou pensar que poderia ser exagero da minha parte, mas imediatamente a seguir outro som similar saiu do quarto da M. Parecia que lhe estava a faltar o ar. Dei um salto da cama como se tivesse a cauda do Marsupilami e corri para o quarto dela. O B. acordou, não com os sons, mas comigo a saltar e a correr, e sem pensar, saltou atrás de mim. Cheguei ao quarto dela e vi-a a dormir tranquilamente, depois de se ter virado pela enéssima vez. Percebi que os sons tinham sido qualquer engasganço com a chucha que ficou para trás conforme se virou ou algo do género. Com o susto, o B. deitou-se a queixar-se que tinha o coração aos saltos e eu demorei uma hora a adormecer, com o ouvido alerta. Bolas! Assim não vale!
Pasta de zinco
A M. já parece uma enguia no muda-fraldas. Assim que a deitamos, começa a contorcer-se para se virar de barriga para baixo e espreitar para o cesto com as suas coisas. Quer tirar tudo e não tem paciência para esperar enquanto lhe mudamos a fralda. Cada vez mais é um jogo de persuasão que passa por tocar batuque com a caixa das compressas, mostrar-lhe a vaquinha Lola que lá está preparada para a eventualidade, dar-lhe o soro para roer, cantar, dançar, saltar e sei lá mais o quê... No domingo passado, deixei o B. dormir e entretive-a. No acto de mudar a fralda, deixei o boião da pasta de zinco (para pôr numa pequena borbulha do trilhar da fralda que tinha no rabiosque) aberto. No meio dos Não! gorados e das vezes infinitas a virá-la, ela acabou por conseguir ficar de gatas enquanto eu lhe apertava o body. Mas... O boião tinha ficado aberto e a M. sem eu dar conta tinha enfiado a mão toda lá dentro. Era pasta de zinco por todo o lado e dentro da boca. Este creme é excelente, mas tem um grande senão: não sai com água. Eu esqueci-me desse pormenor e segui para a torneira para lhe lavar a mão e a cara. Pior a emenda do que o soneto! A mão dela ficou com pasta ainda mais bem espalhada do que já estava e a minha juntou-se à festa. Agarrei numa toalha e tentei limpar-lhe aquilo tudo. Mas ela não estava pelos ajustes. Pois então aquilo era tão cremoso e agradável ao toque porque raio haveria ela de me deixar tirar aquilo?! Torceu-se, refilou e levou a mão à boca sei lá mais quantas vezes. Estive que tempos a limpar-lhe a língua e o céu da boca com compressas secas, a tentar perceber se ela tinha ingerido muito daquilo por causa das intoxicações. O B. acabou por não dormir com aquela guerra toda, ela ficou com aversão a compressas na boca e ainda hoje sempre que vê o raio do boião começa a logo a tentar alcançá-lo com a mão. E o pior é que já conseguiu mais uma vez, só não chegou foi a tempo de levar a mão à boca - fui mais expedita!...
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Botão do volume avariado
Palra, palra, palra. Sons de variadíssimas formas. Só há uma coisa que não muda: o volume. Chegamos a não nos conseguirmos entender muito bem, nós os adultos cá de casa. Mas quando há silêncio, já estranho...
Ler-lhe livros
Já está mais fácil. Dizem os entendidos que se deve ler aos bebés desde sempre, sendo que a a unanimidade das opiniões defende que partir dos 6 meses permite posteriormente uma maior facilidade em adquirir vocabulário. Como eu adoro ler e o B. também não, ambos fruto da educação que tivemos, e acho a leitura o nosso melhor instrumento para sonhar, imaginar e compreender, enquanto assimilamos todo um conjunto de informação indispensável de alguma forma para o nosso ser, esta é uma das minhas preocupações genuínas - incutir-lhe o prazer pela leitura, abrir-lhe fronteiras para mais tarde ela descobrir sozinha o mundo maravilhoso que é um livro. Dizem também os entendidos que para os recém-nascidos é indiferente o que se lê. É importante sim a torrente de palavras diferentes que eles ouvem e o assimilarem visualmente o acto de ler, por isso, até o jornal ou uma receita de culinária serve. A primeira vez que tentei foi com uma revista da sogra em Quiaios. Tinha a M. 6 meses... Em micro-segundos, a revista ficou desfeita em picadinho e o casamento da herdeira de Cadaval foi para o galheiro... Chegada a casa, tentei com livros próprios - de pano. Os sopapos que deu no livro foram tais que não consegui sequer ver as imagens quanto mais as letras. O livro acabou por voar, tal a violência. Hoje em dia, já se consegue. Comprei uns de pano, outros de plástico e ainda uns de cartão grosso. Comigo o que resulta melhor é o de plástico, da Baby Einstein, com o leãozinho e as coisas que flutuam. Nas primeiras 3 páginas fica sossegada, a última já tem de ser invariavelmente alternada várias vezes com as anteriores. Sei que a ama lhe dê durante o dia a história do Capuchinho Vermelho, especialmente para a acalmar, antes da hora da sesta. Positivo. Nunca lhe dei essa orientação...
Menina dos seus olhos
"Deixa a menina!" e "Minha rica menina!..." são as frases que mais me vêm à ideia quando penso no que sai da boca do B. quando me fala dela...
Unhas
Crescem a uma velocidade parva. Ainda por cima a M. não gosta de as cortar porque isso implica estar sossegada mais do que 2 segundos. Hoje em dia, tem de estar a dormir ou então aproveito de manhã, depois de mamar, porque, por uns breves minutos, ainda está a funcionar a meio gás. Não é fácil e por vezes chego a cortar metade num dia e a outra noutro. Ainda por cima, não as posso cortar à frente do B. Faz-lhe tal impressão que nem as dele consegue cortar - rói quando ninguém o está a ver... Começa logo com o "Pára com isso! Pára com isso!", o "Deixa a menina!" e o "Esssss!" arrepiado de quem está impressionado. Não há pachorra!
Cucu!
Uma das suas brincadeiras preferidas: atiro a Lola para a cara a tapar os olhos e depois de perguntar duas ou três vezes onde está a M. puxo de repente e faço Cucu! Ela farta-se de rir. Agora, quando lhe tapo a cara, seja com o que for, ela deixa ficar, mesmo que ponha mão a segurar. Fica literalmente à espera que eu puxe o boneco para o famigerado Cucu! Quando o boneco cai mal e não tapa bem a cara, vêem-se uns olhinhos brilhantes e sorridentes e uma boca semi-aberta, a rir-se por antecipação do que aí vem...
