domingo, 12 de outubro de 2008

Papá e Titi

Hoje, à hora de almoço, fez finalmente o gostinho ao pai e disse nitidamente papá para ele ouvir. Eu já tinha ouvido no carro há dois dias, mas iamos sozinhas e não consegui que ela repetisse aquela proeza. Deve ter tirado o dia para a fala, pois à tarde, estando cá a tia (que ela aliás recebe com umas boas-vindas muito sorridentes) e ajudando-me a mudar-lhe a fralda pela enéssima vez, foi-lhe repetindo "ti-a". A M. acabou por lhe responder "ti". Como teve sorte, passou à tentativa do "titi". Não é que a piquena o disse?! E repetiu, o que fez com que a tia fosse embora a dizer vezes sem conta "titi, titi", depois de me ter dado o recado que eu tinha de insistir durante a semana para ela não se esquecer. Imagino que esta semana os seus colegas de trabalho não vão ouvir mais nada... :)

Até ao pescoço

A M. acordou esta manhã às 6h00 (é a segunda noite seguida) a chorar. Dei-lhe o biberão de leite com água de arroz, embalei-a e deitei-a outra vez. Adormeceu calmamente e fez mais um sono até às 9h00. Quando voltou a acordar, pedi ao B. para ir, para me compensar o madrugar, ao que ele acedeu prontamente (até porque às 2h00 fui eu que lhe dei o chá...). Cinco minutos depois chamou-me a pedir ajuda: à conta da diarreia, a M. tinha cocó literalmente até ao pescoço... Despi-a e demos-lhe banho. Mal comeu a sopa ao almoço, ao lanche comeu meia papa de arroz (a qual tive de aldrabar com um bocadinho de açucar, senão não ia nada, por não saber a nada - é mesmo horrível...) e o jantar resumiu-se a um boião de fruta, não aceitando mais nada. Felizmente, o suplemento energético que a pediatra sugeriu não é do seu agrado e por isso, temos compensado e hidratado com o muito chá que nos recomendaram nas urgências. Não dormiu nada o dia inteiro até às 18h30. Sempre que estava quase lá, fazia outra descarga, tornando-se necessário mudar-lhe a roupa. Acho que hoje foi o dia que mais banhos tomou. Acabou por adormecer na cadeira de comer, comigo a cantar "O Manel tinha uma bola", derreada de cansaço. Nem uma hora dormiu com mais uma descarga que nos obrigou a mudar a roupa da cama inclusive... Foram sete mudas de roupa hoje, quase tudo o que ela tem, que já teve de ser lavado para recomeçar o ciclo esta noite... O que vale é que continua bem-disposta e a querer brincar, senão acho que o B. morria do coração e eu ficava muito, muito triste...

sábado, 11 de outubro de 2008

Beijos

O B. hoje beijou-me à sua frente, estando ela ao meu colo. A sua reacção foi rir-se e querer dar beijinhos também - distribuiu um a cada um. O B. insistiu em beijar-me. Ela repetiu. O B. também. Ela empurrou com a mão e só me beijou a mim. O B. tirou-a do meu colo para o dele e voltou a fazer o mesmo. Ela voltou a empurrar e quis o meu colo para me dar um beijo a mim. E tungas! 1-0 para a mãe! ;)

Gastrenterite

Hoje de madrugada, a M. acordou agitada. Achámos que era da chucha e demos-lhe o biberão de leite das 8h00 para ver se ela acalmava e dormia mais um bocado. Não mamou tudo e minutos depois, ao colo do pai, vomitou. Mudou-se-lhe a roupa, o B. acalmou-a ao colo e sem qualquer refilanço deitou-a na cama - estava podre... Ele nem teve tempo de se deitar em condições. A M. vomitou outra vez, desta feita, molhando cama e tudo. Toca de levantar, fazer a cama de lavado e mudar-lhe a roupa outra vez. O B. à terceira não caiu e ficou com ela no sofá meia direita ao colo para não vomitar outra vez. Dormiram assim mais 45 minutos até à hora de acordar. Ele deitou-a e arranjámos-nos para sair. Quando a ama chegou, acordou e vomitou outra vez, já quase sem nada no estômago. Demos-lhe chá morno e saímos com uma preocupação em cima dos ombros e de plantão. Ao longo do dia, aos nossos milhentos telefonemas, a ama foi dizendo que estava tudo bem, que tinha comido tudo e que não tinha voltado a vomitar. Afinal, quando cheguei, descobri que esteve chochinha todo o dia, não sendo o furacão M. de todos os dias, apesar de não chorar, nem vomitar (a ama não disse nada para não nos preocupar, estando nós no trabalho). Para além disso, estava a ficar com diarreia (tinha acabado de a fazer quando cheguei). Ao telefone, a sua pediatra mais uma vez desdramatizou e apenas disse para lhe comprar um suplemento de energia na farmácia (temos mesmo de encontrar outra). Levámo-la ao médico das urgências. Este foi um querido e explicou que metade da população pediátrica de Lisboa está com este vírus. Cortar nos verdes, continuar com a alimentação normal, apostando mais no arroz e na banana, assim como a maçã e a pêra cozidas, papa de arroz ou de cenoura com água da fervura de arroz e preparar o leite com menos uma medida de pó para a mesma água de sempre, para os intestinos regularizarem. Não pode comer, nem beber uma hora depois de um episódio de vómito, nem comer nas três horas seguintes, compensando-se com chá preto com açucar às colheres. Ultra-Levur para a diarreia se não passar daqui a três dias e a indicação para estarmos muito atentos aos sintomas de desidratação - olheiras profundas e falta de saliva à volta da boca - que deve ser imediatamente vista por um médico. À noite, não quis comer (marchou uma banana, parte de uma maçã cozida e duas bolachas) e estava muito mais calma, até mesmo mais mimocas. Mesmo assim, bem-disposta e a querer brincar - menos mal. Adormeceu na cama sem choros, depois de muitos miminhos ao meu colo. As melhoras, filha!

Ficou com o avô

A ama teve de faltar pela última vez. Pedi ao meu pai para ficar com ela. Prontificou-se logo e às 8h30 em ponto já cá estava. Teve o cuidado de bater à porta, em vez de tocar a campainha, não fosse a cachopa estar a dormir, e não me deixou acordá-la para lhe mudar a fralda - "cá me desenrasco depois". Deixei as indicações todas da comida, expliquei os lados da fralda e fui-me embora. Foi o dia em que acordou às 10h, com uma fralda cheia de cocó, que o meu pai mudou sem agonias. Disse que só se viu atrapalhado com o fecho da fralda - não via os adesivos de lado... Quando liguei, a M. estava no parque, disse ele "há imenso tempo" e a única coisa que ele fazia eram "motetes" (caretas) de vez em quando. Deu-lhe o almoço, e em vez do boião que eu achei mais fácil de dominar, optou por uma banana. Quando a ama chegou, estavam os dois na sala a brincar, com muita coisa espalhada pelo chão e um rabo e roupa borrados porque a fralda se abriu sem querer. Conta a ama que a M. não quis ir para o seu colo quando chegou, pois só queria o avô. Pudera! Deixou-a fazer tudo o que queria... Quanto ao meu pai, a M. fez a sua alegria naquele dia. À noite, fartou-se de falar ao telefone, a contar divertido a aventura e dizendo que só não a levou à rua a passear porque não sabia onde estava a roupa... :)

Biberão da noite

Há meses que a M. já não precisa de leite à noite. Começou a adormecer a seguir ao jantar, não acordando mais senão de manhã. Como mamava, não havia razão para biberões antes de ir para a cama. Agora que já está a biberão exclusivo, estamos a tentar que ela deixe de acordar tão cedo (acordar às 7h30 ao fim-de-semana não está com nada!), dando-lhe leite à noite. Na primeira manhã a seguir à experiência, acordou às 8h na mesma, mas depois ficou-se a dormir com a ama mais um bocado. Na segunda manhã, acordou à hora do costume e nem sequer dormiu a seguir. À terceira, acordou, mas o pai adormeceu-a logo a seguir e acordou às 10h00! Era bom que ela voltasse aos seus velhos horários de recém-nascida, quando eu não tinha de sair de casa (abençoada licença!) acordando por volta dessa hora. A ver vamos se temos sorte...

E do fado!

No dia seguinte, estava a dar uma reportagem sobre a Amália, e como é óbvio, passaram algumas canções dela. A M. estava na sua cadeira de comer amarrada, mas não foi isso que a impediu de abanar o corpo ao som daquela música tão portuguesa, olhando para nós com ar satisfeito. Que gostos tão díspares, filha!

Ao som dos Sheik

Domingo à noite, televisão ligada na RTP1 com a Catarina Furtado e o seu novo programa "A minha geração", cujo tema eram os anos 60. O B. e eu estávamos a brincar com a M. de costas viradas para a caixinha mágica, enquanto a famosa apresentadora anunciava os próximos convidados - os Sheik, banda de música da época com o Fernando Mendes e o Paulo de Carvalho. De repente, a M. desliga o botão da nossa brincadeira, vira-nos costas, gatinha até à mesinha de apoio, e em pé começa a abanar-se, vidrada na TV. Ficámos os dois pasmos a ver a nossa filha a dançar à grande com aqueles senhores a tocar música dos anos 60. Não é que a miúda gosta daquela música?!

Miminhos à Lola

Quando lhe damos A vaquinha Lola, pega nela, inclina a cabeça e encosta-a à cara em gesto de miminho. Dantes era só quando estava com sono e sentada. Agora, varia o momento, já não sendo preciso o sono para acontecer e chega a deitar-se no chão com a vaca por baixo. A única coisa que se mantém é o objecto do mimo - a sua amiga Lola. Fica tão querida!

Mau Maria!

Tanto dei na cabeça do B. que as crianças ganham a manha da cama dos pais num ápice que ele cumpre à risca: não tenta levá-la para a nossa cama - até porque eu começo logo a dizer que não quando ele entra no nosso quarto, seja qual for a sua intenção. Mas... Já foram duas as noites nestas últimas semanas em que a M. acordou a meio a chorar. O pai vai logo ver o que se passa e acaba por tirá-la da cama para a acalmar. Da primeira vez, cheio de sono, deitou-se no sofá com ela e ali ficaram os dois uma hora e meia a dormir. Já eu estava na cama enervada, à espera de deixar de a ouvir para lhe ir dizer para a deitar, na certeza que o inevitável acontecesse. Acabei por me levantar e acordá-lo para a ir deitar, ficando eles os dois a dormir a sono solto e eu de pestana aberta, irritada por isso ter acontecido. Da segunda vez, como lhe preguei o sermão do sofá, foi para a cama de visitas que ainda está no quarto dela, ali ficando até ela adormecer... Assim, não há quem aguente!!!

Sólidos

Cada vez mais nos manda comer a nós a sopa e quer passar ao segundo prato. Então desde que provou peru com massinhas e abóbora, não quer outra coisa!

Escorregar para trás

Desde que descobriu tal efeito no ginásio onde experimentou o ioga para bebés, que de vez em quando a vemos esticada no chão, de barriga para baixo, a empurrar com as mãos para escorregar para trás. O pior é que ainda não percebeu que no tapete o efeito de deslizar não é o mesmo e por isso, de vez em quando, empanca no respectivo, ficando a olhar para trás com um ar de quem não consegue perceber onde está o gato...

Que vergonha!

Estávamos na Zara a ver roupa para ela e o B. decidiu começar a dançar ao som da música à sua frente. Esta teve a reacção de pôr as mãos em cima da cabeça e puxar o couro cabeludo para baixo. O pai, na brincadeira, imitou-a dizendo "ai, que vergonha!". É que parecia mesmo! Dava mesmo o ar de uma filha encavacada pela figura do seu cota em público! Ora, o gesto de imitação do B. teve por consequência a M. ter descoberto o seu novo truque. Agora, se lhe perguntarmos pela vergonha, ela automaticamente leva as mãos à cabeça e faz um ar comprometido. É de chorar a rir!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Pic-pic

No domingo passado, organizámos um piquenique nos Francisquinhos, com as amigas de barriga da turma C e a enfermeira XXL. Depois de alguma dificuldade em conseguir arranjar um dia que agradasse à maioria, lá se marcou para as 12h30. A tia enfermeira não achou muita piada à hora e refilou comigo no próprio dia, as amigas chegaram todas ainda mais atrasadas do que eu (avisei que ia chegar depois e apareci uma hora mais tarde) e duas baldaram-se sem me avisar. Eram 14h30 e parecia que ia ser um fiasco. Fiquei triste por ver que a energia daquelas mulheres juntas pelo mesmo motivo estivesse a acabar. Felizmente, que quem foi estava realmente presente e divertiu-se à grande com os bebés que viu crescer nas barrigas de outras. Os seis bebés presentes estavam super-divertidos e a enfermeira também - ao ponto de se deitar no chão para brincar com eles. Quanto à M., descobriu que os meninos são bons para dar beijinhos e perseguiu um até o pôr a chorar. A mãe dizia-lhe para ele dar um à nossa e, perante a hesitação do petiz, ela não foi de modas e atirou-se para a frente de boca aberta, pespegando-lhe um bem molhado de baba na bochecha. Se continua assim atiradiça, vai pôr o pai com muitos cabelos brancos bem cedo... Depois, apesar do almoço avantajado, viu comer sopa e quis (antes da hora de voltar a ter fome), viu comer iogurte e quis, viu comer um boião de fruta e quis. Enfim, gatinhava velozmente para a mesa e pedia comia como se estivesse a passar fome. A enfermeira ainda lhe deu uma banana à dentada (descobriu que ela é gasganeira e por isso perigosa por enfiar bocados enormes de cada vez na boca) e ainda lhe deu a provar da casca da mesma (oh, enfermeira!!!). Os pais divertiram-se a enfiar os meninos dentro de baldes amarelos e verdes para tirar fotos à Anna Geddes e num descapotável com a música a tocar para fazer um filme muito must. Enfim, poucos, mas bons. Um obrigada a quem foi.

Bolas de sabão

Mais uma vez, graças à Dodot, percebi que bolas de sabão eram muito apreciadas pelos bebés e que tinham a sua função pedagógica. Por isso, há cerca de três meses, rapinei um frasquinho daquelas à sogra, que o tinha comprado em Quiaios para as outras netas mais crescidas e lá o esqueceu e comecei a brincar com a M. Começou por ficar sentada com um ar muito sério a olhar para aquelas coisas estranhas que pairavam à sua frente. Ao fim de uns dias, começou a rir-se e a apontar para elas. Agora, passa o tempo de braço levantado, gatinhando de um lado para o outro, a tentar apanhá-las e fazendo muitas exclamações pelo meio. E confirma-se a sua utilidade, pois no The Little Gym, a aula acaba sempre com imensas bolas de sabão e a M. alinha com os outros bebés na brincadeira de as apanhar com a nossa ajuda. Quanto a mim, ignoro o facto de estar a molhar e eventualmente manchar o tapete da sala, e regresso aos meus tempos de menina, quando adorava tirar as tampas das canetas para fazer bolas de sabão e divirto-me à grande!

Desmame - tentativa n.º 3

Fui ao alergologista, à consulta pré-vacinas. Depois de algumas perguntas, chegou à conclusão de que para além de alergia ao pólen das gramíneas, tenho rinite vascular, sendo necessário fazer um teste respiratório de hidrogéneo, o que para tal, terei de tomar antibiótico duas semanas antes. Ora, isso é incompatível com a amamentação... O médico percebeu o dilema e no final da consulta e de muitas explicações, resolveu a coisa de forma simples: escreveu num papel tudo aquilo que eu tinha de fazer por ordem cronológica - o antibiótico, a análise ao sangue, o teste respiratório e a medicação a tomar. No topo da lista, estava: deixar de amamentar. Entregou-me o papel e avisou-me que a vacina tinha de ser encomendada em Outubro, pelo que tinha de fazer aquilo tudo em breve. O resto era comigo. Ao chegar a casa, o B. avisou-me: eu tinha prometido que era naquele fim-de-semana que parava e agora é que tinha mesmo de ser. Assim, na sexta-feira passada, de manhã, fiz muitas festinhas na cabeça da minha filha enquanto lhe dava de mamar pela última vez. Combinei com o B. que no dia seguinte era ele que se levantava e lhe dava o biberão, enquanto eu ficava na cama. E assim foi. Escuso de dizer que não dormi nada depois que ela acordou, e ia ouvindo o pai a levantá-la, aquecer a água, dar-lhe o biberão e mudar-lhe a fralda. A certa altura, ao ouvir-me no quarto, apareceu-me lá e eu, pensando que se queria lá deitar com ela, dei-lhe uma corrida em pêlo. Ainda me correram duas lágrimas, ao brincar com ela depois, mas a presença da filha não me permitiu mais exteriorizações. Passei o resto do dia insuportável, com uma neura de todo o tamanho e zangada com o meu marido. No domingo, o dia correu melhor, pois tivemos piquenique nos Francisquinhos e estivemos com amigos de barriga. Segunda-feira, tentámos entrar numa nova rotina, com um biberão para dar. Mas eu sabia que tinha de ser, que ela já não precisava mais de mim nesse sentido e que tenho de começar a pensar em mim. No dia 3 de Outubro, com quase 11 meses, foi mais uma etapa que passou, só que custa...

Como estamos a adormecer

Depois daquele problema todo para adormecer, faço aqui o balanço do agora. Regularizou - o normal era ir para cama ao meu colo, eu acalmá-la um pouco e ela rapidamente pedir para ir para a sua cama para dormir. Depois, era só eu ficar ao lado da cama, com a cabeça ao nível do colchão, para não haver tentações de se levantar, até ela adormecer. A partir de certa altura, bastava eu sair do quarto sem que ela desse conta e ficava-se sozinha, sem mais confusão. No entanto, houve um dia que o pai tentou deitá-la - convém estarmos os dois treinados de igual modo. Esqueceu-se da parte de a acalmar primeiro ao colo e ela já ia sobre-excitada por nos termos distraído com a hora. Correu mal. Chorou desalmadamente, quis sair da cama e só eu é que consegui acalmá-la ao colo. Demorei uma eternidade para conseguir que ela se calasse, outra para a conseguir deitar e ainda outra até ela adormecer. Foi outro ponto de viragem. Desde esse dia que já não é tão fácil deitá-la. Já chora outra vez, ao colo também, a apontar para a porta, como que a dizer que quer sair do quarto. E agora é muito mais difícil de conseguir sair do quarto: controla-me imenso - até com o pé. O meu pai, quando soube, só comentou: "Ohoho! Estás tramada! Isso é do pior!". É que quando eu era pequenina, era o meu pai que tinha a exclusividade de me deitar (a minha mãe só reivindicou esse título anos mais tarde com a obrigatoriedade do beijinho de boa noite na cama). Diz ele que eu demorava imenso tempo a adormecer, precisamente porque o controlava também. Ele não podia sair de ao pé de mim, chegando eu ao cúmulo de espetar a mão e o pé por fora das grades só para o sentir. E se não desse com ele, estava o caldo entornado! Ele conta que chegou a sair do quarto de gatas para eu não dar pelas sombras em movimento, havendo até algumas vezes que já à porta do quarto, ouvia um "papá? Estás aí?" baixinho. E tocava de voltar atrás enquanto confirmava resignado a sua presença. Pois... A parte de sair de gatas já acontece. Vamos ver se não evoluimos para uma cena igualzinha à da mãe, está bem, filha?

Acordar

Tem um excelente acordar. Costuma estar na posição de rabo empinado e se não está põe-se a jeito assim para se levantar. Sempre bem-disposta, raramente chora e senta-se na cama a palrar sozinha, sem grandes alaridos. Depois quando vamos buscá-la, seja quem for, oferece-nos logo um sorriso rasgado de felicidade por nos ver. Assim vale a pena acordar, filha!

Monossílabos

No entanto, já nos apercebemos de algumas tentativas monossilábicas, graças ao nosso esforço repetitivo. Quando lhe lavo as mãos, repito vezes sem conta "a mão!". Da última vez, sairam várias vezes "a mâ!" com um ar de quem está a perceber tudo. Faz o mesmo com o não: chega ao objecto proibido, olha para mim, espera pelo meu "não, não!" e antes de mexer diz "nâ!" com ar entendido. Estou feita!

É quase isso!

A M. só diz mamã. É uma palavra que serve para mim e para o pai, que coitado, não acha muita graça à brincadeira. No outro dia, sentada ao meu colo a palrar, viu o pai passar, aponta e diz "pei! pei! ptttttte!". Está quase, quase!...