quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Sesta de quatro horas

Na terça, depois de uma manhã quase sem comer, dormiu quatro horas seguidinhas, como já não fazia desde bebezinha. Fechei os estores até cima e encostei a porta e foi esse o resultado. Estava tão sossegada que me fez lá ir vê-la mais do que uma vez para ver se estava tudo bem, como no princípio... Assim, só almoçou às 4h da tarde e já conseguiu tolerar um pouco mais de creme de cenoura e 2/3 de uma banana. Às 18h, dei-lhe um iogurte que ela comeu com vontade. Fiquei a achar que já estava melhor. Afinal, o jantar saiu todo outra vez...

Enganou-se...

Na aula de ginástica, a M. já se sente completamente à vontade. Pedi ao B. para tentar ir ele sempre que puder porque eu não tenho tanta força e a minha tendinite não me permite muitas aventuras. Ele foi à da semana passada e portaram-se os dois lindamente. No final da aula, a M. andava a gatinhar ao sabor do vento, acompanhada pelo sua amiga Pocahontas, quando sentiu necessidade de retornar à sua base de segurança - o colo do pai. Assim, lá foi ela, no seu gatinhar a olhar para o chão em direcção às pernas masculinas de sua eleição. Apoiou-se, levantou-se e... era o pai, mas não o dela! A cara foi de "Upppsss! Já me enganei", mas diz a F. que não se desmontou. Com um ar meio desconfiado, de quem diz "não era bem isto que eu queria, mas está bem...", mas de quem não dá o braço a torcer, deixou-se ficar - até porque o pai estava mesmo ao lado...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Mas será que nunca mais acaba?!!!

Parei de amamentar há 1 semana e meia. Porque me estava a fazer mal, sobretudo a nível imunitário e hormonal. No dia 4 de Setembro, comecei a ter hemorragias, que presumi ser o período e só pararam quando parei de amamentar e de tomar a pílula da amamentação, ou seja mais de um mês depois (faz-me lembrar os meus tempos de adolescência em que, por não ter mãe que me levasse ao ginecologista, tinha períodos de três em três meses e que duravam três a quatro semanas sem exagero com hemorragias brutais, que me faziam passar vergonha...). De acordo com o meu médico, os meus ovários já estavam a trabalhar à parva, a 200 à hora... Pois... Parou na semana a seguir, mas agora estou com uma coisa manhosa, castanha e que não se parece com nada... Acho que é desta que o Benfica veio para chatear, mas não há meio de sair dos balneários!!! Ainda por cima, o leite ainda não secou! A fonte continua! Chiça penico, que estou farta! É ou não desperdício?!

Minha ou tua?

Quando falo com o B. a propósito da M. costumo referir-me à "tua filha", hábito que adquiri há já muito. Contrariamente, só ontem, me apercebi de que o B. quando me pergunta por ela, diz a "minha filha". Ou seja, ao que parece, eu não sou tida nem achada na parte da posse, mas por ambos!... O que vale é que é só da boca para fora, pois no resto, ela é a Nossa filha...

Ama doente

As suspeitas de ontem confirmaram-se. Foi-se embora agoniada, com cólicas, depois de 6 idas à casa-de-banho (desgraçada tinha uma viagem de uma hora pela frente até casa...). Hoje faltou. Desconfio que o vírus a apanhou mais a ela do que a mim, pelo que parece-me que a falta vai-se manter amanhã... Cá em casa, só se safou o pai B. (por enquanto!...). Bem que disse a tia enfermeira que tem famílias inteiras doentes - até os avós que foram visitar os meninos foram apanhados... Cuidem-se, eles andam aí!!!

Creme de cenoura

Ontem tentei um creme com uma batata, duas cenouras e uma cebola quase inteira, esmagado com água de arroz e rigorosamente mais nada. Até agora, foi a única sopa que comeu... Já fiz mais para hoje...

Até aos pés...

Depois do vómito da manhã, passou o dia muito bem, apenas com o senão da falta de apetite. Não houve um cocó o dia inteirinho, de tal forma que achei que a diarreia estava a passar e que se calhar até já estava a ficar presa dos intestinos com tanta água de arroz, maçã cozida, papa de arroz, creme de cenoura, eu sei lá... Decidi parar com a água de arroz, mas... Ontem à noite não foi até ao pescoço, mas sim até à outra extremidade do seu pequenino corpo - os pés. Tinha acabado de tomar banho, vestida de lavado e acabadinha de petiscar qualquer coisa parecido com um jantar, quando vimos uma mancha descomunal pela perna do babygrow abaixo. Foi outra vez para dentro da banheira e logo a seguir a estar novamente vestida, voltou a borrar-se toda. Desisti e fui ao Colombo às 22h00 comprar mais babygrows para desenrascar, assim como o HN25 da Milupa para diarreias agudas e Nestum de arroz por sugestão da amiga enfermeira.

Virou mais famosa ainda!!!

Aqui fica a prova de que a nossa amiga enfermeira XXL é tudo aquilo que eu digo dela e muito mais. Neste pequeno excerto do que é a sua vida diária, parece-me apenas que sabe a pouco e que falta muito mais por dizer. Este seu papel de apoio a mães adolescentes representa uma ínfima parcela do seu trabalho diário, que se reparte entre o centro de saúde com adolescentes e grávidas, as idas às escolas secundárias, os Francisquinhos e os seus bebés por nascer e os muitos amiguinhos já nascidos que passam a vida a telefonar para fazer perguntas (eu incluo-me nestes últimos). A ela, um muito e muito obrigada e já agora, temos muito orgulho em si!!!

http://www.barrigasxxl.blogspot.com/

http://ww1.rtp.pt/multimedia/?tvprog=23840&idpod=17983

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Livros

Desde que me lembro que sou uma apaixonada por livros. São um mundo por descobrir, com aventuras e estórias que preenchem o nosso imaginário. Em pequenina, gostava ao ponto de o meu pai me perguntar se não me esquecia do livro antes de sair de casa em vez de se queria ir à casa-de-banho. É que enquanto tivesse livro para ler, ficava num canto esquecida, sem aborrecer ninguém. Assim, que acabava de o ler (devorava-os), começava a puxar pela manga e a perguntar quando é que íamos embora... Mais tarde, o meu pai comprava-me uma BD do tio Patinhas e eu vinha a ler pelo caminho, enquanto ele me punha a mão no ombro para não ir de encontro a nada. É uma paixão que nem o curso de direito me tirou (apesar do prognóstico de uma professora de filosofia...). Hoje em dia, já não tenho assim tanto tempo, mas continuo a gostar de ler um bom livro. O B. é o oposto. Não tem paciência para começar e acabar um livro, mesmo tendo vontade de o fazer. Ambos somos reflexos da educação que tivemos: enquanto que os meus pais fomentavam à brava a leitura e levavam-me todos os anos à feira do livro para eu escolher uns quantos livros (como boa sagitariana que sou, durante uns anos eram sempre sobre animais...), os pais do B., por falta de noção e de tempo, nunca o fizeram. Para mim, a leitura é fundamental para todos, mas sobretudo para as crianças. Para além de treinar a língua portuguesa, para que esta não se transforme num caldeirão de experiências mal-sucedidas, também desenvolve a imaginação, a criatividade e oferece um mundo sem fim de cultura, não importa qual o livro (ainda me lembro que aprendi o que era um remoinho de água e Veneza com um tio Patinhas...). Assim, e como de pequenino se torce o pepino, já ando de volta da M. com este meu projecto - é assim que vejo esta minha intenção. Tem alguns de cartão, outros de pano e ainda de plástico, mas os seus preferidos são os da colecção "Dicionário por imagens dos bebés". São de facto giros. Com aminha ajuda, ela folheia-os às mil maravilhas e aponta para algumas das imagens que lhe chamam mais a atenção. Já está familiarizada com eles ao ponto de ir buscá-los onde estão guardados e trazer-mos contente para os ver ao meu colo. A tia também já participa nesta minha epopeia, comprando alguns. Veremos quais os frutos que daqui retirará daqui a uns anos...

Decoração - candeeiro

O candeeiro era para ser da mesma senhora. Aliás, o que eu escolhi originalmente era mesmo dela. Mas nas minhas pesquisas na net, descobri um site com coisas giras de decoração e outras interessantes por serem didácticas, criado por um pai que se preocupava em arranjar coisas com interesse para os filhos e que à conta disso, acabou por criar um negócio (www.pititi.com). No meio das coisas que eles têm, tinham um candeeiro engraçado por um quarto do preço. Nada que se compare, mas mesmo assim engraçado. É uma lanterna de papel branco com a Princesse Marguerite, uma colecção muito mimosa para meninas. Um dia mais tarde, compro à senhora do quadro o que vi e namorei a condizer com este. Seja como for, não é para me gabar, mas com paciência, está a ficar um verdadeiro quarto de princesa...

Decoração - quadro

Depois, fomos à feira de artesanato do Estoril ter com uma senhora que faz umas coisas lindas para crianças, sobretudo se meninas, que conhecemos por acaso no Odivelas Shopping (monta lá o stand uma vez por mês) no ano passado e cujo contacto guardei para com ela decorar o quarto da minha futura filha na altura. Ela faz coisas a partir da madeira extremamente coloridas e com muito bom gosto - desde quadros, molduras, caixas para guardar segredos, candeeiros, espelhos, eu sei lá... É tudo pintado à mão e cola uns bonecos muito mimosos como adereços (para as raparigas tem meninas e fadinhas, para os rapazes, meninos e piratas). Ainda personaliza com o nome se quisermos, com letras soltas e também elas coloridas. Para além disso, ainda aceita encomendas com aquilo que nós quisermos, desde que dentro do que ela faz. Só tem um problema: exagera nos preços, mas como diz o meu pai, ele educou-me com muito bom gosto: só gosto do que é caro, e normalmente do mais caro... Comprámos um quadro fabuloso cor-de-rosa e verde, com duas fadas rechonchudas, uma azul e outra cor-de-rosa (acreditam que o B. implicou com a azul?!), uns coelhinhos, um sol e borboletas, e que traz muita cor a uma parede. Está por pendurar, mas o B. prometeu que do fim-de-semana não passa...semana não passa...

Decoração - cortinado

Está ficar giro o seu quarto. Apesar de o B. andar fustrado por não ter o quarto da sua menina já prontinho, aos bocadinhos, estamos a fazer um bom trabalho. Já tinha escolhido o varão há séculos no Gato Preto. Cor-de-rosa com umas princesas nas pontas, esteve à espera da nossa difícil escolha do cortinado. Ambos não amantes de cortinados com bonecada, fosse ela qual fosse, demorámos uma eternidade para encontrar o tecido certo. Corremos tudo, desde hipermercados com aqueles já feitos, às lojas de tecido de Campo d'Ourique. Encontrámos uma loja de decoração que tinha uma rede para berço linda de morrer - um tecido tipo voile, branco, com umas flores abstractas bordadas em espiral multicolor, num dégradé muito bonito. Perguntei e a senhora respondeu-me que o tecido era do famoso Vidal. Fui lá, mas com a sorte que temos estava esgotado. Deram-me a referência e esperei. Ao fim de uns meses, confirmaram-me que o fabricante... já não fabricava mais... A tarefa tornou-se mais complicada - é que agora tinhamos uma ideia pré-defenida e por isso nada nos agradava. Um dia, no mesmo Vidal, o B. desencantou um branco com flores em relevo lindo no meio daquilo tudo. Com a ajuda de uma vendedora simpática, completámos com um rosa forte. Pedimos à avó do nosso afilhado o obséquio de fazer o cortinado e esperámos. Tanto a a senhora como a nossa comadre acharam o tecido bonito, mas inapropriado para o quarto de um bebé. Fiquei apreensiva. É que a comadre não gostar é normal, pois temos o gosto oposto, agora a avó não gostar... O B. manteve-se confiante. Afinal, ficou fantástico e até elas torceram a orelha e admitiram que ficava bem. Para rematar, comprámos uns ímans para fazer o efeito do pendurado sem furos na parede. O B. (sim, ele mesmo) deu-lhe o toque final, porque para variar, eu "não percebo nada disto", mesmo que tenha feito algo muito parecido antes...

Carrossel

A tia fez questão de lhe oferecer um. Esta fixação deve-se a um que eu já tive e que comprei na feira de artesanato da FIL quando andava na faculdade. Era azul, em madeira, muito mimoso e que tocava uma música de embalar muito bonita. Como a antiga mulher-a-dias do meu pai o espatifou (literalmente), o meu pai engenhocas não o conseguiu arranjar e ela o adorava, encasquetou que a M. haveria de ter um parecido. Lá desencantou um, numa ourivesaria e pagou uma pequena fortuna por uma coisa similar, mas em cor-de-rosa, em honra do pai que não admite azul para a sua princesa. O meu parecia mais genuíno, mais original e de acordo com os que se faziam antigamente. Este é mais industrial e os bonecos, em vez de cavalos multi-colores são ursinhos prateados. Para além disso, a música tem tudo a ver com quem o ofereceu - é de embalar, sim senhora, mas muito acelerada. Quase parece um disco de 33 a 45 rotações, lembram-se? A M. gostou, mas não lhe liga nenhuma. Por coincidência, no verão, uma afilhada do meu avô comprou na loja de artesanato de Penedono um carrossel para a M. De linhas modernas, azul, amarelo, vermelho e verde, tem uns porquinhos e toca uma música muito suave. Tem ainda umas bolas de várias cores que andam em redor do carrossel, ao longo de uns ferros que o contornam no sentido descendente. Não é que a M. o adora?! Não quer outra coisa. Se formos ao quarto dela com ela ao colo, aponta logo para a estante onde ele está a pedi-lo. E dá jeito para lhe mudarmos a fralda, pois enquanto está entretida com o dito, não se contorce tipo serpente.

Justiça equitativa

A M. tem uma noção de justiça quase perfeita. Agora, quando dá beijinhos a um de nós, tem de dar sempre a seguir ao outro. Distribui sempre de igual forma a mesma coisa. De tal maneira, que o pai já se faz ao beijinho sem sinais de que ele aí vem... E só se deu mal uma vez!

Contágio

É mesmo viral, e é mesmo de se ficar em casa... Depois do almoço, a ama já se queixou e já foi quatro vezes à casa-de-banho. Já lhe dei UL 250 e os mesmos conselhos que me deram a mim. Palpita-me que vou ficar em casa o resto da semana...

Vómitos

Hoje de manhã, a M. recusou o leite, mal o provando. Não lhe conseguimos dar sumo, soro, água, nada. Desisti e deixei-a a brincar no chão comigo. Meia-hora depois percebi o porquê. Vomitou tudo - foram três esguichos que incluiram o jantar de ontem. Até fez impressão. Mais uma vez, não chorou e ficou muito séria a olhar para mim sem perceber o que se estava a passar. Por isso, enquanto eu era atendida pelo nosso médico, o B. levou-a às urgências do Hospital. A pediatra confirmou que era normal e que devíamos continuar com o bom trabalho. Muita água, chá preto diluído com açucar ou os sumos de maçã ou pêra que estávamos a fazer e não insistir com a comida. A regra agora é: ignorar as regras. Não há horários, nem medidas, nem tipos de comida obrigatórios. Come quando quiser, o que gostar e até querer, sem forçar. Para não nos preocuparmos com o apetite, que passando a doença ele regressa. Com um prognóstico de pelo menos mais três dias assim, descansou-nos - não há qualquer sinal de desidratação da nossa pipoca e só lá voltar se vomitar e depois de passado o tempo necessário, voltar a vomitar sem segurar os líquidos que lhe dermos entretanto. Nunca mais é sábado!!!

Fim-de-semana doente

Desmarcámos os encontros sociais e passámos o fim-de-semana de volta da filha sem fome e da roupa borrada. Por dia, foram à vontade 6 ou 7 mudas de roupa - não há fralda que segure tamanhas diarreias. Descobri que a melhor forma de tirar nódoas destas é pôr logo, logo água a ferver para tirar o borrão e depois esfregar com Fairy. Sai tudo limpinho, depois é só lavar com o detergente dela para evitar alergias desnecessárias - bem basta!!! Não teve febre nenhuma e ontem à tarde, tivemos a última demonstração de pintura à pistola, até ver. No entanto, a falta de apetite é mais que muita e continua. Felizmente, a boa-disposição mantém-se - continuou a brincar e a rir-se das nossas palhaçadas e sobretudo sem choros. Aqui a mãe, como não podia deixar de ser, teve de compartilhar a dor com a filha - como doença viral que é, passou para mim... O domingo foi passado entre a casa-de-banho e o sofá e à noite não fui capaz de dar assistência ao B. - foi ele que tratou da filha até se deitar. Já percebo a sua falta de apetite: a fome até chega a apertar, mas assim que se começa a comer, a agonia começa a subir, a subir... E não se consegue comer mais nada por muitas horas a seguir... Até beber custa... O meu almoço e jantar foram canja de galinha - que de acordo com o nosso querido médico é de facto curativa pois tem propriedades imunitárias - e mais nada. Fui ao médico hoje que me receitou Omeprazol para o estômago, UL 250 para a diarreia e sobretudo muito descanso. Fico em casa até amanhã. Avisou que a doença passa por via oral ou fecal, por isso, a ver vamos se o pai também não adere à permanência forçada em casa...

Pai mágico

Tem sido uma guerra convencê-la a comer. Sopa nem vê-la, papa de arroz só com açucar e mesmo assim quase nada, fruta cozida também é difícil. A única coisa que marcha mais ou menos bem são os boiões de fruta. Fica a olhar para nós com um ar muito sério e uns olhos quase divertidos e fecha a boca sem qualquer possibilidade de recurso. O B. desfaz-se na cozinha para a sua princesa - coze arroz de propósito para fazer água de arroz para o leite e a papa, que guarda em caixas, prepara chá com açucar para ela beber e inventou uma sobremesa de maçã e pêra cozidas com bolacha Maria que foi bastante do seu agrado. Mesmo assim, tem sido complicado e o mais importante tem de ser salvaguardado - a desidratação... Foi então que o B. se lembrou: a máquina das sopas da M. coze tudo a vapor, ficando a água no fundo do recipiente separada dos alimentos. Ora se se cozer maçãs ou pêras, o sumo que fica é perfeitamente bebível. Experimentámos. Resultou! O soro comprado na farmácia não quer, mas o suminho de pêra, e especialmente de maçã vão com uma grande pintarola! O que não vale ter um pai mágico, M.!...

domingo, 12 de outubro de 2008

Surpresa

O B. ainda consegue. Ontem, por causa do stress de ter a filha doente, de manhã refilou imenso comigo, descarregando em mim a energia negativa... Fui-me embora mesmo zangada. À hora de almoço, no trabalho, chamam-me à entrada para eu receber uma coisa: uma cesta enorme de flores bem-cheirosas, com um cartão a dizer 11. Foi a forma que ele arranjou de me dar os parabéns pelos 11 meses da filha e, pois está claro, de pedir desculpa. Consequência: as minhas colegas pensaram que eu estava grávida (no ano passado fez-mo o mesmo com um obrigado pela filha que aí vinha), a sua colega telefonou ao marido a dizer que nem nos anos tem direito a flores entregues no trabalho e eu fiquei com a certeza de que as qualidades continuam a compensar os defeitos.

Papá e Titi

Hoje, à hora de almoço, fez finalmente o gostinho ao pai e disse nitidamente papá para ele ouvir. Eu já tinha ouvido no carro há dois dias, mas iamos sozinhas e não consegui que ela repetisse aquela proeza. Deve ter tirado o dia para a fala, pois à tarde, estando cá a tia (que ela aliás recebe com umas boas-vindas muito sorridentes) e ajudando-me a mudar-lhe a fralda pela enéssima vez, foi-lhe repetindo "ti-a". A M. acabou por lhe responder "ti". Como teve sorte, passou à tentativa do "titi". Não é que a piquena o disse?! E repetiu, o que fez com que a tia fosse embora a dizer vezes sem conta "titi, titi", depois de me ter dado o recado que eu tinha de insistir durante a semana para ela não se esquecer. Imagino que esta semana os seus colegas de trabalho não vão ouvir mais nada... :)