Descobriu-o no outro dia. Tinha-o apanhado em rabo de cavalo, mas havia umas pontas caídas que penderam sobre a sua cara quando lhe dei um beijinho. Agarrou na madeixa e com muito jeitinho (para meu espanto) tentou perceber o que era. Estava fascinada. Como estava a gostar, comecei a fazer-lhe cócegas nas bochecha com a dita. Desmanchou-se a rir à gargalhada, o que teve por consequência a brincadeira ter-se prolongado até ficarmos ambas cansadas. Agora, quando me apanha a jeito, tenta agarrar, mas a meiguice é que parece ter-se ficado por ali - é cada puxão se não tenho cuidado!...
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Está crescida, a minha menina!
Hoje de manhã, o B. deu-lhe o biberão de leite do pequeno-almoço. Ou melhor, deu-lhe colo... A M. tirou-lhe o biberão das mãos, segurou-o e foi conversando com ele enquanto mamava. Até à última gota!
10h00
Domingo, segunda e terça - três dias a acordar a esta fantástica hora! Ao acordar, parece que exclamou sempre pai e mãe, à nossa procura. Esperancei-me que fosse para se manter. Mas não. Hoje as 7h40 do costume voltaram... Pelo menos já percebi onde está o truque: não tem a ver com comer, mas sim com o número de horas que dorme. Mesmo sem o biberão da meia-noite (que a pediatra proibiu...), se adormecer perto das 23h estica-se até à nossa hora desejada. Como ontem adormeceu às 8h30, as suas onze horas de sono de beleza estavam mais do que completas de madrugada. São de facto verdadeiros relógios!
Tentativas monosilábicas
Já vai falando. Ou melhor, tenta! "Nã" é não, "Cãinnn" é cão (ou zebra, o que me faz acreditar que qualquer animal preenche o requisito), "Pãinn" é pão (eu estava a fazer torradas e ela gemia aos meus pés a pedir, ao que me fiz de desentendida e fui perguntando o que queria, se era pão - tantas vezes tentou que exasperou e saiu-se com esta, que agora repete quando quer comer...), uma "Cuca" (expressão da Beira que se usa em vez do conhecido Cucu! que a minha tia ensinou), "Papéiii" é papinha (com direitos de autor da ama).
Sair do banho
É um drama... Tem de se deixar a princesa reinar uns minutos largos na água, ficando com os dedos dos pés meios encarquilhados para depois se conseguir tirá-la de dentro da banheira. O normal é esticar-se tipo enguia escorregadia - temos de fazer um esforço enorme para não a deixar cair - seguindo-se a técnica do dar às pernas freneticamente no ar, até que não obtendo sucesso, passa ao choro e ao não permitir a toalha. O pai faz-lhe umas graçolas em frente ao espelho, ela levanta o capucho da toalha para espreitar, ri-se e acaba por esquecer a água.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Um dia hei-de...
...saltar e correr pelas ruas a pisar folhas secas, ao som do seu quebrar, com a minha filha.
Tia
Concertos para bebés
Desta vez, o instrumento convidado era a flauta. Com músicas ao tom do Kusturica, fomos assistindo ao espectáculo pacificamente. Sempre achei que a M. iria disparar palco afora assim que soubesse gatinhar, mas afinal enganei-me. Fica o tempo todo em pé, encostada a nós, neste caso o pai, e assiste a tudo com um ar muito atento. Neste concerto, teve a sorte de ficar ao pé de uma das cantoras, que se foi metendo com ela o tempo todo, proporcionando-lhe um espectáculo mais inter-activo. Até a levou a ver de perto a flauta e mais uma vez se provou que não é nada anti-social: foi sem refilar e nem questionou o facto de ir num colo desconhecido. A flauta a tocar à sua frente teve por consequência um ar muito sério e que nos diverte bastante - faz-me lembrar um boxer com as bochechas realçadas e o lábio inferior a fazer um ligeiro beicinho. O momento esteticamente mais bonito - a bailarina a dançar em pontas com umas bolas luminosas nas mãos - é aquele em que ela mais se fixa. Fica de boca aberta e quase que parece que nem pestaneja... Mais um sucesso, mais uma experiência.
Então e o despertador?
Este domingo era o Concerto para bebés deste mês e nós, como de costume, tínhamos bilhetes para ir ao espectáculo das 10h00. Como a M. acorda todos os dias entre as 7h30 e as 8h00, independentemente da hora de deitar ou do biberão da meia-noite, nem me preocupei em pôr despertador - ela desempenha bem esse papel... No dia anterior, fim-de-semana, acordei às 7h40... Fui-me deitar descansada e ferrei a dormir. Acordei com os seus "dadás" baixinhos e bem-dispostos que vinham do seu quarto. Levantei calmamente a cabeça para espreitar as horas e... 9h58!!! Saltei da cama, fiz o B. saltar da cama e depressa concluímos que àquele concerto já não iriamos. O que nos valeu foi eu trabalhar lá e por isso assistimos ao das 11h30... É mesmo do contra!
domingo, 19 de outubro de 2008
Cebola
Este fim-de-semana, viu cebola descascada em cima da banca da cozinha e começou com a técnica costumeira de pedir para comer. Tentei demovê-la distraindo-a, mas não tive sucesso. Como insistia, decidi fazer o contrário - dar a provar para perceber que não presta... Hum-hum... Encostei-a à boca a medo, para não haver uma reacção exagerada. Lambeu os lábios e apontou outra vez. Voltei a molhar só os lábios. Voltou a pedir. Então, tirei um bocadinho com a unha e pu-lo na boca. Depois de saborear - era tão pequeno que não deu para mais - pediu mais. Optei por lhe dar a cebola para a boca. Deu uma trinca ainda simpática. Franzi o sobrolho impressionada, à espera de algo mau. Nope... Gostou e quis mais! Não é que agora a miúda não pode ver cebola que pede logo?!
Nova pediatra
Não satisfeitos com a que tínhamos, por falta de disponibilidade (consultas com Multicare só às 2ªs e 5ªs) e alguma falta de sensibilidade para pais de primeira água também (aos telefonemas, raros por não gostarmos de aborrecer por dá cá aquela palha, e por isso só feitos em circunstâncias em que a preocupação aumentava, tal como a sua primeira febre de 39,5º, respondia sempre que não nos preocupássemos e esperar mais um tempo, sem mais), procurámos outro profissional que nos desse a sensação de um maior apoio. Afinal, como disse a amiga F., é alguém com quem teremos de contar até aos 18 anos... Por indicação de uma colega do B., marcámos consulta para a Dra. Margarida Lobo Antunes, médica que dá consultas todos os dias, excepto às 4ªs (dia em que está de banco de urgência, por isso vai dar ao mesmo), no Hospital dos Lusíadas. Fui só eu com a M. no final da crise de gastrenterite. Após uma consulta de quase uma hora, descobri uma médica com imenso profissionalismo, muita atenção aos pormenores e muito directa, sem grandes mimalhices. Questionou-me sobre bastantes coisas, examinou a fundo a M. e pareceu-me mais sensível a questões parvas de pais inexperientes. No final, deu-me um recado para o B.: para pôr óculos quando olhasse para a filha, pois ela de magra não tem nada (depois da gastrenterite, dizia tristemente que ela tinha perdido a sua barriguinha de bebé...). Está boa e recomenda-se, ficando o conselho de um maior cuidado nas quantidades de comida, por exageradas. Depois disso, falei com a amiga enfermeira, um excelente barómetro para estas coisas, que me deu excelentes referências da médica, definindo-ma tal e qual como eu a tinha achado. Acho que desta acertámos...
Já está boa
No sábado já não havia redutos da doença - o apetite voltou em força e regressámos à velha história do já chega. A nossa preocupação terminou e agora é vê-la comer com gosto outra vez...
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Pontinha, pontinha!
A aula de ioga já produz efeitos. Em casa, vou repetindo os exercícios que ainda me lembro, sendo um deles este: deitada ou sentada no nosso colo, pegamos nos pés dela e cantando, acompanhamos com os pés "Pontinha, pontinha! Calcanharito! Sola com sola! E abriu!". Farta-se de rir, especialmente na parte de esfregar as solas uma na outra. Aproveitei para o fazer no muda-fraldas para a conseguir manter sossegada uns minutos. E resulta! Agora é ela que segura nos pés e bate um no outro, sorrindo para mim, à espera que eu cante e faça os pormenores. Bem qua a professora de ioga nos tinha avisado que eles fixavam este a mudar a fralda.
Ontem
A diarreia já se despediu e os vómitos também. Almoçou sopa e maçã cozida, lanchou papa e jantou outra vez sopa e pêra à dentada. Apesar de não comer nas quantidades desejadas está no bom caminho. Mesmo assim, percebe-se que continua mal-disposta, pois certas coisas ainda a agoniam, recusando-as, para além do que demora o dobro do tempo a comer, distraindo-se, fechando a boca ou querendo o livro ou a colher. Foi para a cama cansadíssima da noite anterior, que não recuperou durante o dia e à meia-noite o pai deu-lhe um biberão de leite, com um reforço de duas colheres de papa que foi todo.
Conversa
Já tenta repetir alguns dos sons que ouve sairem da nossa boca. Assim, até agora já se aventurou no mamã (que chama a tudo o que quer - não importa se sou eu, o pai, a ama, a bolacha ou o biberão...), no papá (bem menos fácil de sair), no já 'tá, na papa, no pato, nas botas e na titi. Isto para não falar no xarabiá que se ouve o dia inteiro e que já tem algum significado para ela (para nós é chinês...). É divertido vê-la nestas experiências de língua e sobretudo ficamos doidos quando ela consegue dizer o que nós já estamos a repetir há horas...
Meu rico pai!
O B. está com problemas de costas, ao ponto de lhe darem guinadas por dá cá aquela palha. Ontem, isso aconteceu. De repente, torceu-se com dores, sentou-se no chão quase sem conseguir respirar e sem conseguir mexer o braço direito. Eu pousei a M. no chão e pondo-lhe as costas direitas com os joelhos, puxei o braço para cima. Não sei se foi o gesto, se a cara de dor do pai, se tudo junto, só sei que de repente a M. desatou a chorar. Um choro de assustada que foi difícil de parar, mesmo com muitos miminhos. O pai até se esqueceu da dor para pegar nela ao colo, tal era a sua aflição. Quando finalmente acalmou, com umas graçolas que lhe fizemos, ainda esteve um bocado a confirmar que estava tudo bem - o B. no chão do nosso quarto e ela a tentar espreitar para o checkar. Não sei se, não fosse o banho nos entretantos, ela não voltaria ao mesmo...
Televisão
A única que tem autorização para ver é a Baby Tv, muito com o intuito de a acalmar. Dos inúmeros programas que aquele canal passa, há uns que ela adora - Pitch&Potch. Quando toca a música deles, olha para nós de sorriso na cara, abana-se para a frente e para trás e abana a cabeça, rindo-se imenso. Fazem as suas delícias. Para além disso, todos aqueles que mostram animais têm uma consequência imediata: aponta e chama a nossa atenção, como que a perguntar como se chamam. Continuamos a verificar a sua adoração por bichos de toda a espécie, o que para mim é muito bom sinal. http://www.babytvchannel.com/view_program.aspx?l=4&i=7&si=7&p=33
O sono fugiu
À noite, a M. adormeceu às 21h30, como é normal, sem grande coisa no estômago. Aquilo que lhe demos ao jantar saiu inteirinho pela boca para dentro do bolso do seu babete - pareceu um tiro certeiro... O B. adormeceu cansado no sofá e eu aguentei-me acordada à espera da meia-noite para lhe dar um biberão, para lhe confortar a barriguinha até de manhã. Mudei-lhe a fralda, tirei-a da cama e tentei dar-lhe o leite. Recusou peremptoriamente. Como já estava desperta, tentei dar-lhe o resto do chá que ela tinha bebido antes de dormir. Ao fim de um bocado, lá a consegui convencer que era de noite e adormeceu outra vez. Deitei-me e estive a ouvi-la durante cerca de meia-hora na cama para trás e para a frente. Quando eu já estava quase a passar para a terra de Orfeu, a M. começa a chorar. O B. levantou-se e tirou-a da cama, avisando-o eu de que não queria leite e que a fralda já estava mudada. Instantes depois, ouvi-a no chão a gatinhar e o pai a perguntar-lhe para onde tinha ido o sono, ao que ela contente respondia com muitos "dadás!"... Acabei por passar pelas brasas, mas sempre com um ouvido cá e outro lá. Duas horas depois, estava o B. desesperado a tentar adormecê-la. Pô-la na cama e tentou, em plena escuridão (esquecendo-se que assim ela não o via) a técnica do agora vamos ver quem se cansa primeiro. Ela entrou em pânico e desatou num berreiro atroz. Até fazia impressão... Soluçava sem parar, até que não aguentei mais e fui lá. Tirei-a da cama, e estive uma série de tempo com ela ao colo a acalmá-la. Respirei fundo, inspirando e expirando, falei-lhe baixinho ao ouvido, até que já só se ouvia um soluço muito de vez em quando. Acabou por me pedir cama, como de costume, e eu deitei-a. Ficou-se de rabo para o ar, enquanto eu ficava ao lado da cama. De repente, apercebeu-se de toda a técnica para a adormecer, sentou-se na cama e chorou! Voltei a tirá-la para recomeçar tudo de novo, mas o B. chegou com um biberão de chá e conseguiu o feito de pôr a nossa filha a dormir às 4h00 da manhã. Às 6h30, acordou outra vez a chorar. Desta feita, tentei novamente o leite, que agora marchou, com o estômago a rosnar enquanto aquele caía - estava vazio... Deitei-a na cama, deitei-me na cama ao lado e a agitação era tal que só conseguiu adormecer com a minha mão dentro da cama a tocar-lhe... Fiquei ali até ouvir o nosso despertador às 7h15, levantei-me e tapei-a, achando que ia esticar até meio da manhã. Afinal, às 8h15 estava acordada outra vez... Só de manhã é que fiz clique... O chá que estava no biberão que eu lhe dei à 1h00 era chá preto, remédio receitado para os vómitos... A miúda bebeu um excelente estimulante que a pôs a gatinhar toda feliz corredor afora, noite dentro. E por causa do chá preto, passámos nós uma noite quase em branco...
Já escolhe
Para sobremesa não sabia o que lhe dar, por isso optei por lhe dar liberdade de escolha a ver se tinha resposta. Mostrei-lhe o iogurte e uma banana, cada um em sua mão. Ela mostrou boa cara aos dois, olhou para um, olhou para outro e apontou para a banana enquanto fazia estalinhos com a boca, o seu som característico para comer. Assim, torna-se mais fácil!