quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Indo eu, indo eu...

... a caminho de Viseu! Já aqui contei como a M. gosta de dançar ao nosso colo, dando a mão para um bailarico ou valsa improvisados. Nas férias, descobri que esta canção em particular surte bastante efeito. Nem de propósito!... De cada vez que começamos a cantarolar a dita, ela começa a abanar-se toda, fazendo sobretudo as delícias do avô materno. É incrível, mas o meu pai até tentou a gracinha com ela. Fui dar com ele, sentado (pois, está claro, para passar mais despercebido!...), com a M. em posição de dança (ele, que era arrastado pela minha mãe aos domingos, às escondidas no quarto da minha avó, para aprender que não tem 4, mas sim 3 pés esquerdos...), a cantar a música (imagine-se!...) e a abanar o tronco, como que a tentar apanhar o ritmo da coisa. E a neta responde, o que ainda dá mais graça à cena!...

Nei! Nei! Nei!

É assim que ela resmunga agora, quando está zangada ou impaciente.

Bailarina ou dançarina?

A M. descobriu a dança há pouco tempo - abana o corpo para a frente e para trás, dá às pernas, encolhendo-as com ritmo, e justifica plenamente a expressão de "abanar o capacete", parecendo que diz que não violentamente com a cabeça. Para a convencermos a entrar para o carro, sem grande luta, pomos a tocar os CD's de música infantil que arranjei e lá se senta ela na cadeirinha sem grandes refilices, a dar às pernas e sorrindo com ar entendido para nós. É de chorar a rir vê-la presa na cadeirinha, quase sem se mexer, com os ombros a subir e a descer, a cabeça a abanar e as pernas a dar a dar. Ora, o tio Pipe toca guitarra, ou melhor, arranha umas coisas. Um dia à noite, experimentou tocar-lhe uns acordes. Não é que a miúda adorou?! Abanou-se toda, deu à cabeça e já participava à sua maneira com sons divertidos. No dia seguinte, para mostrar a gracinha aos avós, que entretanto tinham chegado, o tio decidiu tocar uma espécie de rocalhada, com "Ié! Ié! Iés!"de rock&roll à mistura. Adorou! Mais ainda do que no dia anterior. Desde então, não pode ouvir uma melodia - começa logo a "dançar" sem parar, sempre com um ar de quem sabe lindamente o que está a fazer. Sairá a mim, bailarina até aos 27 (desajeitada, é certo), ou ao pai, dançarino nato, que deixa as senhoras encantadas com o seu tango?

Uca! Uca! Uca! Uuuuuuuuuuu!

Passou uns dias com o tio 'Pipe. Resumem-se a uma palavra: coboiada. Ela é dançar, ela é saltar no ar, ela é voar, ela é rir à gargalhada. A brincadeira preferida é ser agarrada por detrás, ficando sentada na sua mão, enquanto ele anda a trote e grita "Uca! Uca! Uca! Uuuuuuu!". Ela ri-se imenso, abana a cabeça e o corpo e dá às pernas. Como diz o pai, gosta de andar de rabo abanado. Quando pára o comboio, começa a saltar e a desafiá-lo por mais. O tio acaba sempre com os bofes de fora, com dores nos braços, por causa daqueles 9 kg para cima e para baixo. À conta da brincadeira, ficou a fã n.º 1 deste tio babado, que se péla por uma das suas gargalhadas - quando o vê, estica logo o pescoço na sua direcção e começa-se a rir, como que a chamá-lo para ao pé de si. A continuar assim, temos uma amizade duradoura pela frente...

Férias na casa de praia dos avós paternos. A única praia que a M. conhecia ainda, com um mar revolto e pouco convidativo a banhos, de frio que é, mas com uma extensão de areia fabulosa, frequentada por algumas famílias carregadas de vários guarda-sóis e pára-ventos, que muito juntinhos, para proteger do vento, constituem ilhéus de gente por entre espaços vazios de confusão. Uma casa grande, tão grande que dá para andar a passear o carrinho lá dentro até adormecer, com um jardim de relva e flores, decorado com uma manta enorme que a avó arranjou, à sombra de duas palmeiras e uma rede de pano brasileira que oferecemos à avó quando ela comprou a casa. Muitos miminhos, muitas brincadeiras, muito poucas birras e alguns truques aprendidos...

Prima

Depois de um sábado em Coimbra para visitar a tia do B. que teve um AVC (a vida é por vezes mesmo muito injusta...), começámos por ir a Penedono para visitar quem não pode ir ter connosco - a bisavó da M. e a avózinha Z., de 98 anos, ama do B. em pequenino. A prima M., de 2 anos, passa a vida a perguntar pela M. à avó e à mãe. Associa-a à cama de grades que a avó tem no nosso quarto e à praia, por ser normalmente aí que nos encontramos em família. Tem uma loucura por ela desde que nasceu. Ao princípio, fazia-me muita confusão, porque a M. ainda nem se sentava, já a prima andava de roda dela feita louca para lhe fazer festinhas e dar beijinhos. Convenhamos que uma criança de ano e meio não tem muita noção do que faz, muito menos num bebé de um mês ou dois. Depois, independentemente da ranhoca a sair do nariz por causa das contipações, lá vinha ela para ao pé "da bebé". Agora, que até já sabe o seu nome e a M. já gatinha e se defende um bocadinho mais, já não me complica tanto com o sistema. Quando a prima nos viu chegar, foi a histeria total, mas desta vez, de parte a parte. A nossa M. também já a reconhece e fez-lhe uma festa digna da perdição que a prima tem por ela. Brincaram juntas naquela noite no chão da cozinha em casa da avó, que estava radiante por ter as suas três netas juntas a encher a casa (a B. de 7 anos também lá estava). A sua melhor cena foi a certa altura, as duas primas no chão, ao lado uma da outra, a gatinhar a par e passo com uma alegria que só vista. Pareciam mesmo dois gatinhos a correrem ao lado um do outro!

Acabou-se...

... o leite congelado. No dia de ir embora de férias. Arrancámos no sábado de manhã, depois de lhe termos dado uma papa com o último saquinho de leite, datado de fins de Maio, que ainda resistia no congelador. Contabilizando, o meu leite para papa durou até ao dia 23/08, tendo a M. 9 meses e meio. Nada mau! Nas férias, a papa já foi feita com água. A M. já conhecia o sabor, visto que nos fins-de-semana fora, não levávamos o leite, por não ser prático, e, para variar, adora. Um fim que nada mais é do que um prenúncio de um outro que se avizinha...

Cadeirinha para o carro

Mais uma prova em como cresceu mais um bocadinho... Trocámos o ovo pela cadeirinha do grupo 0. A M. já conseguia soltar os braços e virar-se toda para trás, para se meter com o pai que ia a conduzir. Um verdadeiro perigo! Mesmo comigo ao lado, a insisitir em encostá-la, já nada a demovia. Por isso, apesar de a pediatra aconselhar este meio de transporte até o mais tarde possível (estão homologados até aos 13 kg...), tendo a M. quase 9 meses e quase 9 kg (os limites aconselhados pelos fabricantes para se mudar do ovo para a cadeirinha), lá fomos à loja da sra. amiga em Sintra gastar dinheiro. A Proteste fala na Maxi-Cosi e na Römer, marcas que eu já sabia serem as melhores. Para além disso, o sistema com Isofix é o aconselhado. Na loja, foi-nos explicado o como isso é um verdadeiro processo de marketing... A Maxi-Cosi, a Quinny e a Bebé Confort são da mesmíssima empresa, pelo que dão exactamente as mesmas garantias de segurança. Quanto ao Isofix, é apenas aconselhado a quem tem mais do que um carro e passa a vida a mudar a cadeirinha de um para o outro, porque dá a certeza de que fica bem instalada graças ao botão que só fica verde se estiver segura e por ser mais prático. As outras, só de cinto, são tão seguras quanto aquelas, mas é preciso saber instalá-las realmente bem. Achei que o Isofix era dispensável, visto que quem me a iria instalar era o dono da loja e não vou andar a mudar a cadeirinha de carro, mas o pai teimou naquele sistema por sentir mais confiança. Não insisti, achei que não valia a pena. Quanto à marca, ganhei eu. Optei pela da Bebé Confort por ser a única que reclinava tanto, quando o bebé quer dormir, e que se adapta na largura à criança. Ou seja, tem um botão que se roda para abrir mais ou menos os lados, dando mais ou menos espaço a uma criança que vai crescendo até aos seus 18 kg (limite para o grupo 0). Escolhemos vermelha, por causa do tecido (parece ser menos quente), e encomendámos. Chegou na véspera de irmos de férias, pelo que a M. estreou-a no dia de partida. Adorou o facto de ir de frente para a estrada a ver as vistas e demorou a adormecer. De facto, a inclinação é jeitosa, pelo que não vai com a cabeça ao delindão e como ainda é pequenina, ajeitámos a largura ao seu tamanho. Fica bem presa, sem conseguir inventar muito, mas com liberdade de movimentos. A mim, estando eu habituada a vê-la num ovo feito à sua medida, parecia-me que se perdia naquela cadeira grande. Hoje em dia, já me habituei. A outra diferença é que eu já regressei ao meu posto de co-piloto - já não vou atrás, ao seu lado. Não fazem ideia de como isso é uma tortura! Passo a vida virada para trás a apanhar a Lola ou a chucha, atiradas de propósito para o chão... http://www.bebeconfort.com/collection-2008/PT/voiture_iseos_isofix_modulo.htm

De regresso

Infelizmente acabaram-se... Foram umas férias fantásticas, durante as quais vimos crescer a nossa menina a olhos vistos. Um pai amigo perguntava-me há uns dias se não nos tínhamos apercebido muito mais da sua evolução nas férias. É mesmo isso. De facto a percepção de como a sua aprendizagem se vai aperfeiçoando é muito mais refinada. Gozei a família à séria, na praia, com toda a calma do mundo, sem stresses dos horários. Se desse para ir à praia íamos, se não desse, também não fazia mal. É uma das vantagens de estarmos mentalizados de que a praia é só até às 11h e depois das 17h... Não há aquela ideia de que estamos a perder tempo fora dela. A M. fez de tudo nestas férias - praia, piscina do Ruca, campo, serra, dormir na rede, à sombra da palmeira, ao nosso colo, passeios à noite de carrinho, brincar com cães, com a prima, ver gaivotas e até provar gelatina. Cheguei à conclusão de que para serem férias a sério são precisas 3 semanas - a última sabe mesmo, mesmo bem. Deixo nos próximos posts as memórias de 3 semanas memoráveis, que vão com certeza fazer parte do nosso imaginário em anos futuros, quando a nossa filha já for crescida, para recordar com nostalgia e um sorriso no canto do olho.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

É desta!

Amanhã de manhã vamos-nos pôr a andar de férias por 3 semanas! Agora que estão todos a regressar, vamos nós gozar a nossa pipoca 3 semanas inteirinhas, com muita praia, muita sombra debaixo da palmeira e água quentinha do Algarve no final para rematar em beleza. Dia 15 de Setembro, estamos de volta e, com certeza, com muitas histórias para contar!

Até lá!!!

Super-fãs

Ontem, fomos jantar a casa da tia S. e do tio H. A M. fez um sucesso. Os sorrisos, a simpatia e a esperteza dela estavam imparáveis. A S. ficou delirante - filmou, brincou e fartou-se de observar aquele pequenino ser que descobria o mundo da sua casa. No final, à 1h da manhã, estando a M. ainda acordada e bem-disposta, o H. descobriu uma brincadeira nova: bichanar-lhe ao ouvido muito baixinho. Ela adorou. Pedia mais e mais e dava grandes sorrisos de contentamento. Fomos embora, deixando um casal com um sorriso sonhador e de felicidade genuína estampado na cara e a dizer que podíamos seguir que eles ficavam com a encomenda. Para mim, a parte melhor foi ter ouvido o H. a dizer que se ela tiver aquele sorriso quando for crescida estamos tramados e a S. afirmar convictamente que esse mesmo sorriso é da mãe... A M. definitivamente ganhou dois super-fãs. Obrigada, tia S. e tio H.!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Martinho

Neste preciso momento, o nosso amiguinho vai retirar o stent do rim esquerdo. Como em todas as outras etapas desta sua particularidade, temos a certeza de que vai correr tudo bem e que ainda hoje vai dormir a casa, no meio dos muitos miminhos dos seus pais. Muita força e um grande beijinho da Floquinho!

Pouca meiguice

Entenda-se: a nossa filha é meiguinha, não é é muito dada a isso. Parece que foi buscar essa característica a mim. Se estiver ao nosso colo, não costuma aninhar-se por muito tempo, preferindo antes observar o mundo com atenção do alto do poleiro. Raras são as vezes em que a M. sossega no nosso colo, apenas e tão só com base no argumento do mimo e das festinhas. Prefere recebê-los por entre tropelias e movimentos, com muitos sorrisos de agradecimento pelo meio. Quando chegamos a casa e de manhã ao acordar, costumamos ser prendados com uns miminhos extra - encosta a cabeça ao nosso ombro e deixa-se ficar um bocadinho, mas é sol de pouca dura. Hoje de manhã, como acordou cedo, tentei convencê-la a ficar na nossa cama com o pai - um objectivo de 15-20 minutos, para eu tomar banho antes de lhe dar de mamar. Em vez de aproveitar e aninhar-se, sentou-se, levantou-se, deu às pernas, sempre com a mesma energia do resto do dia, independentemente das horas de madrugada. O B., a certa altura, ainda deitado, abraçou-a juntinho a si e forçou-a a ficar. Surpreendeu-me e deixou. Ali esteve uns minutos, sossegada, no meio daquele peito grande e protector, rodeada por dois braços que subiam e desciam pelas suas costas. Mas não durou muito - o B., com receio que ela se habituasse, pousou-a na cama. Ela, que já estava quase a adormecer, abriu a pestana, pôs-se de gatas e começou a desafiar-me com brincadeira. Acabei por tomar banho depois.

Procura o sim

Hoje de manhã, tentou. Disse-lhe não a uma asneira e ela parou e olhou para a ama. Esta não se descoseu e insistiu no não. Fez isto duas ou três vezes, por vezes no sentido inverso, sendo evidente que se uma de nós dissesse que sim, a asneira seria praticada. Como disse a Lúcia, já tem a escola toda...

Destapada

Não tem remédio... Desde que saiu do berço e passou para a cama de grades, com 6 meses, que não sabe o que é um lençol. Quando a deitamos, está tão transpirada que nem vale a pena tentar. Ao fim de algum tempo, vamos lá tapá-la, ou melhor íamos, porque agora já desistimos de tal proeza. Em minutos, consegue pôr os pés para fora, nem que isso implique ficar toda torta, com a cabeça enfiada nos protectores ou na cabeceira. Já a apanhei por cima dos lençóis direitinhos, como se nunca tivesse sido deitada por debaixo deles... Antes de nos deitarmos, ainda voltamos à carga por causa do fresco da noite, mas não adianta. Invariavelmente, de manhã está destapada. Quero ver no inverno...

Língua

Descobriu-a ontem. Agora passa o dia com a língua de fora, a molhar o labo inferior até ficar babadíssima. Se abanasse a cabeça violentamente fazia lembrar um Boxer...

Já pede colo

Há já duas semanas que o faz. A imagem que me vai ficar na memória para sempre é aquela bebézona, sentada no chão, de chucha na boca, a olhar para cima com aqueles olhos grandes e pestanudos e aqueles bracinhos rechoncudos esticados para cima. Faz lembrar um cachorrinho fofinho a pedir festinhas.

Por antecipação

Quando a M. fica aborrecida de estar presa, uma das brincadeiras que eu faço é esticar o meu indicador e começar a girá-lo e a abaná-lo, imitando o som de um radar, enquanto o aproximo dela. O som do tut-tut-tut vai acelerando à medida que vai ficando mais perto do ombro, até que o espeto na omoplata para fazer cócegas. As gargalhadas são mais que muitas. Agora, basta eu esticar o dedo e começar a minha ladaínha. A gargalhada fica à porta, já meio engasgada e quase nunca aguenta até o dedo lhe tocar. É de chorar a rir.

Já sabe

Quando a ponho no muda-fraldas e ela não quer, chora. Até aqui nada de novo. Chora, só que a olhar para a porta, à espera do seu salvador. É que por mais do que uma vez, que o B. vem em seu socorro, pegando nela ao colo, para só depois a convencer a mudar a fralda (com a minha ajuda, é claro)... Hoje fez uma mais engraçada. Foi direita às revistas e antes que lhes deitasse a mão eu disse um Não! severo para ela perceber. Ela vai e... olha literalmente para o pai, à espera. Como ele não disse nada, desistiu. Estou tramada!...

Molas

Há duas noites apercebi-me que temos umas molas escondidas no corpo que saiem quando há necessidade. Era 1h30 da manhã, estava em pleno processo de adormecimento, quando ouvi um barulho assustador. A minha mente ainda tentou pensar que poderia ser exagero da minha parte, mas imediatamente a seguir outro som similar saiu do quarto da M. Parecia que lhe estava a faltar o ar. Dei um salto da cama como se tivesse a cauda do Marsupilami e corri para o quarto dela. O B. acordou, não com os sons, mas comigo a saltar e a correr, e sem pensar, saltou atrás de mim. Cheguei ao quarto dela e vi-a a dormir tranquilamente, depois de se ter virado pela enéssima vez. Percebi que os sons tinham sido qualquer engasganço com a chucha que ficou para trás conforme se virou ou algo do género. Com o susto, o B. deitou-se a queixar-se que tinha o coração aos saltos e eu demorei uma hora a adormecer, com o ouvido alerta. Bolas! Assim não vale!