quarta-feira, 9 de abril de 2008

Ama - Entrevistas

Ambas as senhoras do Ocasião traziam referências. Combinámos para o dia seguinte à noite, para nos conhecermos. Fomos buscar, à vez, ambas ao Metro, por ser mais fácil para elas. A primeira deixou-nos cheios de desalento. Não falava, não mostrou grande interesse, nem ligou à M. que com os seus sorrisos ia mostrando que também ali estava. Se já estávamos aterrorizados, mais ficámos. A segunda encantou-nos. Uma rapariga com 32 anos, de sorriso fácil e muito afável, coerente nas respostas e sobretudo muito interessada na M. Eu tinha um papel A4 repleto de perguntas, escritas a verde, e fui perguntando uma a uma, algumas inteligentes, outras total e completamente disparatadas. Quis ver a reacção a tudo, até ao dito papel... Para perceberem, até perguntei o que achava do colo e da televisão... Teve nota positiva. No final, passei-lhe a M. para o colo, que por nunca ter visto ninguém de cor, ficou parada com um ar espantadíssimo a olhar para ela directamente. Como não lhe arrancava nenhum sorriso, pus as mãos em posição para vir para o meu colo, mas a Damiana não desistiu e tanto lhe falou que acabou por conseguir o pretendido - um valente sorriso. Foi embora mais contente. Combinámos com a Lúcia, a filha da empregada da mãe da Carla, e conhecêmo-la no dia seguinte. Com 20 e tais (não sei ao certo), 3 filhos dos 7 aos 2 anos, cara meiga e respostas certas ao meu papel. Também gostámos dela, mas assustou-nos o facto de morar mais longe e ter 3 filhos, apesar de estarem com a avó. Para além disso, criou menos empatia, por ser mais reservada e calada. Liguei para a referência da Damiana, a senhora onde trabalhou até agora (durante 5 anos), que só lhe teceu elogios. Disse-me maravilhas e fez-me acreditar que era de confiança. Faltava uma semana. Falei outra vez com a amiga enfermeira e pedi uma opinião amiga. Achou que era de tentar e que numa semana se conseguia ver muita coisa. Fui para casa a pensar que o Não era certo, por isso, não havia nada como tentar...

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