Quanto à comida, a ama da M., que passou a semana de véspera a dar palpites e a sugerir mais e mais coisas para a festa, disponibilizou-se para fazer os doces, tendo vindo no sábado para tal tarefa, acompanhada da sua filha mais nova. Ela tratou dos doces e assim ficámos com brigadeiros de cacau e outros de coco, gelatinas, um pudim e uma mousse de chocolate caseiros e uma tarte de natas. A avó mandou duas bolas de carne e a tia queques de chocolate. Tudo junto com as quiches feitas no dia anterior, os rissóis, croquetes, chamuças e pastéis de massa tenra encomendados, batatas fritas, umas sandochas de pão de leite e sumos com fartura, decoraram as mesas para os convivas. Fome ninguém ia ter... E eu cumpri os meus dizeres de sempre ao afirmar aos sete ventos que festa que é festa é caseira, sem Mcnhodal's ou Pizzas Hut em série. O B. foi de manhã limpar a sala e pôr as mesas com a ajuda do tio F., enquanto eu tratava do resto em casa, graças à tia S. que fez de baby-sitter à pressão ao brincar com a M. a manhã toda. Ao irem almoçar fora, ainda tiveram o discernimento de repararem que a vela do bolo tinha ficado esquecida na mala da mãe da pasteleira e que por isso era preciso comprar uma, incumbência que lhes coube a eles. Às 14h30, o B. estava quase arrependido, e dizia entre-dentes que era a última vez, que para o ano ia para um daqueles sítios pré-fabricados e plastificados. Às 15h00, já animados e curiosos, de vestido novo, mãe e filha, estávamos a chegar e a abrir a porta aos primeiros convidados, quase mais pontuais do que nós.
Há 8 anos
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