Estive uns tempos sem escrever... Por isso agora, tenho uma lista infindável de posts para escrever, que vou apontando em papéis, para não me esquecer. À conta disso, algumas das coisas vão parecer fora de tempo, mas tendo em conta que este blog é também para a M., acho pertinente escrevê-los por ordem cronológica. Assim, algumas das estórias e aventuras são de há mais de 1 mês atrás. As minhas desculpas aos meus amigos assíduos...
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Melhor fase da vida
É agora. Ainda faz o que quer (ou quase), não leva reprimendas (ou quase), ainda não percebe o não (ou quase) e leva muitos, muitos miminhos (sempre). Até aos 6 meses, vivemos a nossa época dourada, em que os sermões, os castigos, as más vontades são realidades paralelas, que não se revelam perante nós. Aproveita, filha, está quase a acabar...
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Baptizado
Chegou o dia. Fui ao baieta, junto com a madrinha e a amiga Sofia - correu bem e ainda consegui arranjar as unhas por tuta e meia (o que não vale a santa terrinha!). O vestido e restante indumentária estavam prontos para serem vestidos pelos padrinhos. Com uma madrinha que já foi mãe há 8 anos de um rapaz e um padrinho que não percebe nada de bodies, a desgraçada da M. portou-se lindamente. Com os paparazzis de volta, o pai a dar palpites e a ser vestida no ar (...) só chorou no fim de saturada. Valeu-lhe a mãe que lhe fez festinhas na cara enquanto acabavam de calçar os sapatos. Ficou um doce e aquela touca era um must! Ao sairmos, a sogra que estava a chegar da missa da outra neta, ainda perguntou se levávamos tudo - a toalha, o casaco, a vela... Dissemos que sim e arrancámos. À entrada da igreja já estava o padre, junto com o meu pai e a minha tia. Para fazer justiça, devo sublinhar que o marido e o pai cumprimentaram-se mutuamente, mesmo que a fugir e entredentes. Fiquei contente. A cerimónia começou à porta da igreja, com a parte de quem é a criança e quem a entrega e o que lá vamos fazer. Depois entrámos, o padre fez o sermão e depois começou a eucaristia. Os meus cunhados chegaram mesmo aí, pelo que quase que não perderam nada. Quase na altura do baptizado propriamente dito, a minha tia pergunta-me pela concha, que ela tanta questão fez em oferecer. Pois... Ficou em casa... O olhar de fúria dela, fez-me cometer segunda asneira: pedi ao meu cunhado mais velho que fosse a casa buscá-la. Correu mal. O padre, sem prévio aviso, chamou a minha sobrinha para segurar na jarra da água benzida, e ali mesmo junto ao altar, molhou a cabeça à M., sem concha, nem pias. Nos entretantos, o meu cunhado andava à procura da bendita concha e não assitiu ao baptizado... Mea culpa, mea mui grande culpa!!! No fim, a cerimónia foi muito bonita, e recebemos os elogios do padre por ter feito uma coisa à séria e sem o pesadelo de meio mundo de convidados e de muitos fotógrafos e cameramen. À saída, choveu e até granizo caiu (o meu cunhado acertou...). O almoço foi fantástico - a comida muito bem confeccionada, com fartura e com gosto. O cozinheiro esmerou-se! Depois veio o bolo e o champanhe, que eu me ia esquecendo de oferecer às empregadas, não fosse o cunhado a lembrar, e o padrinho fez um discurso curto e conciso que resultou e resolveu o problema. No fim, portaram-se todos muito bem, tendo a M. ganho a medalha de bom comportamento, mesmo depois de ter brincado ao passa o testemunho pela mesa afora...
Baptizado - véspera
24 de Maio. Penedono. Chuva, frio e granizo... Até à véspera, disse que não comprava roupa porque o meu segundo vestido de casamento era excelente para a ocasião - pérola, com um corte à Audrey Hepburn, discreto e de manga cava, com um ligeiro decote nas costas. No sábado, rendi-me às evidências. Iria congelar com o dito. Por isso, toca de ir para Viseu à procura do impossível com mais 3 malucos que me aturaram o dia inteiro. Parecia a diva com os seus 3 gestores de imagem que assim que entravam numa loja espalhavam-se e me vinham depois mostrar as suas opções à vez. Eu, desempenhando o meu papel estoicamente ia experimentando. Ou não me servia (estou com menos 4 kg e tudo me cai mal), ou era muito decotado e via-se o soutiã de amamentação, ou era muito fresco (a colecção de verão está aí em força), ou não me ficava bem porque sou "de cor desmaiada", como dizia a Paula. Acabei por descobrir um fato de casaco e calça pérola, acetinado, com uma risca discreta e uma blusa lilás de seda a condizer (mais ou menos) com a gravata que o B. levava para a ocasião. Correu bem e caro (um obrigado a quem me aturou)... À noite, fui aturar o padre. Passei-me. O B., à laia da boa educação, perguntou-lhe quanto era, ao que ele respondeu "não é nada... as pessoas costumam dar € 50 para a igreja"... Assim, foram estes para a igreja logo ali, e outros tantos para o padre num envelope no dia seguinte, por ter emprestado a igreja, porque parece mal!!! Odeio, odeio, odeio padres e padrecos! Deixámos as coisas mais ou menos alinhavadas para o dia seguinte porque, ainda por cima, havia a missa do Pai Nosso da nossa sobrinha quase à mesma hora e que por causa disso ia chegar atrasada... Pontaria!!! De cabeleireiro marcado (confesso que fui muito a medo, mas nem correu mal depois de uma correcção minha no final), fui-me deitar estoirada com a correria pelas ruas de Viseu...
Baptizado - bem marcado...
É preciso ter sorte!!! O dia do baptizado para além de calhar no dia de anos do pai (propositadamente), também foi calhar no dia do idoso. À conta disso, havia missa a dobrar naquele dia: uma perspectiva de mais de 2 horas... A minha ideia original sempre tinha sido haver uma cerimónia só para nós, mas como em Roma temos de ser romanos, tive de me contentar em gramar a missa com toda a gente, à hora normal, e no final, o nosso padre (que nos casou e antes disso os meus pais) celebrava a cerimónia do baptizado para nós e para os curiosos que não saissem da igreja nos entretantos. Agora com a missa do idoso ainda se tornava pior. A sugestão do padre: irmos às 10h00 e aguentarmos até ao fim. O B. lá lhe explicou que era uma bebé de 6 meses e que isso não era muito fácil de se concretizar, ao que ele replicou "façam pelo melhor". Até sugeriu que quando a M. ficasse muito irrequieta fossemos para a sala ao lado, onde inclusive, poderiamos dar a sopa... Tive de me chatear. Eu que não me queria meter nestes assuntos de sacristão e catequista liguei para o sr. padre e disse-lhe que assim não ia. A M. não ia ficar 3 horas a levar com os velhinhos, passar a hora da sopa e aguentar valentemente a estucha sem pestanejar, como é obvio! O senhor não queria abrir precedentes e deixar fazer 2 eucaristias no mesmo dia, por isso o combinado foi fazer-se só a cerimónia do baptizado sem missa no final da que já estava prevista e nós tinhamos autorização a baldarmo-nos à dita. Escuso de dizer que interiormente agradeci, mas não percebi o porquê de tanto problema. Afinal, o "sô padre" lá me telefonou a dizer que tinha pensado melhor e que nos autorizava a eucaristia às 12h30, hora a que já ninguém estava a ver coisissima nenhuma (damned!!!). Assim ficou marcado. Ultrapassado este problema ainda havia outro: no dia, a minha sobrinha e afilhada tinha a missa do Pai Nosso (antecipa a 1ª comunhão - novidade!) quase à mesma hora, por isso, os meus cunhados e sobrinhas iam chegar atrasados... Mas como marcámos para aquela hora, podia ser que o atraso não fosse grande...
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Baptizado - preparativos
Acordei baptizar a M. Não concordo, nem participo da crença, mas entre a minha filha levar com água na cabeça sem dar por ela (ou quase), ou mais tarde precisar e ter de levar com aulas e sermões, achei que devia ser amiga dela. Para além disso, o pai acredita e queria, e eu respeitei a sua vontade. Convidámos os avós, os tios (um deles é o padrinho), a madrinha, a bisavó e a avózinha Zulmira, a amiga também considerada para madrinha e a irmã emprestada do B. e a sua mãe - ao todo eramos 21, já com o padre. Quando casámos, combinámos que o baptizado do eventual filho seria na terra onde ele também o foi, pelo que tivemos de tratar de tudo lá. Logisticamente até era mais fácil porque os convidados são quase de todos de lá. Problema: onde fazer a festa depois. Na santa terrinha não há propriamente muitas alternativas, e cada uma pior do que a outra. Num hotel, chegaram a pedir € 40/pessoa para almoçar na sala de restaurante com as restantes pessoas que nada tinham a ver com a nossa festa e partilhar com estas das mesas de entradas e sobremesas!... Já sem grandes alternativas, por sugestão de uma amiga, fomos espreitar o Convento de N. Sra. do Carmo, adaptado para hotel, no Freixinho, concelho de Sernancelhe (http://www.hoteldocarmo.com/). Local fantástico com uma capela convertida em sala de refeições junto ao claustro, onde se servem os buffets. Alugam o espaço a um cozinheiro da região, também dono de um restaurante. Adorámos o local e fomos falar com o responsável pelo catering. No restaurante dele descobri um espaço mais adequado ao pretendido - uma festa só para os familiares directos e por isso algo mais pessoal e "cosy". A Casa do Avô, literalmente era isso que era, foi convertida por este cozinheiro com muito bom gosto, num restaurante pequeno e acolhedor. Por causa disso, e por ser mais em conta, optámos por esta solução. Escolhi as margaridas para a decoração, pois o seu significado é a inocência das crianças. Adequado, não? A ementa também nos parecia bem - tábuas de enchidos, creme de cenoura, bacalhau com broa, lombo de porco recheado com farinheira de caça, gelado de bolacha com chocolate caseiro e fruta laminada. Tudo servido à mesa, sem ninguém andar com o pratinho na mão a esticar o pescoço a ver o que mais pode provar. O bolo de baptizado ficou entregue ao cunhado, que tem pasteleiro a cargo.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Vestidos de baptizado
A madrinha quis pagar o que lhe competia. Como não queria abusar da sua boa vontade, e não cometer o mesmo abuso da cunhada que me pediu uma pequena fortuna pela fatiota completa da minha sobrinha, comecei a procurar calmamente nas lojas mais conhecidas - Praça do Chile e Av. Almirante Reis. Vi uns engraçados e baratos, mas nada que nos enchesse o olho. Um dia, por acaso, à procura do tecido para o cortinado da M. dei com uma loja pequenina, perdida numa esquina de Campo de Ourique - Mariadelina. Gerida e atendida por uma família, mãe e filhas, de bom gosto (por vezes demasiado "bem"), aposta na roupa, sobretudo de cerimónia/baptizado, e na decoração de quarto de bebés. Para o carote, mas acima de tudo com coisas diferentes. Espreitei e gostei tanto que fiquei de lá voltar no fim-de-semana com o B. para que ele dissesse de sua justiça. Lá fomos, num sábado de manhã, e o B. gostou, mas quis ver mais, até por causa dos preços. Fomos para a baixa, directos para a Coquette, a loja (que recomendo vivamente) onde comprei o meu vestido de noiva, onde vimos um que o pai adorou. Ficámos num impasse. O meu era branco (ponto a favor, tendo em conta que era um baptizado), em cambraia, com rendas q.b. e uma touca de morrer. Lembrava os vestidos antigos ingleses. O do B. era mais comprido, em seda selvagem, por isso creme, e com muito poucos pormenores, mais ao jeito dos vestidos de baptizado actuais de bom gosto. Ambos gostávamos dos dois, mas cada um com a sua preferência. Combinei com a madrinha e num outro sábado (chovia a cântaros), fomos primeiro a Campo de Ourique e depois pusemos-nos a caminho da baixa pombalina, para tirar teimas. Experimentámos os dois na M., que toda sorrisos, parecia uma bonequinha, com a touca a arrematar o quadro, fazendo as delícias de toda a gente. A madrinha ao ver o primeiro achou que não ia gostar do segundo. Afinal, gostou imenso do segundo também. Como não desempatou, disse-nos para chegarmos a uma conclusão entre os dois, senão ela atirava a moeda ao ar. Depois de algum tempo a tentarmos convencermo-nos mutuamente, o B. acabou por ceder e deixou-me comprar o meu. Não se arrependeu. Ficou linda! Foi um sucesso, com touca e tudo, e arrebatou corações no dia do baptizado.
4 anos de casados
Depois de juntos há 4, decidimos casar para podermos pensar na etapa seguinte - os filhos. Depois, vieram os projectos, os medos, as mariquices e o egoismo ao de cima, e afinal aqueles, ou aquela, melhor dizendo, só apareceu agora. O balanço de um casamento, para mim que sou jurista agnóstica, e que por isso encara estas coisas de uma forma muito simples - o casamento nada mais é do que um contrato - é acima de tudo positivo. Muitos dizem que depois de casados a relação começa a correr mal, que os primeiros 3, 7 ou 12 anos são os melhores, que o sentimento de compromisso é diferente e fica-se mais agarrado, entre outras teorias brilhantes. Para nós, não tem sido assim. Casar é igual a estar amancebado (em homenagem ao meu caríssimo pai ;), ninguém se sente agarrado a nada - estamos porque queremos e gostamos - e quanto muito, o primeiro ano (de união de facto, não de casamento) foi o pior porque tivemos de nos adaptar às idiossincrassias, caprichos e manias do outro. Entre o bom e o mau, a saúde e a doença, a bondade e o mau feitio, fomos-nos fortalecendo como casal e como pessoas. Agora, 4 anos depois, com a filha já cá fora, descobrimos outras coisas, coisas novas no outro - o carinho, a facilidade de lidar, a ternura e a capacidade de brincar - novidades sempre boas de descobrir. Espero que estes 4 se repitam e se multipliquem por muitos mais, para que a M. tenha um bom exemplo do que é uma Relação a sério, que pode ou não implicar um casamento.
Pêlos
Descobriu que o pai tem pêlos nas pernas. É giro de ver a M. a tentar agarrá-los, fixando-se num ponto da sua perna, e depois desajeitadamente tentar agarrá-los às três pancadas. Quando finalmente alcança o seu objectivo, de contente, puxa com força e olha para o pai com ar feliz. O pai corresponde com um ai valente ou com uma careta que só vista. Mas tirar-lhe a mão e impedi-la de repetir, que é bom, está quieto!...
Dadadadadadada!!!!
É a nova conversa da minha filha. Está imenso tempo com isto e deixa o pai quebrado de sentimento quando revê o filme que guardou para a posteridade mais esta gracinha.
Ainda é possível fazer amizades sinceras
"Apareci por um acaso, pelo destino, mas continuo porque quero e tu também, por isso, não deixarei mais de estar. Com ou sem passeios frequentes; com mais ou menos e-mails ou telefonemas, é para ligares quando quiseres, puderes ou precisares; é para "abusares" sempre, porque não abusas. O mesmo ao teu marido e à tua filha, que estarão sempre e igualmente debaixo da minha asa - que tanto é enorme, como precisa de ser cuidada… Mas quanto a isso, somos todos assim, certo?"... Obrigada, amiga!...
quinta-feira, 29 de maio de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Esfrega a orelha
Quando começa a ficar cansada, ainda com muita trapalhice e pouca pontaria, começa a levar a mão à orelha esquerda para a esfregar. Palpita-me que vai ser o seu truque especial para adormecer dentro de uns tempos.
Mais uma descoberta
Já leva o pé à boca. Quando a deitamos para lhe mudar a fralda, e fica com os pés a descoberto, pega logo no direito e toca de o levar à boca. Depois chucha como se fosse o dedo da mão. Ontem, conseguiu o prodígio de chuchar o dedo do pé com o polegar esticado em posição de chuchar! Assim, se falhasse um, já lá estava o outro em substituição. Coitada, ainda se baralha um bocado... Escuso de dizer que se torna cada vez menos evidente mudar-lhe a fralda...
terça-feira, 20 de maio de 2008
Olhos
Para mim, junto com aquele sorriso irresistível, são os olhos o que a M. tem de mais bonito. Amendoados, com uma pequena curva para cima na parte interior, castanhos, de olhar profundo e que não se desvia. Meigos e dependentes quando está com a mimalhice. Extremamente expressivos, que até com a rolha daquela chucha na boca, se consegue perceber que está a sorrir, quanto mais quando se ri. O pai achou um disparate esta minha afirmação - não há nada de mais bonito na filha dele: é tudo igualmente bonito... Menina do papá...
Dar aos pés
No muda-fraldas em cima da cómoda dela está a ficar dificil. Já se vira toda para chegar com a mão à cesta com os cremes, as compressas e outros quejandos. É preciso enganá-la com um brinquedo qualquer para ficar virada para cima, senão fechar a fralda é tarefa quase impossível. O mesmo se passa com as calças. Enfia-se uma perna. Quando já está, tenta-se a outra. A primeira desenfia-se numa fracção de segundos. Volta-se ao mesmo depois de enfiar a segunda, regressando à primeira. Pois. Já saiu esta última outra vez. É o jogo do põe e tira, tira e põe.
Dá cá uma beijoca
Frase do meu pai para a neta quando se despediu dela ontem!!! Depois dobrou-se todo e acertou-lhe em cheio na testa com um beijinho quase fugitivo. Da vez anterior fez o mesmo. Nem parece o sr. coronel! O que uma neta consegue sem saber, que a filha conscientemente em tantos anos não conseguiu (também não tentei muito, verdade seja dita)...
Chucha
Dantes, era possível enganá-la com a dita quando já só estava a mamar por miminho. Quando eu via que já não tinha fome, dava-lhe a chucha à laia do engano e ela calava-se. Agora... Mesmo quando adormece na mama, e eu, cuidadosamente, tiro-lha para o pai, num jogo de dedos, lhe enfiar a chucha em substituição, já dá conta. Começa a pôr a língua de fora e, sem apelo nem agravo, chora por mais mama. Ninguém lhe consegue dar a chucha. É preciso pegar nela ao colo, geralmente, alguém que não eu para não ficar ainda mais irritada, e acalmá-la. Está a ficar esperta a menina...
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Pais não ouvem...
Deve ser genético... Só pode. A M. ainda está no berço ao lado da nossa cama. Ela dorme a noite toda, mas por vezes chora a dormir ou mexe-se mais e faz barulhos. De todas as vezes eu acordo porque dou pela coisa e normalmente ponho-lhe a chucha. Todos os dias de manhã queixava-me por não conseguir dormir por causa da filha que dorme toda a noite, especialmente porque o B. de todas as vezes não acorda e continua a ressonar, se preciso for. O B., a páginas tantas, propõe-me trocar de lugar na cama, para eu poder dormir descansada, convicto de que eu estou a exagerar e que é mentira que a M. precise de tanta atenção durante a noite. Pois... As primeiras noites correram bem. Ela fazia barulhos, ele acordava e punha-lhe a chucha. Mas... Eu também acordava na mesma, não dava era parte de fraca e deixava-me sossegada no meu canto. Depois, o B. começou a não dar conta do recado, e eu ia-lhe dando pantufadas debaixo do lençol para ele prestar atenção. Resumindo, continuava a acordar e o B. as mesmas vezes que antes de trocarmos de lugar - quando a M. chora a sério. Acabei por trocar de lugar outra vez. Mais vale! Já tentei pôr a M. na cama dela, no quarto dela, mas o pai não me deixou - "coitadinha!...". Esta semana preparei-o todos os dias para a ideia que ela hoje à noite vai passar para lá. Mas... Ela esteve com febre e passou mal a noite... Não sei, não...
Ficou com febre
No dia seguinte às vacinas a M. acordou com febre. Nada de anormal, já sabiamos que seria possível, apesar de nunca ter tido qualquer tipo de reacção por causa das vacinas antes. A ama pôs-lhe o Ben-u-ron enquanto vinhamos embora. Passou bem durante o dia e quando cheguei a casa estava bem-disposta, apesar de quente. Estava com 38.8º, mas sempre com um sorriso na cara. Mais um Ben-u-ron e ela aguentou-se à bronca - um pouco rabugenta, mais chorona do que o costume, mas nada de extraordinário. O pior foi a noite. A febre voltou a subir e ela estava muito irrequieta. Mamou às 23h30 e adormeceu na mama, mas quando a tirei acordou e já não quis dormir. O B. ainda tentou enfiá-la na nossa cama, sob o argumento que estava doente, mas comigo não pegou. Ao fim de um bom bocado a insistir, lá a pôs no berço e depois, meio amuado, deitou-se e adormeceu. Fiquei eu, com uma pedrada de sono de todo o tamanho à conta de uma noitada no dia anterior por causa do trabalho de fim de curso do cunhado que precisava de ser corrigido (e se precisava!!!), a tentar acalmá-la. Acabei por adormecer com a mão dentro do berço, tendo a perfeita noção de que fui para o reino de Orfeu a cantar "O Manel tinha uma bola". Quando voltei a abrir o olho, ela já dormia. Mas não num sono profundo. Durante a noite, acordei "n" vezes com o choro dela, apesar de ela estar a dormir. Parecia um jogo: doía, chorava, eu saltava a cabeça da almofada, saída de um sono profundo, punha-lhe a chucha estremunhada e adormecíamos as duas outra vez. O B. sempre a dormir... Hoje de manhã foi um castigo para acordar e ainda por cima, quando me queixei, ainda ouvi o marido a dizer "eu disse que ela devia ter ficado na nossa cama, ela está doente". Santa paciência...
Foi à pica
Foi levar as vacinas dos 6 meses na 4ª-feira. Como de costume fomos à tipiquita (entenda-se, a amiga enfermeira), fora de horas, aos Francisquinhos, para que seja possível ser o pai B. a segurar na pernoca gordinha da filha enquanto esta leva a pica e a mãe foge a 7 pés dali. Desta vez, o castigo foi no muda-fraldas, na WC, enquanto eu esperava do lado de fora, de olhos semi-cerrados. Esperei pelo choro. Não ouvi nada. Tornei a não ouvir nada. Até que a enfermeira me chama à recepção porque a filha já estava despachada. A cachopa não chorou!!! Levou duas picas, uma em cada perna, e não chorou!!! Parece que fez careta feia, mas com a brincadeira do pai e da amiga distraiu-se e superou a prova com nota 10!!! Bem diz a tia enfermeira: é mais maricas a mãe do que a filha!...
UUUpaaaaa!!!
É assim que a entusiasmo a levantar-se e a ficar sentada. Com ela deitada, dou-lhe as mãos e grito "Upaa!" e, sem fazer quase força nenhuma, vê-se a M. a levantar a cabeça, encolher os ombros, fazer careta de quem está a fazer força e levantar-se. Já sentada, delira com aquela perspectiva e olha em redor para cuscar tudo. Costuma acabar de barriga para baixo porque viu qualquer coisa que lhe despertou o interesse e debruça-se tanto que fica noutra posição involuntariamente.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Estranhou
O avô veio visitá-la hoje. Não é que a madame chorou?! Nitidamente, estranhou aquela pessoa que não vê muitas vezes. A ama bem a tentava distrair, eu fazia a minhas gracinhas, mas sem grande insistência, mas ela só sabia olhar para mim e chorar, ou pelo menos mostrar o beicinho. Mas o avô aguentou-se à bronca! Levou-a à janela, fez-lhe graçolas e caretas, conversou com ela, até que a M. acalmou. Depois, como a vi a querer voltar ao mesmo, peguei nela um bocadinho, depois pu-la no tapete, e a patir daí já brincou com o avô. Dizem que entre os 6 e os 9 meses costumam reagir assim. Nem imagino como será com os outros avós que estão lá longe...
Manhas
Pois é... Já as tem. Hoje, quando cheguei, a M. atirou-me um sorriso gigante e abanou-se toda na espreguiçadeira quando me viu. Logo a seguir, como brinquei com ela lá sentada e não a tirei, chorou. À grande! Já parecia gente crescida! A ama disse que agora estava assim - "só queria colo, só queria colo, só queria colo!", ao que eu lhe respondi, que não eramos nós que lho dávamos. Reacção? Sorriso de assentimento... Resultado: hoje fartou-se de resmungar comigo porque não lhe dei muita trela, quanto ao pretendido. Enfim... Mais vale em excesso que por defeito, mas...
6 meses
Já tem meio ano a minha bebé... Foi à sô dra, que gostou muito de a ver. 67 cm e 8 kg e 50, ou seja, percentil 75 de comprimento e 90 de peso. Para além disso, é cabeçuda a rapariga - percentil 95 de perímetro cefálico. Já mudou de tamanho de fraldas para o 4 (andei a resistir, mas já estava a ficar marcada...) e de regime alimentar. Para minha nostalgia, a M. já só mama duas vezes por dia: de manhã e à noite. Snif!... Agora, almoça sopa com caldo de carne e fruta (já só não come citrinos, morangos, kiwis e pêssegos, variando assim da maçã e da Pêra, que tanta aflição faziam ao pai, de monótonos que eram), depois lancha papa ou iogurte e também já janta sopa e fruta. Como disse a médica, já está "velhinha". Assim, sobra a mamoca logo de manhã quando acorda e à noite antes de se deitar. Hoje foi o primeiro dia. Quando cheguei a casa à tarde, a ama disse-me que tinha gostado da nova sopa e adorado a papaia. O iogurte de leite adaptado também tinha marchado bem. Não me afoçinhou como de costume e aceitou bem a sopa ao jantar, assim como a manga de sobremesa. Mas agora, antes de ir para a cama, aninhou-se toda e confortou-se com a amiga. A mim também me soube bem...
Domínio das extremidades
Levou o pé à boca no dia 8 de Maio. Logo a seguir, com um ar muito compenetrado, com os dedos, brincou com a etiqueta do boneco. Pormenores...
Virar
Já se vira com a maior das facilidades de barriga para baixo. Depois, porque quer apanhar tudo à volta, ci de barriga para cima sem querer, por isso, toca de virar outra vez para a posição original. Faz isto umas duas ou três vezes. No final, acaba fora do tapete e à porta da sala. A cara de contentamento quando se põe de barriga para baixo é tal, que até dá gozo. Eu por mim, bato-lhe imensas palmas e grito "Boa!". Ela agradece com um bruto sorriso. Não há como pais de primeira vez...
Mexilhona
Foi o adjectivo usado pela ama para descrever a minha filha. Dá à bicicleta non stop tempos infindos, já roda por completo, tipo compasso (entenda-se 360º), no tapete de actividades, rebola até à porta da sala e em três tempos desvia ao pontapé o ginásio para fora do seu alcance. A comer já empurra a mesa com as pernas e quer agarrar tudo. Ontem, atirou-me com o tupperware cheio de água ao chão e, não satisfeita, logo a seguir foi a alface para dentro do balde de lavar o chão. A minha tia diz que sai a mim: lembra-se de um dia por tanto ter dado às pernas a comer, acabei por atirar o prato ao chão e parti-lo. Só espero que não chegue ao extremo que eu cheguei - a bela da trela cor-de-rosa!...
Papa
Atrasado um mês, porque queria juntar o som. Como nunca mais consigo, ou porque me esqueço, ou porque o pai não grava, fica o filme para depois e o relato para agora. A M. começou com as sopas e só depois com a papa. Como estava gorda e eu continuo a produzir qual vaquinha mimosa, a enfermeira sugeriu, e nós aceitámos, que a M. só comesse papa aos 5 meses e mesmo assim, só 3 vezes por semana. A sopa sempre marchou muito bem. Abre a boca antes da colher chegar e não podemos demorar muito entre colheradas. A fruta então nem se fala. Adora. Aí nem coçar o nariz entre duas colheres sou senhora (literalmente). Aos 5 meses tentámos a papa. É claro que foi o B. que deu - tudo o que é doce ele faz questão de dar em primeira mão (foi o mesmo com a sopa de batata doce...). A primeira colher provocou a careta do desconhecido. A segunda já tinha a boca aberta para a sua chegada. A partir da quinta tinhamos efeitos sonoros a acompanhar. Abre a boca assim que engole, começa a entrar numa agitação só, esperneia, chora e irrita-se se demoramos mais uns segundos do que o suposto e faz muitos "Uh! Uh!" enquanto vê a colher a chegar. Só visto e ouvido. Contado não tem metade da graça...
Dá a mão!
Esta é a gracinha que a tia acha que a M. faz tão bem. Estende-lhe a mão e num tom bem imperativo, diz-lhe em alto e bom som: "M.! Dá a mão!". A M. como vê uma mão estendida, como é evidente, tenta agarrar. A tia excitadíssima, grita-me: "Vês! Vês! Já dá a mão!". Se por acaso, a M. ignora a ordem e não agarra, a conclusão é lógica: "Mas é só quando ela quer!...". Good dog, wof!
3 caracois
A M. quando nasceu trazia cabelo. Cabelo esse que pouco caiu. Na altura alvitraram-se vários palpites, mas só eu e a madrinha acertámos - no dia em que nasceu afirmámos as duas convictamente de que seria encaracolado como o pai, à conta das pequeninas ondulações que se faziam notar naqueles fios de cabelo tão pequeninos. Hoje, com o cabelo a crescer, tem o lado esquerdo meio ondulado e com menos quantidade (não sei porquê, visto que a viramos para o lado contrário do anterior todas as noites) e o lado direito com 3 caracois bem empinados. São tão engraçados, que até o pai, que adorava vê-la penteada (enquanto eu, à revelia, lhe passava a mão por cima para ficar parecida com o Tintin e a sua popa), agora já não penteia tanto só para lhe adorar os caracois. Só não são é dourados, senão, tendo em conta a papa que ela come e como dorme em qualquer lado, ainda achava que era a menina do conto infantil...
Babá...
Às vezes chego a casa à hora do passeio da M. com a ama. Quando ela me vê, acelera o passo do jardim até à porta de casa, para me apanhar à chegada. À conta disso, apercebi-me de que vai para a rua de bata branca a empurrar o carrinho da M. Deu-me a sensação de pedantismo da nossa parte, que até temos uma senhora só para a filha (tontice, eu sei). No outro dia, fui ao café aqui ao pé de casa com a M. Descobri que a minha filha já é conhecida. O rapaz brasileiro, depois de se meter com ela até lhe sacar o famigerado sorriso, perguntou-me timidamente se ela não era a bebé que costumava ir passear com a babá. Tive vontade de me enfiar num buraco...
Manual de sobrevivência
A M. já pode escrever um: "Como sobreviver a um dia com a tia"! Na sexta-feira ficou em casa com a tia. Era suposto a ama chegar à hora da sopa, mas por vários contratempos, alheios à sua vontade, acabou por nem aparecer. A tia foi instruída, tanto na parte da fralda, como do biberão, e de como aquecê-lo, como prender na espreguiçadeira e no ovo para ir passear. A sopa ficava para a ama dar, alterando-se por isso o horário de alimentação da M., para não complicar muito. Pois... A medo, ficou o pai com o carro, e veio a casa à hora de almoço. Foi dar com a tia a dar o biberão ao contrário. Ou seja, aquele que eu achava mais evidente de dar - o da Chicco inclinado - foi precisamente a pior escolha. A desgraçada da M. estava a fazer um esforço enorme para mamar naquela coisa torta e a tia espantadíssima com a "porcaria" do biberão que deitava muito por fora. Para além disso, o leite não estava bem aquecido. Acham mau? Esperem... O babete encharcado de leite não estava bem. A tia isso percebeu. O que não alcançou foi a solução: em vez de o substituir, deixou-o ficar por debaixo de um seco e lavado. A M. à noite tinha a parte inferior das bochechas meia avermelhada... O B. deixou a sopa pronta para aquecer e cozeu a maçã para que não houvesse complicações - basicamente, o meu marido nesse dia não almoçou. A tia, obcecada com dietas e informações com estas relacionadas, pertinentemente, perguntou se podia dar a maçã primeiro - é que a fruta come-se sempre antes da refeição para não engordar!!! Tinha ensinado a mudar a fralda no dia anterior. Vá lá, só deixou o body sujo de cocó por fora... A M. fartou-se de passear nesse dia, mas sempre num ovo com o cinto por apertar, porque a boa da tia não conseguiu atinar com aquela invenção da NASA... Quando cheguei a casa, às 5h da tarde (malditos transportes públicos!!!) fui dar com uma tia cansada, mas feliz, e uma filha com pêra seca na sobrancelha e dentro do nariz. A tia só dizia que o dia lhe tinha parecido muito graaande e que estava meia azambuada. Não percebia porque a M. não se senta ao colo - "é que só está bem de pé!" - comentava ela, enquanto apalpava os músculos dos braços já doridos. Pudera! A apertá-la daquela maneira, a M. defende-se esticando as pernas. Resumindo: a M. no dia seguinte, para recuperar do cansaço, dormiu uma sesta de 3 horas seguidas à tarde e a tia diz que chegou a casa, deitou-se e só se levantou no dia seguinte. É como diz uma amiga - já sei que dar, dá, mas só por um dia, e só quando tiver mesmo de ser!!!
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Livros
Folheei alguns deles no Feira Nova e pareceram-me bem feitos. Fiquei entusiasmada com a colecção, até porque cada um custa € 3,96. Uma excelente ideia esta, especialmente os últimos títulos que narram a história recente e que poucos conhecem ou sabem reproduzir. Espreitem o site da editora - Quidnovi e depois no infanto-juvenil, a colecção História de Portugal. Desde os Lusitanos, os primeiros habitantes do território português, até à entrada na União Europeia em 1986, a colecção "História de Portugal" descreve os principais acontecimentos que ocorreram no nosso país. Devidamente documentados e profusamente ilustrados, os 17 episódios da nossa história narrados nesta colecção, têm uma base pedagógica e destinam-se a crianças em idade escolares. Além de um glossário em cada volume, constarão fichas biográficas de personalidades relacionadas com o período histórico tratado. A colecção tem revisão científica da Dr.ª Cristina Pimenta, investigadora do CEPESE, da Universidade do Porto. Títulos: 1 - Um país à espera de nascer - Primeiros povos 2 - Como nasceu Portugal - D. Afonso Henriques 3 - Tempos difíceis para a monarquia - O problema da sucessão 4 - Aqui se afirmou Portugal - A Batalha de Aljubarrota 5 - Um novo Mundo - Os Descobrimentos 6 - Uma aventura até à Índia - A viagem de Vasco da Gama 7 - Um golpe do destino - A descoberta do Brasil 8 - O destino de um guerreiro - A morte de D. Sebastião 9 - A reconquista da independência - A Guerra da Restauração 10 - Reinou sem ser rei - O Marquês de Pombal 11 - O tempo de Napoleão - Invasões francesas 12 - Um novo Portugal - A Revolução Liberal de 1820 13 - O fim da monarquia - 5 de Outubro de 1910 14 - Anos de ditadura - Salazar 15 - A luta pelas colónias - Guerra do Ultramar 16 - 25 de Abril - Revolução dos Cravos 17 - O futuro de Portugal - A União Europeia
Etiquetas: história de Portugal, livros, quidnovi
Mais um dente!
Ao lado do primeiro, uma coisinha de nada branca a despontar, como quem não quer a coisa...
Pato
Também na Imaginarium,
o pai perguntou se havia alguma coisa para brincar no banho. A rapariga mostrou um pato que nos deu a volta na hora. Trata-se de um pato de borracha, com uma argola que tem daqueles mordedores para os dentes a nascer, com uma particularidade especial: canta. Faz "quá! quá! quá!", "glu! glu! glu!" e outros sons afins. Um espectáculo! A M. adorou, tanto fora de água, como depois dentro, e fartava-se de rir e dar guinchinhos de cada vez que punhamos o dito a grasnar. Até o pai gostou do brinquedo, ao ponto de o apanhar sozinho com o bicho na sua cantoria!... Só tem um senão: a pilha não é reutilizável, por isso, quando acabar o quá quá, acabou mesmo...
Pegadas
Fomos à Imaginarium comprar tintas não nocivas para pintar o pé da M. e fazer a sua pegada mensal. Todos os meses, pinto a sola do seu pequenino pé e deixo a marca para colar no seu diário. Até agora, tenho utilizado uma sombra para os olhos em creme, que comprei há muito tempo (lembras-te Joana?) e que, para variar, não uso. A cachopa, coitada, de todas as vezes que o fazia, ao passar o pincel no pé, desatava a abrir e a fechar os dedos do pé, como quem está cheia de cócegas, mas nunca se queixou. Achei que desta vez merecia algo melhor. Comprámos umas tintas próprias para criança e à noite, antes do banho, escolhemos uma cor - o verde - para a dita pegada. A pegada foi fácil de fazer, por isso tentámos a mão também. Pois... Era verde nas mangas, nas unhas do pai, uns borrões futuristas na folha branca de papel, mas marca da mão, que é bom, nem pensar. Sempre que se encostava a mão ao papel, ou melhor, sempre que se tentava encostar, ela fechava-a e olhava para a folha com um ar espantado. Eu desmanchava-me a rir e ela ainda ficava mais surpresa e depois sorria para nós, como que a entrar na brincadeira. Acabámos por desistir da mãozada. A pegada ficou bonita. Mas mais bonitas ficaram as unhas dela - verdes - ao ponto de a ama hoje de manhã perguntar o que se tinha passado... Desculpa filha, tens uns pais um pouco apanhados do clima...
Brinquedos didácticos
Espreitem! Tem coisas bem giras!... http://www.omundofazdeconta.pt/loja/index.php
Etiquetas: brinquedos, comprar, didáctico
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Rompeu!
Foi no dia da mãe! A Madalena já tem a pontinha branca do dente de fora. Fica em baixo, do lado direito, e só se vê um bocadinho. A nova moda agora é, depois de mamar, com um ar concentrado e muito sério, morder um bocadinho, com jeitinho, devagarinho, para experimentar. Escuso de comentar os salto que dou... O pai até comentou, com uma pontinha de ciúme, que para a mãe teve prenda e para o pai não... Tal prenda!!!
Descobriu a mão
Fui dar com ela a mirar a sua mão, concentradíssima e espantada com tamanho fenómeno, rodando-a e observando os seus pormenores.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Segura o biberão
Foi a ama que ensinou: dá-lhe o biberão para as mãos e ela pega nele direitinho. Depois tenta levar à boca, mas não acerta com a coisa na parte certa - normalmente, acaba a roer a parte de cima da tetina.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Condecoração
Caras de dormir
Tem duas. Durante o dia, aquelas sestas curtas, um passar pelas brasas, só para descansar um bocadinho, dorme de sobrolho tenso, franzido, com uma cara como que de zangada ou preocupada. À noite, quando adormece pela última vez, fica com a cara lisinha e serena, sem qualquer tipo de expressão. A cara até parece maior, tipo lua cheia. Sai a mim, a malandra...
Mamar
Agora tentou uma nova modalidade, mais dificil: mamar com o dedo indicador na boca. Foi ontem de manhã. Estava muito bem a mamar e lá para o final, já meia saciada, continuou de boca cheia porque não quer largar logo. Desta vez, tentou enfiar o dedo também, a ver se dava jeito. Não me deu a mim, que lhe tirei logo tudo da boca, para ela depois refilar comigo. Hoje repetiu a façanha, e eu voltei-lhe a fazer o mesmo. Já me viram bem a nova manha que quer arranjar?!
Morde o ginásio
Literalmente! Vai rodando sobre si de tanto espernear até chegar com a boca ao ginásio. Se não tivermos cuidado, abocanha-o, tipo cão. Maldito dente, que nunca mais nasce!...
Ajuda do avô 2
A Lúcia voltou a faltar 15 dias depois (não é baldas - estas ausências dão-nos jeito).Tornei a ligar ao avô, confiante de que não haveria negas - acertei. Desta vez, não foi preciso vir tão cedo - a Lúcia veio logo de manhã, deu-lhe a sopa e passou o testemunho ao meu pai, que por sua vez, teria de mo passar a mim para ir ao dentista. Deixei à Lúcia as orientações para o meu pai dar o biberão e segui caminho. O meu pai lá chegou antes do tempo, deu ordem de soltura à ama e entreteve-se com a neta. Aguentou-se à bomboca e até nem foi preciso dar o biberão, porque como vim mais cedo, ainda vim a tempo de dar de mamar. Na hora de ir embora, faz o mesmo que todos nós: despede-se, vira costas, para, volta para trás, faz mais uma graçola, e outra a seguir, vê-a a rir, repete uma terceira vez, depois diz que tem de ir embora e despede-se por uma segunda vez, e já à porta de casa, arreda pé uma última vez para mais uma piada e um sorriso. Beijinhos é que ainda não. Há que dar tempo ao tempo ao sr. coronel...
Ajuda do avô 1
A ama da M. precisou de faltar no meu segundo dia de trabalho. Para não ter de pedir logo batatinhas, e como não dava jeito ao B. ficar em casa, lembrámo-nos do meu pai. Minto. Lembrou-se o B., o que eu, incrédula, achei impossível. Mas por insistência dele, acabei por ligar ao avô babado, só para confirmar que ele não ia achar bem. Pasmem-se. O meu pai achou uma excelente ideia! Disse-me que tudo bem e que se ela chorasse, não tinha outro remédio senão aguentar-se à bronca. A minha alma ficou parva. No dia em questão, lá chegou às 8h10 (o avô até madrugou nesse dia!!!) e conforme lhe ia tentando explicar as coisas, ele despachava-me! Só me dizia "vai-te lá embora, senão chegas atrasada". Nem as frldas o assustaram! Tinha de ficar com ela até à hora da sopa porque a Lúcia só devia chegar por essa hora, mas não estava nada preocupado com o assunto - "diz-me lá como é que se aquece, que eu dou". Saí mais ou menos descansada, confesso, por já ter visto antes o meu pai em acção com a M. E de facto, não se atrapalha nada com o choro dela - pega nela, leva-a ao colo para a janela e calmamente, na conversa, dá-lhe a volta. Ao bater a porta de casa, deixei a filha na espreguiçadeira a rir, para o avô que, de gatas (imaginam o Dr. Timóteo nestes preparos?!), lhe fazia caretas. Por volta das 10h30, ligou-me para o telemóvel. Mau, pensei eu, algo se passa... A pergunta era simples: "ela quer dormir. Deixo?"... A Lúcia lá chegou a horas da sopa e ele aviou-se para ir almoçar com os amigos. À ama perguntei o que estavam eles a fazer quando ela chegou - a M. estava no berço e o avô, a jogar à paciência no computador, estava com uma mão dentro daquele para entreter a neta exigente... Olhem que ele há coisas!...
Já se virou!
Ontem, às 22h30, no tapete de actividades. Já tinha feito "n" tentativas e parava a meio porque não sabia o que fazer ao braço. Ficava de lado e depois tornava a cair de costas. Ontem atrás da banana do tapete, que estava mais para trás, tentou apanhá-la com a mão que estava mais longe. Esticou-se, esticou-se, esticou-se e vai daí... virou-se de barriga para baixo. Eu estava no chão, na brincadeira com ela, o pai estava sentado à mesa. Olhei para ele e vi-o com o mesmo olhar que eu - o de vitória. Impressionante como o simples virar de barriga para baixo faz destas coisas...
Castigo da madrugada
A M. dorme a noite toda. Costuma ser, o mais tardar, da meia-noite às 8 da manhã. Maravilha, sortudos, abençoada criança, dizem vocês. Mais ou menos. Ela dorme, eu nem sempre. Por volta das 4h30 (tem dias que é só às 6h00), a M. começa a fazer barulhos. Ou os típicos de bébé a dormir, ou então chora por causa dos puns! Não sei porque raio o ar a mais nas suas tripas pequeninas quer sair e não consegue aquela hora maldita!... A criança fica atrapalhada e chora, a dormir, até conseguir expelir tais incómodos. Ponho-lhe a chucha e ela cala-se, mas eu vou acordando, para lhe pôr a chucha, umas quantas vezes até à hora de levantar. Curiosamente, por volta das 8h00, que é quando tem de acordar, a coisa acalma e por isso, no fim-de-semana, a criança deixa-nos dormir mais uma hora descansados.
Tecidos
Deixo a dica a quem procura algo diferente e bonito. Campo de Ourique, famoso pela R. Saraiva de Carvalho das lojas dos tecidos, que inclui o Vidal, tem uma nova loja (pelo menos para mim) ao pé do mercado, por detrás da igreja: Carmin D'ourique. Tem tecidos fantásticos, um atendimento excelente e muito bom gosto. Espreitem. http://www.carmimdourique.pt/
Anedota de loiras
A tia decidiu ajudar a mudar a fralda. Abriu a dita, cheia de chichi, espreitou lá para dentro e não viu cocó. Conclusão brilhante: "não está suja, podes usar outra vez"! Digam lá se não parece anedota de loira burra com o seu corrector no ecrã?! Só falta é explicar para quem não conhece a peça, que é morena à farta...
Banho
O pai ensinou a gracinha do banho: chapinhar... Sentou-a na banheira, pegou-lhe nas mãos e começou a bater na água com toda a força. Escuso de dizer que a menina achou piada à coisa e agora não se quer: 1) deitar na banheira para ser lavada, 2) sair de dentro de água. Resultado: chão molhado, filha feliz com água a voar por todos os lados e depois muito infeliz porque saiu da água e já está embrulhada na toalha. À conta disso, aqui a assistente do banho tem de inventar diariamente novas graçolas para a fazer esquecer da água e do choro...
terça-feira, 29 de abril de 2008
Luxa
Por ironia do destino, encontrei a irmã no sábado e o irmão no domingo. Fiquei com umas saudades de me furarem o coração desta melhor amiga de adolescência, que seria a madrinha da M., não fosse a maldita empresa, que nem sequer deu em nada. Mas quando alguém está zangado, há-que respeitar esses sentimentos, sobretudo se os compreendemos. Quem sabe um dia...
Política
Não posso deixar passar esta!... Já imaginaram o show que seriam as legislativas para o ano, se o Alberto João Jardim decidir candidatar-se a líder do PSD e por algum milagre ganhasse? Acho que era desta que a abstenção ficava reduzida a umas percentagens miseráveis!... Até os jovens, que tão perigosamente se revelam os maiores ignorantes na matéria desde sempre, passavam a perceber de política, para o ver aos bitaites com os adversários e os jornalistas!!!
Dor de dente
No outro dia cheguei a casa e a ama está com a cara mais desolada do mundo, com a M. ao colo a chorar. Tinha estado assim o dia quase todo, e mesmo quando adormecia, acordava a chorar. Desconfiava que fosse do dente, já tendo feito de tudo para a acalmar, sem grande sucesso. Nem o mobile, objecto milagroso para o choro, tinha resultado. Peguei nela ao colo, encostei a minha cara à sua bochecha e fui conversando e cantarolando até a acalmar. Expliquei à ama as bolinhas homeopáticas e como pegar nela ao colo, com a pura mimalhice da cara com cara e depois dediquei-me à M. por inteiro. Ainda demorou um bom bocado, mas lá acabou por se calar. Apoiou o queixo no meu ombro, depois enroscou-se no meu peito e enquanto serenava, ia suspirando, com aqueles suspiros dobrados de quem esteve a chorar muito tempo. Cortou-me o coração saber que tinha estado assim tantas horas e eu tão longe, sem a poder ajudar. Estive com ela ao colo uma hora e depois pu-la no carrinho e fui para a rua espairecer. Corri e saltei com o carrinho para provocar uns sorrisos e depois deixei adormecer aquela coisa pequenina que precisava de algo mais para aliviar na malvada dor do dente...
As mães
Parece-me que resume tudo. Qualquer coisa que lhe falte também não é relevante... http://www.youtube.com/watch?v=A-A8HWKUD14
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Pocahontas
Nascida exactamente 35 anos depois de mim, a Pocahontas é uma bébé que se define como uma observadora castiça, que não perde pitada do que se passa à sua volta, por debaixo de uma cabeleira farta e luzidia, para os seus 4 meses. Amiga de barriga fomos todos passear no sábado. Já dei uns palpites de como será o feitiozinho, tendo em conta que, pelo signo do Zodíaco, somos parecidas. Na despedida, ela estava ao colo da mãe, virada de frente, para não refilar. Eis senão quando, já não sei bem como, a cachopa vai de sorrir para mim. Meti-me com ela e ela... riu-se à séria. A partir daí, era eu a falar, a abanar a cabeça e a fazer-lhe cócegas na barriga e ela a gargalhar à grande. Se me distraía, lá a rapariga me dava a entender que me estava esquecer dela, desafiando-me. Foi muito engraçado e sobretudo, muito bom para o ego, ver uma criança que não dá parte de fraca com ninguém, não se desmanchando com as graçolas que lhe vão fazendo, partir-se a rir aqui com a je! Soube bem. Ficaram o filme e as fotos para a posteridade.
Tia
Ontem fizemos a boa acção da semana (a meu ver do mês!). A M. precisa de roupa de verão e o B. lembrou-se de tentarmos o Freeport, porque uma colega lhe tinha recomendado. Era para irmos no sábado ao final do dia, mas porque encontrámos uma amiga, com quem ficámos à conversa, acabámos por deixar para domingo de manhã. A minha tia soube que iamos e impingiu-se. Estava sozinha (o meu pai já tinha ido para a terra) e por isso tinha o dia por conta dela. Eu sabia que estávamos a cometer uma asneira, mas fui na onda. Deixámos a sopa da M. pronta para comer às 13h30 e arrancámos para lá às 11h com a tia. Iamos ver roupa para a M., lembram-se? Pois a minha tia achou que também se chamava M... Acabámos por lá andar 6 horas, a ver vestidos e fatos para ela levar ao baptizado, com ela a dizer que nada lhe servia, que estava tudo mal marcado e que a roupa que tinha era muito boa. A M. não se queixou, andando a saltitar do colo do pai para o da tia, e depois para o ovo, e ainda teve a sorte de só mamar nesse dia (a sopa estava em casa, certo?). Depois de uma estopada ao sol (abrasador), com um sítio cheio de gente (começou a encher de passeantes depois de almoço - que gente menos imaginativa!!!), viemos com a nítida sensação de que não tinha valido a pena a deslocação e o gasto do gasóleo, apesar da roupa que comprámos na Clayeux, e com uma conclusão inteligente: nunca mais sair com a tia para sítios que permitam a estada por mais de 2 horas... À noite, aterrei, sem banho tomado, e o B. não demorou muito mais. Mas deixámos a tia feliz em casa, com histórias para contar no dia seguinte às colegas.
Novidades a mamar
Agora, quando faz uma pausa ou quando para de mamar, lambe-se toda. Mete a língua para fora e lambe ou chucha, ainda não percebi bem, o lábio superior, como quem se está a alambazar com o leite... Glutona!
Dentes
A pediatra aos 5 meses não auspiciou nada de muito rápido. Acertou. A M. anda aos tombos com os dentes, que não há maneira de nascerem. Morde tudo o que apanha, não intereesa se é grande ou pequeno, duro ou macio. E de este fim-de-semana para cá tem sido com uma violência sem explicação. Na sexta-feira, o desespero foi de tal ordem que afinfou na minha mão, e foi mordendo. Eu estava distraída na conversa com umas amigas, com ela ao colo, e não me apercebi do seu serviço. A certa altura, soltei um "au!" à conta da sua energia em morder. Quando fui ver, tinha-me feito um verdadeiro chupão vermelhão na mão esquerda! Mas não é só a minha mão que morde. Se a deitar no tapete com o ginásio por cima, torce-se toda e vai girando, girando sobre si própria para tentar abocanhar os suportes laterais deste último. Hoje à tarde, estava eu sentada numa cadeira com ela ao ombro, quando dei por ela a puxar no sentido contrário. Espreitei para trás e vejo a M. a segurar as costas da cadeira com força e a puxar na sua direcção de boca escancarada! Parece um autêntico cão. Para além disso, descobriu que coçar a gengiva resulta, por isso se não tiver a chucha, passa a vida a coçar a gengiva superior com o lábio inferior, como que a chuchar no próprio lábio - tem esperto no cabeça!
Já se senta
Dou conta de que já são muitos jás... No chão ainda não se segura sozinha, mas já se senta direitinha a 90 graus na espreguiçadeira. Um perigo! Por vezes é de tal maneira que fica dependurada para o lado ou então toda dobrada a agarrar os pés. Uma verdadeira ginasta! Com tanto avanço e com a fisionomia a mudar, o pai já lhe chama raparigaça, com alguma nostalgia, misturada com orgulho por ver a sua menina crescer tão bem.
Esfregar o olho
Fá-lo quando tem sono ou para acordar, mesmo com aquele ar de bébé ensonado, com as bochechas mais em evidência. É uma querida quando o faz.
Descobriu o pé
Há cerca de duas semanas, descobriu a sua extremidade - o pé. Um dia, na nossa ginástica no tapete, sentei-a e deixei-a ficar assim um bocadinho. Ao fim de uns momentos, começou a mirar os pés e a tentar chegar lá. É de tal maneira que agora sempre que anda de ovo, põe a mão no pé e lá vai ela a fazer ginástica. Já tentou chegar lá com a boca sentada, mas ainda não conseguiu, e também ainda não percebeu que deitada essa proeza é mais fácil.
Vinguei-me!
À conta da faringite, que podia ser de origem viral, andei a tirar leite para deitar cano abaixo. Por isso, comi morangos e Mon Chéri (simplesmente o melhor bombom do mundo). E toma! Para além do mal-estar, do ficar de cama sem pachorra e do andar de máscara por causa da M, a febre ainda trouxe alguma coisa de bom...
Miminhos da ama
Na semana que fiquei em casa doente, tive a oportunidade de perceber muita coisa da perspectiva febril da minha cama. Descobri que a ama a chama de "princesa" e "meu amor", que brinca com ela frequentemente apesar de todas as tarefas domésticas que vai encaixando pelo meio, canta muito, vai à rua ver o "ão" e delicia-se com as suas gargalhadas quando o vê, não a deixa sozinha muito tempo (também a M. não lhe dá essa alternativa...), andando com a espreguiçadeira para todo o lado, adora empinocá-la, ao ponto de ma trazer de boné posto só para eu ver como a filha está bonita e vai estimulando a criança - "Olha o pé! Onde está o pé?", "palminhas, palminhas", "faz uma festinha, faz", entre outros. Descobriu que a M. adora ser penteada, por isso, cada muda de fralda, cada penteadela, com direito a cheirinho de água de Uriage, porque o pai gosta, na última vez, antes de sair. Não quero deitar foguetes antes do tempo para não ter desilusões, mas até ver, não está mal...
Água
Manda-ma beber a mim... Só marcha se for logo a seguir à papa, por ser tão doce, mas isso não convém nada, certo? De resto, ponho-lhe o biberão na boca e ela começa por mamar. Assim que percebe que é água, ri-se e com a tetina na boca faz cara de malandra e com uma expressão de quem está a dizer "tu estás a ver se me enganas, mas não consegues". Mas temos de lhe dar o desconto: afinal ainda mama leite de mãe fora das refeições sólidas...
Dormir sozinha
Curiosamente, apesar das manhas que anda a ganhar com a amiga ama, à noite, se for preciso, adormece sozinha no berço. Deixo-a com a vaca entre as mãos e a chucha na boca, e ela vai afagando o boneco cada vez mais devagar, até dar as mãos a Orfeu e ficar a dormir até de manhã. Linda menina!
Quase que se vira!
Há cerca de duas semanas que a M. já se põe de lado na perfeição. Dá balanço e ali vai ela a caminho de se virar. Mas depois o braço fica ali a empatar. Ainda não descobriu como se faz para ultrapassar esse pequeno grande obstáculo, mas está quase, quase... No tapete, mostro-lhe como se faz e ela delira quando se vê de barriga para baixo. Já não falta muito. Está um perigo!...
Birras de sono
A culpa é da querida ama. No fim-de-semana anterior fez duas brutais a seguir à sopa do almoço. Descobri porquê na semana a seguir, porque fiquei em casa doente com uma faringite. A Lúcia depois da sopa, pega na menina e, ou no sofá, ou à janela, embala a madame, a cantarolar até ela adormecer. Durante a semana, ao ver, disse-lhe que não queria que o fizesse por sistema, a não ser que estivesse aflita dos dentes ou outros quejandos. A resposta foi um silêncio, acompanhado de um sorriso. Escuso de dizer que só à terceira vez é que percebeu que não era mesmo para fazer daquilo sistema... Fiquei a saber que pelo menos mimo a minha filha recebe e muito.
Já dá o corpo ao manifesto
É só esticarmos as mãos para a sua cintura. É vê-la a arquear as costas para ir mais depressa para o colo!
Sempre de babete
Ou babeiro, como lhe chama a minha madrinha madeirense. É que quase não há fotos sem o dito, à conta do bolsar e agora da baba em excesso... Já começo a dizer que não quero saber e que se sujar, muda-se - já não sou eu que lavo e passo! ;)
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Burradas da ama...
É claro que tinha de as haver... Por engano, deu de sopa à M. os nossos legumes estufados e temperadinhos à maneira. A pediatra, depois de confirmar que não havia vómitos, nem diarreias, ainda comentou que lhe devia ter sabido que nem ginjas... No esterelizador só se podem pôr 90 ml para a coisa fazer efeito, facto que lhe foi explicado. Já lhe expliquei o que eram os ditos 90 ml, mas a criatura sempre a dizer que sim, deixa sempre a coisa com mais água dentro. Não percebo se erra na quantidade, ou se se esquece de o esvaziar de cada vez... Para além disso, pôs o saca-macacos (aspirador nasal) no esterelizador, sem o lavar. Quando lhe disse que não era preciso, respondeu que tinha caído no chão. Portantos, não lavou os macacos que tirou do nariz da M., mas achou que precisava de os esterelizar... Pensando bem, do mal o menos: quer dizer que para a boca não vai nada que tenha caído no chão. Pensamento positivo!!!
terça-feira, 15 de abril de 2008
Vinho do Porto
Felizmente, apesar de o meu pai não conseguir ver estas coisas, há quem o veja, mesmo que à distância. Hoje, deram-me os parabéns por este meu blog e pela forma como me tenho vindo a revelar nesta minha nova função de ser mãe. Mas o melhor elogio que me podiam ter feito foi ao nosso núcleo familiar - eu e o B. somos como o vinho do Porto: com o tempo só melhoramos. Isto veio de uma fã incondicional do B., mesmo nos tempos mais escuros e dificeis, quando eu aparecia zangada. Não há nada como uma família de amigos, que já nos conhece há muitos anos, e que funciona como algo de coeso, quente e seguro, que tem por principal papel ser a nossa terapia do riso. Obrigada, Palmira, por esse calor permanente e eterno que eu sei encontrar sempre no mesmo sítio. Um beijo grande.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Mundo
conheço 7% do mundo...
create your own visited countries map
Uma amiga tinha no seu blog. A título de curiosidade fui lá e acabei por copiar para aqui. Não sei se fique contente com o resultado, se triste. Na proporção, e tendo em conta a idade, não está mal, mas ainda falta tanta coisa para conhecer!...
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Mimalhice
Desde que comecei a trabalhar, depois de me perdoar por a ter deixado, a M. entra num processo de mimalhice pura. Ao nosso colo, encosta a cabeça à nossa, ficando bochecha com bochecha, sem se mexer. Fica assim tempos infindos. Ou então, namora o pai, e renamora, com uns olhos que mal pestanejam de carneiro mal-morto. É claro que nós cedemos a esta mimalha pequenina - é a sua recompensa de tal abandono...
Deu-lhe uma branca!
A M. estava meia ranhosa, com alguma tosse e espirros. Deve ser dente, somado ao facto de ter estado em contacto com a prima doente, mas nada de extraordinário. O pai decidiu pôr-lhe um Ben-U-Ron para passar bem a noite. Não é a primeira vez que o faz. Pois desta vez ficou parado, sem perceber onde enfiava o supositório. Tive de ser eu, porque ele estava muito aflito a achar que se ia enganar no buraco... Disse que lhe deu uma branca de repente. Tal branca!!!
Tentativas de basquete
Tira e põe a chucha vezes sem conta - por vezes acerta, outras também não. É todo um processo de múltiplas tentativas, giro de se ver. Parece que está a treinar, tal como um jogador de basquete treina várias vezes seguidas o encestar da bola. Comparação do pai.
Adormecer
Há um truque só meu que nunca falha, seja ao colo, na espreguiçadeira ou no berço: passar devagarinho o polegar pelas sobrancelhas e no 3º olho - o ponto entre as sobrancelhas - em direcção ao nariz. Os olhos começam a fechar devagarinho, e apesar de resistirem um bocadinho, acabam por ficar firmemente fechados. Para além disso, a minha mão por vezes parece mágica. Quando está quase, quase lá, mas o arroto não quer deixar e ela esperneia um bocadinho ou quando a levo para a cama e sente que algo se está a passar, encosto a mão à bochecha e faço festinhas com o polegar. Parece magia: acalma logo e fica-se. Se quando tiro a mão, esperneia outra vez, basta voltar a pôr a mão na mesma posição e adormece de vez.
Os seus cognomes
Eu chamo-lhe macaca ou macaquita, por causa da forma macaca como se ri. Estou a ver se gosto de Nocas, derivado rebuscado do nome. O pai adoptou de vez em quando Floco, graças às amigas de barriga. O avô materno gosta de bochechas, bochechuda e cachopa. O avô paterno de risonhita. No meio disto tudo, responde a todos da mesma forma cusca, desde que o tom seja o apelativo.
5 meses
Está grande... Na consulta dos 5 meses pesou 7,660 kg. Tem uma diferença de 200-300g do Vicente, o buzinão risonho, amigo de barriga, que nasceu no mesmo dia que ela. Já quase não cabe no berço, nem na alcofa de viagem. Como dizia o outro: "já só te falta um bocadinho assim!". Ou seja, esse bocadinho é o que falta para dar o grito de Ipiranga e seguir para o seu quarto e a sua cama de grades... Vai-nos fazer diferença, uma boa e outra má. A boa porque o terceiro elemento, como diz a amiga enfermeira, sai do quarto (apesar de ela nem se sentir depois de ferrada a dormir). A má porque de madrugada, lá por volta das 5h30/6h, quase que acorda à conta dos puns que querem sair (raio de hora que ela escolheu para tal) e só não abre a pestana porque lhe ponho a chucha antes disso. Agora é só isso e virar-me para o outro lado. Depois implica levantar...
Miminho de mãe
Costuma adormecer na mama - não é grande hábito, mas não há muito a fazer - não a vou acordar de propósito para poder adormecer na cama sozinha, certo?... No outro dia não conseguiu por causa do malvado arroto. Arrotou e continuou irrequieta. Peguei nela e pu-la ao ombro para ajudar a arrotar mais, enquanto cantarolava o "Manel tinha uma bola" baixinho e lhe afagava a nuca para a acalmar. Ao fim de 5 min senti uma respiração compassada ao ouvido. Espreitei. Dormia tranquilamente. Cheguei à conclusão de que só precisava daquele miminho para adormecer. Senti-me a maior, especialmente porque quando a fui deitar e disse ao pai que era o miminho de mãe que estava a faltar, ele ofereceu-me um olhar quente e cheio.
Vai fazer dele gato sapato
Já faz... Agora chama-me para a pôr na espreguiçadeira para não chorar com ele... Só tem 5 meses e basta um olhar de pestana mais cabisbaixa e consegue o que quer. Nem imagino com 15 anos...
Paixão pelo pai
É uma loucura quando o pai chega a casa. Começa com um sorriso de orelha a orelha decorado com um "ah!" de felicidade. Depois vai para o seu colo e começa a macacada. É um pouco de tudo: desde conversa, a sons engraçados, a cócegas, a "tétés" de brincar às escondidas e a aviõezinhos. Ele fica cansado de tanto saltar, pular e falar. Ela ri-se, gargalha, fica histérica com guinchinhos muito engraçados e chega a rir-se por antecipação quando vê a mão dele a aproximar-se. Ele retribui com um ar apaixonado e muitos "oh filha!" e "oh meu amor!". É bonito de se ver. Qualquer outra coisa não sabe tão bem ver e assisto de primeira plateia a esta paixão assolapada e correspondida.
Pai artista
Abuuuuu!
Descobriu uma nova forma de se expressar - faz boca de velhinha desdentada e vai fazendo movimentos como se estivesse a falar sem som. Depois, com a mesma boquinha começa a fazer "abuuuuu!" e diverte quem a vê. Não tarda aprende a fazer o mesmo com a sopa. Depois é que é ver sopa a voar!...
20 minutos de qualidade
Dizem os psicólogos que bastam 20 min por dia de tempo de qualidade com os pais para que as crianças sejam estáveis emocionalmente e serem felizes. A M. deve ser um poço de felicidade e equilíbrio. Todos os dias, tanto eu, como o pai brincamos com ela bem mais do que isso. Então agora que estou a trabalhar, o resto da tarde é da exclusividade da minha filha. Começo com colo e miminhos, passo à palhaçada e depois à ginástica no seu tapete de actividades. Não sei quem se diverte mais, nem do que é que ela gosta mais - se das cócegas na barriga ou no pescoço, se do se sentar e deitar com a minha ajuda, do virar de barriga para baixo e ver o mundo de outra perspectiva, ou se do se mirar ao espelho. O ritual do banho à noite com o pai já traz diferenças, com o sentar-se na banheira, o agarrar a compressa com que foi lavada e o bater dos pés na água ajudada por ele. Depois, a brincadeira do secar com a toalha por mim e dos "pfreeeeee!" que fazem cócegas naquela barriga destapada. Só sei que chega à noite cansada e adormece muitas vezes a sorrir.
Eles também se sentem
A característica mais marcante da M. são os sorrisos. Pois comigo agora estão mais dificeis. No primeiro dia que fui trabalhar, demorei uma hora e meia a arrancar um! Quando acordou e me viu em casa, fechou a cara e nada, nem meiguice, nem gracinha nenhuma a fez sorrir para mim. Fiquei triste, triste. A minha filha literalmente amuou comigo e estava-me a castigar! No segundo dia, foi igual. No meu colo, eu a dar-lhe miminhos e beijinhos e a sacana nada. Vem a Lúcia faz-lhe um simple "psiu!" do lado de lá e ela vai e atira-lhe um grande sorriso! Chegou o pai, diz um "olá filha!" e ela vai e lança-lhe um sorriso com um "ah!" de contentamento. Eu tive de trabalhar para o conseguir... Não só já custa deixá-la sozinha com a ama e ela ainda me castiga por cima. Ingrata! Vá lá, no terceiro dia já me recebeu com um sorriso e reagiu logo à brincadeira. Também, desta vez, consegui chegar a horas da mamada a seguir à sopa, por isso em vez de ir ao biberão, foi logo comigo. Deve ter achado que o pedido de desculpa era suficiente...
Regresso ao trabalho...
Sabia que era difícil, sabia que me iria custar, não imaginava que fosse assim. Primeiro, já não estava habituada a acordar tão cedo (não esquecer que tenho uma filha que acorda sozinha depois das 9h) - eram 7h15 quando me levantei. Depois de me arranjar e estar despachada, fui tirar a M. do berço, que dormia tranquilamente. Cortou-me o coração senti-la a torcer-se de preguiça no meu colo enquanto a levava para mamar. Mamou a dormir, depois de refilar um bocadinho. Chegou a Lucia entretanto, que assim que acabou a mamada ma tirou dos braços para tratar dela. Foi tipo filme - eu a segurar sem largar, enquanto ela gentilmente a puxava para si... Depois tinha de sair de casa. A lágrima ameaçava perigosamente no canto do olho. O B. via-me a andar para trás e para a frente, tipo barata tonta, sem saber o que fazer. Acabei por me decidir e fui ao quarto da M. dar-lhe um beijinho (muitos) de até logo. Não parei para olhar. Dei muitos beijinhos e saí disparada para a ama não ver a figura. Já no elevador o B. deu-me a mim muitos beijinhos, enquanto dizia que eu já sabia que isto tinha de acontecer. Correram-me as lágrimas a caminho de Sintra. 5 meses, 24h sobre 24h com a nossa filha, é muita carga de uma só vez. No trabalho fui bem recebida. A colega de sala está de férias, por isso fiquei sozinha na sala, mas foram-me vindo dar umas palavras, para não me sentir tão desamparada no primeiro dia - afinal as colegas são todas recém-mães, por isso sabem bem o que custa. Não sabia o que fazer pois o chefe não teve tempo para mim de manhã - o trabalho foi escasso. As 15h30 demoraram uma eternidade a chegar - dou graças pelo horário de amamentação! Quando chegou a hora, desci as escadas num tiro, enfiei-me no carro e fui directa para casa - ia com fogo no rabo! Cheguei a casa cheia de vontade de lamber a cria, mas a malandra estava a dormir!!! Tive de esperar que acordasse, mas depois vinguei-me...
Vida de dondoca
A outra face da medalha de ter alguém em casa para fazer tudo é que se deixa de ter o que fazer em casa. Como queria ver como a M. se dava com a Lúcia, também não tratei da filha, pelo que que durante uma semana tive a verdadeira vida de dondoca à séria (quer dizer, à séria seria com massagens e esplanadas com outras dondocas, mas não faz mal). Tive tempo de me demorar no banho, fazer a depilação, arranjar sobrancelhas e unhas, de ir ao café com uma amiga de barriga e passear pelas lojas para ver o que havia de novo. Não fosse a solidão, porque quem conheço não tem esta vida, até me dava bem com isto, desde que é claro, tivesse um entretém para a mente se exercitar. Ou seja, tenho perfil para não fazer quase nenhum, desde que acompanhada...
