sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Super-fãs

Ontem, fomos jantar a casa da tia S. e do tio H. A M. fez um sucesso. Os sorrisos, a simpatia e a esperteza dela estavam imparáveis. A S. ficou delirante - filmou, brincou e fartou-se de observar aquele pequenino ser que descobria o mundo da sua casa. No final, à 1h da manhã, estando a M. ainda acordada e bem-disposta, o H. descobriu uma brincadeira nova: bichanar-lhe ao ouvido muito baixinho. Ela adorou. Pedia mais e mais e dava grandes sorrisos de contentamento. Fomos embora, deixando um casal com um sorriso sonhador e de felicidade genuína estampado na cara e a dizer que podíamos seguir que eles ficavam com a encomenda. Para mim, a parte melhor foi ter ouvido o H. a dizer que se ela tiver aquele sorriso quando for crescida estamos tramados e a S. afirmar convictamente que esse mesmo sorriso é da mãe... A M. definitivamente ganhou dois super-fãs. Obrigada, tia S. e tio H.!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Martinho

Neste preciso momento, o nosso amiguinho vai retirar o stent do rim esquerdo. Como em todas as outras etapas desta sua particularidade, temos a certeza de que vai correr tudo bem e que ainda hoje vai dormir a casa, no meio dos muitos miminhos dos seus pais. Muita força e um grande beijinho da Floquinho!

Pouca meiguice

Entenda-se: a nossa filha é meiguinha, não é é muito dada a isso. Parece que foi buscar essa característica a mim. Se estiver ao nosso colo, não costuma aninhar-se por muito tempo, preferindo antes observar o mundo com atenção do alto do poleiro. Raras são as vezes em que a M. sossega no nosso colo, apenas e tão só com base no argumento do mimo e das festinhas. Prefere recebê-los por entre tropelias e movimentos, com muitos sorrisos de agradecimento pelo meio. Quando chegamos a casa e de manhã ao acordar, costumamos ser prendados com uns miminhos extra - encosta a cabeça ao nosso ombro e deixa-se ficar um bocadinho, mas é sol de pouca dura. Hoje de manhã, como acordou cedo, tentei convencê-la a ficar na nossa cama com o pai - um objectivo de 15-20 minutos, para eu tomar banho antes de lhe dar de mamar. Em vez de aproveitar e aninhar-se, sentou-se, levantou-se, deu às pernas, sempre com a mesma energia do resto do dia, independentemente das horas de madrugada. O B., a certa altura, ainda deitado, abraçou-a juntinho a si e forçou-a a ficar. Surpreendeu-me e deixou. Ali esteve uns minutos, sossegada, no meio daquele peito grande e protector, rodeada por dois braços que subiam e desciam pelas suas costas. Mas não durou muito - o B., com receio que ela se habituasse, pousou-a na cama. Ela, que já estava quase a adormecer, abriu a pestana, pôs-se de gatas e começou a desafiar-me com brincadeira. Acabei por tomar banho depois.

Procura o sim

Hoje de manhã, tentou. Disse-lhe não a uma asneira e ela parou e olhou para a ama. Esta não se descoseu e insistiu no não. Fez isto duas ou três vezes, por vezes no sentido inverso, sendo evidente que se uma de nós dissesse que sim, a asneira seria praticada. Como disse a Lúcia, já tem a escola toda...

Destapada

Não tem remédio... Desde que saiu do berço e passou para a cama de grades, com 6 meses, que não sabe o que é um lençol. Quando a deitamos, está tão transpirada que nem vale a pena tentar. Ao fim de algum tempo, vamos lá tapá-la, ou melhor íamos, porque agora já desistimos de tal proeza. Em minutos, consegue pôr os pés para fora, nem que isso implique ficar toda torta, com a cabeça enfiada nos protectores ou na cabeceira. Já a apanhei por cima dos lençóis direitinhos, como se nunca tivesse sido deitada por debaixo deles... Antes de nos deitarmos, ainda voltamos à carga por causa do fresco da noite, mas não adianta. Invariavelmente, de manhã está destapada. Quero ver no inverno...

Língua

Descobriu-a ontem. Agora passa o dia com a língua de fora, a molhar o labo inferior até ficar babadíssima. Se abanasse a cabeça violentamente fazia lembrar um Boxer...

Já pede colo

Há já duas semanas que o faz. A imagem que me vai ficar na memória para sempre é aquela bebézona, sentada no chão, de chucha na boca, a olhar para cima com aqueles olhos grandes e pestanudos e aqueles bracinhos rechoncudos esticados para cima. Faz lembrar um cachorrinho fofinho a pedir festinhas.

Por antecipação

Quando a M. fica aborrecida de estar presa, uma das brincadeiras que eu faço é esticar o meu indicador e começar a girá-lo e a abaná-lo, imitando o som de um radar, enquanto o aproximo dela. O som do tut-tut-tut vai acelerando à medida que vai ficando mais perto do ombro, até que o espeto na omoplata para fazer cócegas. As gargalhadas são mais que muitas. Agora, basta eu esticar o dedo e começar a minha ladaínha. A gargalhada fica à porta, já meio engasgada e quase nunca aguenta até o dedo lhe tocar. É de chorar a rir.

Já sabe

Quando a ponho no muda-fraldas e ela não quer, chora. Até aqui nada de novo. Chora, só que a olhar para a porta, à espera do seu salvador. É que por mais do que uma vez, que o B. vem em seu socorro, pegando nela ao colo, para só depois a convencer a mudar a fralda (com a minha ajuda, é claro)... Hoje fez uma mais engraçada. Foi direita às revistas e antes que lhes deitasse a mão eu disse um Não! severo para ela perceber. Ela vai e... olha literalmente para o pai, à espera. Como ele não disse nada, desistiu. Estou tramada!...

Molas

Há duas noites apercebi-me que temos umas molas escondidas no corpo que saiem quando há necessidade. Era 1h30 da manhã, estava em pleno processo de adormecimento, quando ouvi um barulho assustador. A minha mente ainda tentou pensar que poderia ser exagero da minha parte, mas imediatamente a seguir outro som similar saiu do quarto da M. Parecia que lhe estava a faltar o ar. Dei um salto da cama como se tivesse a cauda do Marsupilami e corri para o quarto dela. O B. acordou, não com os sons, mas comigo a saltar e a correr, e sem pensar, saltou atrás de mim. Cheguei ao quarto dela e vi-a a dormir tranquilamente, depois de se ter virado pela enéssima vez. Percebi que os sons tinham sido qualquer engasganço com a chucha que ficou para trás conforme se virou ou algo do género. Com o susto, o B. deitou-se a queixar-se que tinha o coração aos saltos e eu demorei uma hora a adormecer, com o ouvido alerta. Bolas! Assim não vale!

Pasta de zinco

A M. já parece uma enguia no muda-fraldas. Assim que a deitamos, começa a contorcer-se para se virar de barriga para baixo e espreitar para o cesto com as suas coisas. Quer tirar tudo e não tem paciência para esperar enquanto lhe mudamos a fralda. Cada vez mais é um jogo de persuasão que passa por tocar batuque com a caixa das compressas, mostrar-lhe a vaquinha Lola que lá está preparada para a eventualidade, dar-lhe o soro para roer, cantar, dançar, saltar e sei lá mais o quê... No domingo passado, deixei o B. dormir e entretive-a. No acto de mudar a fralda, deixei o boião da pasta de zinco (para pôr numa pequena borbulha do trilhar da fralda que tinha no rabiosque) aberto. No meio dos Não! gorados e das vezes infinitas a virá-la, ela acabou por conseguir ficar de gatas enquanto eu lhe apertava o body. Mas... O boião tinha ficado aberto e a M. sem eu dar conta tinha enfiado a mão toda lá dentro. Era pasta de zinco por todo o lado e dentro da boca. Este creme é excelente, mas tem um grande senão: não sai com água. Eu esqueci-me desse pormenor e segui para a torneira para lhe lavar a mão e a cara. Pior a emenda do que o soneto! A mão dela ficou com pasta ainda mais bem espalhada do que já estava e a minha juntou-se à festa. Agarrei numa toalha e tentei limpar-lhe aquilo tudo. Mas ela não estava pelos ajustes. Pois então aquilo era tão cremoso e agradável ao toque porque raio haveria ela de me deixar tirar aquilo?! Torceu-se, refilou e levou a mão à boca sei lá mais quantas vezes. Estive que tempos a limpar-lhe a língua e o céu da boca com compressas secas, a tentar perceber se ela tinha ingerido muito daquilo por causa das intoxicações. O B. acabou por não dormir com aquela guerra toda, ela ficou com aversão a compressas na boca e ainda hoje sempre que vê o raio do boião começa a logo a tentar alcançá-lo com a mão. E o pior é que já conseguiu mais uma vez, só não chegou foi a tempo de levar a mão à boca - fui mais expedita!...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Botão do volume avariado

Palra, palra, palra. Sons de variadíssimas formas. Só há uma coisa que não muda: o volume. Chegamos a não nos conseguirmos entender muito bem, nós os adultos cá de casa. Mas quando há silêncio, já estranho...

Ler-lhe livros

Já está mais fácil. Dizem os entendidos que se deve ler aos bebés desde sempre, sendo que a a unanimidade das opiniões defende que partir dos 6 meses permite posteriormente uma maior facilidade em adquirir vocabulário. Como eu adoro ler e o B. também não, ambos fruto da educação que tivemos, e acho a leitura o nosso melhor instrumento para sonhar, imaginar e compreender, enquanto assimilamos todo um conjunto de informação indispensável de alguma forma para o nosso ser, esta é uma das minhas preocupações genuínas - incutir-lhe o prazer pela leitura, abrir-lhe fronteiras para mais tarde ela descobrir sozinha o mundo maravilhoso que é um livro. Dizem também os entendidos que para os recém-nascidos é indiferente o que se lê. É importante sim a torrente de palavras diferentes que eles ouvem e o assimilarem visualmente o acto de ler, por isso, até o jornal ou uma receita de culinária serve. A primeira vez que tentei foi com uma revista da sogra em Quiaios. Tinha a M. 6 meses... Em micro-segundos, a revista ficou desfeita em picadinho e o casamento da herdeira de Cadaval foi para o galheiro... Chegada a casa, tentei com livros próprios - de pano. Os sopapos que deu no livro foram tais que não consegui sequer ver as imagens quanto mais as letras. O livro acabou por voar, tal a violência. Hoje em dia, já se consegue. Comprei uns de pano, outros de plástico e ainda uns de cartão grosso. Comigo o que resulta melhor é o de plástico, da Baby Einstein, com o leãozinho e as coisas que flutuam. Nas primeiras 3 páginas fica sossegada, a última já tem de ser invariavelmente alternada várias vezes com as anteriores. Sei que a ama lhe dê durante o dia a história do Capuchinho Vermelho, especialmente para a acalmar, antes da hora da sesta. Positivo. Nunca lhe dei essa orientação...

Menina dos seus olhos

"Deixa a menina!" e "Minha rica menina!..." são as frases que mais me vêm à ideia quando penso no que sai da boca do B. quando me fala dela...

Unhas

Crescem a uma velocidade parva. Ainda por cima a M. não gosta de as cortar porque isso implica estar sossegada mais do que 2 segundos. Hoje em dia, tem de estar a dormir ou então aproveito de manhã, depois de mamar, porque, por uns breves minutos, ainda está a funcionar a meio gás. Não é fácil e por vezes chego a cortar metade num dia e a outra noutro. Ainda por cima, não as posso cortar à frente do B. Faz-lhe tal impressão que nem as dele consegue cortar - rói quando ninguém o está a ver... Começa logo com o "Pára com isso! Pára com isso!", o "Deixa a menina!" e o "Esssss!" arrepiado de quem está impressionado. Não há pachorra!

Cucu!

Uma das suas brincadeiras preferidas: atiro a Lola para a cara a tapar os olhos e depois de perguntar duas ou três vezes onde está a M. puxo de repente e faço Cucu! Ela farta-se de rir. Agora, quando lhe tapo a cara, seja com o que for, ela deixa ficar, mesmo que ponha mão a segurar. Fica literalmente à espera que eu puxe o boneco para o famigerado Cucu! Quando o boneco cai mal e não tapa bem a cara, vêem-se uns olhinhos brilhantes e sorridentes e uma boca semi-aberta, a rir-se por antecipação do que aí vem...

Dá beijinhos

É o novo truque da M. Quando pedimos, quase sempre, abre a boca, encosta na nossa bochecha e deita a língua de fora. Ficamos lambuzados, mas inchados...

Quando nos beijamos

Já não faz cenas de ciúmes, ou melhor, não são tão perceptíveis. Olha para nós com ar malandro e começa-se a rir. Se estiver ao colo de um de nós, a reacção é bem mais sugestiva. Com o mesmo ar malandro, de quem sabe que vai fazer das suas, solta um ahhhhhh! fininho e agudo, enquanto aproxima a cara para junto da nossa (sobretudo do pai), como quem diz "deixa-te disso e dá-me mas é a mim"... Raio da miúda que parece que já sabe mais do que a sua conta! =)

Maus exemplos

O meu pai esteve cá e mais uma vez conseguimos a façanha de ficar de costas viradas. Discutimos, lavámos roupa suja e acusámos-nos. Lamentável. Mas mais ainda porque não soubemos respeitar a minha filha, já que não soubemos respeitar-nos mutuamente. A discussão, os gritos e o choro foram à sua frente e, no final, fiquei sozinha com ela a não conseguir engolir o choro para dentro. À noite, a M. estava eléctrica, impressionada e foi um castigo adormecer. Prometi a mim mesma não repetir. A custo, dois dias a seguir, exigi e acabei por me recusar a responder, apenas e exclusivamente para não entrar no ciclo vicioso do jogo das acusações e daí saltar os poucos metros para os gritos. Tenho mesmo de aprender...

Brincar com a água

Deixamos. Abrimos a torneira e pomos-lhe as mãos debaixo de água, que ela passa e repassa de um lado para o outro, enquanto a seguramos pelo tronco. Está naquela brincadeira até lhe cortarmos o curso de água que tanto a satisfaz. No outro dia, o B. experimentou outra forma: antes do banho, já só de fralda, sentou-a no rebordo do lavatório e pôs-lhe os pés debaixo de água corrente. Foi vê-la encharcada e feliz, concentrnaod-se ora em molhar as mãos, ora em dar às pernas, com o bónus de poder ver o seu reflexo no espelho, outra coisa que ela adora.