O meu pai esteve cá e mais uma vez conseguimos a façanha de ficar de costas viradas. Discutimos, lavámos roupa suja e acusámos-nos. Lamentável. Mas mais ainda porque não soubemos respeitar a minha filha, já que não soubemos respeitar-nos mutuamente. A discussão, os gritos e o choro foram à sua frente e, no final, fiquei sozinha com ela a não conseguir engolir o choro para dentro. À noite, a M. estava eléctrica, impressionada e foi um castigo adormecer. Prometi a mim mesma não repetir. A custo, dois dias a seguir, exigi e acabei por me recusar a responder, apenas e exclusivamente para não entrar no ciclo vicioso do jogo das acusações e daí saltar os poucos metros para os gritos. Tenho mesmo de aprender...
Há 8 anos
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