Já apareceram! Nem demos por ela. No sábado de manhã a seguir ao regresso de férias, estava o B. a tentar tirar-lhe um bocado de papel irresistível ao provar (...) quando sentiu qualquer coisa na gengiva superior. Espreitou, voltou a passar o dedo e descobriu dois dentes - um já totalmente saído e a crescer, o outro a rebentar. Depois de "oh filha! Nem demos conta!..." (ainda damos uma importância enorme a todas as novidades ao pormenor), foi uma festa e o B. ligou logo à mãe a contar. E afinal, parece que fomos os últimos a saber... Na segunda, quando contei à ama, ela com naturalidade respondeu que sim, que já sabia e que até já tinha mostrado ao avô, que por sua vez já tinha contado à tia. Por um lado, ainda bem - é sinal que não lhe doem...
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Contrariá-la
Chegados de férias, o normal era insistir, insistir, insistir até ficar irritada e chorar. Como não tinha sorte com essa estratégia, com uma outra qualquer distracção, acabava por apontar, olhar para nós e fazer "Da! Da!"... Até que um dia... Temos uma mesinha de apoio na sala, com umas velas pequeninas e um cinzeiro de estimação do B. A M. adora levantar-se agarrada a ela - fica mesmo à sua altura - e tentar atirar tudo para o chão. Como de costume, assim que a vi a agarrar-se à borda da dita mesa, preparei-me para a lenga-lenga do "não, não!". À primeira nega, olhou para mim e esboçou um sorriso gigante. Fiz um esforço, segurei-me e voltei a dizer "não, não!". Ela vai e... esboça um sorriso gigantérrimo, acompanhado de um "hhhhum!" malandreco. Fiz das tripas coração, respirei fundo e voltei à carga - "não, não!". Vai daí, olha para mim, testa-me em segundos e... solta uma gargalhada cristalina!... Desculpem os manuais de pais perfeitos, mas não fui capaz. Desmanchei-me com ela e ri a bom rir. Escuso de dizer que depois tive de lhe tirar a vela da mão, certo?...
Paul Newman
Desde que o descobri no início dos anos 80, tinha eu acabado de entrar na adolescência, que fiquei fã. Qual Tom Cruise, qual carapuça! Paul Newman é que era e o homem já ia nos seus 50s. Lindo de morrer, com uns olhos azuis profundos e uma simetria de cara (e não só...) fora do normal, não deixou qualquer ponta de fora no seu trabalho como actor e realizador. Ser humano com consciência democrata e marido fiel de 50 anos (coisa rara em Hollywood), é um exemplo
para muitos. Morreu esta semana. Deixou-me uma pequenina tristeza por já cá não estar, mas como diz o Bono, é fácil lembrar um nome, mas, mais difícil, é recordar o que se fez em nosso nome, por isso, fica aqui um tributo a um Senhor, que marcou mais do que uma geração.
"Paul Newman interpretou vários papéis inesquecíveis. Mas aqueles que o orgulharam mais nunca foram campeões de bilheteira: marido devotado, pai e avô amoroso, filantropo dedicado. O nosso pai era um raro símbolo de humildade, o último a reconhecer que o que ele fazia era especial. Intensamente reservado, fez a diferença na vida de muitas pessoas graças à sua generosidade. Até ao fim da sua vida, o nosso pai foi incrivelmente grato pela sua sorte. Nas suas palavras, "era um privilégio estar aqui". Ele será orgulhosamente lembrado por aqueles cuja vida ele tocou e deixa-nos com uma extraordinária inspiração para prosseguir. "
(Carta das filhas, divulgada no dia a seguir à sua morte)
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Já foi!!!!!!!!!!
Vendi! Vendi! Vendi! Vendi! Vendi! Vendi! Vendi! Vendi! Já se foi embora para o Algarve!!!!! Quando chego a casa já não está parada a olhar para mim e a recordar-me diariamente do meu fracasso, com ar misto de abandono e desafio. Vade retro Satanás! Xô bicho! Só não consegui ficar feliz ao vê-la ir embora devido à incapacidade do meu marido em se revelar feliz também. Nem disfarçar conseguiu... Já só falta dar o golpe final para acabar com a miséria e o suplício do animal. Acabou-se o sonho e a vontade de ser diferente, de sentir-me útil e completa. No dia em que a M. nasceu, desisti, encasquetei na minha cabeça que não dava mais para insistir em bater no ceguinho. Esperei mais uns meses para fazer a vontade ao marido, que tem mais dificuldade do que eu em assumir um erro, mesmo que este não seja dele. Sei que vou ficar sempre com a mágoa de não conseguir ser dona de mim própria, mas como diz o meu pai, o tempo tudo amansa - não cura, isso não, mas ameniza o sentimento.
Mais uma evolução e mais um truque
No dia 18 de Setembro, a M. andou agarrada ao sofá pela primeira vez sozinha. Estava em pé numa das pontas e eu pus-lhe a amiga Lola na outra ponta, incentivando-a. Primeiro hesitou. Depois, avançou. Como eu fui fazendo claque, acabou o percurso a rir-se imenso e a querer repetir. Para além disso, no mesmo dia, demonstrou ser exímia em sentar-se devagarinho no chão, caindo de rabo, em cima da fralda fofinha. Agarra-se com força com uma mão, enquanto dobra os joelhos muuuiiittoooo devagar, com muuuiiitttaaaa cautela, para não fazer pum! E consegue sempre! Quanto ao truque, foi a ama que passou o dia a atirar beijinhos para ela entender. E conseguiu. Agora, quando atiramos beijinhos, ela abre a boca exageradamente, põe a mão à frente toda aberta e fica-se por aí. Falta a parte do atirar, mas não faz mal, já acho a minha filha a mais esperta de todos. :)
Quase que percebeu
O tambor da Chicco tem de um lado vários botões para tocar música e um central para simular o som daquele instrumento musical. Do outro lado, tem uma tampa com três recortes, por onde é suposto a criança enfiar as formas geométricas correspondentes. A M. adora a parte da música (faceta cada vez mais notória, aliás), mas eu sempre tentei o outro lado sem grande sucesso. Um dia, na brincadeira no chão com ela, tentei mais uma vez. Desta vez, com a tampa directamente apoiada no chão, para que as formas não desaparecessem para dentro do tambor. Pus o triângulo no respectivo buraco e mostrei várias vezes. Após variadíssimos "ah! encaixou!", ela entendeu e começou a atirar a peça para o sítio com um bocadinho mais de perícia e com um objectivo mais determinado. Ficou-se por aí, mas já foi um bom começo!
Colinho da Lúcia
Já aqui disse que a M. não é muito de mimalhices - ao nosso colo está o tempo suficiente de satisfazer a carência, que é reduzido, querendo ir para o chão num instante. Acalmá-la ao colo, distraindo-a com qualquer brincadeira, é quase impraticável, pois passa a vida a tentar sair do colo e ir à sua vida. Como disse a professora de ioga, a visão romântica de mimar a filha ao colo no nosso caso, é só isso mesmo - romântica. Ora, não é que a desgraçada no colo da ama não é assim?! No segundo dia de regresso de férias, cheguei a casa desejosa de a ver e pegar ao colo, achando que o mesmo se daria do outro lado. Estava no colo da ama e veio logo para o meu, mas ao fim de uns minutos, quis regressar à base. Estendi-lhe os braços outra vez, ao que ela respondeu imediatamente da mesma forma. Sorri, contente por não ter perdido o jeito... Mas afinal... Estendeu o braço, agarrou na chucha que eu segurava na minha mão direita e endireitou-se para ficar no colo da sua amiga!... Afinal, era a chucha que ela queria!!! Não bastando, uns dias depois, cheguei a casa e estavam as duas calmamente sentadas no sofá a ler um livro. Perguntei o que faziam e a ama respondeu que estava a acalmá-la para ver se a conseguia depois pôr a dormir! Questionei-a sobre a eficácia de tal truque, convicta de que não teria muitos bons resultados, ao que ela afirmou que não, que resultava bastante bem... Deprimi, só por uns segundos, por não dominar tal arte...
Bengala
Depois da experiência do sobe e desce no Algarve (no recinto da messe, o quarto era o mais em cima possível e a sala de refeições o mais em baixo) e da minha aventura sozinha para o ioga, dei-me por vencida e concluí que o B. era capaz de ter razão: era urgente comprar um carrinho que pesasse menos uns quilos. Assim, sem sequer ter estudado fosse o que fosse (inédito, certo?!), confiei no B. e fomos à loja do Campo Pequeno, que tem umas meninas tão simpáticas e explicadoras, comprar um carrinho-bengala. Optámos por um McLaren, com bastante reclinação de costas e um apoio para os pés rebatível. É o mais leve do mercado e tem um fecho a toda a prova de bebés mais mexidos e curiosos. Só tem um senão: a pala não é propriamente grande, pelo que será preciso comprar uma sombrinha para o ano. É tão leve que por vezes me esqueço e a M. quase que levanta voo ao subir os passeios!... É claro que o pai já ouviu umas quantas vezes a piada inevitável: "afinal teve a filha primeiro um Mclaren do que o pai! Ainda por cima vermelho!"...
Visitas ao e do avô
No domingo de regresso, aproveitei que o B. estava incapacitado com uma violenta dor de dentes, dei-lhe ouvidos, fiz um esforço enorme e meti-me a caminho de Santa Cruz. Sabia que o meu pai e tia estavam lá, e sem avisar, fiz a surpresa. O medo de piadas que originassem discussões era mais que muito, especialmente, tendo em conta os últimos acontecimentos, mas decidida a virar costas no primeiro segundo de guerra, avancei. Afinal, a surpresa foi tão boa e a felicidade daí resultante ainda maior, que correu muito bem. Ficaram ambos tão contentes por ver a M. ali pela primeira vez (foram precisos 10 meses para conhecer a casa de praia do avô...) que nem se atreveram a tal. As minhas conversas com o meu pai limitaram-se ao tempo (tu as bien raison, Virginia!) e até o deixei sozinho com a neta, enquanto fui ao café com a tia. Ficaram a brincar com o quadro dos cavalos e dos cães e ela nem deu pela minha falta. Quando me vim embora, não houve um comentário da parte do sr. coronel de "ainda bem que vieste" ou um obrigado, mas nas entrelinhas do seu olhar, percebi que sim. Depois, nessa semana, a M. teve direito a três visitas do avô - dia sim, dia não. Era uma alegria pegada de brincadeira no jardim atrás das pombinhas quando eu chegava. O meu pai, com receio que o estranhar continuasse (antes das férias, a M. chorou ao ir para o colo dele) e aproveitando o embalo e domingo, evitou tanto tempo de ausência e apostou forte nas visitas em quantidade, para além da qualidade. Ainda bem para a minha filha!
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
A nossa ausência
Durante toda a primeira semana, a M. chorou de manhã quando saímos de casa. Assim que percebia que estava a chegar a hora, pimba! Começava o pranto. Queria o pai à força toda, que por sua vez tem dificuldade em negar um colo tão desejado. Acabámos por optar sair sem grande alarido, para que ela não percebesse - só chorava se não estivesse distraída com alguma brincadeira. Damos-lhe o beijinho do até logo, acabamos de nos arranjar e depois saímos. Um dia, estava à janela da cozinha a ver os carros (passatempo preferido desde muito pequenina) e a ama caiu na asneira de lhe mostrar os pais a entrarem no carro. Acenámos um adeus e ficámos a saber mais tarde que, primeiro riu-se imenso, para depois chorar quando nos viu entrar para o carro. O B. no segundo dia, já em parafuso, só me perguntava com ar preocupado, "só gostava de saber porque é que ela chora tanto!...", com cara de desconfiado. Foi preciso uns quantos dias para perceber que era mesmo de tantas férias juntos e de uma "idade" que já implica mais entendimento das coisas... Por mim, foi o argumento para continuar a amamentar: enquanto não parar de chorar por ficar sozinha, não lhe vou dar outro argumento para chorar. Bem basta um choque de cada vez...
Desmame - tentativa n.º 2
A promessa tinha de ser cumprida. Estupidamente, em vez de aproveitar as férias para calmamente a habituar a um novo ritual, esperei pelo primeiro dia de trabalho, três semanas depois de muita festa e miminhos. Não consigo justificar tamanho disparate, a não ser que andei a adiar o inadiável. Segunda de manhã, chegou a Lúcia, já a M. estava acordada. Eu não lhe tinha dado colo para não despoletar reacções desnecessárias. O B. fez a minha vez, passando o testemunho à ama enquanto fazia o biberão. Eu andava nervosamente para trás e para a frente em casa, feita zombi, sem saber o que fazer às mãos. Todo o meu ser me atirava tipo imã para ao pé dela, tendo de me contrariar a cada instante, nas minhas vãs tentativas de racionalização. A certa altura, a M. saturou-se de tanta demora e chorou. Queria-me a mim e tentava saltar do colo da sua amiga para o meu. Escuso de dizer que não correu bem. Acabei por sair porta fora, a chorar, deixando-a a ela a chorar também. O B. ainda me tentou consolar, sem grandes resultados, dizendo que o meu papel estava cumprido, que não sabia o que é que eu ia fazer quando ela saísse à noite pela primeira vez, que eu não a podia ter sempre debaixo da minha saia... Enfim, conversa que nem adianta e que chega a irritar. Só mesmo quem passa pela experiência percebe o quão fundo vai a questão, nem sequer tendo a ver com ser-se homem ou mulher. Fui-me embora de carro a chorar - por ter de ir trabalhar outra vez, por terem acabado as férias, por não poder ficar com a minha filha o dia inteiro. Todas estas razões foram elevadas a um quociente absurdo pelo sentimento que predominava: sentia-me traidora e, acima de tudo, vazia, oca. Não sei explicar melhor. No semáforo vermelho, ainda ao pé de casa, abracei-me a mim mesma para compensar o buraco gigante que se tinha construído e molhei a cara com lágrimas salgadas, com a decisão que ainda não era desta.
Desmame - tentativa n.º 1
O médico já me deu ordem aos 6 meses da M. e a pediatra confirmou - já não faz nada pela M. e faz-me mal a mim. Mas... Primeiro, li que a OMS defende a amamentação até ao ano de idade. Segundo, tenho leite que nunca mais acaba, parece-me um desperdício, para não falar no dinheiro que se poupa. Terceiro... E acima de tudo, ela gosta e eu também... Durante as férias, ainda em Quiaios, tentei mentalizar-me de que estava na altura. Já andava a fazer curativos ao mamilo há mais de um mês e achei que o bom que poderia ter já não justificava o desconforto, que gradualmente evoluiu para a dor outra vez. Por isso, tentei. Só dei de um lado e deixava descansar o outro, dando o B. suplemento para compensar. Durou dois dias. À terceira manhã, a M. chorou desalmadamente ao fim de alguns minutos a mamar. Concluí, junto com o pai, que a fonte estava a secar. Assim, passou ao biberão em exclusividade durante outras duas manhãs. E eu... A encher, a encher, a encher... Tive de tomar banho antes de ir para a praia para, com o chuveiro, aliviar as mimosas, de cheias que estavam, enquanto a ouvia a chorar por a mãe não lhe ligar nenhuma e deixá-la sem o mimo matinal. Ao terceiro dia... Não aguentei e quando ela me estendeu os braços, fiz-nos o gosto ao dedo e dei-lhe de mamar. É claro que estava decidido mentalmente que seria assim. O desconforto do peito cheio não se comparava com o desconforto da minha alma pequenina, por isso, dei o primeiro como desculpa "válida" e resolvi o segundo. Prometi ao pai que no regresso das férias daria razão à razão...
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Baby Ioga
No sábado de regresso, tínhamos uma aula experimental de ioga para bebés com a turma C. Como no início das combinações tínhamos sido avisados de que não poderia haver público, nem o pai, assumi que a informação se mantinha e fui sozinha, juntamente com a M., para as portas de Santo Antão. Chegadas lá, reencontrámos o Dunga, o Quiquinho, o Vicas e a Carolina, tudo bebés boom de Outubro e Novembro, que tinham nascido ao som do tac-tac-tac da enfermeira XXL. Afinal, os pais também podiam ir, mas como o B. já não ia a tempo, segui para a aula com a nossa pipoca. Estava um calor infernal e o ginásio ficava no fim do mundo - foi preciso subir uma ladeira, um elevador para deficientes de mecanismo estranho e mais um lanço de escadas, tudo com o carrinho, a nossa chumbinho e ainda o saco com a tralha dela... Nem imaginam como cheguei alagada lá em cima... A aula: muito bom. A M. fez quase todos os exercícios certinhos, sem grandes invenções, seguindo o que a professora cantava e fazia. É claro que teve os seus momentos de distração, querendo ir à sua vida pelo ginásio fora, que tinha tanta coisa estimulante à volta, mas com um pouco de insistência da minha parte, resultou. Em certos exercícios, demonstrou um verdadeiro prazer, outros não se percebeu. Os seus amiguinhos, melhor ou pior, comportaram-se da mesma forma. Nós, pais, estávamos com muitas dúvidas quanto a uma aula de ioga com estes nossos pimpolhos tão mexidos, ainda por cima juntos, mas afinal nem foi assim tão impraticável. Viemos embora satisfeitos com a experiência, não tanto com a mensalidade - € 62,50, uma aula por semana!!! Ninguém alinhou. É pena, pareceu-me algo de importante para o estímulo dos nossos bebés...
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Já em Lisboa
Fizemos bem em regressar na sexta-feira - a descompressão de três semanas inteirinhas juntos no laró era essencial para todos nós. O fim-de-semana correu bem, regressando à rotina devagarinho, mas descobrimos como um bebé de meses apanha manhas... A M. não quer dormir na cama graças ao mau (?) hábito de passear todos os dias à noite no carrinho pelas ruas de Lagos. Assim, à noite, não querendo entrar em guerra, o B. decidiu continuar com o mesmo esquema contra minha vontade. Punha-a no carrinho e empurrava-o para trás e para a frente no nosso corredor, que é gigaaaaaaante... Resultou. Pelo menos nos primeiros dias...
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Diário fotográfico de um regresso
Ama
Faço aqui uma pequena pausa para dizer que a ama da M. continua no bom caminho. Precisou de falar comigo durante as férias. Depois de tratar do assunto do seu interesse, perguntou-me pela M., querendo saber quais as novas gracinhas aprendidas. Depois pediu-me para falar com ela. Pus em alta-voz e ouviu-se do outro lado o típico "Olá, cucu!" - é assim que a interpela para cumprimentar e despedir (neste caso é "tchau, cucu!"). A M. rasgou um sorriso, palrou qualquer coisa e olhou demoradamente para o telefone com ar de quem reconheceu a voz. No fim, ainda me disse que já estava com saudades dela. Foi um tiro no escuro, mas que tiro!...
A chave do carro
Como todos os bebés, não a pode ver. Tem uma fita preta dependurada, para podermos pô-la ao pescoço, que ainda a torna mais atraente. Muitas vezes, foi a dita que nos ajudou a sentá-la no carrinho e na cadeirinha do carro. Enquanto ela fazia a sua guerra para não se sentar, um de nós acenava com a cenoura e ela para a conseguir apanhar, acalmava. O problema era tirar-lha para pôr o carro a trabalhar depois... O pior foi uma noite que me esqueci dela na sua mão e atravessei o parque de campismo quase às escuras. Às tantas, o B. perguntou-me por ela e eu fiz clique - estava algures no chão... Depois de retroceder o caminho todo, encontrei-a no meio da estrada, passada a ferro por um pneu. Escuso de contar a fúria do B., certo? Felizmente, apesar das marcas de maus-tratos, funcionou, pelo que a fúria foi tempestade de pouca duração... :^)
Dedo e braços
Já sabe esticar o dedo indicador a pedido, sobretudo se for para fazer como o ET e tocar no nosso, também esticado. Já para se vestir e sair do carrinho, basta perguntar pelo braço e depois pelo outro. Põe-se a jeito, para que tais empecilhos não atravanquem o despachar do vestir e do sair do indesejável. Por vezes, já é quase instintivo. Boa, M.!