Desde que o descobri no início dos anos 80, tinha eu acabado de entrar na adolescência, que fiquei fã. Qual Tom Cruise, qual carapuça! Paul Newman é que era e o homem já ia nos seus 50s. Lindo de morrer, com uns olhos azuis profundos e uma simetria de cara (e não só...) fora do normal, não deixou qualquer ponta de fora no seu trabalho como actor e realizador. Ser humano com consciência democrata e marido fiel de 50 anos (coisa rara em Hollywood), é um exemplo
para muitos. Morreu esta semana. Deixou-me uma pequenina tristeza por já cá não estar, mas como diz o Bono, é fácil lembrar um nome, mas, mais difícil, é recordar o que se fez em nosso nome, por isso, fica aqui um tributo a um Senhor, que marcou mais do que uma geração.
"Paul Newman interpretou vários papéis inesquecíveis. Mas aqueles que o orgulharam mais nunca foram campeões de bilheteira: marido devotado, pai e avô amoroso, filantropo dedicado. O nosso pai era um raro símbolo de humildade, o último a reconhecer que o que ele fazia era especial. Intensamente reservado, fez a diferença na vida de muitas pessoas graças à sua generosidade. Até ao fim da sua vida, o nosso pai foi incrivelmente grato pela sua sorte. Nas suas palavras, "era um privilégio estar aqui". Ele será orgulhosamente lembrado por aqueles cuja vida ele tocou e deixa-nos com uma extraordinária inspiração para prosseguir. "
(Carta das filhas, divulgada no dia a seguir à sua morte)
Sem comentários:
Enviar um comentário