Como gosta de comer tudo, achou por bem que o chão também devia ser saboroso. Agora, dá-lhe para ali - deita-se de barriga para baixo, abre a boca gigante e prova o chão. É claro que chãos há muitos, por isso há que provar o de madeira do corredor, o tapete da sala, o azulejo da cozinha e pois está claro, last but not the least, o tapete da cozinha, que até tem altinhos...
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Estalinhos com a língua
Já faz e com muito jeito por sinal. É um som do qual ela gosta muito. Tanto, que por vezes está que tempos com aquilo.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Boneca Mafalda
A minha tia teimava que já era altura de ela ter uma boneca - tem alguns bonecos, mas só peluches de animais (todinhos oferecidos) ou brinquedos didácticos. Assim, como não percebe nada do assunto e não se movimenta lá muito bem pela cidade, encomendou-me a dita em seu nome - "compra uma coisa gira", disse ela. Lembrei-me logo da que tinha visto na loja de Sintra da Taf Toys. Lá fui, no dia seguinte, comprar mais um brinquedo para a M., desta feita por € 16 - uma boneca de pano, com a saia forrada com papel amachucado, uns caracóis giros e um lenço na cabeça. O que me atraiu na boneca? O colorido e a particularidade de ao batermos palmas com as suas mãos ela tocar alternadamente quatro músicas muito engraçadas. Foi um sucesso - a M. adorou e a minha tia também. Esta baptizou-a de Mafalda (foi buscar a lembrança da Mafaldinha que eu tanto lia em miúda, muitas vezes sem perceber a piada política que estava por detrás daqueles desenhos sul-americanos). O doce da boneca está no facto de a M. encostar a Mafalda à cara, fazendo um miminho toda ternurenta quando toca a música calminha das quatro que ela tem.
Não há!
Sempre que acaba a comida ou que eu quero que algo desapareça da sua vista, ganhei o hábito de virar a palma da mão para cima e com ar de espanto dizer "Não há!". Tantas vezes o fiz, que ela aprendeu. Agora, seja porque o pai saiu da sala, seja porque a papa acabou ou seja porque não pode mexer e eu desapareço com o objecto das tentações, é ela que o faz a torto e a direito, faltando só o "não" para ficar perfeito - vira a mão igualzinha a mim e com um ar de espanto faz "Ahhh!". Giro, giro são a expressão e o tom que ela usa para o fazer - parece mesmo que me estou a ver ao espelho...
Tomate
Uma destas noites, estando eu a preparar o jantar e estando a M. sentada na sua cadeira de comer na cozinha, sempre a pedir comida, apesar de já ter jantado, experimentei dar-lhe um bocadinho de tomate a provar. Fez uma careta de todo o tamanho, saboreou, voltou a fazer careta, engoliu e... fez estalinhos com a boca a pedir mais! Dei mais um quadradinho e a cena repetiu-se! Chorei a rir com a expressão...
Tirar a chucha
Disse-nos a amiga F. que o dentista recomendou o retirar da chucha a partir do momento em que nascem os dentes, por causa das má-formações. Faz todo o sentido, por isso, disse à ama para gradualmente e sem grandes alaridos não lha dar sempre por dá cá aquela palha, para tornar o processo em algo pouco sofrido (eu perdi a minha aos dois anos graças à minha querida avó que, ao ver a chucha cair da minha boca para o chão da janela do 3º andar, aproveitou logo a deixa para me dizer que aquela tinha caído em cima de caca de cão. Depois foi todo um processo de me enojar sempre que eu falava nela. Consta que ainda chorei cerca de três dias, mas depois passou-me). Ela não sente muito a sua falta durante o dia - se não a tiver e sobretudo se não a vir, está tudo bem, nem se lembra. Temos é de ir contrariando o dedo na boca que de vez em quando lá vai parar. Já à noite e para adormecer a conversa é outra. A chucha é o seu comprimido para dormir, juntamente com a vaquinha Lola. E já acorda por causa dela, ao ponto de ter várias na cama para as ir perdendo e encontrando.
Mais dois dentes!
Estão a nascer de cada lado dos de cima. Agora, quando se ri, vêm-se dois ratinhos brancos bem crescidos em baixo e outros quatro a espreitar das gengivas. E o melhor foi que não houve qualquer sintoma - nem demos por ela. Felizmente!
Duche
A M. adora um bom duche. Levar com água na cara não a atrapalha e estica-se toda para conseguir chegar com a cabeça. Isto fez com que a professora de natação ficasse espantada com a facilidade com que ela levou com a água que aquela lhe atirou, como forma de a habituar aos salpicos do chapinhar e como incentivo para avançar - parece que para os outros bebés é uma espécie de castigo do qual querem fugir. A nossa já está mais à frente!...
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Natação - primeiro dia
Natação - escolha
Não havendo contra-indicação da pediatra, a ideia era ter começado aos 6 meses, mas a amiga enfermeira desaconselhou e sugeriu esperarmos pelos 8, por causa dos problemas de pele. Como não eram 2 meses que faziam a diferença, esperámos. Depois meteram-se o verão e as férias, por isso, a primeira coisa que fizemos na semana de regresso de férias foi inscrevê-la para Outubro, portanto para começar quase com 10 meses. Depois de alguma investigação, tínhamos três hipóteses tidas por outros como muito boas: a Piscina das Docas, a cidade universitária e o Megacraque. Começámos por espreitar a primeira. Não gostámos. Nem percebemos o porquê de tanto alarido em torno do espaço, ainda por cima mais caro do que os outros todos. Trata-se de uma piscina pequena, instalada num dos edifícios junto às docas de Alcântara, perto da PSP, com vista para a rua, com uns balneários pequenos e sobretudo com os azulejos em torno meios pretos da água. Aquela falta de privacidade, de espaço e confusão, aliadas ao preto do chão, afugentou-nos (atenção! O preto também não era nada do outro mundo, mas...). Ainda marcámos uma aula experimental, mas muito, muito pouco convencidos. Depois fomos ao Megacraque, mesmo ao pé de casa (vamos a pé para lá), onde as aulas são dadas no spa. Como fomos num sábado às 2h da tarde, as instalações estavam vazias, por isso a visita guiada foi um sucesso - a piscina era grande, as instalações limpíssimas, os balneários com fraldários e cadeirinhas na parede para os bebés. A água é tratada com cloro natural e está à temperatura de 31º-32º, e fora de água aquilo parece uma sauna. Havia vaga para as 18h15 às 3ª e 5ª. Gostámos tanto, e ainda por cima tão perto que fizemos logo a sua inscrição para as 5ª feiras, sem sequer ir ver a cidade universitária.
Cortar unhas
Sou sempre eu que as corto, porque o B. nem consegue ver quanto mais cortar. Ou melhor, cortava... Ao princípio, deixava sem qualquer problema, depois, já mais espevitadeca, tinha de ser com alguma distracção e muitas exclamações pelo meio. Por volta dos 8 meses, tive de começar a cortá-las de manhã, a seguir à mamada, que era quando ela estava ainda meia abananada de sono. Agora... Não consigo. Só a dormir. Assim que vê a tesoura e a sento no meu colo, começa a puxar a mão para trás, a torcê-la e a contorcer-se para sair dali. Chora e refila e acaba por vencer porque não me atrevo a tal tentativa com tamanha mexidela para aqui e para acoli. Já com a ama a história é outra. Deixa-se sentar e ainda refila, mas a amiga pergunta-lhe o que é isso umas quantas vezes, segurando-a firme, mas calmamente, e ela acaba por se render. Cortam-se as unhas em três tempos e não aos solavancos e aos saltos como comigo. Já me topou de tal maneira o calcanhar de Aquiles que, no fim-de-semana passado, foi o B., que a muito custo e muito ranger de dentes de impressionado, a sentou no colo dele, enquanto eu as tentava cortar por detrás. Ela deixou. Agora a mim, é outra conversa. À conta disso, a minha filha por vezes anda com umas unhas mais bonitas (salvo seja!...) do que as minhas...
Telefone
Se lhe encostarmos o telefone ao ouvido, para que quem está do outro lado converse com ela, fica com um ar divertido a ouvir atentamente. Ri-se e emite até alguns sons. E depois, não é que geralmente, com um "aahhhhhhh!" fininho, abre a boca e dá um beijinho ao telefone?! Mas a melhor foi comigo. Liguei para falar com a ama. Calhou a M. estar ao colo dela e querer agarrar o telefone. A ama fez-lhe a vontade e eu também, chamando-a e dizendo-lhe olá. A certa altura, ouvi a ama a exclamar: "ai que suspiro tão profundo!". Fiquei cheia para o resto do dia...
Inglês
No fundo, trata-se de introduzir uma segunda língua na vida do bebé através da brincadeira, graças às canções, linguagem gestual e repetição. A introdução da língua é até bastante completa, com mais do que as palavras básicas (por exemplo, não é só cabeça, pés e mãos, mas também cotovelos, indicador e afins). É claro que uma vez por semana não faz milagres,
mas continuando em casa o trabalho, com a ajuda dos livros e CD's que nos são fornecidos no momento da inscrição, o inglês pode mesmo tornar-se uma segunda língua materna, o que nos dias de hoje é uma mais-valia brutal para nós tugas do cantinho da Europa. A mensalidade não é cara - € 36 - comparando com as outras actividades, mas como não chegamos a tudo, optámos por deixar esta actividade para mais tarde. Até porque de todas parece-nos a que pode ser iniciada mais tarde, obtendo-se mesmo assim os mesmos resultados.
Gymboree
espreitar para debaixo de um móvel para onde tinha escorregado uma das muitas esquecidas pela professora (no The Little Gym há todo um ritual para ensinar a arrumar tudo aquilo que se utiliza). Fez sucesso ao atravessar sem qualquer medo uma passagem elevada que outros meninos um bocadinho mais crescidos recearam. E as bolas de sabão... Parecia cena de filme, sentada no chão, de braço levantado a admirar aquelas coisas leves e transparentes que pairavam sobre a sua cabeça. Foi divertido, pois está claro, mas no final, concluímos que o primeiro ginásio era mil vezes melhor.
The Little Gym
(só falta obrigar os pais a calçarem sempre meias - tens razão F...). O professor é um querido, com imensa paciência e atenção, que segue cada um dos esquilinhos em cada exercício. À medida que ensina um exercício, explica o como, para não haver disparates e o porquê, com o respectivo objectivo. No dia em que fomos, eu entrei com ela e o pai ficou do lado de fora. Seguindo as orientações do professor, dei largas à sua vontade de explorar, até que ela viu o pai do outro lado do vidro. Gatinhou velozmente para a janela, pôs-se em pé e apontava, olhando para mim a pedir o seu mais que tudo. Assim, a M. participou em todos os exercícios com a ajuda do pai que foi obrigado a entrar na sala - a rotação em cima de um rolo, a pega pendurada numa barra, ficar por baixo de um pára-quedas, subir e descer obstáculos e até andar na trave olímpica. Tudo com muitas canções e simpatia. Gostámos mesmo muito.
http://www.thelittlegym.pt/default.jsp?file=ver_artigo&nivel=1&id=76&idRec=26
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Baby Ioga
Já tínhamos ido a uma aula com as amigas de barriga, mas como o pai não assistiu e eu gostei tanto, tentei marcar outra. Falei com outra professora, que dá aulas no Parque das Nações, que nos aceitou na sua aula experimental. Desafiei a amiga F. e juntas, mais as filhas e o B. lá fomos num sábado de manhã. Contrariamente ao que se possa pensar, esta prática não é ioga. É sim, o aproveitar de alguns movimentos e posições do ioga, que os bebés naturalmente já fazem (as suas pernas parecem de borracha), assim como o facto de serem por natureza calmos e usarem a respiração do ioga, que nada mais é do que respirar exclusivamente pelo nariz. São aulas com um mínimo de 4 e máximo de 8 crianças que, acompanhadas por um dos pais, vão repetindo em conjunto o que a professora faz com um boneco. Assim, no meio de muita brincadeira, fazemos várias posições que permitem o desenvolvimento motor da criança, fomentando ao mesmo tempo um maior vínculo emocional com o pai ou mãe que os acompanha. Tudo sempre acompanhado pelas cantilenas que a professora vai cantando. Foi o B. que fez a aula com ela desta vez (o único papá, o que encantou a professora) e também aprovou a prática desta actividade. A professora era excelente, tinha imenso carinho e desejo que tudo corresse bem, parecia ter imensa experiência e o local era óptimo, com umas condições muito boas. Fizeram o sol, a mão à lua, o cavalinho, o comboio, entre outros. As que consegui fixar, repito em casa, para gáudio da nossa filha. Há um exercício em particular que ela gosta de fazer: com ela sentada ao meu colo de costas para mim pego nos pés e esfrego as pontinhas (os dedos) dos pés umas nas outras, depois os calcanharitos e finalmente sola com sola, para depois levar os pés à lua, abrindo ambas as pernas ao mesmo tempo. Por nós, escolheriamos esta actividade, não fosse o facto de as aulas serem aos sábados e isso implicar necessariamente algumas faltas por mês, não justificando uma mensalidade tão cara. Quem sabe mais tarde não seja possível...
Para alguém interessado, as aulas no país estão no seguinte blog: http://babyogaportugal.blogspot.com/
Aulas experimentais
Hoje em dia, existem "n" actividades diferentes para bebés - natação, ioga, inglês, música, ginástica, todas elas para frequentar com os pais. Havendo disponibilidade financeira, assim como tempo, já não há razão para que não se estimule os nossos filhos em campos diversos. O marketing destes centros e ginásios é quase perfeito, não fosse a crise que vivemos: oferecem uma aula experimental e por vezes até um desconto para a inscrição nos dias a seguir. Qualquer pai ou mãe que se preze, tendo dinheiro (às vezes até nem tendo muito) depois de ir, quer ficar - para os nossos filhos nunca é demais, sobretudo quando são actividades pedagógicas. Espertos! Assim, aqui a je, também se armou em chica esperta e marcou todas aquelas que encontrou - acredito que sejemos muitos a fazê-lo... Experimentámos o Gymboree e o Little Gym - que fomentam o desenvolvimento das capacidades motoras e sociais dos bebés -, assim como o inglês na Helen Doron e o babyioga. Ficou a faltar a música, que é já este sábado que vem. Deixo nos próximos posts as minhas impressões sobre cada um deles.
Concerto para bébés partilhado
Cadaval. Ainda não faltou a nenhum desde os 4 meses e não pretendo que falhe sem razão válida. A novidade deste espectáculo foi a companhia: foram mais 7 amiguinhos de barriga connosco. A Gui ficou ao nosso lado, ao colo do pai, os outros ficaram espalhados pela sala. Todos adoraram. A nossa amiga Pocahontas, a mais novinha da turma, foi a mais expedita - pôs-se a caminho pela sala afora, tomando conhecimento de perto os instrumentos que tocavam, sempre debaixo de olho dos pais e das artistas para o efeito. A nossa M. adorou, para não variar. Desta vez, dançou ao som do Laurindinha, fazendo parelha com a sua amiga, e ficou compenetrada a ouvir o saxofone que veio ter com ela, enquanto punha a mão para sentir a vibração. Como já gatinha, eu esperava que ela também se pusesse a andar, mas depois de várias tentativas falhadas, viu o pai atrás de mim e já não quis mais nada. Tive de trocar de posição com o B. e ali ficou aos saltos, toda contente até ao final do espectáculo. Até Outubro, com outro instrumento para descobrir!Bolsar
Ainda o faz, quanto à comida não sólida - iogurte, papa, sopa, água... Às vezes muito tempo depois de comer. A roupa fica toda manchada e quando é iogurte, o cheiro de azedo é horroroso. Já aprendi a não lhe dar água antes de muita ginástica, pois já sei que vai dar mau resultado. Tenho de perguntar à pediatra se é normal...

