quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Piscina

Na quinta da tia velha, como lhe chama carinhosamente o B., também há uma piscina. Levei as Little swimmers e estávamos todos desejosos de ver a estreia da M. dentro de água à séria. Para evitar sonecas prolongadas a meio da tarde e digestões por fazer, besuntei-a de creme protector e antes do seu almoço vesti-lhe a dita fralda e o pai cumpriu o seu dever de voluntário: levá-la para dentro de água. Nós não tínhamos dúvidas nenhumas de que ela ia adorar - a banheira é uma perdição e o mar não mete medo, nem frio. Parou tudo lá em casa. Ninguém nadou, ninguém cozinhou, e quando já não faltava ninguém dos convidados para a almoçarada de volta da piscina, o B. teve ordem de entrada. Confirmaram-se as nossas suspeitas: AMOU. Ria-se, olhava para nós à vez, cheia até cá cima de felicidade, dava às pernas e aos braços, eu sei lá. A Z. arranjou uma bóia amarela das netas e então foi a loucura. O B. pôs-lhe a mão nas pernas e deixou-a fazer força com o tronco. Resumindo, ainda foi três vezes com a cabeça à frente e engoliu três pirolitos. Julgam que se atrapalhou? Nada! Cuspiu a água, fez aqueles sons típicos de quem bebeu à força e continuou a dar a dar às pernas e aos braços. Quando foi a minha vez, confesso que não me aventurei tanto e pus-lhe a mão debaixo do peito, para não tentar a sorte... Saiu quando já estava gelada, coisa que não a incomodou nada, aliás. Para a tirar foi um caso sério: chorou, fez beicinho e queria mais. Durante a hora seguinte não se podia estar junto da piscina senão ela chorava. À conta disso, à tarde, já eram 6h e tinha levantado algum vento, mas não tivemos coragem de não a levar outra vez. Chapinhou outro tanto e depois foi para a banheira de água quente. Definitivamente, em Outubro, vai para a natação para bebés.

Animais

Fomos passar o sábado à quinta da tia Z., em Salvaterra de Magos. Lá, têm um gato, o Miau (nome sugestivo, não?), uma cadela, a Dandy, e uma cabrinha. É uma família que adora animais e os trata quase como gente. Para perceberem, o gato parece um cão: quando a dona o manda rebolar, ele efectivamente rebola!!! A Dandy é uma mimada, muito, muito meiguinha e, sobretudo, muito obediente (J., faz-me lembrar um misto de Tiga e Cookie, com os exageros das duas). Com 15 anos, está velhinha e já não parece a mesma de há 8 anos atrás, quando a conheci, tendo inclusive medo de subir escadas. A M. já tinha visto mais vezes cães e reagiu como boa filha de seus pais - amou. Fica excitada quando vê animais, sobretudo cães. Ao ver o Miau começou a dar às pernas e a querer ir para o chão. Ao princípio ainda teve sorte e fez-lhe umas festas de fugida no dorso, mas depois aquele gato preto lindo pôs-se a milhas, não fosse o diabo tecê-las. A seguir, viu a Dandy... Ficou doida. Franzia o nariz, soprava e fazia força para ir para o chão, com um sorriso gigante naquela carinha. A Dandy deixou-se ficar sentada, muito sossegada, enquanto o B. segurava na M. e ajudava com a mão a fazer festinhas. Mas aquela excitação toda era demais para a velhota, por isso acabou por se desviar. A M. ficou no chão e vai de gatinhar na sua direcção. A partir daí, parecia que estavam a brincar ao gato e rato. A Dandy desviava-se uns metros e sentava-se um pouco mais à frente. A M. gatinhava na sua direcção com imensa excitação. Quando estava quase a chegar ao pé dela, a cadela voltava a levantar-se e avançava só mais um bocadinho. A M. sentava-se, olhava fixamente para ela e depois seguia caminho atrás dela, a rir-se, cheia de satisfação. Ainda conseguiu fazer-lhe mais umas festas, mas com a nossa ajuda, porque a nossa amiga, por ter tantos anos, já tem medo destas aventuras. À noite, estava a M. na cadeirinha na cozinha junto da comida dos animais, quando aquela apareceu para comer. Como se chegou para junto da M., esta literalmente olhou para mim e deu inúmeras gargalhadas à séria, alternando o olhar entre a cadela e eu, como se estivesse um palhaço a fazer-lhe cócegas na barriga... Foi um fartote! Ainda bem que sai a nós e não tem medo - costuma-se dizer que gostar ou não de animais diz muito de uma pessoa e eu, sagitariana de gema, acredito piamente nisso.

Dançar com o pai

Com os anos de experiência nos bailaricos de aldeia e os ensinamentos da mãe, muito jeitosa por sinal, o B. é um bailarino nato. Por vezes agarra em mim e desata a dançar pela casa, mostrando-me bem a minha falta de jeito apesar dos meus anos de ballet (é inacreditável como uma personalidade impede uns passos de quem flutua - não tivesse eu a mania de controlar tudo, sobretudo o que me diz respeito, e nada disso acontecia!...). Agora, também a filha já entra na dança. Pega nela ao colo, dá-lhe a mão e vai dançando enquanto canta - valsa, pop e até danças populares. A M. deixa-se levar com cara de agrado, deixando a sua pequena mãozinha dentro daquela mão grande e quente do pai. Quando o B. pára, dando o mote para o fim da brincadeira, ela não desarma: sem grandes conversas, levanta a mão e fica muito direita, de braço esticado à espera de mais. Só ao fim de várias danças é que começa a rir e a divertir-se - até lá, parece que está apreciar a fluidez daquele gigante de quem ela tanto gosta.

Negou-se a comer

Tinha de haver uma primeira vez! Ao jantar, depois da sopa, com um ar maroto, sorriu, fechou a boca, e sem mais, não quis comer mais nada. Insistimos um pouco, até que se percebeu que não queria mesmo. Achei que seria do novo regime alimentar - está a mamar às 8h, come qualquer coisa a meio da manhã, almoça às 12h30 e come a papa às 15h30. Como é suposto começar a habituar-se aos nossos horários e a sentar-se à nossa mesa, tem de aguentar até às 19h30-20h, por isso, damos-lhe qualquer coisa outra vez a meio da tarde. Nesse dia, tinham sido bolachas Maria, que ela adooora. No dia seguinte, aconteceu outra vez o mesmo. Sem ai, nem ui, fechou a boca a sorrir e negou-se a comer a fruta. Ficámos com a quase certeza que era do snack das 6h, por isso, no dia a seguir não lho dei. Esperou 4h30 para comer e... Repetiu! A sopa marchou como sempre - lindamente - e a banana não, fruta que se tentava dar pelo 3º dia consecutivo sem sucesso. Foi então que o pai percebeu: banana! Não gosta de banana. Não é falta de fome, mas sim o apurar do paladar, que é próprio por esta altura. O B. foi buscar um boião de fruta, e este marchou todo. Raio de coisa para não gostar!...

9 meses

Percentil 50 com 8700 kg e 69 cm. Parece que normalizou e encontrou o seu patamar. Truques que conhece: dá miminhos a pedido, tira e põe a chucha quando quer, seduz qualquer um com uma estratégia muito sua, gatinha pela casa toda, põe-se de pé sozinha, domina a pinça com os dedos, dança à sua maneira e já começa a controlar alguns dos truques da mesa de actividades, como o virar das asas da borboleta ou andar à roda com as abelhas. São as mais importantes, que enumerei à pediatra, que assentiu com um ar entendido, sem mais perguntas. Já passou à fase seguinte da dieta alimentar: introdução das restantes carnes e do peixe, com excepção dos gordos. O borrego, a vitela e a pescada estão aprovados pela crítica para já. Para mim só tem um defeito: está a crescer a olhos vistos e a deixar a primeira infância a correr... Nem imagino as saudades que vou ter desta bebé tão querida e amorosa, que com certeza se irá tornar numa criança de iguais características.

Dançar

A tia comprou-lhe na Chicco uma mesa de actividades fabulosa (recomendo vivamente), que tem duas funções: música e ABC. Conforme se liga o botão para uma ou para a outra obtém-se excelentes resultados. A primeira é evidente, toca "n" músicas diferentes, a segunda tem os números de 1 a 10 e o abecedário cantados. Para além disso, tem 20 primeiras palavras, uma série de sons diferentes conforme se rega a flor, se dá a maçã à lagarta, se vira as asas da borboleta ou se carrega nos botões dos três animais ao centro. Assim que chegámos a casa, ligou-se a dita e sentei a M. à sua frente. Aquilo começou a tocar e a minha filha começou a abanar o tronco para a frente e para trás toda contente. Depois, com o entusiasmo, pôs-se de gatas e começou a dar ao rabo também. Fez as delícias de todos nós e conseguiu pôr-nos aos três a abanar o capacete da mesma forma para a incentivar. Deve ter sido um filme giro de ver...

1ª carolada

A primeira que me doeu a mim, porque já muitas outras se antecederam a esta. Estava a gatinhar, atrapalhou-se com o edredão da avó, caiu para a frente e, pimba! Afocinhou e fez bonc! com a testa no chão. O colo de consolo que lhe dei a seguir serviu para as duas e depois o pai precisou do mesmo remédio. Somos mesmo maçaricos!...

Em pé

É a sua nova posição preferida. Está nisto tempos infindos: levanta-se, agarra-se ao sofá e ali fica cheia de felicidade por ter descoberto uma nova perspectiva das coisas - mais alta. Por vezes, acaba por cair sentada, mas a fralda ajuda a amortecer, por vezes, cuidadosamente olha para baixo e tenta chegar ao chão devagarinho.

Nojentos

Eramos. O tempo usado está correcto. Antes certas coisas eram impensáveis. Agora? Ele é mudar fraldas que deitaram por fora até ao pescoço sem grandes caretas, ele é lamber os dedos sujos de comida já lambuzada, ele é achar graça à cara toda lambuzada, não interessa de quê desde que seja consequência de um miminho, e ele é até apanhar bolinhas secas de coco que escaparam para fora da fralda. Tanta evolução da sociedade e dos seus parâmetros e exigências éticos e estéticos, para depois uma pessoa se tornar pai e dar nisto... =)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Às cavalitas

É engraçado como ambos gostam de tal coisa... Ela, então, vai dando aos braços e fazendo da cabeça do pai um tambor, quando não se lembra de se agarrar aos cabelos dele e puxar com força. Mais uma vez, ele aguenta-se estoicamente para regojizo da filha.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Vai ser alpinista

Gatinha por todo o lado. Se ficar sozinha por momentos, lá se começa a ouvir ao longe as mãos a baterem no chão na nossa direcção até aparecer uma cara risonha de boneco na boca à porta da divisão onde estivermos. Agora, já se quer levantar e tentar andar. A sua diversão no fim-de-semana de 8 de Agosto foi pedir-nos ajuda para se levantar, olhando-nos fixamente e fazendo força com os pés, para, apoiada em nós, dar passos de gigante para a frente. É uma exagerada! É cada passo que nem dá para acreditar. Depois, caminhava em direcção a qualquer tipo de obstáculo e chegada lá, punha o pé para cima, apoiava nalguma saliência e seguia em frente até trepar tudo até ao cimo. Foi assim com o sofá e com o móvel da sala, os únicos móveis a que tinha acesso directo. Trepava por ali acima quase na vertical, segura por nós, e chegada ao cimo esticava-se toda, com um ar de vitória, como que a pôr a bandeira na sua nova conquista. Se calhar sai a mim - com 15 anos o meu entretém nas férias de verão em Viseu era trepar aos holofotes do estádio do Fontelo, na altura sem guarda nenhuma, e ficar lá em cima ao pé dos passarinhos a ver as pessoas pequeninas, pequeninas a passar lá em baixo, embalada pelo vento que ia abanando a estrutura. Uma coisa é certa: ao pai não sai porque este sofre de vertigens...

Sábados

Parece de propósito! Todos os dias acorda por volta das 8h da manhã, quando não é preciso tirá-la da cama a dormir (cada vez menos é preciso isso pois o seu pequenino cérebro já organizou o seu despertador para aquela hora). Mas... Ao sábado, dia em que podemos dormir até mais tarde, a madame acha giro acordar entre as 7h e as 7h30!... Ainda por cima, quando conto isto a alguém, tudo me vem com a mesma teoria: é assim mesmo, a gente miúda sabe quando é sábado e nesse dia faz questão de acordar mais cedo. Eu não era assim! Eu chorava ao domingo de manhã porque quando acordava, lá para as 11h, já tinham dado os desenhos animados que eu queria ver... Mais valia!...

Pinça

Já a domina quase a 100%, já lá vão umas 3 semanas. Se vê alguma coisa no chão, especialmente aquilo que não interessa nada que ela detecte, dirige-se rapidamente para ela a gatinhar (já quase parece a Vanessa Fernandes!), senta-se ao lado e com um ar concentradíssimo estica o indicador e o polegar e toca de apanhar. Já só falta a parte do a seguir: segurar depois de agarrar. É gratificante vê-la evoluir desta forma - "dentro do prazo" como dizia uma amiga.

Gemidos a comer

Enquanto come faz força com os pés para se levantar, dá aos braços e aos dedos das mãos e geme. Uns sons engraçados, de quem está a saborear a comida com uma satisfação plena e a dizer-nos que está a gostar. É engraçado.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

De que árvore caímos

Tirado da mitologia celta - o meu bate certo e o do pai também. Palpita-me que o dela também baterá. É escorpião e basta...

Nogueira (a paixão) - 24/10 a 11/11- Implacável, é uma pessoa estranha e cheia de contrastes, de reacções inesperadas, sendo agressiva quando necessário. Tem uma ambição sem limites e é pouco flexível, não se comprometendo quando não conhece. Não é egoísta, é amorosa, nobre, de horizontes amplos e espontânea. É uma companhia pouco comum, que nem sempre agrada, mas é admirável, com um génio estratégico, muito zelosa e apaixonada.

A minha

Figueira (a sensibilidade) - 12/12 a 21/12 - Um pouco volátil socialmente, gosta de ociosidade e da preguiça. Muito forte, é uma pessoa voluntariosa, independente, que não permite as contradicções ou discussões, ama a vida, a sua família, as crianças e os animais. Tem sentido de humor, é tímida, mas um pouco extrovertida. Tem um talento prático e inteligência. Pessoa muito sensual e atractiva ao sexo oposto, geralmente com umas costas de grande elegância e porte.

A do pai

Freixo (a ambição) - 25/05 a 13/06 - É impulsivo, ambicioso e exigente, não se importando com as críticas. Pode ser egoísta. É inteligente e cheio de talentos. Gosta de jogar com o destino. É excepcionalmente atractivo, vigoroso e impulsivo. É digno de confiança, sendo um amante fiel e prudente, assumindo as suas relações muito seriamente, apesar de deixar por vezes o cérebro controlar o coração.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Há dias assim!

A M. aprendeu dois novos truques este fim-de-semana: dar turrinhas e miminhos. É só pedir e ela com um ar espertalhaço e de quem sabe o que vai fazer, chega-se a nós - ou com a testa ou com o corpo todo. Sabe tão bem!!! Ontem, o B. pediu-lhe várias vezes as duas coisas alternadamente e ela não se enganou vez nenhuma. Depois, brincou às escondidas com ela: abraçava-a por forma a que não me visse, eu perguntava por ela, ele largava-a para ela espreitar e sorrir-me. Ao fim de uns tempos naquilo, vendo a filha a fazer aqueles truques todos tão bem, o B. virou-se para mim e comentou "há dias que ela parece mais inteligente do que outros, não achas?"...

Transpira

Imenso! Pés inclusive. Em minutos fica com a testa e o cocuruto da cabeça perlados de gotículas de suor. É uma chatice! Então a mamar à noite, fica alagada, ao ponto de escorrerem-me pelo braço gotinhas do seu suor. Não há vez que não vá para cama com a roupa molhada, nem vez que não saia do carro encharcada por causa do calor que tem com o ovo. Podias ter ido buscar coisa melhor ao teu avô A....

Para não ficar augada...

Espanto-me ainda hoje com a data de crendices do antigamente que perduraram, apesar desta nossa sociedade supostamente avançada. Com o crescer da M. vão-me ensinando as correspondentes. É a mãe que não pode pôr o dedo na boca da criança para ver se o dente está a nascer, senão já não cresce. É a criança que não pode passar por entre as nossas pernas porque senão dá azar... E agora a criança não pode ficar "augada" com a comida quando demonstra que quer provar, senão não medra... É... A M. é pouco comilona... Não pode ver nada. Seja o que for, começa a chegar-se, olhando fixamente, como uma ave de rapina pronta para atacar, e a demonstrar com o corpo e a respiração que quer provar. Pão, iogurtes, papa, sopa, fruta e bolachas são um verdadeiro desespero - já conhece, por isso SABE que quer. O resto, é por instinto. Se nós levamos à boca, então deve ser bom, não interessa o quê. Na semana passada foi gelado. Fomos tomar café com a minha tia e tanto ela como eu comemos um Magnum. A M., ao colo do pai, ia balançando violentamente as pernas, enquanto atirava o corpo para a frente e fazia de burrinha velha. De tal maneira, que incomodou. A minha tia escondeu-se atrás do cortinado a comer à pressa o seu gelado e eu, por entre gargalhadas, devorei o meu também. Não teve gracinha nenhuma pois adoro saborear a comida. Gelados então... O pai já não sabia o que fazer mais e foi-se esconder com ela para o corredor, mas... Sempre com a teoria do augar a pairar no ar. Às tantas, já eram os dois a implicar comigo para lhe dar a provar um bocadinho, senão a "menina ainda fica augada"! É... Acabei por ceder, não por isso, mas por achar aquilo uma verdadeira tortura. Encostei o gelado à boca dela e molhei-lhe os lábios - só visto, contado ninguém acredita! Provou com a língua e parecia que os olhos iam saltar das suas órbitas! Abanava-se toda, respirava francamente com força e não largava do seu campo de visão o meu gelado. Provou mais duas vezes e depois engoli-o para acabar com aquilo. Não é que já tenho de comer às escondidas da madame?!

De bruços

A resistência ao sono é tal que normalmente adormece de bruços. Por vezes, canso-a no sofá. Deito-me ao longo daquele para ela não cair e deixo-a à vontade - faz sei lá quantas piscinas para trás e para a frente como se estivesse a treinar para o arrastanço olímpico. Na cama senta-se, afocinha, senta-se, afocinha, abana a cabeça ferozmente, esfrega o olho violentamente, refila, arrasta-se até à outra ponta da cama, tenta sentar-se, já só consegue levantar o rabo, volta a fazer mais um esforço, e... acaba por ficar assim, de bruços, derreada com todo aquele esforço inglório para não adormecer. Ontem, adormeceu de joelhos, com a cabeça enfiada no protector da cama... Depois, só temos de ir lá ajeitá-la e fazer-lhe uma festa na cabeça para deitar um último suspiro cá para fora e deixar-se ficar até de manhã, nada serenamente, pois a agitação durante o sono é mais do que muita. É que nem a dormir pára quieta!!!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Labrador chocolate

A M. agora anda atrás de nós como um cachorrinho contente e traquina. Quando vou para a cozinha, ela segue-me a gatinhar atabalhoadamente e senta-se junto ao tapete enquanto por ali estou. Se não for logo, basta eu baixar-me e chamá-la - "anda! Vem ter com a mãe!" E ela lá vem, com um sorriso enorme e a abanar aquele rabiosque de fralda, tal e qual um cãozinho. Por vezes, até leva um brinquedo na boca, geralmente o Marsupilami, para depois ter com que brincar. Costuma-se dizer que os cães ficam parecidos com os seus donos. Se tivesse ou pudesse escolher um para a M. era um Labrador chocolate - é a cara dela!