terça-feira, 22 de julho de 2008

Índia

Este fim-de-semana ensinei-lhe um novo truque. Como agora passa a vida a passar a mão em frente à boca enquanto faz barulho, lembrei-me e tentei. Comecei a bater com dois dedos em frente da boca dela, enquanto lhe dizia, "Faz tu! Ahhhhhhh! Faz tu!". Não é que ela percebeu! Começou a fazer "ahhh" e quando viu que aquilo fazia um som diferente achou graça e continuou. Agora basta começar a bater com os dedos na boca e dizer-lhe "Faz M, faz!" E ela faz-nos a vontade. Depois continua sozinha, embora desajeitadamente. Agora temos uma índia cá em casa!

Parece uma tábua

Sempre que a tentamos sentar - no ovo, na cadeirinha de passeio ou na de comer. Pegamos nela ao colo, aproximamos-nos da dita e ela, sem tuge nem muge, estica-se toda. É uma trabalheira para a sentar. Por vezes, engano-a com beijinhos no pescoço enquanto a desço e levanto, mas é uma brincadeira que está a ficar esgotada - ela já antecipa. O normal é uma quantas descidas infrutíferas com ela tipo tábua, até que lá lhe conseguimos dobrar as pernas e sentá-la à força. Escuso de dizer que chora a seguir, certo?

Levou uma esfrega!

O avô e a tia estiveram fora um mês, por isso quando regressaram, a primeira coisa que fizeram foi visitar a M. Liguei de manhã para o meu pai, e durante o telefonema apercebi-me pelos barulhos de fundo que estava ao pé dela. Vieram de manhã, foram almoçar e à tarde, a tia regressou até às 19h. O meu pai deixou-a cá, enquanto tratava do passaporte (vai um mês para Macau em Outubro - sem comentários!) e depois veio despedir-se da M. e buscar a minha tia. De manhã, foram passear com ela à rua. Pensei eu que com o carrinho. Não... Levaram-na ao colo, e foi à vez. Agora pegas tu, agora pego eu... Depois, foi a minha tia que lhe deu a sopa do almoço e o biberão da água - para variar mal e por isso, encharcou-a ao ponto de ser preciso mudar-lhe de roupa. À tarde, quando eu cheguei foi preciso a minha filha ter um ginete para ela perceber que queria dar-me as boas-vindas... Resumindo, não dormiu sesta nenhuma, com toda aquela excitação e estava eléctrica com tanto apaparicanço exagerado. À noite, esteve a chorar 2 horas, com birra de sono, de sobre-estimulada que estava. Tentei de tudo: acalmá-la ao colo, pô-la na cadeirinha, no tapete com os brinquedos, na cama dela com a Lola. Nada resultou. Desisti e pu-la em cima da nossa cama, deitei-me ao lado e deixei-a cansar-se. Rolou, rebolou, sentou-se, deitou-se, vezes infindas, sempre a chorar. Fui-lhe massajando as costas como podia e fazendo festas na cabeça, para a ajudar a acalmar-se. Acabou por adormecer de gatas, a afocinhar no meu peito, e chorando baixinho, de olhos fechados, enquanto recebia as minhas festas na cabeça devagarinho. Foi o cabo dos trabalhos para me levantar e pegar nela para a deitar sem a acordar. Com isto, descobri que as mães também aprendem a ser malabaristas!..

Lágrimas

Pela primeira vez, saltaram-lhe duas bem gordas cá para fora. Foi na 5ª feira passada, quando a tentei pôr no ovo, no carro. Como de costume, começou a chorar porque não queria. Então o colo é tão bom! Ao obrigá-la a sentar-se, no meio do choro, apareceram - uma em cada olho, bem molhadas... Fiquei com mais um bocadinho de remorsos... Limpei-as com o dedo e fiz um miminho extra para recompensar a frustração. Desde então, quando quer chorar, mesmo que por birra, por vezes lá lhe saltam para fora aquelas mesmas duas lágrimas. Ficam-se pelo olho, molhando apenas as pestanas. Ainda não se atreveram a cair.

Gatinhar

Já o faz à séria desde a semana passada. Na praia, para chegar à areia até parece que liga o turbo!...

Dentinhos

Depois de comer limpo-lhe sempre a boca e os dentes com uma compressa molhada. De todas as vezes, pergunto-lhe pela boca ao que ela estica a cara e fecha a respectiva, para eu passar a compressa. Depois pergunto-lhe onde estão os dentinhos. E ela com um ar muito sabido, abre a boca e deixa passar aquela coisa branca e molhada para trás e para a frente. Parece que gosta - menos mal.

domingo, 13 de julho de 2008

Quando chegamos a casa

Quando sou eu, recebo um sorriso enorme e fica num desassosego enorme para vir para o meu colo no segundo a seguir, exigência que se não for cumprida à risca pode comportar algum choro. Agora quando o pai chega... Normalmente, está no chão ou em cima da cama a brincar comigo. Mal o vê, ri-se e faz de burrinha velha. Depois numa agitação só, costuma virar-lhe as costas, esconder a cara em mim, mesmo que para isso tenha de se pôr de gatas para "fugir", e rir-se imenso enquanto espera que o pai se meta com ela. Ele satisfaz e encosta a cara nas suas costas, enquanto lhe diz um "Olé!!!" sonoro. O resultado? Costuma ser uma gargalhada e o desafio para a palhaçada. Nem imagino daqui a uns anos...

Miiiaaaaauuuuuuuuu!

Li num livro que nesta idade se deve estimular imitando os animais. Por isso, alinhei na brincadeira e comecei: "como faz o cão? Ão! Ão! Ão! Como faz o gato? Miau! Miau! Miau!" e por aí afora. Uma vez, lembrei-me de variar um bocadinho, e por isso, ao imitar o cão a ladrar, fiz que a queria afocinhar no pescoço. Como ela gostou, ao fazer de gato, imitei o meu gato Mico que se roçava total e completamente em nós. Assim, que comecei a roçar-me na barriga, vi o deleite na sua cara. Franzia o nariz, sorria, dava guinchinhos, enfim, adorou. A partir daí, como é óbvio, passei a fazer sempre assim. Uns dias depois, o pai viu o como ela gostava. É vê-los aos dois. Um a encolher-se todo, a rir ou mesmo a gargalhar, e o outro feliz a roçar-se pelas suas costas, pela barriga, pelo pescoço, eu sei lá. Hoje em dia, basta o B. fazer "Miiiiaaaauuuuuuu!" com cara de malandro e a M. já está encolhida e pronta para a brincadeira.

Mamar sentada

A M. agora mama e senta-se intermitentemente. Até enerva! Mama, senta-se, puxa-se para o centro, mama mais um bocadinho e senta-se. Está o tempo todo nisto. À conta da brincadeira, ontem, conseguiu uma proeza: estava-me a preparar para a mudar de lado, eis senão quando, a madame já sentada, decidiu não esperar e afinfou-lhe. Resumindo ficou sentada no sofá a mamar e só assim sossegou. E esta, hein?!

Marsupilami

O boneco preferido da M. ainda é a vaquinha Lola - o seu dodo de eleição para dormir. Mas não fosse ela filha de uma fã de BD, especialmente francófona, também escolheu para seu melhor amigo o Marsupilami. Um peluche que me foi oferecido em tempos de faculdade, que sempre ficou, junto com o Daffy Duck, no quarto de visitas, que é agora o seu. Passa horas a roer aquela cauda infinda e adora que eu imite o bicharoco, pondo-o aos saltos à sua frente, enquanto digo "Houba! Houba! Houba!".

sexta-feira, 11 de julho de 2008

De barriga para baixo

Não é suposto, mas é inevitavelmente assim que ela dorme... Quando acorda, a sua posição preferida é pôr-se de gatas. Assim como assim, já está meio trabalho feito!

Atravessada

Passa as noites nisto - destapa-se com os pés e depois vai rodando. Mexe-se e gira, remexe-se e gira mais um bocadinho. De tal forma que as vezes que acorda durante a noite é por ter ficado de cabeça para baixo ou entalada na cama. Entalada no sentido literal: fica perpendicular à cama, com a cabeça enfiada no protector e os pés para cima... Depois, refila, pois está claro!

Em honra ao quintaldascouves...

O mail que me enviaram...

Um dia, a rosa encontrou a couve-flor e disse: "Que petulância chamarem-te de flor! A sua pele é áspera e a minha lisa e sedosa. O seu cheiro é desagradável e o meu perfume sensual e envolvente. O seu corpo é grosseiro e o meu delicado e elegante... Eu, sim, sou uma flor!". Ao que a couve-flor respondeu: "Querida....o que adianta ser tão linda, se ninguém te come..."

8 meses

8,140 kg. Evoluiu menos, mas evoluiu. Vamos esperar pela consulta de rotina dos 9 meses para ver, foi a sentença da pediatra hoje. Para mim, como aliás para a médica, está uma grandalhona e não parece nada que esteja pouco crescida - já veste roupa para 1 ano há mais de 1 mês, e tenho cá um palpite que a meio do verão vou ter de comprar mais roupa...

Espertalhaça!

Continua a tentar saltar a meio da sopa para a fruta. Esta só pode aparecer quando a sopa acaba, senão temos o caldo entornado. Hoje isso aconteceu a 2 colheres do fim do primeiro prato. A M. começou logo a virar a cara. Tentei enganá-la: fiz de conta que punha a colher na taça da fruta e dei-lhe a penúltima colherada. Abriu logo a boca e comeu. Quando percebeu que não era doce, voltou a virar a cara. Tornei ao meu estratagema para a última dose. Saiu gorado - a M. já não caiu na artimanha... Como diz o ditado: à primeira cai toda a gente, à segunda só cai quem quer e à terceira só quem é burro. Parece que se aplica a bebés de 8 meses...

Pai consolado

O B. andava um pouco desgostoso por a M. dar-me preferência em certas circunstâncias. Ela lá deve ter percebido os seus sinais, pois fez-lhe a vontade. Ontem, estava ela no parque, quando o B. se levantou do sofá. Como ele seguiu caminho e não lhe ligou nenhuma, chorou e rabujou de descontentamento. Depois disso, estava ela no meu colo, e de repente quis ir para o pai, com um ar muito satisfeito, deixando o B. encantado da vida e com um ar de "ora toma!" para mim. Hoje de manhã, foi a cereja no cimo do bolo: a ama quis tirá-la do seu colo e a M. chorou. Nem comigo fez isso. O pai, todo ufano, explicou à ama com ar entendido, que agora a M. estava assim, só o queria a ele e que já no dia anterior tinha feito o mesmo. Eu olhei para a cara da ama e estava espelhada a expressão "não me posso rir, não me posso rir". Foi preciso eu brincar com a coisa, para ela se desmanchar...

Não se importa nada!

O tira e põe da chucha de vez em quando tem resultados engraçados: agora põe aquela na boca de qualquer maneira, até com a tetina para fora e a argola para dentro. Julgam que se importa? Nada disso. Fica a olhar para nós com um ar muito feliz, como se tivesse conseguido uma grande proeza, com a tetina a dar, a dar, para cima e para baixo, enquanto ela chucha na argola... É de chorar a rir!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Água versus Chá

O B. está "impedido" de dar sumos "naturais" à M. - um dia liguei à tia enfermeira, que prontamente se pôs do meu lado e quase que o insultou por tamanha tontice. Mas... Deu abertura ao chá - "Água! Se quer dar outra coisa, dê-lhe chá. Daqueles sem açucar da Milupa ou Nutriben", disse ela. É claro, que o seu objectivo era dar água à M. e de vez em quando chá, se ela insistisse em não beber grande coisa de água. A ama já conseguiu dar-lhe a volta, e agora bebe lindamente água, por isso já não são precisos truques. Mas coitadinha da menina, então vai agora ficar só a água?! Obviamente, chegou a casa no dia seguinte com o dito chá - à base de camomila, para ajudar a dormir (como se a M. precisasse de tal coisa...). Ela adorou. Não, amou! Pela-se por um bom chazinho, e assim que vê o biberão vir até se abana toda! Deu jeito com a febre - a ingestão de muitos líquidos é muito importante, e enquanto que a água vai aos bocadinhos, já de chá, marcharam 150 ml de uma só vez...

Está feito o diagnóstico

A febre baixou ontem ao final do dia e hoje de manhã já estava óptima. Fui à pediatra por descarga de consciência, que depois de a examinar identificou o problema. Afinal, a pediatra das urgências tinha acertado com o seu palpite (afirmou que não era vidente, mas que quase que apostava que iam aparecer borbulhinhas pelo corpo inteiro 2 dias depois) - hoje à tarde, antes de entrar para o consultório, fui mudar a fralda e vi uma quantidade imensa de borbulhinhas na barriga da M...

"O exantema súbito, também conhecido por roséola infantil, febre dos três dias ou sexta doença, é uma doença infecciosa aguda típica da infância, causada por um vírus da família do vírus herpes, típica da infância, que ocorre quase sempre entre os seis e os doze meses de idade, com alguns casos mais raros no segundo ou terceiro ano de vida. Tem um início repentino com o aparecimento de febre alta (39.5º/40.5º), diminuição do apetite e irritabilidade associados à febre, sem outros sintomas. A febre alta mantém-se durante três a quatro dias, havendo um contraste entre a intensidade da temperatura e o aspecto da criança que não aparenta estar gravemente doente. Nas crianças predispostas o início súbito da febre e a sua intensidade podem desencadear uma convulsão febril. Ao terceiro ou quarto dia de doença a febre, até aí elevada, desce rapidamente e desaparece, podendo excepcionalmente manter-se por mais um ou dois dias. Coincidindo com a descida ou desaparecimento da febre surge uma erupção na pele, que se espalha do tronco para o pescoço e para os membros superiores, poupando a face e os membros inferiores. A erupção é constituída por pequeninas manchas de cor rosada, por vezes ligeiramente salientes, que se atenuam com a compressão e desaparece um ou dois dias depois de ter surgido, sem deixar marcas."

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Preocupação genuína

A ama antes de ir embora na 2ª deu-me uns quantos recados de mãe para mãe. Não saiu sem lhe garantir que lhe iria dar um banho morno. À noite, ligou para saber da M. Deu-me um toque às 22h e esperou a retribuição. Quando chega de manhã vem com cara de preocupada e ontem achava melhor levá-la ao médico. Hoje já mandou um sms aos dois a dizer para não nos preocuparmos - a M. já está a brincar e apesar da febre se manter, parece estar a querer baixar. É reconfortante saber...

Continuamos na mesma

Na 2ª feira a febre manteve-se, rondando os 38º. Fui trabalhar e a ama ficou a controlar a coisa. Parece que propositadamente, quando cheguei a casa, num ai, a febre subiu para 38,9º. A M. estava no colo da ama e nem parecia a minha filha - prostrada, quase inerte, sem reacção e a fazer queixinhas de mansinho. Partiu-se-me o coração. Não chorei porque a ama estava lá... Liguei para a pediatra, que me disse que já estava muito cheia nesse dia e que de qualquer forma não parecia nada de dramático. Quando insisti e disse que a M. estava irreconhecível, lá me disse para levá-la ao hospital, até porque exames só aí mesmo. Não gostei. Liguei para o B. e disse que me ia pôr a caminho, ao que ele me pediu para esperar por ele. Nos entretantos, lembrei-me de tentar a tia enfermeira. Desta feita, atendeu e acalmou-me. Orientou na medicação e nos banhos tépidos - esperar mais um dia que a coisa ia correr melhor. Um pouco mais descansada, não fui. À noite, continuava igual. Febres altas, à roda dos 39º. Mais nenhum sintoma. Nem diarreia, nem falta de apetite, nem vómitos, nem choro de dores. Só febre. A tia enfermeira voltou a acalmar os dois e aguardámos. Essa noite não foi simpática. Deitei-me às 3h20 depois de ela adormecer (só possível na cama de visitas comigo ao lado) e acordei quase de hora a hora para ir controlar a temperatura. Ontem. Teimosamente, persistiu à volta dos 39º. O pai decidiu levá-la ao hospital, apesar de a pediatra e a tia enfermeira dizerem para aguentarmos até hoje. Por descargo de consciência... Eu já sabia o que iria ouvir: deve ser viral, continuar com o Benuron e o Brufen e aguardar. Dito e feito. Serviu para saber que era melhor reduzir a dose de paracetamol diário, tendo em conta o peso e a idade, mudando-se do supositório para o charope de Benuron. Confesso que fiquei na dúvida se é mesmo assim - ela nem a pesou para fazer contas! Adormecer foi um castigo: dois dias com colo e companhia deixam a sua marca. Berrou na cama 40 min, apesar de ter a minha cara encostada à dela e das massagens nas costas que quase que surtiam efeito, para logo a seguir haver mais uma resistência ao João Pestana, e acabou por se ficar. Hoje, voltou a acordar com febre... Amanhã vamos à consulta com a pediatra - já está marcada.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Febre...

Ontem à tarde, de repente e sem razão aparente, ficou com febre. Senti a cabeça encostada ao meu ombro muito quente, medi a temperatura e... 37,8º... O pai entrou em transe e eu não fiquei lá muito sossegada. Pusemos um Benuron, arrepiámos caminho do passeio da tarde e esperámos. Não melhorou. Liguei para a tia enfermeira, que pela primeira vez na vida estava desligada, por isso liguei para a assistência médica da Multicare (não conheço a pediatra o suficiente para saber se as 10h da noite de domingo é boa hora para telefonemas sobre febre). Estes reencaminharam a chamada para uma médica de um país de leste, que quase ininteligivelmente me disse para alternar Benuron com Brufen e estar atenta à temperatura: se passasse dos 38º levá-la logo para as urgências para pôr a soro, senão podia ter convulsões... O que vale é que não lhe dei importância (a pediatra hoje só fez um comentário a tal conselho: "Disparate! Ignore"). O B. foi comprar o Brufen, pus-lhe o supositório à meia-noite e deixei o charope para as 4h - é mais fácil. Pôr o supositório foi complicado. Quase que chorei com ela... À conta disso, ontem a M. mamou outra vez à noite, antes de se deitar. Já se estava a deixar disso - foram 4 noites seguidas a dormir entre as 9h e as 10h, depois de jantar. Deixei-a no mimo daquele colinho bom, mas não adormeceu, por isso, quando achei que já passava demasiado tempo a mais, tirei-a e ela chorou. Não resisti. Com febre e a refilar de mau-estar, a querer miminhos legitimamente, deixei-a ficar ao colo até adormecer. Quer dizer, não foi bem até adormecer, porque o B. já estava em pulgas para dar miminhos também, por isso, passei-lhe o testemunho e adormeceu-a ele ao colo. Às 3h levantei-me para a virar na cama e às 4h para lhe dar o charope. Hoje de manhã, ainda estava igual...

Burrinha velha

Descobri, ou melhor associei, uma das brincadeiras da ama com uma expressão da M. Já aqui escrevi um post do rir com o nariz. Foi a amiga Lúcia que ensinou a fazer de burrinha velha.

domingo, 6 de julho de 2008

Olhos da avó

A M. é toda pai. Já sei. Não bastasse eu vê-lo a milhas de distância, não há ninguém que a veja e não o confirme imediatamente para satisfação óbvia do pai. Até hoje só a sogra afirma convictamente que a minha filha também tem coisas da mãe (e desde o dia em que ela nasceu). A sua testa alta é indiscutivelmente minha, nem o pai se atreve a dizer que não. Eu acho que os olhos também são. Tudo me nega a ideia, com excepção de algumas pessoas. Estas, a minoria, têm todas algo em comum: conheceram a minha mãe. Quando vêm a M., descobrem nela os olhos risonhos da avó, que por sinal também são os meus. Parece que a M. tem o mesmo traço que eu - em criança tudo me dizia que eu era toda pai, mas havia qualquer coisa da mãe em algumas expressões e apenas nisso. Com o tempo, já de adulta, de repente, tudo me diz que sou tal e qual ela, especialmente nos olhos sorridentes. Ontem, conheci uma antiga colega da Rute, sua grande amiga de há 30 anos, que assim que me viu, a primeira coisa que me disse foi "Eu conheço esses olhos! Como eu conheço esses olhos!". Depois, quando lhe mostrei as fotos da M., na primeira negou - os olhos eram do pai. Na segunda, com a M. a rir, parou, olhou melhor e sorrindo disse-me: "Não. Afinal os olhos sorridentes são da avó...". Fiquei feliz...

Sentou-se depois de mamar

De manhã, o normal é, no final, começar a chorar desalmadamente porque quer mais mimo, no aconchego do meu regaço, a mamar. Hoje foi inédito. Antes do fim do tempo regulamentar, parou de mamar, sentou-se e começou a brincar com o comando de televisão. Dei-lhe a chucha e ela sorriu para mim, continuando com o seu entretém. Está mesmo a ficar crescida....

CD dos Concertos para bebés

http://www.concertosparabebes.com/guestbook/musica.php Já o tenho. De frequência assídua, a M. gosta dos espectáculos, por isso arranjou-se o CD. Pusemos hoje de manhã a tocar pela primeira vez. Assim que começou, parou e ficou muito atenta a tentar perceber de onde vinha o som. Depois, começou a rir-se e a fazer sons de quem estava a gostar. Cantámos para ela (é suposto, segundo-se as orientações do disco) e ela interagiu imenso. Ao almoço, voltei a pôr o CD. Foi a primeira vez que a M. não desesperou entre colheres - estava muito mais calma e nem chorou no final, por já ter acabado. Recomendo. Indicado dos 0 aos 3 anos. Prrrrrrr!....

Já ouvi!

Diz mesmo! "Ma-mã". Quero lá saber se são sons sem nexo! "Ma-mã", "Ma-mã", "Ma-mã"!!!!

Hormonix

É suposto ficarmos meias acéfalas a partir do 7º mês de gravidez, estado que se vai agravando até aos 6-7 meses da criança. Tem tudo a ver com as hormonas e a preparação natural do nosso corpo e cabeça para a recepção de um novo ser, totalmente dependente de nós. Tudo o que não tenha a ver com bebés torna-se um pouco mais incompreensível. Confirmo. Passei por isso. Se por natureza já sou meia disléxica e troco-me toda com as palavras (espectafacular e caixão do lixo são das mais famosas) e muito trapalhona, depois fiquei parva de todo. Perguntas óbvias e muitos disparates depois, acho que já recuperei a minha inteligência a 98%. Agora, o pai... Talvez por contágio, talvez por ser tão dedicado ou mesmo e apenas e tão só por estar a ficar mais tonto, tem ido uns episódios engraçados. Os mais recentes foram com a chucha. Vai pegar na filha ao colo, e como tem a chucha na mão, entrega-ma para eu segurar. Até aqui nada a apontar, não fosse o facto de já por duas vezes, ao estender a mão e dizer "Segura", não o fizesse direccionado para a minha boca!...

sábado, 5 de julho de 2008

Sal

Depois de lhe molharem os pés no mar, fica sentada na toalha a brincar. Descobriu que se chupar o dedo grande do pé sabe-lhe a algo diferente. Agora é vê-la a chuchar o pé para provar o salgado do mar em primeira mão...

Bolachas

O B. comprou-lhe umas da Milupa para experimentar. Devora em três tempos e no final, o bocadinho que sobra escondido dentro da mão leva a uma crise de nervos. A M. vai roendo, roendo até chegar à mão. Como ainda não aprendeu a a abrir, enerva-se porque sabe que está lá, mas não sabe como lá chegar. É vê-la a chorar à séria depois de umas quantas tentativas frustradas com a mão para cima e para baixo em frente à boca de punho fechado. Criança sofre...

Remoinho

Tem um no alto do cucuruto bem demarcado. Com caracóis à mistura, já me estou a ver daqui a uns anos à toa para a pentear...

Banana

Hoje o B. lembrou-se de lhe dar banana sem estar esmagada. Até aqui nada de novo, não fosse a minha filha ser uma gasganeira. Abocanhou de tal maneira e a tal velocidade que não me deu tempo de fazer nada, a não ser virá-la ao contrário, porque ela já estava a ficar atrapalhada, sem conseguir respirar... Bolas, que susto!

Quase curada

Finalmente, vejo novamente luz ao fundo do túnel! A mama direita já está outra vez quase curada, depois de mês e meio em greta... Ela só mamar uma vez por dia fez efeito.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Não mamou

Ontem à noite, adormeceu às 9h. Achei que ia acordar por volta as 10h como de costume e manter-se acordada até à hora da mamada. Passaram-se as 11h, as 11h30 e a meia-noite. Nem dava sinal. Fui espreitar e dormia tranquilamente. Fiquei sem saber o que fazer. Perguntei ao B. o que ele achava, que me respondeu que também não sabia. Acordar ou não acordar, eis a questão. A dúvida era só uma: será que ia acordar de madrugada por não ter mamado antes de ir para a cama? Depois de lhe cheirar a fralda, olhei para aquela cara adormecida e decidi arriscar. Fui-me deitar. Tive dificuldade em adormecer e ainda me levantei 2 vezes para fazer coisas - fez-me confusão não ter passado por aquele nosso ritual nocturno. Afinal, só acordou à hora do costume - 8h da manhã. Avisei a ama que hoje não deveria fazer grandes sestas (foi uma noite de 12 horas!), coisa que se confirmou à tarde. Só dormiu um bocadinho depois de almoço. Hoje à noite, parece que vai repetir a façanha. Adormeceu logo a seguir ao jantar e ainda não deu sinal de si. Tenho pena - já não consigo brincar tanto com ela e imagino já os dias sem horário de amamentação, a chegar às 6h30 e só ter aquele bocadinho. É que apesar da falta de tempo para actualizar o blog, para tratar de outras coisas ou mesmo de mim, e do cansaço que representa, a brincadeira depois do jantar já tinha o seu lugar no nosso ram-ram diário. A ver vamos, se à conta disso, não se seca a fonte...

Orelha

Está a descobri-la. Já leva a mão até lá e começa a esfregar ao de leve quando está com sono. Ainda não é mais do que isso, mas dá-me a sensação de que vai evoluir.

Boa noite

A M. destapa-se com uma pintarola a toda a prova. Já aprendi a deixá-la destapada quando a deitamos e só puxar-lhe os lençóis para cima quando está ferrada. Enquanto estou acordada, não me preocupo muito pois está bastante calor. Normalmente, quando me vou deitar, tapo-a, aconchego-a, dou-lhe um beijo, dizendo-lhe sempre o mesmo: "Dorme com os anjos e com a tua avó". Ela dá um suspiro e fica-se até de manhã.

Festas nas costas

Um dia na brincadeira, descobri que a M. adora que lhe massajem as costas. Com dois dedos, percorro cada lado da sua coluna e quando chego à zona lombar encolhe-se toda. Nem se mexe, com a cara enfiada no colchão, de chucha na boca e um semi-sorriso. É algo que a acalma imenso e a adormece facilmente. Toda esta semana foi igual: quando a vou deitar, ela vira-se quase de barriga para o chão, como que a pedir. E eu não resisto. Vou-lhe esfregando as costas suavemente para cima e para baixo até ela adormecer. Depois, venho-me embora, espero uns minutos e peço ao pai para a ir virar porque está com a cabeça quase totalmente virada para baixo. Bem sei que são rituais que se implementam e que depois são difíceis de tirar, mas sabe-nos tão bem!...

Milady

Já quase que se consegue sentar sozinha. De deitada, vira-se de lado e faz força com o braço para se erguer do chão. Depois com as pernas esticadas de lado, com um pé delicadamente posto por cima do outro fica a 80º do chão. Faz lembrar uma milady, que antigamente cavalgava de lado no dorso do seu cavalo.

Quero fruta!

A M. não pode ver o prato e muito menos a sopa. Fica maluca. Torna-se impossível segurá-la e começa a chorar no segundo imediatamente a seguir. Temos de a distrair e não cair na asneira de a levar para a cozinha enquanto preparamos a sua refeição. Como a manha da sopa continua, agora que come na cadeirinha, costumamos dar-lhe a sopa com a fruta meia escondida em cima da mesa da sala. Ela descobriu o truque. Nos últimos dois dias recusou a sopa a meio e chegou a choramingar. Primeiro pensámos que fosse a sopa que tivesse algo de errado. Provámos e pareceu-nos boa e parecida com as que já fizemos antes. Cheia não estava porque ainda ia a meio da sopa e está habituada a comer tudo e a fruta por cima. O B. então experimentou dar-lhe a fruta. Começou a devorar. A menina queria era chegar mais depressa à sobremesa. Contrariada lá teve de comer a sopa primeiro. Hoje não chorou, mas passou o tempo a olhar por cima do meu ombro, para ver se via a taça da fruta por perto. Gulosa!

Meloa

Adora. Da última vez, chorou, mas não como de costume quando acabou. Chorou desalmadamente e não era garantidamente fome, pois comeu mais do que a sua conta. Peguei nela e levei-a à janela a ver os carros, técnica que costuma resultar para o choro da gulosa que quer mais, mas que desta vez não surtiu efeito. Tanto chorou, que no final, fez-me recordar aqueles soluços incomodativos que surgem depois de muito pranto e que ainda demoram a passar. Ainda esteve naquilo algum tempo, coitadinha da minha M.

Gatinhou!

Em cima de algo mole, anda de gatas às arrecuas por escorregar com os pés. No dia 28/06, estava em cima do edredão da avó e tanto se torceu e remexeu que acabou por sair deste para o chão. Eu segurei-a por debaixo do peito para não afocinhar e continuei a conversar distraidamente. De repente, apercebi-me. Ela estava de gatas a avançar pela cozinha. A custo, mas avançou meio metro, de sorriso na cara, com os incentivos do tio e da tia S. Para mim, no fim, até parecia que ela tinha ganho a maratona das Olimpíadas... O pai ficou muito aflito por causa dos joelhos vermelhos. Sem comentários... Hoje ainda precisa de ser segura pelo peito, senão aleija-se à séria com a cara no chão duro (tenho mesmo de arranjar o puzzle gigante), mas vê-se e deseja-se para ir para o chão. Só que está pouco tempo nessa posição. Em muito pouco tempo, tenta pôr-se de pé com a nossa ajuda e quer andar (ou fazer que anda). Desconfio que o gatinhar vai ser por pouco tempo.

Boca de peixinho

É o novo som, ou melhor, o novo movimento que faz com a boca. Abre e fecha, pressionando o maxilar inferior no superior, por forma a ficar com o lábio de baixo meio escondido. Aquilo faz uma espécie de vácuo, que provoca o som de um peixe fora de água. O B. nem conseguia imitar ao princípio. Passa horas naquilo.

Parque

Comprámos uma cama de viagem por ser mais prática do que um verdadeiro parque - dobra-se e arruma-se melhor e é um 2 em 1. O pai achava que era asneira, que ela não ia ficar lá, que ia chorar. De facto, os dosi primeiros dias não foram muito evidentes. Choramingava e esticava-se toda para não a conseguirmos sentar. Com paciência lá a fomos habituando, ficando ao lado a brincar ou a reagir ao que ela fazia. Agora já se deixa ficar, rodeada dos seus brinquedos, em especial do tambor musical, que também um brinquedo de encaixar formas, da Chicco, e que ela agora já consegue pôr a tocar sozinha. E ainda bem. É que já não tenho força para a segurar tanto tempo e com aquela energia toda a mais tem de se entreter.

Mamã!

O pai e ama andavam convictos que a primeira palavra da M. iria ser papá, porque é mais fácil para um bebé o som papapapapa do que mamamamama. Por isso, passavam a vida a repetir o som à M. para ver se ela imitava. E imitou. Ficaram ainda mais convencidos. Eu, por meu lado, de vez em quando dizia-lhe mamã, e não o som continuado. Ontem a M. provou que estavam enganados. Quando cheguei a casa, a ama contou-me: "a M. já disse a primeira palavra! Mamã!". É claro, que logo a seguir, liguei para o pai - provoquei até mais não e ele fez-me a vontade: ficou chateado. Perguntei à ama se tinha sido com intenção ou se tinha sido um som saído ao acaso. Ela respondeu-me que não, que tinha dito apenas ma-mã! Já tentei várias vezes fazer com que ela repita, mas ela sorri para mim e fica muda. Oh filha! Deixa-me ouvir!

Vício

Da chucha. Já o tem bem vincado. Não chora por não a ter, mas se a vê, segue-a com o olhar como uma ave de rapina e avança a cabeça de boca aberta como um reflexo de Pavlov. O que vale é que durante a noite, está a começar a corrigir essa necessidade e já não chora tanto. Por ver a sua reacção, a tia S. ontem, começou a provocá-la. Mostrava-lhe a chucha, roçava-a na boca, dava-lhe com ela nas bochechas e chegava a pô-la dentro da boca. Mas nunca lha dava. Era só um cheirinho. A M. seguia a mão feita maluca, abria a boca, fechava-a quando a sentia a entrar, para logo a seguir vê-la a sair. Imaginei que fosse chorar com a frustração e os nervos. Não! Riu-se e achou piadola à brincadeira. Enervada estava eu de ver a chucha a entrar e sair!!!

Lantejoulas cor-de-rosa

Já referi aqui o Baby Blues. Uma das tiras mostra um passeio do pai à rua com a filha. Em cada sítio onde param, comentam que o menino é muito querido, ao que o pai corrige com ar zangado, "Não é um menino, é uma menina". Quando chega a casa, entrega à mulher a filha e a sua última aquisição: um vestido com lantejoulas cor-de-rosa e sem mais comentários diz-lhe "É uma longa história". O B. sofre do mesmo problema. A M. apesar de até ter uma carinha feminina, por vezes engana. O B. afina sempre que a confundem. Já lhe expliquei que às vezes é pura ignorância, para não dizer outra coisa - já me fizeram a pergunta, estando ela de vestido, collants, sapatos e chapéu cor-de-rosa... Mas ele continua a não gostar. Esta semana, ficou com ela de manhã e levou-a ao dentista. Quando cheguei, estava ela de calção castanho com lacinhos cor-de-rosa e um body branco, com florzinhas mínusculas no colarinho. Um mimo! Antes de fazer qualquer comentário, o pai, que a tinha vestido, disse-me "Hoje fui toda gira para o dentista com o meu pai, mãe. Fiz imenso sucesso!". Enquanto eu comentava que era verdade, ouvi um entre-dentes: "E assim, ninguém me confundiu com um rapaz..."

Ciúmes

Já os tem e comigo. O pai não me pode abraçar com mais força, que ela começa logo a fazer que chora, calando-se quando ele me larga. Ele adora provocar e ela afina sempre, por mais que eu me zangue e lhe diga para não o fazer só por pirraça. O que vale é que depois uma festa e um beijinho de cada um de nós a satisfaz.

Chichi até ao cabelo

No mesmo dia, à tarde fui-lhe mudar a fralda. Como agora refila imenso porque não quer ir para o muda-fraldas, entretive-a com a escova, objecto que ela adora roer e que a distrai imenso nestas alturas. Nos entretantos, a madame achou que era giro fazer chichi sem a fralda por baixo. Resultado: ficou encharcada até ao cabelo e acabou por tomar banho antes da hora...

Vida de mãe é dura!

No sábado passado, a M. acordou como de costume por volta das 8h. Levantei-me, dei-lhe de mamar, mudei-lhe a fralda e levei-a para o nosso quarto para acordar o pai. Enquanto fui e vim à cozinha, o pai conseguiu pô-la outra vez com sono. Estavam os dois deitados na nossa cama, ela do meu lado, e ele a fazer-lhe festinhas na cabeça para adormecer outra vez. O objectivo era dormirmos mais um bocado. Pois... O problema foi quando eu tentei deitar-me na cama. O B. correu comigo porque ia acordá-la. "Espera mais um bocado!". Fui para a sala e esperei. Quando achei razoável, voltei. Estavam os dois a dormir a sono solto e não sobrava espaço para mim!!! Zangada, voltei para a sala e acabei por adormecer no sofá, a resmungar como os velhinhos ranzinzas - então eu é que me levanto e faço tudo, e depois o menino é que se aproveita e dorme com a filha no mimo e nem me deixa espaço para dormir mais um pouco com conforto! Quando voltámos a acordar, uma hora e meia depois, refilei de dores de costas por ter dormido no sofá. Resposta? "Não sei porquê. Tinhas a cama do outro quarto"!...

Nananananana!

Já virou outra vez o disco. Agora passa o dia com esta.

Pulguinha

Era a minha alcunha na 4ª classe, posta pela colega de carteira, que se enervava à brava com a dita (daquelas antigas de madeira, com a mesa ainda ligada ao banco), de cada vez que abanava porque eu não parava quieta. O meu pai conta que para beberem a bica, tinha de pedir uma, para a minha mãe beber enquanto ele me segurava, e depois pedia a segunda para ele, depois de trocar com ela, senão aqui a je já estava na rua ou em cima da mesa. Para perceberem, andei de trela. Cor-de-rosa é certo, mas mesmo assim trela. Tudo à conta de um belo dia de véspera de natal, com 2 anos, ter fugido ao meu pai em pleno Chiado e este só me ter conseguido apanhar no Rossio, à beira da estrada, à espera que um adulto me desse a mão para atravessar para o outro lado (vá lá! Era rebelde, mas com cabeça)... A M. parece ir pelo mesmo caminho. Não pára um segundo. Se está na cadeirinha, está a dar às pernas, a pôr o pé para cima, depois o outro, ou a esbracejar com algum boneco. Se está em cima da cama, vira e revira sem parar. Se está ao nosso colo, quer estar de pé, depois sentada, depois de pé, depois de bruços para apanhar qualquer coisa. Ficamos cansados só de a ver! Parece que sai a mim. A ver vamos se o pai também não se lembra da trela daqui a uns anos...

Chucha

Já vai buscar a chucha e leva à boca. Só se engana no sentido. A maioria das vezes põe-na de cabeça para baixo. Mas não se chateia nada. Fica assim até alguém lha virar outra vez...

Turistas chineses

Por vezes o B. pede-me para ir buscá-lo ao metro ao final do dia. Se está muito calor vou de carro, senão dou um passeio a pé com a M. Um dos dias em que fui a pé, o metro por qualquer motivo atrasou um bocado, e por isso, depois da volta pelo jardim, acabei por me sentar no banco em frente à saída do metro à espera. Naquele dia, saiu da estação um casal de chineses, que por qualquer motivo acharam piada à M. e sorriram-lhe. A M. retribuiu com um sorriso simpático. À conta disso, ficaram que tempos a falar chinês com ela, enquanto ela os ia incentivando naquele "charabia". Eu estava a ver quando é que eles sacavam da máquina fotográfica para levar uma recordação (tendo em conta que uma vez vi um grupo deles aos saltos em Belém a tirar fotos ao autocarro da Carris 28 onde eu ia...), mas no final, o homem, a medo e num inglês macarrónico, a dizer adeus, disse-me "she´s very nice... Always smiling!". Pronto... Eu sei, este post foi só para a emissão de um pouco de baba... Mas acho que tenho direito. Afinal, não é todos os dias que a nossa filha se internacionaliza!...

Marionetas

Dizem os livros que devemos estimular através de teatrinhos com os bonecos deles. O seu preferido é o ó-ó da Lola, a vaquinha da Noukies, que serve para adormecer. Quando chora ou, pura e simplesmente, quando estou na brincadeira, pego no boneco e começo a lenga-lenga: "Olá! Eu sou a Lola! A vaquinha cor-de-rosa e castanha de quem tu gostas muito! E tu? Como te chamas?". A M. adora a brincadeira. Começa-se logo a rir e a dar uns guinchinhos baixinho de agrado. Mas... O normal seria ela olhar para a vaca que está a falar com ela. Não!.... A minha filha, olha directamente para mim a rir, dando-me a entender que sabe perfeitamente que sou eu que estou a falar. Se esconder a cara atrás do boneco, ela espreita pelo lado para me ver. Depois, é ela que me provoca para continuar com aquilo. Tenho de fazer a voz da Lola (mais esganiçada) e abanar a dita à sua frente, mas ela quer é ver a minha figurinha!...

Social

Espero que se mantenha. A M. é extremamente social. Mal alguém se mete com ela, sorri com simpatia. Se vai no carrinho a passear, chega a dar gritinhos para chamar a atenção. O pai usa esta capacidade para ir às compras - não há ninguém que lhe resista e depois é só pedir o melhor para a menina (no talho e na peixaria resulta às mil maravilhas!)... Agora quando vê outra criança, fica possuída. Quase que salta do nosso colo, amarinhando com os pés para sair, ri-se imenso, dá gritinhos, e olha intensamente. Infelizmente, por vergonha ou por falta de vontade, até hoje, poucas foram as que retribuiram da mesma forma, por isso, a cena costuma acabar com um olhar meio frustrado, meio curioso do porquê de tal indiferença...

Concertos para bébés - Quinta da Piedade

Muito bom! Como de costume, fomos ao espectáculo mensal da M. Desta vez, enquadrado no Festival de Sintra, decorreu ao ar livre, de manhã, na Quinta da Piedade. Até aqui, a reacção da M. aos concertos era de observação pura. Não dormia, não chorava, não ficava impaciente. Olhava curiosa para tudo até acabar. Aos 7 meses, mudou a atitude. Combinámos e fomos com mais dois amigos de barriga. Um deles ficou ao colo da mãe ao seu lado. A M. fez de tudo para lhe chegar. Abanava-se toda, saltava de pé, segura pelo pai (foi a vez dele de ficar com ela ao colo) e dava guinchinhos de alegria. A mãe, divertida, só lhe dizia, "chamavas-lhe um figo!"... Quanto à música. Desta vez percebemos que adorou. A certa altura, a música parou, e durante aquele breve instante de silêncio, ouviu-se uma gargalhada, que pôs toda a gente a rir - era a M... Foram uns bons momentos, num cenário muito agradável, no meio do verde puro da serra de Sintra, para estar novamente com amigos que já não víamos há uns tempos e que acabaram na Casa do Preto, com queijadas e travesseiros. Para repetir!

Tatatata!

Mudou o registo. Já não é dadada!, mas sim, tatatatata!. O pai e a ama bem tentam o papapapapa, para depois evoluir para papá, mas ela não está para aí virada. É assim mesmo! Mostra-lhes quem manda!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Personagens de BD

Deve ser por eu gostar tanto. Toda a gente a compara a uma. Eu comecei a comparar com o Tintin, por causa daquele tufo de caracóis à frente que mais parece uma crista mal-amanhada. Os mesmos caracóis já deram azo à comparação com o Cebolinha da turma da Mónica por uma colega de trabalho. Já a tia S. acha que fazem lembrar o Krusty, o palhaço dos Simpsons... Agora ainda há mais uma - a Maggie Simpson, personagem que vem à ideia de muitos, por causa do vício da chucha e o som que faz com ela - é tal e qual!!!

Baby Blues

Quem me conhece sabe que adoro BD e bons filmes de desenhos animados (estou a falar dos clássicos da Disney e outros que tais). Comecei em pequena com a francófona por motivos evidentes e em adulta aderi a alguma americana. Há uma que já conhecia, e que gostava, mas que só agora percebo a verdadeira graça - Baby Blues. Mostra as aventuras e desventuras de um jovem casal que decide ter um filho. A primeira tira de todas é simples: na maternidade, o pai no sofá, a mãe na cama com a bebé recém-nascida ao colo e uma bola de pensamento comum aos 3 a dizer "E agora?". A partir daí, acompanhamos a evolução desta jovem família, que em tantas coisas me faz lembrar a nossa (esquecendo que se trata de uma realidade americana - é normal o boião de comida e muito raro fazer a sopa). Quanto mais leio, mais nos revejo - é como se estivesse a ler uma caricatura nossa... Muito bom!

Pôs-se de joelhos

No dia 15/06, deu um salto, tipo rã, com as pernas de trás, e ficou de joelhos sem cair logo a seguir. Depois, olhou para mim, que a incentivava com um "Boa, M!", e sorriu. Foram breves instantes - tentou mexer-se e afocinhou, mas valeu o esforço, filha!

Primeiro dia depois das férias

Segunda-feira. Avisei a ama que o dia não iria correr muito bem - uma semana connosco, 24h/24h, sempre na rua, a não ser para comer e dormir, e mesmo isso, nem sempre, não ia dar bons frutos num dia dentro de um apartamento sozinha com a amiga Lúcia. A meio da manhã, liguei para saber como estava a correr (raramente o faço, por saber que o pai se encarrega de o fazer) e a ama confirmou. Chorou o dia inteiro, só queria rua e colo. Qunado chegou a hora, vim com fogo no rabo para casa. Quando cheguei, fui recebida com um sorriso ainda maior que o costume. Dei mais um passeio e em casa muita brincadeira e miminhos. Na terça, já estava recuperada.

A cama dela

Quando regressámos de férias, na noite de sábado para domingo, a M. voltou ao berço no nosso quarto, porque a ama não o desmontou como eu lhe tinha indicado (desconfio que foi para não contrariar o pai B., que não estava nada convencido). No dia seguinte, quando chegou a hora de dormir, o pai já estava caído no sofá e não dava conta de nada. Por isso, aproveitei a deixa, e fui deitá-la na cama dela, no quarto dela. Como ela ia a dormir da mama, também não deu por nada, e assim ficou a noite toda. A M. estreou a cama aos 7 meses. Quando chamei o B. para a cama, entre dois bocejos, perguntou-me se não ia deitar a menina, e não percebeu nada quando lhe respondi que ela já estava deitada. Mas como o sono era muito, caiu e adormeceu outra vez. Foi a primeira noite de muitas que dormi sossegada! Não acordei com os "rhó-nhó-nhós" dela a dormir, nem com os gemidos mais baixinhos. Basicamente, dormi mais. De manhã, o pai demonstrou o seu desagrado e por isso a ama não desmontou outra vez o berço. Nessa noite, ele ainda tentou o berço, mas não lhe dei alternativa. A M. desta vez ia acordada... Não correu tão bem. Chorou. O pai, enervadíssimo, zangava-se comigo por a deixar a chorar. Tanto os ouvi, aos dois, que acabei por tirá-la do colo do pai, que não resistiu, e adormeceu ao meu ombro, à janela. Fui para a cama pior que estragada e a pensar que no dia seguinte ia ser pior... Confirmou-se. As noites seguintes não melhoraram. Ela está bem mais desperta e já não adormece na mama por dá cá aquela palha como antes. Uma das noites, deitei-a na cama de visitas que ainda está no quarto dela, deitei-me ao lado sem me encostar e deixei-a chorar. O pai acabou por adormecer na sala com os nervos... Eu fui-lhe afagando a cabeça e falando suavemente até que ela acalmasse. Berrou 45 min sem para e acabou por adormecer, aos soluços, de cansaço. Cortou-me o coração, mas eu sabia que tinha de ser. Aliás, eu sabia que tinha de lhe ensinar que a cama dela é o sítio de adormecer, coisa que ainda não tinha conseguido. Por isso, as noites seguintes foram de luta, a ver quem ganhava - se ela a chorar, se eu a quebrar, com o pai já quebrado ao meu lado, cheio de nervoso miudinho. Lembrava-me da tia J. que ainda hoje adormece o filho ao colo e questionava-me se não estava a exagerar nas minhas regras. Vacilei por vezes, mas a mente acabava por vencer. Ficava ao lado da cama, com a mão na sua cabeça, a dar à corda ao mobile, e a falar baixinho. Depois a técnica passou para ir de vez em quando ao quarto para ela me ver e dar corda ao mobile. No final, foram umas 5 noites de choro. Agora, vai para a cama naturalmente, sem choros. Mas confesso, que ainda hoje me custa um bocadinho não lhe dar o colinho para dormir. Vingo-me dando primeiro uns minutos de miminhos ao pé da cama, com a cabeça dela encostada ao meu ombro, muito sossegadinha. Só depois a deito.

Parece um cão...

Os dois dentes inferiores bem saídos levaram a que a minha filha ficasse uma mordedora compulsiva - qualquer coisa que apanhe morde. Mas atenção! "Qualquer coisa" da minha pessoa. A M. deve achar que os meus ossos são bons de roer. Se pego nela ao colo, morde-me no ombro, naquela parte que fica saliente. Se lhe dou a mão, acha muita graça aos meus dedos. Se a sento ao meu lado, chama um figo à minha perna... Eu bem lhe digo que não, mas ela olha para mim, sorri e volta ao serviço. Deve ser praga dos meus primos - quando eu era pequena, e como tenho 10 anos de diferença do mais novo, sofria as maiores torturas de cócegas e outras do género. Para me vingar, sentava-me no chão, na esquina do corredor, e quando eles passavam, dava um salto e mordia-lhes a coxa...

Comer com os pés

A M. começou por comer as refeições sólidas ao nosso colo - tinha 4 meses e mal se segurava direitinha. Foi crescendo e descobrindo que tinha força nos pés, por isso mais valia usá-la. Assim, começou a encostar os pés à mesa e a fazer força para se arquear. Ao ponto de quase fazer a ponte para espreitar o pai que estava atrás. À conta disso, o colo omeçou a tornar-se impraticável. Passou por isso, para a cadeirinha de passeio, por ainda não haver outra alternativa. Esta tem uma protecção à frente, que rapidamente passou a servir de apoio dos pés em qualquer situação. Não há vez que ela não se sente na dita e não alce logo o pé, assim ficando, tempos infindos. A M. comia então tudo com um, ou mesmo com os dois pés nesse apoio, fazendo uma ginástica surpreendente. Comprou-se agora a cadeirinha de comer (mais um mono caro do futuro...). Esta tem um tabuleiro à frente e achei que já não dava para tais malabarices. Enganei-me redondamente. Com a perna mais dobrada, mas lá põe o pé... Só que agora tem outro requinte, é que levanta a mão direita e enquanto devora cada colherada que lhe damos, os dedinhos vão mexendo ligeiramente como uma daquelas senhoras a bebericar o chá, cheia de etiquetas. Mas que maneiras, filha!...

Ginetes

É. Também lhe dá para isso... Quando algo a enerva (algo que se desenrola em muito pouco tempo), estica-se toda, fecha as mãos e faz "Uhmmmm!!!" com ar zangado... Nem quero imaginar a adolescência...

Alavanca

A M. adora empinar-se e ficar de pé. Como ainda não percebeu como fazê-lo sozinha, no outro dia, descobriu que com apoio se consegue levantar e achou que o meu nariz servia de excelente alavanca!!!

Por antecipação

A M. adora que lhe dêem beijinhos, lhe façam cócegas, se faça a formiguinha da perna até ao pescoço e brincadeiras em que se interaja. A tudo responde com um sorriso ou uma gargalhada, e ao fim de algumas repetições do mesmo, acaba por reagir por antecipação. A S. e o tio descobriram a bincadeira de lhe pôr a vaca Lola em cima da cabeça e depois tirá-la de repente. A certa altura, a M. já fecha os olhos ainda a vaca vai a caminho, por isso a brincadeira passa por ameaças de lhe pôr a Lola na cabeça sem concretizar o acto - ela delira e farta-se de pestanejar! Um dia, comecei a dar beijinhos no pescoço depois de fazer uma pequena brincadeira primeiro. Ao fim de 4 ou 5 beijinhos, não é que a malandra começou a esticar o pescoço para eu lhe dar os beijinhos que por vezes se ficavam pela ameaça?!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Linda...

http://www.imeem.com/people/bd11xZ2/music/Dk0aaUi2/srgio_godinho_espalhem_a_notcia/

Espalhem a Notícia - Sérgio Godinho

Espalhem a notícia

do mistério da delícia

desse ventre

espalhem a notícia do que é quente

e se parece

com o que é firme e com o que é vago

esse ventre que eu afago

que eu bebia de um só trago

se pudesse

Divulguem o encanto

o ventre de que canto

que hoje toco

a pele onde à tardinha desemboco

tão cansado

esse ventre vagabundo

que foi rente e foi fecundo

que eu bebia até ao fundo

saciado

Eu fui ao fim do mundo

eu vou ao fundo de mim

vou ao fundo do mar

vou ao fundo do mar

no corpo de uma mulher

vou ao fundo do mar

no corpo de uma mulher bonita

A terra tremeu ontem

não mais do que anteontem

pressenti-o

o ventre de que falo como um rio

transbordou

e o tremor que anunciava

era fogo e era lava

era a terra que abalava

no que sou

Depois de entre os escombros

ergueram-se dois ombros

num murmúrio

e o sol, como é costume, foi um augúrio

de bonança

sãos e salvos, felizmente

e como o riso vem ao ventre

assim veio de repente

uma criança

Eu fui ao fim do mundo

eu vou ao fundo de mim

vou ao fundo do mar

vou ao fundo do mar

no corpo de uma mulher

vou ao fundo do mar

no corpo de uma mulher

Falei-vos desse ventre

quem quiser que acrescente

da sua lavra

que a bom entendedor meia palavra

basta, é só

adivinhar o que há mais

os segredos dos locais

que no fundo são iguais

em todos nós

Eu fui ao fim do mundo

eu vou ao fundo do mim

vou ao fundo do mar

vou ao fundo do mar

no corpo de uma mulher

vou ao fundo do mar

no corpo de uma mulher

domingo, 22 de junho de 2008

Roer o fio

No último dia de praia, conseguiu pôr o pai de castigo e a mando dela. Sentada, tendo como apoio a coxa do pai, descobriu um fio vermelho com uma bolinha de ferro na ponta, óptima para roer - era o fio dos calções de banho do B. Roeu, e roeu, e tornou a roer, e fez daquilo um entretém duradouro. Queria roer a ponta, mas como se tratava de um fio, de cada vez que o segurava mais a meio, a bola caía, o que a enervava e por isso dava gritinhos e chorava de frustração. O B. para além de não se poder mexer, senão o fio desviava-se do objectivo da M., ainda tinha de a acalmar de vez em quando. Mas o que nos impressionou nem foi esta brincadeira. Foi o facto de a certa altura, tendo a bola caído novamente, perante a incapacidade imediata de segurar na bola outra vez, a M. com uma genica levada da breca e com um ar muito irritado, dar um grito de chateada e atirar o fio para o chão, como quem grita "que nervos!!!"... Estão a ver o feitiozinho, não estão?...

Restaurante

Estreou-se nas férias. Desafiados pelo tio, fomos a uma marisqueira atrás de um rodízio de marisco a € 17/pessoa, bebidas excluídas. O D. Fininho, em Cantanhede, faz jus à fama que tem e aproxima-se perigosamente das parrilhadas de Vigo (nham! nham!...). Veio uma travessa gigante de marisco para a mesa, com gambas grandes fritas, gambas cozidas, gambas pequeninas com alho, ameijoas, mexilhões com natas, sapateira, ostras, navalheiras e perceves e ainda nos pediram desculpa porque o bloqueio dos camionistas não permitia pôr tudo a que tínhamos direito... Depois de esvaziada, esta travessa é levada para a cozinha para encher outra e outra vez, até rebentarmos de marisco. Acho que ficou provado nesse dia que a M. não é alérgica aos bichos, tendo em conta a quantidade que eu comi mesmo antes da mamada da noite... A nossa M. portou-se divinalmente. Não chorou, não dormiu e entreteve-se sozinha, porque isto de comer marisco, é com as mãos, por isso não deu muito para brincar com ela. Observou e mirou tudo e todos que lá estavam, nomeadamente duas meninas que brincavam, tendo ficado encantada com a mais nova, que teria o seu ano e meio. No final, recebemos os parabéns do dono do restaurante, que logo no início, ao explicar como funcionavam, aconselhou a que numa próxima ida não levássemos o bebé por causa da confusão e do barulho permanente.

Soneca da manhã

A M. tem por hábito dormir (quando dorme) duas sestas durante o dia - ao final da manhã e depois do lanche. Na semana de férias, cumpriu a primeira e antecipou em maioria a segunda para depois do almoço, por causa do calor e do cansaço. Todos os dias, por volta das 10h, dava-lhe o sono e começava a chorar com a birra do sono no meio da praia. Se já em casa mal consigo domesticar o marido para não a adormecer ao colo, então fora de casa... Pegava nela, levava-a para a beira da água e conversava baixinho. Ela enroscava-se debaixo do queixo e ali ficava, a adormecer ao som da voz serena do pai e das ondas que rebentavam de mansinho só para ela. Não me meti - foi um ritual bonito de se assistir todos os dias àquela hora.

Sentou-se sem cair!

Foi no dia 14 de Junho. A praia e aquela areia fofinha deram jeito para treinar.

Desajeitada

A minha sogra tem um edredão que serve de tapete de actividades gigante da M. Estendemos-lo no chão da sala, pomos almofadas em toda a volta e um de nós deita-se no chão ao pé dela. Estava sentada quando eu lhe fiz uma palhaçada qualquer. Riu-se. Ao rir, caiu para trás com um ar muito espantado. O ar era impagável!...

Banho connosco

Experimentámos depois da praia, uma banhoca na banheira com um de nós, já de banho tomado, é claro, e de fato-de-banho vestido. Da primeira vez comigo, da vez seguinte com o pai, que tem de experimentar tudo (e ainda bem!). Pudemos encher mais a banheira, pois estava segura por nós, pelo que deu para lhe dar a noção do boiar e de alguns movimentos dentro de água. Foi divertido - não sei bem quem mais é que gostou da experiência, se ela, se nós. Eu sentei-a de costas para mim primeiro e levantei-a um pouco, o que imediatamente teve como consequência ela começar a dar às pernas como se fosse uma rã. É fantástico como o instinto nos é inato! Depois virei-a de frente para mim e com as mãos por baixo deixei-a a flutuar. Primeiro, estranhou e olhou em torno a tentar perceber o que se estava a passar, depois riu-se e deixou-se levar por mim. Com o pai, as brincadeiras foram outras: bater com as mãos na água para molhar tudo e todos, ficar de pé na banheira para cuscar tudo e observar tudo muito seriamente encostada ao seu mais que tudo. Para repetir!

Papa com água

Provou na semana de férias, pois não era prático levar o meu leite congelado para a Figueira. Para não ser diferente, adorou e quer mais como com tudo o que leva à boca de comida. Eu, pela minha parte, descobri que é mais fácil de fazer - fica mais depressa com a consistência de papa, enquanto que as feitas com leite parecem sempre mais aguadas. Agora que regressou a casa, voltou às não lácteas sem se queixar - fizemos as contas: se continuar a mamar sem percalços, temos leite para quase 3 meses de papa... Venha leite congelado!!!

Espelhos

A minha sogra tem uma catrefada de espelhos espalhados pela casa - um em cada uma das entradas, um em cada quarto e um em cada WC. A M. já gostava de se ver ao espelho, sorrindo para si mesma. Na casa de praia mudou um pouco o registo: agora, olha, ri-se e esperneia, fazendo uma festa enorme à coisa. Depois, olha para nós encantada e volta a olhar para o nosso reflexo. Também já nos direcciona o olhar através dos espelhos. Tenta lá chegar e quando deixamos, dá uma data de pancaditas com a mão deliciada. Resultado: no último dia, o pai andou de pano na mão a limpar os espelhos todos porque estavam cheinhos de dedadas e mãozadas da M.

I'm the Queen of the world!

Até parece que a M. viu o Titanic e o DiCaprio a gritar na popa (ou proa? Já não me lembro...) do barco... Agora que descobriu que é mais giro estar sempre de pé - com a nossa ajuda, é claro - um dia, na praia, agarrou-se ao guarda-sol, olhou para um lado e gritou "eihhhh!", olhou para o outro e fez o mesmo, esticando-se toda e ficando toda direita. Não sei se foi a grandeza da coisa, se a alegria, se pura e simplesmente feitio, mas foi engraçado de ver.

Praia

O primeiro e segundo dia não estavam bons para a praia - muuuuuuuuito vento tornou a praia fria. Ainda por cima, como somos principiantes nestas coisas, não tinhamos tenda para proteger. Fomos, mas atrasados (para variar), pelo que a praia já só seria para 1 hora de gozo, pois às 11h já não são horas para meninos pequeninos (nem niguém, já agora) levar com aqueles raios solares. Nem 1 hora estivemos. Estava um gelo. A M. nem percebeu muito bem o que era aquilo. No terceiro dia, melhorou e nós já tínhamos a famigerada tenda comprada. Deitámos a M. no meio de 2 toalhas para não ir parar à areia e montámos a dita. Depois, peguei nela e dei-lhe a conhecer a areia como deve de ser: sentei-a na respectiva e deixei cair em cima das mãos e dos pés. Adorou! De tal maneira, que a certa altura, começou a agarrar punhados de areia e desajeitadamente a levá-la à boca. Foi um fartote de rir para mim ver a filha a ficar com a boca cheia de areia e o pai, já a ficar zangado, a ralhar comigo porque ainda tinha menos juízo do que ela... A seguir, para parar com a brincadeira, o pai pegou nela ao colo e levou-a até á beira da água. Estava bandeira vermelha e um mar gelado (só para não variar...). Mesmo assim, a medo, o B. decidiu molhar-lhe os pés para ver a reacção. Voltou a adorar! Sempre que vinha uma onda, esperneava e dava aos pés como que a dizer baixa-me, baixa-me! Não chegou a tomar banho dia nenhum porque a água é gélida e no último dia, que até estava melhor e até eu fui a banhos, tinha acabado de comer a papa, por isso tivemos receio de uma congestão. Mas ficou comprovado que nós (mais o pai) vamos passar algumas horas de frio a segurá-la na água mais tarde...

Morder

Mamou, mordeu, sorriu com um "ehhh!" e voltou a morder, por esta ordem. Disse-lhe que não antes da segunda mordidela, mas ela foi e... mordeu outra vez, com o consequente sorriso acompanhado do "ehhh!", a mostrar os dentes de desenho animado. Voltei a dizer que não com ar zangado. Repetiu-se a cena, só que da terceira não chegou a morder - só abriu a boca, fez que ia fechar os dentes e olhou para mim. Como continuei de cara fechada a dizer não, franziu o sobrolho, sem perceber o que se estava a passar. O meu erro? Dizer não e deixar repetir - a pobre criança ficou sem perceber lá muito bem o que se estava a passar...

Despique

Na semana de férias descobri que a M. adora desafios. Ela faz "Hummmmm!!!!", esticando-se toda e cerrando os punhos, com ar malandro e divertido. Uma vez imitei-a. Ela deliciada, repetiu, e eu voltei a imitá-la. Daí para a frente foi vê-la a ela a fazer vários sons diferentes sempre da mesma forma e a mim a imitá-la à minha maneira. O pai também já faz e chega a provocá-la começando ele o jogo, assim como o tio (como não podia deixar de ser). Vamos entrando no desafio até um de nós se cansar. Normalmente, somos nós, pelo que não sei até que ponto esta brincadeirinha não é má ideia. Mas ela, ou melhor, nós divertimo-nos tanto!...

Prrrrfhhhpt!!!

O tio e a namorada tentaram, mas felizmente a M. teve mais juízo. Não é que os desgraçados andaram toda a semana a tentar ensiná-la a cuspir a comida. Era só verem o prato a ser preparado e lá começavam eles de volta dela, qual abelhinhas de volta das flores - "M! Prrrrfhhhhpt". Repetiam e repetiam, comigo a refilar e a fazer avisos e ameaças, sem qualquer efeito. A M. olhava para eles e sorria - com os olhos, porque a boca estava demasiado ocupada a abrir e fechar para emborcar a refeição. Não conseguiram. A sorte é que a M. é uma comilona de primeira água e adora comer, não tendo tempo por vezes para sequer saborear a comida, quanto mais para ainda a desperdiçar... Senão era banho de sopa e fruta todos os dias. Bem sei que os produtos naturais fazem bem à pele, mas não exageremos!...

Tio

Até à semana das férias (veremos a partir de agora), vivia na casa de praia o tio recém-licenciado. O meu cunhado mais novo, que eu fiz questão que tivesse um papel preponderante na vida da M. e por isso o convidei para padrinho, é o tio maluco - alcunha aposta pela sobrinha mais velha que o ama de paixão - e desempenha bem o seu papel, fazendo jus ao nome. A M. não parece ser excepção na perdição por este. Já bem pequenina, era o único que a controlava - tinha ela um mês acabados de fazer e já ninguém a calava quando tinha fome com excepção desta ave rara que calmamente pegava nela ao colo e conversava com ela - não à maneira do bebélez e sem bidu-bidus. Ela refilava e ele respondia-lhe - "tens razão, a mãe nunca mais vem", ela voltava a emitir um som e ele voltava à carga "é, nunca mais vem". Há qualquer coisa nele que fascina os míudos. Com 6 meses e meio, a M. já dá mais pica. Ri-se das piadolas e graçolas que lhe fazemos, por vezes com gargalhadas sonoras e reage, provocando-nos quando nos cansamos. Assim, o tio desempenhou o seu papel às mil maravilhas. Pregou-lhe sustos infindos, só para a ver a rir à gargalhada depois. Nem sempre media o volume do grito e às vezes viamos a desgraçada a dar saltos e abrir muito os olhos na cadeirinha e só depois sorrir. Até a mim, que não tenho tantos problemas com estas "brincadeiras parvas", como diz o pai, me doia o coração por vezes... Descobriu as cócegas nos pés e brincava com a chucha - tirava-lha e fazia que lha ia pôr na boca, nunca o concretizando. A M. ficava de boca aberta à espera, com um ar de expectativa, e quase que fechava quando a via vir. Vá lá, a frustração nunca a levou a chorar. Junto com a namorada, punham-se do lado de fora da janela e apareciam a fazer "cucu!" vezes sem conta só para ela, e recebiam em troca sorrisos e gargalhadas de derreter. Brincavam com a vaquinha Lola, o dou-dou dela, já sua amiga quase inseparável, pondo-a em cima da cabeça a tapar-lhe os olhos e depois tirando-a de repente para a fazer rir. No final, pode-se dizer que a terapia do riso funcionou - a M. vê o tio e até esperneia de felicidade!

Aventuras das férias

Fomos uma semana para casa dos meus sogros ao pé da Figueira da Foz experimentar pela primeira vez a praia. Ficam aqui as aventuras desses dias.

Ri-se com o nariz

Descobriu que, se franzir o sobrolho e o nariz e respirar com força, consegue emitir um som engraçado. Por isso, agora, ri-se muitas vezes assim. Costuma usar este método quando quer muito uma coisa. Olha fixamente para o que for (o prato de comida ou o iogurte por exemplo) e começa-se com aquilo. É de chorar a rir...

Suspiro

Por vezes, se lhe fizerem uma festa na cara quando está a dormir, esboça um pequeno sorriso. Se for eu, a resposta é mais gratificante ainda - dá um valente suspiro. Saio do quarto com um sorriso estampado na cara...

Lavar os dentes

Já tem 2 em baixo, por isso a conselho do meu dentista, já os lava. Não com escova e pasta de dentes, mas com uma compressa e água. Não é fã. Ao princípio achava graça - aquelas massagens na gengiva com ela a tentar morder tinha a sua piada. Mas com o tempo perdeu-a toda. Primeiro porque lhe lavo antes a cara com uma compressa para retirar o excesso de creme hidratante de fruta ou de papa que tem nos bigodes e depois porque me parece que a compressa não lhe sabe ao que ela quer. O dentista até disse que se conseguisse (foi esperto - fez a ressalva) lhe devia lavar a língua, para tirar os resíduos todos, mas isso nem pensar. Acho que tenho de mudar de estratégia...

Pai doente X mãe só para mim

O pai ficou doente. Quando regressámos do fim-de-semana do baptizado, à conta da busca quase infrutífera do fato certo em Viseu, fiquei constipada. De mim passou para a filha. Desta passou para o pai. Eu reagi relativamente bem, a filha mais ou menos, o pai ficou de molho à séria... Por causa disso, fiquei uma semana com a filha só para mim. Depois de jantarmos as duas, pegava nela e ia para cima da cama de visitas que ainda está no quarto dela, e brincava até à hora do banho e da mamada, com o pai no quarto ao lado, de molho, a morrer. Foram inúmeras as brincadeiras que tive de inventar para a entreter e como não tenho coragem de a deixar presa na cadeirinha entregue a si mesma (ainda não temos parque), eram cerca de 2h30 de palhaçada todas as noites com sua excelência. Era o upa para se levantar com a minha ajuda, era o escorrega nas minhas pernas, era o cavalinho e o xó-xó, eram as cócegas, era a formiguinha a passear no seu corpo, era o força! para a encorajar a ficar de gatas e muitos da-da-das. Ficávamos as duas exaustas... A consequência de tanto tempo só nós duas, foi que depois não queria outra coisa... Também graças ao estado de desgraça do pai, fomos as duas para o quarto dela dormir - se adoeço agora, acaba-se o leite. Assim, estreou a cama dela na véspera de irmos embora de férias, mas com batota, porque eu fiquei na cama ao lado...

Não

Os bebés não têm a mesma percepção do que nós da realidade - não vale a pena dar palmadas ou castigar que eles não perceber. Temos de ir pelo não, com ar sério e depois distrair com outra coisa, caso seja preciso. Pois é... Eu tenho fama de má. E exerço esse papel cá em casa como um dado adquirido. Mas... Já tentei - por vezes consigo, outras também não. É que a M. já nos topou a todos. Nós dizemos que não, ela vai e... sorri com um "ah!" à mistura, que por coincidência ou não, parece ser à laia da malandrice. Repete-se o não com um ar sério a desmanchar-se, e ela vai e repete a dose! Por vezes, derreto-me - mea culpa, mea mui grande culpa, grito eu, batendo com mão direita no peito, mas que hei-de fazer com uma marota assim?!

Ecocardiograma

Quando nasceu, o pediatra detectou um "sopro", que após o ecocardiograma feito à tarde, confirmou que não era nada - por vezes os recém-nascidos nascem com a membrana (canal arterial) que separa as válvuvas ainda por fechar, tendo até aos 6 meses para o fazer com naturalidade. Por isso mesmo, aos 6 meses marcou-se novo exame só para ter a ceretza que estava tudo bem, apesar de a pediatra não auscultar nada nas conslutas mensais de rotina. Lá fui, uma manhã para a Cruz Vermelha fazer uma visita à "sô toura" para ver se estava de facto tudo bem. Estava. Ainda recebi os parabéns da médica por ter uma fortalhaça bem-disposta e tão sossegadinha - a M. passou o exame inteiro a olhar com um ar muito espantado para a mulher que não conhecia de lado nenhum e lhe estava a pôr aquelas coisas no peito.

Beber água

É suposto beber em média 50 ml entre refeições. Pois... A M. sai à mãe - beber água está quieto ou brincas. O pai B. comprou-lhe água para bebés... Mais uma das mariquices que se inventaram para pais babados que gastam dinheiro para os seus meninos terem o melhor... Por mim, era água del cano fervida, mas ainda não me consegui impor (confesso que também ainda não tentei muito - deixá-lo com a sua água xpto). Dá-se-lhe o biberão pequeno com um pouco de água e ela sorri, larga a chucha com prontidão e abre a boca. Quando percebe que é água que sai do dito... Começa-se a rir, a mordiscar a tetina e a afastar com a mão quando está farta da brincadeira, com a água a escorrer pela boca até ao pescoço. O B. descobriu então os sumos da Milupa, supostamente sem aditivos ou açucar. É vê-la a mamar! Se lhe tiramos o biberão da boca, berra por mais, como se não houvesse amanhã e ainda é complicado conseguir acalmá-la. Felizmente, neste assunto a ama está comigo - água é melhor. Assim, durante o dia, vai insistindo e diz que a M. até bebe - não o suposto, mas bebe. Quando eu chego a casa, mostro-lhe as minhas tentativas frustradas e ela ri-se. Diz que é por eu cheirar a leite que não lhe consigo dar água. Eu já vi com os meus olhos - da ama ela aceita bem e bebe, a sacana!!! Quando acaba de beber, leva com um "ai que fresquinho!"como incentivo e a coisa dá-se. Mas o pai também não consegue, e não cheira a leite. Só se é porque já percebeu que o consegue levar melhor e tenta a sorte com o sumo!...

Comprou a ama

Já está! Diz-se que os bebés descobrem-nos os pontos fracos num instante. A M. confirma a teoria. Em pouquíssimo tempo apercebeu-se de que a ama não a pode ver chorar, e usa isso em seu proveito com uma pintarola que só vista... Quando chego a casa encontro-as sempre no sofá - uma a embalar e a outra a dormir embalada. Eu bem digo que não pode ser, mas a única coisa que recebo em troca como resposta é um sorriso envergonhado e doce de uma ama babada, que não é capaz de me dizer que não consegue, nem de que vai tentar. À minha insistência do não pode ser, o sorriso mantém-se até que muda de conversa - ou para as gracinhas da M. do dia, ou para o tchau de quem se vai embora para a sua protegida. Uma manhã confessou-me que os seus 3 filhos fizeram-lhe o mesmo - não pode ver os cachopos a chorar - "ainda por cima a M. tem um choro aflitivo!". É um facto. Quando chora, seja por que for, parece que a estão a esventrar viva. É uma exagerada. Com o pai B. a ajudar à festa e a dizer que acha muito bem, que a menina não tem nada que chorar, a ama sente-se protegida e por isso continua... Estou tramada!!!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Fase mãe

Até aos 6 meses era mãe ou pai, não importava qual o colo, era-lhe indiferente. A partir daí, é mais mãe. Se estiver no colo da ama, estende-me os braços para vir para mim, já o pai nem sempre tem direito ao mesmo mimo. Na semana passada, pela primeira vez, chorou no colo do pai porque queria o meu. Escuso de explicar a cara de desolado do B., a dizer "Oh filha! É o pai!", certo?...

Domínio do corpo

Aos 6 meses, já segurava perfeitamente a cabeça levantada, estando de barriga para baixo e virava-se de costas em segundos. Era vê-la a contorcer-se e a virar e revirar até chegar ao brinquedo que queria. Nessa mesma posição, desloca-se para trás, fazendo força com os braços. Depois, com as brincadeiras com a ama, descobriu que é engraçado ficar de pé. Não quer outra coisa. Se estiver sentada, faz força com os pés como que a pedir que lhe segurem nos braços para se pôr de pé. Depois, toda contente, de sorriso vincado e ar altivo, olha em volta e tenta avançar com a nossa ajuda. É claro que ainda não dominava a técnica do andar e que nada mais fazia do que querer avançar meia arrastada por nós, mas não deixava de ser engraçado. Agora com 7 meses já quer pôr um pé à frente do outro, apesar de ainda não saber bem como. Está uma espertalhaça!

Manha da sopa

A M. come sempre sopa e fruta ao almoço e ao jantar. Descobriu que lhe davam a comida por esta ordem num ápice. Gosta de tudo e até hoje ainda não recusou nada. Mas gosta mais de fruta do que de sopa, como é normal, por ser doce. Assim, começa a choramingar a meio da sopa e a fazer de conta que a recusa. Mas só a fazer de conta, porque se lhe der mais uma colher, e mais outra ela abre a boca - nunca se nega! Primeiro pensei que fosse de não gostar, mas não fazia sentido por depois continuar a comer e porque o fazia com todas as sopas que já tinha provado antes. Depois pensei que fosse porque estava cheia, mas também não podia ser porque começava a fazer a fita a meio e ela come bem mais. Depois percebi. Queria saltar para a parte da fruta mais cedo... A malandra percebeu que a fruta estava à espera e queria era do bem bom! Mas não lhe dei trela. Come sempre a sopa toda e depois a fruta, que lá em casa não há pão para malucos...

Boné

Não costumo falar da roupa, mas este tem de ficar para a história. Aos 5 meses, o pai comprou-lhe na Benetton um boné rosa choque, a dizer "Sweet", com uma pala mole, própria para bebé, pelo qual ficou apaixonado. Ficava-lhe a matar! Os tamanhos nesta loja são pequenos - a M. , por si já grandona, também é cabeçuda (percentil 95 de perímetro cefálico... O pai detesta que eu diga isto ;) ), por isso comprou-se o último tamanho - para 9 meses. A ama passava a vida a pô-lo, apesar de haver mais chapéus, por gostar tanto de a ver com ele. Aos 6 meses e meio já não lhe servia... O pai desolado, não desistiu. Foi à loja para comprar o tamanho a seguir. Não havia. A senhora disse mesmo que não existia. Não conformado, foi a outra loja perguntar o mesmo. Nesta, lá lhe disseram que havia, mas que era para 1 ano, ou seja, já não era de bebé. Tudo bem, disse o pai contente, desde que seja igual... Lá veio o boné do armazém. A pala já é maior e dura, o rosa é mais escuro e atrás tem uma coisa para apertar. Mas não faz mal, o pai queria tanto, que se adaptou às diferenças. Depois, eu vi defeitos na pala - estava às manchas... O pai que tem o olhar apurado para estas coisas (muito mais do que eu) não viu, e ainda me perguntou se fazia mal... Lá raciocinou um pouco e perguntou se dava para ver onde havia noutras lojas. Havia um no Oeirasparque. Não é que mandou reservar?! E foi buscá-lo. Vaidosices de pai babado...

Óculos de sol

Fica um must! A M. com o sol nos olhos, fecha-os e faz cara de incomodada, virando-a para o lado. Perguntei à pediatra, que me respondeu que mais importante do que o protector solar, são os óculos de sol - o sol está perigosíssimo e de facto os bebés ficam muito incomodados. A conselho dos amigos de barriga, comprámos via net (www.babybanz.com), uns cor-de-rosa, com protecção UV e tira para segurar à cabeça, todos fashion. O pai estava numa ansiedade só para os experimentar. Quando chegaram, tentou-se. Para os pôr refila e choraminga, mas assim que fica com eles bem postos na cara e se apercebe que até são utéis, cala-se e fica muito quieta. Depois é vê-la, toda vaidosa, no carrinho, muito direita, toda tesa, e de ar muito sério a olhar para todos, qual rainha a passear por entre os seus súbditos.

Unhas...

Mania! Achou que era engraçado, enquanto mamava, cravar-me as unhas na mama... De uma falta de quietude, abanava-se toda, levantava a cabeça, olhava para os lados e para trás, a dar às pernas, sempre de mama na boca. Como isso não é muito compatível com mamar, implicava nem sempre conseguir saciar a fome e a curiosidade ao mesmo tempo. Assim, resolveu o problema: cravava as unhas e segurava a dita... Não imaginam a gracinha que isso tinha... As unhas da madame são como as dos gatos pequeninos - afiadinhas. Isso somado ao facto de a mama andar para trás e para a frente, upa, upa! Optei por pôr a minha mão a tapar a mama e via-a a tentar agarrar a coisa mole a que ela estava habituada. Como não conseguia, acabava por acalmar. Tantas vezes lhe fiz isso que acabou por desistir... Bolas!

Leite

Já não tiro leite... Aos 6 meses e 1 semana, como de costume, de manhã dei uma mama à M. e liguei a bomba para tirar o leite da outra. A bomba tirou 50 ml. O normal eram 80/90 que eu acumulava com o da noite e dava para a papa do dia seguinte. Achei que era falta de água. À noite, repetiu-se. Nos dias seguintes, a quantidade foi diminuindo, até que já não saía nada. Optei por deixar a M. mamar dos 2 lados em cada uma das mamadas (pequeno-almoço e ceia) para estimular a produção. Ela não se chateia nada, e no final arrota com bocados de leite a sair pelo canto da boca. No congelador, há leite para 80 dias de papa dia sim, dia não. O medo agora é acabar sem prévio aviso ou ficar doente e não poder dar à filhota o bem-bom.

Mão na minha boca

Adora. Põe a mão na minha boca e eu simulo que a vou comer. Farta-se de rir. É bom ver como coisas tão simples a divertem e fazem feliz.