quinta-feira, 24 de julho de 2008

... o segundo ditado

Disse-mo uma senhora que afirmou que não acreditava em nada disso quando lho diziam em nova - "então alguma vez depois de criados davam mais trabalho do que enquanto pequenos, quando precisam de nós para tudo?!". De facto, é difícil imaginar que todo o trabalho agora preciso seja superado em dificuldade já em adultos. Acredito piamente que sim. Em circunstâncias de desigualdade, pois já não se controla nada, apenas podemos dar o apoio que nos é pedido. Isto quando pedem, o que nem sempre acontece. Daqui, extrapolo de mim para a M. Hoje em dia, a nossa família é composta pelo B., a M. e eu. Não se estende aos nossos pais por vários motivos - uns por causa do orgulho que impede sequer laços de cordialidade, outros pela distância. Hoje em dia, sentimos-nos um tanto ou quanto isolados, abandonados até. Não há o almoço ou o jantar em casa dos pais, não há um baby sitter natural para uma ida ao cinema ou para um dia mais complicado, qualquer favor que seja feito é encarado (pelo menos por nós) como isso mesmo, um favor e não algo normal entre gente que se gosta. É sempre tudo muito difícil. Dou por mim a rebentar de saudades da minha mãe, que já cá não anda desde os meus 10, mas que fantasio, tornaria com toda a certeza tudo isto em algo bem diferente. Por isso mesmo, prometo-te M., do fundo do meu coração, que sempre, mas sempre, estarei lá, seja quando for, porque for ou com quem for. É a minha promessa, com a firme convicção de que aquela senhora tinha toda a razão. E se algum dia me esquecer desta promessa, que quem é hoje minha testemunha mo recorde com toda a veemência na altura.

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