quarta-feira, 9 de abril de 2008

Ama - Primeiros dias

Foi terrível... A Lúcia chegou às 8h15, com a M. a mamar. Disse-lhe para ir arrumando o quarto enquanto isso. Ela lá foi sem dizer palavra. Depois da mamada, passei a M. para o seu colo, para ela tratar do resto - arroto, fralda, limpar cara, etc... Escuso de dizer que foi um aperto tal façanha, estando eu em casa e podendo fazer isso tudo. Não fui capaz de largar as saias à fralda da minha filha e por isso fui fazendo companhia e brincando com ela enquanto a Lúcia tratava de outras coisas. Quando chegou a hora da sopa, expliquei-lhe tudo e peguei na M. para lhe dar a dita. Antes perguntei retoricamente se ela queria dar ou se preferia ver da primeira vez. Felizmente, ela respondeu que queria dar e tirou-ma do colo. Foi mais esperta do que eu... Almoçou comigo, sem grandes conversas e à tarde, arrumou e limpou mais um bocado. Sempre que a M. chorava ou refilava por estar sozinha, ela vinha prontamente, conversava com ela, brincava um bocadinho, punha-lhe música e seguia para o que estava a fazer, não lhe pegando ao colo. Note-se que a M. estava na espreguiçadeira ao pé de mim na sala... Ao final do dia, o meu balanço era 50/50. Estava cheia de medo de estarmos a cometer uma grande asneira... No dia seguinte, voltou a aparecer, desta vez já a M. tinha mamado, por isso mal tive tempo de a ter ao colo. Tirou-ma logo do colo e foi tratar dela. Desta vez ouvi-a a conversar meigamente com a minha filha - tentei não me meter. Quando apareceu na sala, estava de roupa mudada e ar satisfeito. Felizmente, uma amiga telefonou e acabou por almoçar lá em casa, obrigando-me a abstrair da M. e a facilitar a vida à Lúcia. Para além disso, foi-se embora com uma opinião positiva da ama, o que me deixou um bocadinho mais reconfortada. À tarde, disse à Lúcia que podia pegar na M. ao colo, pois eu não tinha nada contra isso (a pergunta da entrevista assustou-a!...). Depois disso, andou sempre com ela ao colo, até a querendo adormecer assim depois da sopa. Tive de dizer que colo era muito bom, mas q.b. A criança ainda adormece sozinha, não a estraguemos... Ao 3º dia, estava mais à vontade, já falava um pouco comigo e até cantou, não, desafinou à grande e à francesa, para a M. Depois da 1ª mamada da manhã, mudou-lhe a roupa, lavou-lhe a cara e limpou-lhe os olhos, penteou-a e pôs cheirinho no cabelo (o meu comentário de que o pai gostava do cheiro da água da Uriage no cabelo foi registado). Canta-lhe o "Papa a papa" da Cerelac, que resulta muito bem e já dá passeios com ela para ir ver os cães porque a "M. ri-se muito com os ãos". Ao 4º dia mandou-me uma mensagem às 5h30 a dizer que a filha estava muito doente e por isso não ia - "que parecia mal faltar logo assim, mas era por motivo de doença". Ficámos de pé atrás, mas às 17h30 mandou outro sms a pedir desculpa, mas "só àquela hora tinha conseguido sair do hospital". Liguei-lhe e disse-me para ficar descansada porque na 2ªfeira já ia... E foi, com a justificação do hospital e tudo! Resumindo, de 0 a 10, dou-lhe 6,8, a caminhar para o 7. Tendo em conta de que sou a mãe e que nunca irei dar mais de 9, porque ninguém é tão bom quanto eu, não me parece mal para a primeira semana...

Ama - Escolha

Foi dificil escolher. A Damiana era mais simpática e afável, parecia despachada e tinha excelentes referências. Para além disso, mora perto e à porta do metro. O senão era ter um português muito incorrecto e tinha uma apresentação que encaixava menos naquilo que nós imaginamos como ama de uma criança da nossa classe social (não consigo dizer isto sem parecer elitista... Não tenho nada contra seja quem for, mas temos sempre exigências maiores ou menores a nível de maneiras e saber estar. Para tentar explicar, quando perguntei do colo disse que achava muito bem e que os africanos até andavam com os bébés a tiracolo para não ficarem sozinhos). A Lúcia era mais correcta a falar e nas maneiras (penso que o termo é que é mais "fina" ou "limada"), é filha da Sra. Maria, que eu conheço há anos e de quem gosto bastante, e tem 3 filhos, por isso domina bem a situação. Aliás, na entrevista fez-me perguntas pertinentes acerca dos hábitos e necessidades da M. O senão é que é casada e tem o apoio financeiro do marido, por isso precisa menos, tem 3 filhos, aumentando a probabilidade de faltar por doença, mora mais longe, pareceu mais calada e parada e pediu mais € 50, valor já difícil para nós. Depois de muito falarmos e fazermos contas, liguei para a Damiana. Chegámos à conclusão de que teria mais dificuldade em arranjar emprego, precisava mais de algo certo, e acima de tudo tinha criado uma maior empatia com o seu dinamismo e sorriso rasgado e permanente. Disse que me ligava às 18h a confirmar - ia a outra entrevista primeiro. Adoraram-na também e ofereceram mais 100€, valor incomportável para nós... Chorei outra vez. O B. olhou para mim e depois da frase "entre mortos e feridos alguém há-de escapar" ligou para a Lúcia. Propôs-lhe menos € 50 e ela aceitou. Ao que ele respondeu: "então amanhã por volta das 8h apareça"...

Ama - Entrevistas

Ambas as senhoras do Ocasião traziam referências. Combinámos para o dia seguinte à noite, para nos conhecermos. Fomos buscar, à vez, ambas ao Metro, por ser mais fácil para elas. A primeira deixou-nos cheios de desalento. Não falava, não mostrou grande interesse, nem ligou à M. que com os seus sorrisos ia mostrando que também ali estava. Se já estávamos aterrorizados, mais ficámos. A segunda encantou-nos. Uma rapariga com 32 anos, de sorriso fácil e muito afável, coerente nas respostas e sobretudo muito interessada na M. Eu tinha um papel A4 repleto de perguntas, escritas a verde, e fui perguntando uma a uma, algumas inteligentes, outras total e completamente disparatadas. Quis ver a reacção a tudo, até ao dito papel... Para perceberem, até perguntei o que achava do colo e da televisão... Teve nota positiva. No final, passei-lhe a M. para o colo, que por nunca ter visto ninguém de cor, ficou parada com um ar espantadíssimo a olhar para ela directamente. Como não lhe arrancava nenhum sorriso, pus as mãos em posição para vir para o meu colo, mas a Damiana não desistiu e tanto lhe falou que acabou por conseguir o pretendido - um valente sorriso. Foi embora mais contente. Combinámos com a Lúcia, a filha da empregada da mãe da Carla, e conhecêmo-la no dia seguinte. Com 20 e tais (não sei ao certo), 3 filhos dos 7 aos 2 anos, cara meiga e respostas certas ao meu papel. Também gostámos dela, mas assustou-nos o facto de morar mais longe e ter 3 filhos, apesar de estarem com a avó. Para além disso, criou menos empatia, por ser mais reservada e calada. Liguei para a referência da Damiana, a senhora onde trabalhou até agora (durante 5 anos), que só lhe teceu elogios. Disse-me maravilhas e fez-me acreditar que era de confiança. Faltava uma semana. Falei outra vez com a amiga enfermeira e pedi uma opinião amiga. Achou que era de tentar e que numa semana se conseguia ver muita coisa. Fui para casa a pensar que o Não era certo, por isso, não havia nada como tentar...

terça-feira, 8 de abril de 2008

Ama - Procura 2

Depois, lembrei-me da namorada do cunhado mais novo que foi criada, junto com o irmão, por uma rapariga que cresceu com eles (começou aos 20, tendo agora 41). Liguei-lhe e ela disse que ia ver. Por um mês não a consegui - a mãe da Sofia dispensou-a e tinha-lhe arranjado emprego num infantário um mês antes. Não fosse isso e tinha ficado connosco. Ainda tentei um estratagema baixo com uma emboscada - dar-lhe a conhecer a M. e os seus sorrisos cativantes sem saber ao que ia para a convencer, mas não chegou a isso porque ela está feliz no infantário onde ficou. Quando recebi o sms a confirmar que não havia nada a fazer quanto à Florbela, chorei. À séria. Arrependi-me de todas as decisões disparatadas que tomei até hoje a nível profissional, sem excepção, inclusive, a maldita empresa de animação turística que todos os entendidos no assunto acham que é uma galinha de ovos de ouro e que não consegui pôr a funcionar de maneira nenhuma por pura maldade do sistema de oferta de turismo em Portugal. Já se tinham passado duas semanas desde então e o tempo era escasso. O B. não tinha levado mesmo a sério esta história da ama, porque achava que não iriamos conseguir arranjar alguém em tão pouco tempo. Mas a minha decisão já estava intrinsecamente dentro de mim, e quando ele se apercebeu disso e me viu naquele estado, mexeu-se. É verdade. Mais uma vez, foi ele. Foi à net, e procurou noite adentro. Tanto andou, que ligou para umas quantas pessoas com anúncios. Eu lembrei-me da Carla. Uma irmã de uma amiga que ficou amiga também e que nos tinha arranjado há uns anos uma mulher-a-dias fantástica, que não fosse o facto de já ter falecido devido à sua saúde, seria a pessoa indicada para deixar a M. (soubemos da sua morte com o telefonema que fizemos à Carla - que fique finalmente em paz D. Albertina, pois bem a merece). Podia ser que conhecesse alguém... Ela ia ver com uns amigos que tinham passado pelo mesmo e gostado de 2 ou 3 pessoas, podendo ser que ainda tivessem o contacto delas. A uma semana de trabalhar, tinhamos 3 possibilidades: duas do Ocasião e uma da Carla - a filha da mulher-a-dias de há mais de 15 anos da sua mãe estava desempregada...

Ama - Procura 1

Comecei por me tentar lembrar de quem nos poderia ajudar. A primeira tentativa passou pela mãe de uma amiga de barriga, que fica com a neta e mora muito perto de nós. Ofereci-me para contratar uma ajuda e assim tomarem conta de duas em vez de uma. Não era possível. No dia seguinte, foram buscar a roupa lá a casa para passar e lembrei-me que talvez a dona da empresa, minha amiga, conhecesse alguém. Indicou-me uma senhora que eu já conhecia, por ter feito limpezas em nossa casa através da sua empresa. De muita confiança, ao ponto de lhe deixar o seu filho, brasileira, educadora de infância, no desemprego por ser ilegal. Decidimos conhecê-la e se gostássemos dela, tratariamos de tudo para que ficasse legal e devidamente contratada e inscrita. Não podia encontrar-se connosco naquele dia, marcou para o dia seguinte e não apareceu porque a sua boleia tinha disparatado, não aparecendo, nem dito nada. Confirmei que era verdade. Passou-se o fim-de-semana e nós a roer as unhas que já não tinhamos. Na 2ª feira voltou a marcar para as 20h no metro. Fui buscar o B. à mesma hora e esperámos por ela. E esperámos. 15 min depois, liguei e depois de várias tentativas, atendeu-me o marido a dizer que ela não ia, nem iria, e que tinha avisado a amiga em comum para me avisar... Ainda bem que tal aconteceu assim - provou de uma forma simples que não interessava nem ao menino Jesus... Fiquei com vontade de bater em alguém. Se já estávamos aterrorizados com a ideia da ama desconhecida, mais ficámos. Mas como eu sou teimosa, seguimos em frente. A política era: o certo é ir para o infantário, se não for, melhor...

Ama - Decisão

Fomos à consulta dos 4 meses. Com o trabalho a espreitar na esquina, a pediatra perguntou-nos como iamos fazer. Explicámos que não tinhamos avó, nem ninguém da família a quem confiar a M., pelo que não havia alternativa ao infantário. Ela insistiu na pergunta, se não conheciamos ninguém de confiança, pois era muito melhor para a M. ficar em casa até aos 2 anos, devido às doenças que iria evitar. Como não conheciamos, virou o disco e disse que não era drama nenhum, que iria com certeza correr tudo bem e que a M. era uma fortalhaça. Mudámos de assunto e este ficou por aqui. O dia seguinte foi terrível para mim. Pensei, matutei, magiquei e inventei. No fim, decidi. O B. chegou a casa à noite e comuniquei-lhe que tinha tomado uma decisão, se ele estivesse de acordo - queria contratar uma ama lá para casa. Por seu lado, a conversa da médica também tinha surtido efeito na sua cabeça - ele também queria o mesmo. Um dos grandes motivos porque nunca ponderámos esta hipótese a sério e com calma foi o facto de financeiramente tal não ser possível. Tendo em conta que existia algo para onde canalizar todos os meses uma parte considerável de dinheiro, à conta da Different Ways, não havia forma de tornar a intenção em algo de concreto. Ao afagar o pouco cabelo da minha filha, a minha decisão passou por desistir do meu sonho mal-nascido, que só me estava a dar dor de cabeça, em prol de algo bem mais precioso - o bem-estar da M. Problema: faltava um mês para eu começar a trabalhar... O B. falou com a amiga enfermeira, que apoiou a ideia de deixar a M. em casa, e assegurou-nos de que em tão pouco tempo era possível perceber se quem nós escolhêssemos tinha valor e era de confiança. Fomos para casa amadurecer a decisão...

Infantário

Como não temos avó para tomar conta do rebento (uma já morreu e a outra vive a 400 km), ainda enquanto grávida, discutimos as várias hipóteses e chegámos à conclusão de que era melhor algo que ficasse perto do meu trabalho, pois este fica a 50 km de casa, por forma a eu chegar rapidamente, havendo alguma urgência. Em Sintra, foram-nos aconselhados dois muito bons: o João de Deus, em Albarraque, e o Catarina de Bragança, a caminho das praias. O conselho veio de um amigo de longa data que acabou agora o curso de educador de infância, depois de um percurso atribulado em engenharia civil, tendo sido o melhor aluno do ano e convidado para dirigir a parte do infantário do João de Deus da Figueira da Foz (onde está agora). Levou-me a Albarraque, apresentou-me às pessoas e fez-me sentir segura quanto à hipótese de lá pôr a M., ao dar-me a conhecer algumas coisas que os pais não chegam a ver e ao perceber o carinho que existe por lá. Fomos ao outro e também gostámos - a própria directora fez-nos a visita guiada e demonstrou imenso cuidado, carinho e noção do que andam a fazer. Vantagens do primeiro: é um dos infantários mais conceituados de Lisboa, é uma IPSS, pagando-se de acordo com os rendimentos (penso que para nós não devia fazer grande diferença), utiliza o método da cartilha, facilidade em entrar graças ao amigo, muito bem cotado a nível de preparação e boa-educação entre os professores da primária que recebem os seus alunos. Desvantagens: é um berçário com um máximo de 25 bébés com 5 pessoas responsáveis - é um facto que chegam, até porque nunca ocupam os lugares todos por regra (têm um acordo com a Tabaqueira que os obriga a tal), mas a probabilidade de apanhar doenças é maior. Vantagens do segundo: é uma vivenda fechada, com o máximo de cuidados com a segurança, boa formação da parte do pessoal, muito boas condições, com jardim e salas com excelentes acessos (inclusive janelas para os pais espreitarem sem serem vistos), uma enorme compreensão pelos stresses das mães galinhas e uma sala só com 9 bébés. Desvantagens: frequentado por meninos bem (os netos do Jardim Gonçalves andam lá), cheios de manias e vícios, entrando alguns para a primária com a etiqueta de mal-educados (no sentido de gritarem mais e falarem menos). O que nos fez decidir? Um episódio caricato no segundo... Estávamos à conversa com a directora no jardim, quando um menino passou e sem querer foi contra ela, seguindo caminho sem água vai, nem água vem. Ela chamou-o e calmamente, explicou-lhe que tinha de ter cuidado e ver por onde andava, perguntando-lhe de seguida o que faltava, ao que ele respondeu pedindo desculpa. Até aqui excelente. O problema foi o a seguir... Ela, não satisfeita, perguntou-lhe "desculpe, quê?", ao que ele retorquiu "desculpe, babá querida"! Não consegui imaginar a minha filha chegar a casa e dizer, com pronúncia de Cascais, "olá, mamã queridaaa"!!! Mas à parte isto, é muito bom.

Cocó...

Com o início das sopas, a caquita liquída e amarelada deu lugar a uma coisa mais sólida, acastanhada e mal cheirosa. Na primeira destas, com o pai a comandar as tropas, só deu para ver a sua cara de agoniado, com o vómito a querer aparecer... Nem deu para perceber como era, tal foi a pressa em esconder a porcaria! Hoje em dia, o pai até já diz que é preciso reduzir na cebola, porque o dito cheira muita àquela... Digam lá se não está a ficar expert na coisa?! ;)

Cusca!!!

Nunca vi! Tem mesmo a quem sair (ao pai, entenda-se)... Observa tudo com uma atenção enorme, procura os sons todos à volta dela, não descansa enquanto não os descobrir, esboçando um sorriso quando consegue e reage imenso às luzes. Agora deu-lhe para fazer o mesmo quando mama... Depois de ter mamado 5 min (tempo durante o qual consegue extrair 90% do que precisa, segundo os especialistas), começa a cuscar. Se eu, o pai ou outra pessoa com voz mais alta falar, espreita. Fica parada a olhar para mim ou para trás, vê o que tem a ver e depois volta ao trabalho. Se reagirmos à sua pausa, sorri, olha mais um bocadinho e depois pega outra vez na mama a rir... Muitas vezes não aguento e desmancho-me a rir com a expressão dela. Resultado: não chega a pegar outra vez. Olha, abre a boca em frente à mama, volta a olhar, volta a abrir a boca, volta a olhar, ri-se imenso e com ar de traquina (como quem já fez asneira e ficou satisfeita) volta a mamar, para uns segundos depois fazer o mesmo se sentir que eu ainda estou a rir... Em suma, é assim que agora percebo que já não quer mais. Sacana da miúda!

1, 2, 3, uma colher de cada vez

Uma colega do B. recebeu o livro do pediatra na consulta dos 4 meses com a indicação de que era assim que devia fazer as sopas do filho. Fiz uma pequena pesquisa na net e descobri comentários positivos ao dito, por isso, o B. comprou-o. Quando o folheei achei algumas receitas estranhas e diferentes do indicado pela nossa pediatra, por isso decidi não inventar e seguir à risca o papel de instruções da sra dra. Assim, fui alternando os pigmentos - primeiro o verde, depois o branco e depois o laranja (aliás como a amiga enfermeira também tinha ensinado) - até a M. provar um pouco de tudo. Só faltam os bróculos e a couve por serem os mais indigestos. Ontem, fui com a M. à médica tirar dúvidas (estupidamente, foi tão somente uma forma de me sentir mais segura por vir trabalhar hoje...) e levei o tal livro. O comentário foi: "pois... não está errado do ponto de vista médico, mas...". Basicamente, é muito diferente da típica alimentação que nós fazemos em casa diariamente, sendo que o objectivo da introdução dos alimentos também passa por habituar o paladar da criança. Sopa com farinha de arroz ou puré de cenoura com maçã não se enquadra muito naquilo que depois vamos comer em família. Parece-me a mim que é melhor não inventar muito até aos 6 meses, depois há lá coisas que talvez sejam engraçadas de experimentar. Veremos...

Batata doce e fruta

Experimentámos os doces possíveis de dar agora. Com a sopa de legumes, já bem habituada, tudo vai às mil maravilhas. Já percebe a lógica da colher e já a vai aceitando sem chuchar de língua enrolada. Com a sopa de batata doce e a fruta (para já só maçã e pêra) nem se fala. A primeira tentativa, como com todos os sabores novos, doces ou não, faz uma careta de experiência nova. Saboreia a primeira colher como um enólogo a bebericar um vinho desconhecido, e depois começa a comer como se fosse algo que já tivesse comido muitas vezes. Abre a boca e abana a cabeça como um passarinho esfomeado e não tolera grandes atrasos. Tive a ousadia de coçar o nariz entre duas colheradas de maçã e a criatura refilou!!! Boca abençoada!...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Babetes

Estou mestre no assunto, tendo em conta que a minha filha precisa de uma esfregona e de uma esponja permanentemente atrás a limpar... Recomendo os da Bébéconfort - são redondos, com velcro para apertar atrás e plastificados na parte de trás. A vantagem é que as abas que colam atrás são mais largas e por isso, mesmo deitada, o leite bolsado não passa para a roupa ou para detrás da cabeça - a M. faz-me lembrar a rainha Elizabeth I com aquelas golas lindas... Para além disso, têm dois tamanhos, o 0 e o 1, pelo que acompanham o crescimento da criança. Depois para a sopa, recomendo os da Zara: são quadrados e traçam atrás nas costas, ficando coladinhos ao corpo, não sujando nada mais do que o necessário. A desvantagem é que são de pano, por isso, por vezes, as nódoas são chatas de tirar. Quando eles crescem mais um bocadinho, enquanto ainda nas sopas dadas por nós, a Bébéconfort tem uns todos de plástico, muito bons, de enfiar os braços, sem mangas. Têm é de ficar bons no pescoço porque senão, por serem de plástico, sobem para a cara e sujam tudo do queixo para baixo, inclusive a roupa que está por baixo...

Máquina das sopas

Ofereceram-nos a Easymeal da Chicco para fazer as sopas da M. Põem-se os legumes no recipiente e deixa-se cozer. A coisa apita quando acaba o tempo da cozedura (máx de 30 min) e depois põe-se a lâmina, tritura-se e está feita a sopa. É prática e tem a vantagem de cozinhar os legumes a vapor. Penso que será essa a grande vantagem em relação a fazer a sopa à maneira antiga. A desvantagem: têm de se se cortar os legumes muito pequeninos porque senão não cozem bem e depois dá-se sopa com a cenoura quase crua no meio do triturado. Resultado? Não a comeu, pois está claro!!!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Homeopatia

Não sabia bem o que era, apesar de uma visita a uma fábrica no 11º ano, mas com a M. e o seu desespero com os dentes resulta lindamente. Da marca DHU, o Chamodent só se vende na farmácia Sacoor em Oeiras (e penso que na Farmácia Roma em Lisboa) - são umas bolinhas infímas e doces que fazem a M. parar de chorar. Para além, destas, têm toda uma linha para bébés, nomeadamente para as cólicas (Colikind), tosse, expectoração, imunidade e outros que tais. Pela minha parte só experimentei o dos dentes e fiquei satisfeita.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Cremes

Como foram bons conselhos, deixo-os aqui para quem quiser fazer uso deles... É consultarem o site www. cooprofar.pt e fazerem a pesquisa dos produtos usados para a higiene para bébé (deixo o link no blog) para saberem para que servem.

Creme hidratante: Almaderm S Oleo Bebe 1ºS Meses 125 Ml

Banho: Mustela Stelatopia Creme Lavante 400 Ml (sem perfume)

Rabiosque: Mustela Bebe Stelactiv Vermelhidão Nádegas

Rabiosque assado: Almaderm S Pasta Zinco 75 Ml (também usada nas minhas mamas...). Este, apesar de ser muito dificil de encontrar, é excelente, chegando a ter resolvido numa tarde as borbulhas da M.

Curada!!!

Mais uma vez a sapiência da amiga enfermeira resultou: as mamas já estão curadas outra vez! Desta vez, foi uma semana a pôr pasta de zinco nos mamilos, que tinha de tirar muito bem com uma compressa embebida em azeite antes de cada mamada. O que não fazemos pelos nossos filhos... Mas é certo que tenho de me precaver quando me vou deitar, porque a minha querida filha continua bruta e sei que prevenir é melhor do que remediar...

Pfrrrrrrrt!

Depois de um espirro recheado de alface ontem, hoje tentou fazer gracinha com a comida. Vamos ver se a moda não pega...

Comeu tudo!

A sopa de feijão verde teve mais sucesso que a de alface - comeu o prato todo. É giro de vê-la abrir a boca quando vê a colher a aproximar-se. Por vezes perde a paciência, mas lá repensa e continua no árduo processo de comer à colher como gente grande. Quando lhe canto o Come a papa para a encorajar o resultado é um sorriso cheio de sopa...

Sentada

A M. já puxa a cabeça toda para a frente quando está sentada na espreguiçadeira. Fica assim tempos infindos, parecendo que se quer levantar...

Dia do pai

Uma moldura da Baby Art, com uma foto de um lado e a mão e o pé impressos do outro, foi a minha forma de homenagear o pai que faz sorrir assim que entra em casa. Ninguém como ele para provocar umas boas gargalhadas, tão benéficas para acarinhar a nossa alma. http://www.babyart.eu/

segunda-feira, 17 de março de 2008

A minha herança

As sobrancelhas peludas (mas as do pai são piores), o sinal atrás do pescoço, a minha veia tão azul na têmpora esquerda, que mais parece uma nódoa negra. Mas também tem os meus olhos sorridentes...

Fase oral

Leva tudo à boca, não interessa o quê. O mais comum são os dedos, quando não é a mão inteira, ao ponto de ficar agoniada... Brinquedos, roupa, dela ou nossa, o meu cabelo se não tenho cuidado, o nosso pescoço, enfim o que se lembrarem. Hoje, foi o body dela enquanto lhe mudava a fralda - não era nada de mais, não fosse o dito estar completamente borrado e ela estar a chuchá-lo quando eu dei conta... Bleeeeerc!....

Preguiça

A acordar de manhã é igualzinha à mãe: espreguiça-se sei lá quantas vezes, insiste em ficar com os olhos fechados, mesmo que já esteja a acordar e boceja umas outras tantas vezes. Basicamente, detesta acordar quando está no bem bom do vale dos lençois. Eu percebo-te filha, deixa estar.

Terceira sopa

Perdoem-me se continuo com a saga das sopas, mas hoje era a minha vez. Nas primeiras vezes, deve ser o pai a dar por causa da angustia da separação da mama. A mãe cheira a leite e está a tentar impingir outra coisa, por isso recorre-se ao pai para as primeiras tentativas. O fim-de-semana são dois dias e a 2ª-feira chegou. Depois do dia de ontem, pensei que hoje não fosse correr lá muito bem. Fiz a sopa a tempo, preparei tudo como deve de ser, já tinha uma colher nova porque, desmiolada como sou, destruí a outra com o esterelizador (não podia ir e eu esqueci-me de a tirar quando o liguei, fazendo o pai ir comprar uma ontem à noite às 22h30... Não tenho melhoras, ou é parkinson galopante ou é preocupante a escalada da minha burrice...), um babete de plástico todo giro e a filha acordada na hora H. Sem choros, pu-la no meu colo com o babete, eu estava de avental e um pano da loiça ao ombro (as mulheres são mais organizadas nestas coisas) e comecei a dar a sopa. Não refilou e comeu. Mais: a certa altura começou a abrir a boca quando via a colher a chegar! Foi comendo calmamente, com os meus encorajamentos, até que começou a fazer caretas e a atirar a cabeça para trás quando lhe dava a colher. Tentei insistir várias vezes e ela fez sempre o mesmo, pelo que assumi que já estava cheia - tinha comido meio prato de sopa. Não a torturei mais e dei-lhe um grande beijinho com um sorriso bom, ao que ela retribuiu deliciada. Deu um valente arroto (sem os dramas do costume da mamada), lavei-lhe a cara - a sopa ia do nariz até ao queixo e depois pu-la na espreguiçadeira. Ao fim de hora e meia começou a refilar, até que acabei por lhe dar a mama meia hora a seguir - aguentou 2 horas com a sopa no estômago e teve fome, por isso amanhã tem de comer mais. Um dia de cada vez...

Segunda sopa

Explicou a tia enfermeira que o primeiro dia corre melhor que o segundo, porque à segunda já sabem ao que vão. Confirma-se. Para além disso, nós não ajudámos... Desta vez tinhamos tudo, mas esquecemo-nos de aquecer a sopa. Começou a chorar com fome e o pai a aquecer o boião de sopa em banho-maria na água aquecida no micro-ondas... Só depois nos lembrámos que tinhamos um aquecedor de biberões e que o boião cabia lá. Pior que amadores... Já berrava de fome quando o pai tentou a segunda sopa. Calou-se e começou a comer, ou melhor a tentar perceber mais uma vez o que lhe estava a acontecer. O pai desta vez prendeu-lhe os braços e já lhe punha a colher na boca. Mas a fome já era mais que muita e a paciência nenhuma. Um sabor diferente do leite e a colher em vez de uma tetina não ajudaram. Marcharam 60 ml (desta vez sabia quanto havia porque estava num boião) e depois... berreiro geral. Chorou, chorou, chorou, até que desisti e lhe dei a mama. Mamou 10 min de um lado e tirei-a achando que com a sopa já enchia. Berrou como se a estivesse a esfolar viva. Dei-lhe a outra e ao fim de mais 10 min (tempo normal da mamada) tirei-a, mas continuou a berrar. Só se calou com a chucha e muito mimo para a acalmar - estava mesmo ressentida comigo!...

Sopa!!!

A contragosto e muita frustração da minha parte (já vai começar e eu ainda não disfruto a 100% da amamentação), a M. provou sopa pela primeira vez no sábado! A médica disse para começar, pois eu ia trabalhar, dando-nos a escolher entre sopa ou papa e na refeição que quisessemos, 2 semanas antes do fim da minha licença. A amiga enfermeira aconselhou ao almoço, sopa porque ela está gorda e não esperarmos tanto tempo, porque ela é mamona e podia não correr muito bem, precisando nós de tempo para criar esta rotina. Por isso, aos 4 meses e 4 dias foi mais uma aventura. Tínhamos a Babycook da Chicco (prática) e uma colher ambas oferecidas. Para variar, borregámos. Esqueci-me de limpar a máquina, não tinhamos prato, nem alface e precisei dos apontamentos da aula de papas para não me baralhar toda - estou mesmo bazaroca de todo!!! Resumindo, em vez de almoçar, lanchou sopa, porque de manhã fomos às compras e à procura de um prato e depois estivemos que tempos a perceber as instruções daquela coisa... O pai faltou à aula das papas, pelo que estava um pouco à nora. Expliquei-lhe como era: a M. ao colo, embrulhada num pano da loiça, com um braço por detrás das costas e o outro preso pela mão. Tinha de pôr a colher dentro da boca e ir aparando o que saía, porque os bébés só sabem mamar e é esse o reflexo que usam. Começámos com a madrinha cá em casa, que por acaso nos veio visitar. Iamos começar a sessão. Tinha carregado as pilhas e limpo o cartão de memória da máquina fotográfica para correr bem. O B. não espera por mim e começa a dar a sopa. Eu, à toa pus e tirei as pilhas 3 vezes da máquina até começar a filmar. Ele ainda se zangou comigo. A M.? Coitada, fez umas caretas valentes sem perceber o que lhe estava a acontecer e encostava a cara ao pai, mas ia comendo. O pai, atrapalhado, esqueceu-se de segurar o pano que a tapava, teve pena dela e não lhe segurou os braços porque ela não gostava e tentava que a comida escorregasse da colher para dentro da sua boca, em vez de pôr a colher na boca para ela perceber... Contas feitas, a M., coberta de sopa até ao cabelo, comeu quase tudo, não chorou, a não ser no fim porque já não queria mais e o pai insistia, e aguentou-se 3 horas sem comer depois. Nada mal, para uma mamona!!!

Visita 2

Os avós chegaram no sábado à noite para ver como "está grande" a neta. O avô disse o que eu estava à espera - "a pequerruchita está gordinha!" e a avó afirmou que o "pai era gordo, mas a M. ainda é mais". Foi na hora certa para lhe dar o biberão, que cedi à avó para matar saudades. Deu-lho quase sentada, mas a M. safou-se, e para variar, mamou calma e serenamente como faz com o pai. Só comigo é que vai a cavalgar a toda a brida, até se engasgar! Depois arrotou no colo da avó e acabou por aí adormecer. Via-se na cara da minha sogra a satisfação plena por sentir aquele calor pesado encostado à sua cara. Pensei que se ficava até de manhã, mas não. A malandra acordou para mamar outra vez à 1h30. Agora não me chateia, mas daqui a uns tempos, não vai ser evidente... A avó ainda ajudou a dobrar a roupa da neta e foi-se deitar mais feliz. No domingo, fomos dar um passeio pelo bairro de manhã e almoçámos em casa às pressas para chegar a horas ao espectáculo que já estava reservado. Tiveram o privilégio de assistir à segunda sopa da M., que não correu lá muito bem. A minha sogra, recordada de outros tempos, explicou ao marido que se eu não fosse trabalhar já, bastava a minha mama mais uns tempos. E assim é, de facto. Fomos ao Concerto para bébés e quem entrou comigo foi a avó a medo. Gostou e achou graça à seriedade da neta - "pensei que fosse chorar, mas não!". O avô, homem que mal pegou nos seus 3 filhos ao colo por causa da sua profissão, aproveitou todos os bocadinhos para pegar na neta ao colo - é que a mulher não lhe dava muito espaço de manobra e ele coitado, não refilava. Desenrasca-se lindamente e adora fazer-lhe graçolas - só não gosta quando ela chora. Fica tão atrapalhado que começa logo a dizer, com os braços semi-esticados, como que a dizer salvem-me, salvem-me, "Assim não, assim não". Ao mudar-lhe a fralda, a avó disse que era bom sinal a M. ter a carne rija. Depois de um pedido de explicação percebi que era por ser cheia de refegos, mas com muito músculo. Confessou-me mais tarde que a impressionava ver o filho a manusear na sua neta com aquele à vontade: "ele dá-lhe tantas voltas quando lhe muda a fralda e ela não se queixa! E eu com tantos cuidados...". O B. pô-la a rir à gargalhada com a bola amiga e vi uma lágrima no canto do olho a ser limpa disfarçadamente por aquele homem do norte. As despedidas foram dificeis e a avó só dizia que agora iam com mais saudades ainda. Sabe bem à alma e aquece o coração ver a nossa filha tão amada e mimada, com aqueles olhos de avós a sorrirem de felicidade por verem a neta bem tratada e feliz. Que se conservem por muito tempo para oferecerem o que de melhor sabem dar como avós: um imaginário para o futuro, cheio de risos e miminhos, a recordar sempre com muito carinho pela minha filha.

Visita 1

Os avós vieram de propósito de Penedono ver a neta. Já que Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé. Nasceu e eles vieram. Um Mês depois era Natal. Não iamos, não iamos, acabámos por ir de surpresa. Viram-na outra vez e não foi preciso virem a Lisboa na última semana do ano. Um Mês depois fez a avó anos. Mais uma visita surpresa com direito a jantar de aniversário e tudo e mais uma vez não foi preciso virem a lisboa por essa altura. Depois, eram para vir num fim-de-semana. Calhava num, mas acabou por não dar jeito. Até porque vinha aí a Páscoa e, assim, aproveitavam e traziam os bolos da Páscoa no domingo de Ramos. Cheira-me que estavam a ver se havia mais alguma surpresa pelo meio, tipo no Carnaval ou na Páscoa. Como fui veemente e finquei pé - não volto a parar em todas as estações da A1 por causa do arroto - perceberam que seria melhor virem. Vieram. No final do dia, já de partida, o B. disse que deviamos lá ir nos anos do avô. Pergunta que não conseguiu ficar por ser feita: "então se lá vão daqui a 2 semanas porque viemos cá agora?" O filho, e bem, respondeu: "vieram visitar a neta". Eu pela minha parte sublinhei que não havia certezas da ida...

Vacina dos 4 meses

Antecipei a limpeza da casa de 6ª para 5ª por recear que a M. ficasse chorona com a vacina de 4ª à noite. Afinal correu tudo bem.

Já...

Segura no biberão com as duas mãos quase sem ajuda. Tenta agarrar com intenção qualquer coisa. Sabe como levar à boca algo. Quase que se consegue virar. Gosta do ginásio e entretém-se sozinha (por breves minutos!!!).

sexta-feira, 14 de março de 2008

Novas modas

Tira e põe a chucha na boca vezes sem conta, só que nem sempre acerta com ela direita - é um desatino quando a põe ao contrário, com a parte da boca para fora. Mas se a puser de cabeça para baixo já não se chateia...

Tornou-se a verdadeira cusca - a mamar seja biberão ou mama vira a cabeça assim que houve um som. Não há pachorra, nem mamas que aguentem!

De tão atenta, parece um radar. Olha para todo o lado e ri-se com algumas coisas sozinha. Nem eu percebo onde está a graça.

Se eu me rir à gargalhada, ela automaticamente ri-se também. Aliàs, se me vir zangada, sorri, por isso deve achar que eu tenho cara de palhaço...

A sua nova amiga

Adora: a abelha, que é uma caixa de música, e uma bola de pano, ambas da Chicco e multi-coloridas. Engraçado ter sido a minha madrinha, sua tia-avó, a dar as duas. Mas a bola tem um senão: por ser redonda não a consegue pôr na boca. Deviam de ver a sua frustração a transformar-se em zanga por causa disso!!!

Escapadela - parte 2

... Este ano, a M. tinha um mês. Não dava para ir para lado nenhum. Tudo bem, a felicidade era tal que nem deu para pensar nisso (extraordinário no meu caso!). Mas, na altura, na brincadeira, disse ao B. que já que não podia andar no passeio, queria ir para um spa levar massagens. O meu excelso marido fez-me a vontade: no fim-de-semana passado, dia da mulher, levou-me para as termas da Curia com programa marcado, para nem me dar a oportunidade de fazer contas de cabeça. No sábado, enquanto ele tomou conta da M., eu fui fazer hidromassagem, seguida de duche escocês (um jacto potente de água quente que é atirado para o nosso corpo todo à distância - para mim, uma boa e vigorosa mangueirada) e tratamento estético do corpo. O tratamento, depois de ser embrulhada em algas e adormecer numa manta quentinha durante não sei quanto tempo, era suposto ser uma massagem de relaxamento, mas acabou por ser pressoterapia por causa das belas das mamas - é que de barriga para baixo doiem... A tarde era livre, com ginásio ao final do dia - cheguei à conclusão de que estou total e completamente enferrujada - só fiz 5 min de passadeira e mais 5 de bicicleta e fiquei morta! No domingo de manhã, foi outra vez hidro, depois duche Vichy (recomendo - de costas leva-se com vários chuveiros de água quente nas costas enquanto alguém nos faz massagens com óleo) e depois tratamento estético ao rosto, durante o qual voltei a adormecer. A minha cara quase igualava a da M. no final... Enquanto estive a ser mimada, o B. passeou com a M. pelos vários hectares das termas, muito bonitas por sinal. Em recompensa de termos de enfrentar um bando de professores em formação (mais de 40), deram-nos uma suite em vez de um quarto, porque é claro, o B. refilou logo por não o terem avisado quando disse que queria um fim-de-semana de puro descanso. A cama era king size - não apreciámos muito o tamanho pois era um mundo de lençois e eu tinha de atravessar quase metade da China para chegar à alcofa da M... Quando nos entendemos bem, basta uma coisa moderada, certo? ; ). Como o B. me fez a surpresa, apesar de eu desconfiar, não fui preparada - não levei nem fato de banho, nem fato de treino. Deve ter sido um bom espectáculo, eu de calças de pijama cor-de-rosa da Hello Kitty! no ginásio e de cuecas na hidro. À conta da brincadeira, ainda envergonhei o fulano do duche Vichy. Era um homem e não sabia como havia de fazer para não me ver em tronco nu. O colega lá me mandou ir entrando, deitar-me de barriga para baixo e pôr uma toalha em cima do rabo. Depois a medo espreitou para ver se já podia entrar. Senãos: o mestre de mesa que berrou com a empregada por nos ter trazido o jantar frio sem quaisquer pruridos, o não aproveitamento máximo do espaço que tem potencial para imensa coisa e o recepcionista gago que me enervava com aquela falta de jeito (e não por ser gago...). Tenho ou não tenho um marido à maneira? Mas atenção! Eu também fui amiga. Abdiquei do ginásio (chatice!) para ele fazer uma massagem de relaxamento no domingo de manhã, enquanto eu tomava conta da filha. Mas quem me pareceu mais contente com isto tudo foi a M.: por ter tido o pai só para ela quase o fim-de-semana todo - estava com uma boa-disposição a toda a prova!

Escapadela - parte 1

Fiz anos em Dezembro. Há uns anos atrás, combinei com o marido que a prenda ia deixar de ser joias, roupas e afins. A melhor coisa que me podem oferecer é um bilhete para viajar - de avião, de barco, de autocarro, até uma bicicleta marcha (apesar da falta de jeito...). Costumo dizer que se ganhar o Euromilhões a primeira coisa que faço é telefonar ao B. para ir ter comigo ao aeroporto e comprar bilhetes para o primeiro sítio que me aparecer à frente. Como não somos ricos para viagens à grande, contento-me com passeios. A primeira vez foi para Londres. Fiz uma busca na net e em dias tinha a viagem marcada pela Easyjet a €60 e um hotel de 4 estrelas no centro de Londres com 70% de desconto (o site do turismo de Londres é excelente para estas coisas). Os comeres resumiram-se ao fish&chips, a McNhonhalds e no último dia, um jantar num restaurante português nos arredores que também descobri na net, onde até a bejeca era Super Bock. Fomos de carro até Faro apanhar o avião, que ficou ao pé da estação de comboios, saimos em Stansted, apanhámos o comboio para Londres e fomos a pé para o hotel. Tudo com um mapa e a minha pesquisa apurada na net. Escuso de dizer que o B. confiou plenamente nas minhas capacidades de organizar este passeio e, mais uma vez, foi literalmente arrastado pelas minhas aventuras. Não se arrependeu. Foram 4 dias muito bem passados, sempre a andar para conhecer tudo e mais alguma coisa. O regresso foi mais rocambolesco: voltámos no dia 24/12, por isso, foi chegar a Faro, metermo-nos no carro, vir a Lisboa buscar os presentes de Natal e continuar para Penedono (atravessámos Portugal nesse dia). A experiência foi tão positiva que combinámos que a partir daí ia ser sempre assim. Como tenho família na Madeira, decidimos no ano seguinte ir lá passar o fim do ano. O B. adorou de tal maneira a minha ilha do coração, que repetimos no ano seguinte. Foi a melhor festa de fim de ano que passámos - recomendo a todos a experiência: no Lobo Marinho, o barco que liga a ilha a Porto Santo, mas comprem os bilhetes em Setembro! Este ano...

O teste era para a lua-de-mel. Por mim e em qualquer altura do ano e da vida. A parte do eurail é a minha cara - passeio é comigo!...

You Should Honeymoon in Europe! You are a traditional romantic at heart...With a taste for fine wine, museums and beautiful walks.You and your sweetie should get romantic in a cafe in ParisOr get a Eurail pass - and see as many cities as possible!Suggested destinations: Paris, Venice, London, Greece

You Belong in Dublin Friendly and down to earth, you want to enjoy Europe without snobbery or pretensions.You're the perfect person to go wild on a pub crawl... or enjoy a quiet bike ride through the old part of town.

http://www.blogthings.com/whateuropeancitydoyoubelonginquiz/

terça-feira, 11 de março de 2008

Mimos

Hoje prevariquei outra vez. Mas também devo dizer que já estou mais tolerante com o pai e as suas mimalhices - refilo menos. Hoje depois da mamada pu-la ao ombro para arrotar como de costume. Ao cabo de 10 min mais ou menos, como não se mexia (o normal é torcer-se toda) espreitei. Tinha adormecido. Soube-me tão bem tê-la ali a respirar tão serenamente ao meu ouvido, que a deixei ficar mais um bocadinho. Soube tão bem que fui escorregando no sofá, até ficar deitada com ela em cima da minha barriga e adormeci. Foi uma soneca de meia hora que pareceu de três. Soube que nem ginjas! Desde que ela nasceu que tento defender a teoria que é melhor não dar muito colo, nem gerar situações propícias à criação de manhas. Estou a ler um livro que recomendo - "Suave primeiro ano" da Dra. Gowri Motha - médica de famosas. Ajuda nalgumas noções e truques. A certa altura fala das crianças que são dificeis de adormecer e que acabam por se ficar apenas no colo da mãe ou do pai. Depois de aconselhar algumas coisas para evitar esse problema, conclui de uma forma inteligente, qualquer coisa deste género: se nada alterar o comportamento, lembre-se de que esse pequeno ser não a vai amar tão incondicionalmente, nem precisar tanto de si como agora. Por isso aproveite o seu calor encostado no seu peito e a respiração pausada que a embala a si também, enquanto isso dura porque o adolescente que aí vem, vai fugir de si. E é verdade. Cada vez mais me apercebo que é assim. Agora, olha para mim como se eu fosse O ser absoluto, aquela de quem ela mais precisa. Agarra-se ao meu cabelo, põe a mão ao pé do meu pescoço e encosta a cara à minha como se fosse a melhor coisa do mundo. E como isso sabe bem! Só espero que o tempo demore a passar e que a minha filha não saia a mim na independência exagerada, porque agora quem precisa destes miminhos sou eu...

Dar o biberão

Se for eu a dar, demora 4-5 min a tragar o leite todo e chora porque quer mamar mais. Se for o pai, demora 15-20 minutos e chega a adormecer. Há pachorra???

O Sempre em pé

Não é que não gosta de estar deitada?! Tapete de actividades é mentira. Bem me ponho ao pé dela com bonecos para a estimular, mesmo de barriga para baixo. Odeia. Começa logo a chorar. Para a segurar só na espreguiçadeira. No nosso colo cada vez se senta menos. A menina quer estar de pé e se a tentamos sentar, mesmo à laia de muita palhaçada para a distrair, mantém-se com as pernas esticadas, por forma a não o conseguirmos. Às vezes só há uma maneira, quando os braços já não aguentam o chumbinho: desatar aos saltos sentados. Como ela gosta do cavalinho turbulento, acaba por se sentar. Começamos cedo!...

A dormir

Sorri muito a dormir. Bom sinal e um alento para nós.

Mau feitio

Começa-se a vislumbrar que tipo de feitio vai ter a M. Aposto que vai ser de gancho como o pai e teimosa como eu... Quando quer alguma coisa, como todos os bébés, chora. Ou melhor, faz que chora, porque para mim, chorar é com intenção - quem se cala do berreiro no mesmo instante em que obtém o que quer, não é choro... Pois é. A M. perde a paciência em miléssimas de segundos e berra como se a estivessem a matar. Ou é porque a chucha caiu e já não consegue pô-la outra vez na boca, depois de tentar teimosamente sei lá quantas vezes, ou é porque desapareci da sua vista por mais de 2 minutos, ou é porque a tirei de uma mama para a passar para a outra (autêntico!!!), tudo é motivo para começar com uns guinchinhos impacientes, que passam em poucos instantes para berreiro. No outro dia testei-a. Deixei-a na espreguiçadeira na sala e fui-me embora. É claro que berrou. Deixei-a estar um bocadinho e depois sem qualquer som fui para ao pé dela. Como berrava de olhos fechados, para dramatizar bem, não me viu. Conclusão berrou mais um bocadinho. No intervalo de um berro para o outro, abriu o olho. Viu-me. Resultado? Calou-se instantaneamente e sorriu. Nem lágrimas de crocodilo ela tem, a sacana!...

Voo picado

Algumas das coisas da M. são comuns a todos os bébés do tempo dela, acabando eu por sentir que devo parecer bastante parva em relatá-las. Não sei se esta característica também o é, nunca reparei, mas penso que esta é original dela. Quando lhe dou a mama, como já expliquei exaustivamente antes, ela pega logo e vai brincando, com o tira e põe irritante. Até aqui nada de novo. O cómico é vê-la a pegar novamente. Imaginem uma ave de rapina a mirar lá de cima uma potencial presa. Agora imaginem-na a cair em voo picado e agarrar a presa numa fracção de segundos. Imaginaram? Agora troquem a ave pela M. e a presa pela minha mama. É igual...

Dedo na boca

A M. sempre aceitou bem a chucha apesar de não ser sua dependente. Hoje em dia, começa a precisar para adormecer mais rápido em determinadas ocasiões (quando está muito cansada e não consegue adormecer ou quando está mal-disposta para acalmar). O dedo nunca foi algo que ela procurasse muito. De mais pequenina (como se ela já fosse muito grande...) tentava chegar ao polegar, metendo a mão fechada toda na boca, esfregando-a, até perceber qual o dedo que pretendia. Nós facilmente desviávamo-lo e ela esquecia-se. Com o aparecimento do dente, começou a meter a mão na boca com muito mais frequência, provocando a descoberta a sério do polegar. Agora já vai de dedo espetado, qual aviãozinho para dentro da garagem. Entramos numa "guerra" as duas, com ela a tentar pôr o dedo e eu a fazer que não com a cabeça e a enfiar a chucha. Ao fim de algumas tentativas desiste e acaba por se resignar à chucha. Giro é vê-la com algo na boca a tentar enfiar na mesma o dedo. O dedo bate em algo e não entra, mas ainda não percebe que tem de tirar o algo para lá chegar... Fica bastante baralhada, coitada!

E ela é mamona!!!

No final do dia, isto foi o que sobrou. Cerca de 500 ml. Em Inglaterra, 1l de leite materno custa € 500... Ficava rica! E dava tanto jeito...

4 meses

Nem dá para acreditar. Já! Foi à "sô dra" ontem. 7,090 kg, agora bem pesada e sem roupa, e 62,50 cm. Está no percentil 90 de peso e 75 de comprimento. Tem a quem sair - o pai tem 1,86m... Está boa e recomenda-se. Fiquei um pouco mais apreensiva com a conversa da médica. Ontem fiquei com a verdadeira noção do que espera a minha M. num infantário. Ainda perguntou novamente se não havia mesmo hipótese de ficar em casa com alguém, tendo em conta que é o aconselhável até aos 2 anos. O meu coração ficou pequenino... Já dei mil voltas à cabeça para ultrapassar esta questão e a solução passa sempre pelo mesmo - quem e quanto... Ainda não me dei por vencida. Tenho 1 mês para descobrir como contornar isto. Para além disso, já deu ordem para introduzir a papa e a sopa visto que falta um mês para o infantário. Deu-me mais 15 dias só de mama e depois toca a começar mais uma pequena aventura. Sempre quero ver como é que o pai se vai safar porque de acordo com os ensinamentos da amiga enfermeira quem deve introduzir este novo elemento na sua vida é o pai quando a mãe ainda dá de mamar. Torna-se um pouco mais fácil para não criar uma maior angústia da falta da mama. Desta sexta a oito veremos.

quinta-feira, 6 de março de 2008

I feel good

Uma das suas canções preferidas. Se lha cantarmos os olhos até brilham. Bom sinal, filha, bom sinal...

Palhaçada

Fazê-la rir é fácil. Basta dar os bons dias quando acorda e rasga aquele sorriso. A conversa, os estalinhos com a língua, brincar com a Lola, ouvir o mobile quando não está a chorar, tudo a diverte. Alguns sons também - os sons que aprendemos e adaptámos do Concerto para bébés (ba, ba, ba. Ba,ba, prum. Brum, ba, ba, ba, ba ,ba, brum), os "ôhs!" do pai ou o can-can cantado. Agora descobri que adora ver-me a abanar o capacete! Se me meter com ela aos saltinhos ou a acenar com a cabeça vigorosamente enquanto invento qualquer patetice para lhe dizer, desmancha-se a rir! Se calhar vai ser fã do moche!

Estalinhos

Para irritação do pai, por incapacidade de imitar, a M. faz estalinhos com a garganta como eu, por vezes quando acorda por vezes depois de mamar. Eu costumo usar esse truque para coçar a garganta, quando estou doente. Herdei da minha mãe e o meu pai também ficava irritado por eu conseguir e ele não. Se calhar é coisa de fêmea...

Confirma-se - é um dente

Pois é! Hoje a enfermeira examinou bem a boca da M. Descobriu um dente a sair em cima, do lado direito. O choro, a mão e os nervos estão explicados. Precoce, hein!?

Água e leite

Nunca bebia. Chegava a estar um dia inteiro sem levar água, ou qualquer outro líquido à boca. Quando engravidei, o B. começou a perseguir-me com garrafas de água Vimeiro, por causa do bébé. Era esta a marca porque eles vendem-na como fazendo bem às cólicas dos bébés, devendo-se começar a beber na gravidez. Como tinha de ser uma água qualquer, não fazia mal nenhum acreditar na teoria. O que é certo é que eu que sempre fui um problema com os intestinos, e havendo a regra normal de que durante a gravidez, mesmo quem não tem, passa a ter, eu deixei de ter. Quando ela nasceu e comecei a dar de mamar, comecei a beber água por livre e espontânea vontade por causa da sede imensa que dá a amamentação. Hoje em dia, eu que bebia um copo inteiro de água e ficava mal-disposta (genuinamente), bebo entre 2 a 3 litros de água por dia. Nos dias em que não bebo ou me fico por 1 litro, acontece algo automático: produzo menos leite. Dois ou três dias seguidos desta asneira e acabo por ter de espremer as mamas bem espremidinhas com a bomba para sair a quantia certa para a M. em cada mamada. Inteligente a natureza, não?

Serão dentes?

No sábado foi o que foi. No dia seguinte, atrevemo-nos e fomos à Batalha ter com o meu cunhado e família. Ia com medo, mas fui. Portou-se lindamente. A viagem é de hora e meia, por isso deu tempo de mamar, arrotar e dormir durante toda a viagem, para chegar lá com fome (essa lição já aprendi - só viagens com 2 horas no máximo). Passou bem o dia e ao final da tarde regressámos à base. Quando arrancámos, desatou a chorar. Tentei acalmá-la. Foram cerca de 30 min a chorar. Enquanto chorava metia a mão na boca e quase que a mordia. Ia prevenida e pus-lhe Bucagel nas gengivas. Não acalmou. Rendi-me às evidências, e a contra-gosto, pus Aeorom na chucha, acabando por adormecer. Fechei os olhos e achei que era mesmo dos dentes. Dormi meia-hora e acordei com ela aos berros outra vez. Via-se que era choro de dor (já consigo perceber os diferentes tipos). Fiz trinta por uma linha e nada a calava. Dei-lhe uma coisa de roer, própria para as gengivas, a chucha e o meu dedo. Mordia-me literalmente. Nem Bucagel, nem Aeoro-Om. Nada a calava. A certa altura bolsou. Interpretámos como sendo do choro excessivo. Depois com o passar do tempo, aproximou-se a hora de mamar e ela continuava a chorar. Chegados a casa, dei-lhe de mamar, coisa que ela fez vorazmente como de costume, mudei-lhe a fralda e pus-lhe um Ben-U-Ron. Não voltou a chorar nessa noite, nem nos dias seguintes. Ontem à noite, o pai deu-lhe o biberão enquanto eu aproveitava para mudar a cozinha. Não é que voltou a chorar da mesma forma? E voltou a meter a mão na boca com desespero e a morder o dedo do pai. Desta vez peguei nela, cantei-lhe, levei-a à janela para ver os carros e depois ao mobile. A malandra, deitada na sua cama com aquela coisa a tocar, ria-se para mim. Tirava-a de lá e chorava, com a mão na boca. Como arrotou mais umas vezes e bolsou outras quantas, interpretei como má-disposição. O B. continua com a teoria dos dentes. Eu estou na dúvida. Ou é dentes, e alguns sinais apontam para isso (morder a mão, desesperar com as coisas de roer, o choro que é a sério), ou é má-disposição por ainda não ter arrotado tudo (não era inédito e também houve indícios para isso, inclusive a mão na boca). Mas tenho ainda mais uma teoria: uma manha nova. No domingo podia ser má-disposição visto que bolsou, e ela chora assim quando isso acontece e depois fome. No sábado e ontem, quem lhe deu o biberão foi o pai e não eu, e ela não estava cansada o suficiente para adormecer. De há uns tempos para cá, habitualmente, acontece ela aguentar-se acordada a noite toda e quando chega a hora de comer acaba por adormecer na mama (que lhe dou sempre na última da noite). Junto com algum arroto mal dado, não será a mama que lhe faz falta para adormecer tranquila? Ontem acabou por chorar até à hora da mamada seguinte (1 h da manhã), altura em que mais uma vez adormeceu na mama, para dormir até às 11h da manhã de hoje. A ver vamos, como diz o outro. Se forem dentes, eles hão-de aparecer. O que sei é que nenhum de nós ainda não está habituadao àquele choro desalmado...

Dança comigo

Fomos ao Dança Comigo no sábado à noite - eu e as amigas de barriga, junto com a amiga enfermeira. Os pais ficaram em casa com as crianças e nós pusemo-nos a caminho. Umas mais nervosas, outras menos. Incluí-me no segundo grupo, por não ser a 1ª vez, a M. nunca chorar (mesmo) e ter total e plena confiança no pai da minha filha. Depois de uma aventura pelos montes e aldeias do Oeste e de umas quantas voltas às rotundas da região em comboio de 4 carros (demos 5 voltas numa e 4 noutra...), chegámos ao estúdio atrasados. Acabámos por nos sentar separadas para assistir à desgraça da Clara Pinto Correia. Inenarrável. Quem não viu não consegue imaginar a falta, não, a inexistência de noção do que é dançar daquela mulher. Rimo-nos um bom bocado graças à senhora. Como disse a São José Lapa, ainda bem que ela se dedicou à biologia. Quando acaba o programa, toca o meu telemóvel. Era o B. completamente desesperado porque a M. estava aos gritos desde as 9h da noite. Eram 11h30. Enquanto ele falava, eu ouvia-a. Chorava sem apelo nem agravo. Não era fome. Não pegava na chucha. Nem os carros à janela, nem o mobile milagroso a calava. O pai achava que eram os dentes e que aquilo era choro de dor. Foi o que me pareceu. O que senti? Um aperto demasiado grande no meu coração e uma necessidade urgente de me pôr a caminho de casa. Tinha 4 pessoas dependentes da minha boleia. Tudo conversava animadamente com a Catarina Furtado, que nos tinha arranjado os convites, por intermédio da enfermeira. Não queria ser indelicada, mas não fui capaz de disfarçar. A certa altura, tudo me perguntava o que se passava e eu só sabia dizer que a M. estava num berreiro non stop e que ela nunca chora, muito menos com o pai. Viemos embora mais depressa à minha conta. A enfermeira disse ao B. para lhe pôr um Ben-U-Ron e ele acabou por me ligar no regresso a dizer que já estava a adormecer com o biberão de cansaço. Quando cheguei já dormia. Aquele meu desejo desesperado de chegar a casa e pegar nela ao colo e mimar não se satisfez. Dei-lhe um beijinho na testa e deixei o pai deitá-la. Ele aterrou de cansaço. Fiquei eu. Sozinha com a minha culpa. Um verdadeiro disparate. Mas no meio da angústia, do medo e do choro preso na garganta, o que sobressaía dentro de mim era a culpa. Por não estar lá a afagar-lhe a cara, pegar nela ao colo e cantar o Manel, por não lhe dar beijinhos e tentar acalmá-la. Racionalmente sabia que não ia adiantar nada. Ia chorar igual se fosse realmente dor. Mas estava lá a tentar. Difícil de explicar...

Esguicho de leite

É oficial. Sou uma exagerada e a minha filha tem de se safar... Não é que me armei em peguiçosa e não tirei leite à noite antes de me deitar, nem de manhã antes dela acordar. Fizemos um sono até às 10h00. Estava a rebentar de leite. Pareciam 2 ogivas nucleares. A M. mamou só de um lado. Ao fim de 1 min a tentar engolir repetidamente sem descanso, acabou por largar a mama para descansar um bocadinho. Saiu um esguicho contínuo da minha mama para a cara dela!!! Tive de pôr o dedo para tapar o buraco, tipo BD, enquanto ela respirava, e depois lá pegou outra vez a mamar desaustinadamente. Já sei de quem é a culpa dela ser sôfrega...

quarta-feira, 5 de março de 2008

Dunga

Apesar de tão pequenino já foi submetido a coisa de gente grande. A mãe já mandou um mms com um sorriso pós-operatório. Bom sinal. As melhores com muitos beijinhos amiguinho! A Floquinho está à tua espera para sorrir para ti.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Era uma vez um rei

Refrão Era uma vez um rei Com uma grande barriguinha. Comia, comia E mais fome tinha. Bom dia senhor rei! Como passa vossa alteza? Se continua a comer tanto Vai rebentar com certeza. Isto dizia o bobo No meio de uma palhaçada. Mas o rei continuava Como se não fosse nada. Refrão Bom dia senhor rei! Viva vossa majestade! Depois de tanto comer Como é que ainda tem vontade? Isto dizia a rainha Meia triste, meia zangada. Mas o rei continuava Como se não fosse nada. Refrão Bom dia senhor rei! Vossa alteza é o maior! Um rei deve ser grande, Se for gordo ainda é melhor. Isto dizia o cozinheiro Olhando o rei de alto a baixo. O rei que coma, que coma Quero lá perder o tacho. Refrão Bom dia senhor rei! Faz vossa alteza muito bem! Os reis são feitos para comer Pra beber e dormir também. Isto dizia o conselheiro Esfregando as mãos de contente O rei que coma, que coma Enquanto eu sou regente. Refrão E para final desta história Ainda com tanto que contar, Vamos dizer-vos meus amigos Como o rei se passou a chamar. Sua alteza por tanto comer, Já só andava à cambalhota. O povo chamou-lhe então de não sei quê "El rei Bolota" Refrão

O Manel

Refrão Olha a bola Manel (bis) Foi-se embora, fugiu. Olha a bola Manel (bis) Nunca mais ninguém a viu. O Manel tinha uma bola Que rolava pelo chão. Na calçada ela rebola, Deu-lhe uma dentada o cão. Refrão O Manel tinha uma bola. Mas agora não tem não. E a gente a ver se o consola, Vai cantar-lhe esta canção. Refrão O Manel tinha uma bola. Mas por falta de atenção, Lá deixou ele ir a bola Presa no dentes do cão. Refrão

Joana come a papa

Refrão Come a papa Joana Come a papa. Come a papa Joana Come a papa Joana Come a papa. 1, 2, 3 Uma colher de cada vez. 4, 5, 6 Era uma história de reis E uma colher de papa. Refrão 7, 8, 9 'Inda nada se resolve. 10, 11, 12 À espera que a mosca pouse E uma colher de papa. Refrão 13, 14 e meia A coisa não está tão feia. 15, 16, 17 Mais um pingo no babete E uma colher de papa Refrão

Músicas do meu imaginário

Uma grande amiga ofereceu-me o CD no final do espectáculo "O fungagá da bicharada", quando fiz questão de levar o seu filho. É claro que fui por ele e por mim - recordei com um aperto no coração, misto de entusiasmo e nostalgia. Escuso de dizer que a criança, com 6 anos na altura, achou giro, mas não achou nada de extraordinário. Fiquei frustrada, confesso. Agora, quando lhe ponho o CD já fica atenta a ouvir, desde que... eu cante também, ou pelo menos esteja por perto. Aproveitei algumas músicas para a M. Assim, o "Joana come a papa" foi adaptado para "Madalena come a papa". Quando lhe dou o biberão, uma das formas de ela mamar mais devagar uns micro-segundos é cantar-lhe a música em 33 rotações baixinho. Para a embalar e acalmar resulta "O Manuel". Mas mesmo assim, acho que "Era um vez um rei" é a música que mais se adequa à minha filha... Deixo a seguir as letras para a malta da minha geração que queira recordar ou mesmo ensaiar com os filhos.

Cantiga do arroto

A M. depois de mamar, fica n tempo para arrotar. Quando não chora de irritação por estar mal-disposta, agora palra à sua maneira, como que a queixar-se. Parece quase que dá para perceber, para quem esteja a observar desde o início, que a sua expressão, junto com aquela cantiga, quer dizer "quero arrotar e não consigo". Ou então, está-nos a avisar que vai largar lastro, com aquele leite todo nhanhoso, que já quase parece nata às vezes...

Biberão

Como a minha filha se esquece que eu não sou feita de borracha, vai puxando e empurrando, espreitando para trás e brincando ao gato e ao rato com a minha mama. À conta disso, tenho de tirar o leite com a bomba para depois dar de biberão, para sarar as feridas. Uma verdadeira seca! Primeiro tenho de tirar antes de ela mamar, o que nem sempre é evidente porque é um ritual que demora cerca de 20 a 30 min. Segundo porque é uma chatice andar a esterilizar biberões, tendo tanto leite. Finalmente e acima de tudo, porque é uma frustração não poder usufruir do prazer de dar de mamar em condições. Felizmente, quando não dou em preguiçosa, arranjei uma estratégia para dar um bocadinho a volta à coisa. De manhã, como já disse várias vezes, tenho sempre excesso de leite, chegando a acordar cheia de dores. Por isso, acordo antes dela, o que é sempre uma incógnita, e tiro o leite de uma das mamas - dá pelo menos para uma mamada (150 a 180 ml). Depois quando ela acorda, dou-lhe a outra mama, que ela esvazia lindamente. Assim, no caso de ela avariar e não me der tempo de na próxima mamada tirar leite, já tenho o biberão pronto e tiro depois. É claro, que isto avaria por completo o horário do meu organismo. Felizmente, leite é coisa que não me falta. O problema é mesmo a M. Aminha filha sabe o que é bom - mamar na mama da mãe é mil vezes melhor e ela sabe-o bem. Pega bem nos biberões todos, não é esquisita, mas dá cabo do leite em 3 tempos. Na mama são 20 min, no biberão são cerca de 6-7. Resumindo, tenho de ter sempre a postos a chucha, para lha dar assim que acaba o biberão, senão é um berreiro na certa. A miúda fica irritada porque já não tem mais nada para mamar. Mas entenda-se. Não é fome. Dou-lhe 180 ml na primeira mamada quando as dores são maiores e 150 ml nas restantes, e ela aguenta-se as 3, por vezes 4 horas de intervalo. É mesmo a necessidade do acto de mamar. Portanto, a chucha tem mesmo de estar por perto. Ainda refila um bocado, choraminga e olha para mim com ar de zangada, mas depois com um pouco de conversa melódica e um valente arroto, seguido de um bolsar, normalmente acalma. E esta, hein?!

Refegos

Pesei a M. com 3 meses e meio - 7 kgs!!! Nem queria acreditar quando falei ontem com uma mãe que me disse que a filha com 8 meses pesa 8,5 kg... Os refegos são mais que muitos. Para limpar é preciso afastar a pele...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Lola

Descobriu uma nova chucha! Até aqui a sua preferida era a da Chicco, de borracha, que tal como a nossa amiga enfermeira ensinou, são as melhores porque são moles e não marcam a boca. Agora, a sua preferida passou a ser a Lola! A vaca da Noukies que serve de chó-chó, ou ó-ó se preferirem. Dorme sempre com ela, apesar de ainda não dar pela sua presença, por ainda ser pequenina. Achava eu. Este fim-de-semana pusemos-lhe a Lola nos braços, enquanto estava na espreguiçadeira para ver se a começava a entreter. Comecei a brincar com a vaca, que é muito macia, passando-a na cara, para ela sentir a textura. Ao fim de um bocado deixei-a e quando dei conta, estava a chuchar na sua orelha. Prefere a orelha esquerda porque já está feita ao jeito dela (reparem na foto). Faz um som muito engraçado e lá fica a chuchar o boneco. Descobri que quando está a fazer fita é das poucas coisas que a acalma. Mas... Sim, tem um mas. A criança ainda não domina a perícia de segurar o objecto do seu desejo como pretende. Resultado: puxa a vaca sem querer e depois tenta voltar a enfiá-la na boca. É claro que não consegue. Quando isso acontece, é dar-lhe 3 minutos. Começa com uns nervos, a irritar-se, e vai daí, chora. Portantos, é preciso segurar-lhe a vaca junto à boca, para que ela inadvertidamente não a arranque de lá. Ou seja, pensando eu que tinha encontrado um entretém para a menina não precisar permanentemente da minha presença, afinal, descobri mais uma coisa que me prende a ela. Um dia há-de conseguir. Não há bela, sem senão, já dizia o outro...

Está crescida!

Ontem na banheira, pela primeira vez, quando o pai a virou de barriga para baixo para lavar as costas, em vez de ficar pendurada no ar, pôs-se de joelhos e ficou esticada ao longo da banheira. Estás a crescer depressa filha...

Azelhice?

Hoje foram 4 bodies, 4 calças e 5 babygrows lavados. Basicamente, cada mamada, cada muda de roupa lavada! Não sei se fui eu que fui trapalhona a pôr a fralda, ou se é a M. que anda rota... Por isso, já sabem, nada como ter muita roupa interior. Oferecçam a amigas grávidas. É uma excelente prenda...

Arroto preguiçoso!

É só para verem que não exagero - no outro dia, com ela sentada ao meu colo como se eu fosse uma cadeira, no espaço de uma hora foram 23 arrotos... Contei-os todos! Destes, arroto, arroto, daqueles à séria, de bejeca, foram só 3. O resto são umas coisas pequenas, mas que deitada não permitem o conforto e por isso provocam o choro.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Dia dos namorados

Esqueci-me de contar, mas vale a pena, por isso volto um bocadinho atrás no tempo. Fez nesse dia um ano que decidi começar a tentar. Saí a correr do trabalho e fui às compras ainda mais a correr. Preparei um rolo de carne fantástico (receita da tia Palmira, cozinheira de mão cheia), uma sobremesa e um bom vinho. Mesa posta a rigor, quando o marido chegou a casa, foi só sentar à mesa e jantar à luz de velas, com uma boa música de ambiente. Depois... Deixo as vossas imaginações funcionar. Como não dou valor a este dia como de S. Valentim, recuso-me a entrar em esquemas comerciais. A minha prenda de 2007 foi um jantareco e a decisão mais do que ansiada de ter filhos (esperou 4 ou 5 anos, o desgraçado!). Não sonhei na altura que um ano depois já teria uma filha de 3 meses, confesso que pensei que demorasse mais. Este foi o filme de 2007. Passo a relatar o filme oscarizado de 2008. Com uma bébé pequenina não dá para inventar muito, por isso optei por outro jantar romântico, nos mesmos moldes do ano passado, mas com um prato diferente. A M. costuma ficar sossegada na espreguiçadeira enquanto jantamos e mama por volta das 22h30, adormecendo uma hora depois com uma directa até às 8h da manhã. Por isso, tendo grelos frescos, fiz o bacalhau da tia-bisavó da Madeira (recomendo) - o B. adora. O jantar estava feito à hora de almoço - era só ligar o forno para dourar, a mesa também estava posta novamente a rigor e a M. a mamar, porque tinha de ir à minha vacina das alergias e ainda queria dar um salto nos Francisquinhos para ver a malta amiga. Só utopias! A M. mamou tardíssimo e o arroto veio mais tarde ainda - eram quase 17h quando saí de casa. A vacina demorou e quase apanhou a hora da mamada seguinte. Como gosto de aventuras meti-me a caminho da ginástica para espairecer a cabeça de dias enfiada em casa. A M. adormeceu e só mamou às 18h50, logo a promessa de não chegar tarde caiu por terra... Ideias tristes... Chegada a casa, ligou-se o forno e o B. teimou em ir comprar gelado para a sobremesa - ideia ainda mais infeliz... Chegado ele a casa, apagaram-se as luzes, acenderam-se as velas e a M. foi para o seu trono. Pois, neste dia achou que era um reizinho mal-disposto e vai de chorar o tempo todo. Resumindo: jantei eu primeiro a correr porque sua excelência estava com fome e depois, enquanto ela mamava, o B. jantou. A seguir... Era suposto ela dormir para nós namorarmos. Nããããããão. Foi um inferno para arrotar. O B. comeu demais e ficou super, hiper mal-disposto e acabou por adormecer. Aqui a je aguentou-se até à 1h da matina, hora a que a minha filha se dignou adormecer, para depois também eu, derreada, cair na cama. Digam lá se os filmes não são parecidos?!

Frase do pai

Uma das melhores comparações até hoje... Ontem a mudar-lhe a roupa, o pai pegou nela e encostou-a ao peito só de fralda. Ela para variar aninhou-se naquele pai enorme. Perguntei-lhe se não achava que havia uma grande diferença em pegar na M. com e sem roupa - sem roupa é muito melhor. A resposta foi: "É como fazê-lo com ou sem preservativo"! Sem comentários...

A conversa dela...

Isto é o que a M. me conta diariamente. Quem não tiver pachorra, não oiça...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Manhas

A primeira a sério já está: não pode estar sozinha. Não tem de ser no colo, pode estar na espreguiçadeira, mas não me permite ignorá-la. Tenho de estar presente e a conversar, a cantar, a dançar, o raio que o parta, não interessa, o que importa é dar-lhe importância. Se a deixar sozinha, o resultado é sempre o mesmo: chora. Primeiro, só um aviso, com uns Ãhs mais altos, depois entra num crescendo, que até parece que anda nas aulas de canto. Hoje deixei-a chorar. Fui tratar do jantar e deixei-a chorar. Foram 10 min de crescendo. Ao fim desse tempo, vim ver o que se passava porque o choro já tinha entrado num tom aflitivo. Assim, que me viu, parou de chorar e riu!!! A sacana riu-se! Nem deu tempo de secar lágrimas se as ouvesse. Por isso, o truque, quando não a quero ouvir, é ler em voz alta. O meu livro, um livro para ela da Branca de Neve e até as legendas da televisão. A madame, desde que olhe de vez em quando para ela, fica satisfeita. Mas penso que a culpa também é minha. Sempre tive o cuidado de não a habituar ao colo, a nossa cama, adormecer no nosso peito, enfim às manhas que eles normalmente ganham. Quando bébézona e dormia muito, sempre que a apanhava acordada, aproveitava para brincar e conversar com ela. Agora que dorme menos, quer o mesmo, mas muito mais tempo. Mas o mea culpa não é só meu. Também é do feitio dela!

Concertos para bébés

A M. foi no domingo ao seu primeiro espectáculo - um concerto para bébés, para meninos a partir dos 3 meses no Centro Cultural Olga Cadaval. Por trabalhar lá, tenho o privilégio de conseguir sempre bilhetes (comprados, é claro!) para este espectáculo, cuja temporada inteira esgota na primeira semana em que é aberta a bilheteira. O Olga Cadaval já apresenta este espectáculo tão procurado há uns anos - penso que desde 2004. O objectivo é iniciar as crianças na música, interagindo com os instrumentos. Cada espectáculo, seu tema, com um instrumento central, os músicos cantam e vão buscar os miúdos para mexer no instrumento. Sentamo-nos no palco, em quadrado no chão, numas almofadas coloridas, com os meninos ao colo. Os bébés à frente, os que já andam atrás. A certa altura até dão soltura aos meninos para andarem pelo palco. A canalha adora. A M. ficou no meu colo, com o pai a ver do outro lado, e teve o acórdeão e o saxofone alto ao pé, que vieram ter com ela e com quem estava no nosso canto. Não pestanejou. Em todo o tempo do espectáculo esteve muito séria a olhar para tudo, sem chorar, nem se distrair. A menina que estava ao lado, que teria talvez 6-7 meses, ainda se meteu com ela, deitando-lhe a mão, mas a M. nem lhe ligou. Ignorou e continuou siderada a olhar para tudo o que se passava à frente dela. Foi uma experiência positiva. Voltamos em Março, Abril e Maio. Estes já estão esgotados, mas estejam atentos porque em Junho e Julho há mais. Recomendo vivamente.

Concertos para Bebés
16 de Março - Almas e Aleluias 20 de Abril - Zeca de Cravo
18 de Maio - Maias e Rosmaninhos São cravos, violinos, saxofones e berimbaus. Também cavaquinhos, guitarras portuguesas e rosmaninho. Muitas chupetas, sorrisos e olhos de espanto. Viagens por Mozart, Corelli e Monteverdi, que embalam netos ao colo dos avós. Um violoncelo e um acordeão espreitam uma bailarina atrevida. Os cantos não têm palavras, mas estas contam muito pouco das emoções partilhadas entre intérpretes e bebés.Há quem chegue em busca do efeito Mozart ou de uma história musical, encontra um silêncio cheio de sons. Há quem entre em palco com vontade de dançar e bater palmas, e se surpreenda com a vontade de contemplar. Dos poéticos jardins e palácios de Sintra se viaja ao palco do Centro Cultural Olga Cadaval, os olhos abraçam ouvidos e aninham-se perante aquelas fadas que cantam músicas diferentes. Num ápice, intenso, acabou-se o concerto.

Caroladas

É cada uma que até parecem 3! Quando está ao ombro para arrotar, como ainda não segura a cabeça, por vezes esta anda à solta por segundos, e é nestes breves momentos que ela me agride sem mais nem ontem. Às vezes acerta no queixo, às vezes na boca e uma vez no nariz. Até vi estrelas!!!

Queijo!

A minha filha é uma fábrica de queijo!!! Toma banho todos os dias e uso água da Uriage fora do banho se está muito borrada, no entanto, as suas várias pregas criam sebo em barda. Nunca pensei que fosse possível... É nos dedos dos pés, por detrás dos joelhos, nas axilas, nas virilhas, por detrás das orelhas, por debaixo do queixo e sobretudo, no umbigo. Sai um produto nhanhoso, tipo sebo, com cheiro a queijo. E queijo dos bons, daqueles que cheiram mal! Diz que é normal. É ter cuidado e ir passando uma compressa molhada para limpar. É sobretudo normal quando se é rechonchuda como a M. ; )

Roupa

O pai sempre foi vaidoso com ele e comigo. Agora com a filha, nem comento! Ele é calças de bombazina, ele é vestidos cor-de-rosa, ele é babygrows pipis com lacinhos... Mas apesar desta descrição, o rapaz até tem bom gosto. Era escusada tanta roupa para uma criança de 3 meses, mas enfim, cada um com as suas idiossincrasias... A nossa preferência em termos de qualidade e adequação à idade, pelo menos para bébés, é a Chicco. São sinceramente bons e tem coisas lindas e giras. Sobretudo se queremos fugir ao padrão rosa querido da menina e ir para algo mais traquina e colorido, apesar de feminino. A Jacadi também tem coisas lindas de morrer, mas aí não há alternativa - é menina meninice e é caro para burro, mesmo nos saldos. É claro que o pai também se perdeu por lá. E a roupa é fantástica!!! (eu não disse isto...). Aprendi contudo uma grande lição: - esperar pelos saldos (a Chicco começa com 40% logo à partida), - nunca comprar muita roupa porque deixa de servir num piscar de olhos, - comprar sobretudo babygrows porque é o mais prático e mais confortável, - muita, mas muita roupa interior porque as borradas até às costas e a fugir pela perna são mais que muitas - e o tamanho é sempre o a seguir, ou seja, se tem 1 mês comprar para 3 ou para 56 cm (não imaginam a roupa para 6 meses que tinha guardada que afinal já lhe serve e está mesmo a fugir...)

6 e 600!!!

Era o peso da M. com 3 meses e 3 dias... Não é à toa que a minha tendinite tenha vindo a piorar de dia para dia... Já quase não dou uso à mão esquerda!...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Presente

Quem me conhece sabe que adoro de paixão banda desenhada. Há uma que acho de leitura obrigatória para quem tenha de lidar com adolescentes - Zits. De autoria americana, narra as aventuras e desventuras de um jovem com 15 anos, que nasceu no seio de uma família dita normal, sem disfunções, com uns pais amigos e extremosos e uns amigos porreiraços. Aconselho vivamente a sua leitura para perceber um pouco as reacções que tanto nos enervam na idade do armário, e para além disso, o sentido de humor é genial. Ontem li uma tira na qual me identifiquei. No primeiro quadrado vê-se o pai debruçado sobre um berço com ar embevecido a prometer ao filho que estará sempre presente na sua vida. No segundo quadrado, o mesmo pai, já com um ar convicto, diz a mesma coisa ao filho com 7 anos. No terceiro e último quadrado, o dito, de braços cruzados e cara de poucos amigos, diz ao filho já com 15 em frente ao PC, "estou aqui quer queiras, quer não". Desde que a M. nasceu, já lhe prometi várias vezes a mesma coisa. Quero e vou estar sempre com e por ela, mesmo que ela não queira. Como uma vez me disse uma mãe, é conseguir que ao entrarem na idade do armário, deixem a porta aberta, para podermos espreitar lá para dentro de vez em quando...

3 meses

Ontem, às 22h00, lembrei-me. Àquela hora estava a fazer a respiração tão bem ensinada e a preparar-me para o facto de ir ser mãe em breve. Não imaginava na altura como ia ser, só palpites. Uns certos, outros nem por isso. Ontem, às 00h30, com o pai e a filha a dormirem ao meu lado, espreitei para dentro do berço, e pela primeira vez caiu-me a lágrima da emoção. Em silêncio, afaguei-lhe o rosto. Em resposta, obtive um profundo suspiro, que sei, ser de serenidade.

Obrigada tia Joana!

A lembrança de que as amigas estão vigilantes e se mantêm firmes, apesar das distâncias... Um beijo de retorno com o mesmo carinho que foi impresso no presente.

Hormonas

Cabeça de alho chocho que estou, no final da caixa da pílula de amamentação, aqui a je esqueceu-se de no dia seguinte começar outra. E esqueceu-se por mais 7 dias. Conclusão: no belo do sábado seguinte andei mal-disposta o dia todo. Era uma má-disposição esquisita, não era de estômago, tipo comida que me tivesse feito mal, não era muscular, mas era tudo ao mesmo tempo. O B. passou o dia a dizer para eu beber água com gás, por mais que eu lhe explicasse que não era esse tipo de má-disposição... À noite, percebi. Era o período!!! Uma dor estúpida nas entranhas, como nunca tive na vida! Como se não bastasse, fiquei de caganeira. O desaranjo hormonal deu em desanranjo intestinal também... A certa altura já nem me tinha de pé e a M. a chorar com o mal-fadado arroto preguiçoso que não queria sair. Às tantas o B. lá percebeu que era a sério, levantou-se apesar do cansaço, e pegou nela até ela adormecer. Eu aterrei na cama, depois de confirmar com a amiga enfermeira que era normal isto acontecer quando se tem a cabeça cheia de ar, e lá adormeci também enroscada, para doer menos. Durou 3 dias o desgraçado do benfica. Depois... Depois quando passou, tive outra surpresa... Não é que me subiu o leite outra vez?! Acordei de manhã com as mamas tipo pirex virado ao contrário, a rebentarem de cheias que estavam! O que me valeu: a M. já ter quase 3 meses e por isso saber mamar e ser mamona (abençoada filha) e já ter a lição aprendida da primeira vez. A M. esvaziou quase uma (depois dormiu um sono de 5 horas, tal foi o fastio) e eu com a bomba tirei grande parte da outra. Para saberem a vaca leiteira tirou 250 ml só da mama direita que é a que produz menos. Depois voltei aos pachos quentes - as luvas cheias de água aquecidas no micro-ondas - e às massagens feitas por mim, porque o marido estava a trabalhar. Posso dizer que doeu à brava desfazer os nódulos que ficaram. A minha cabeça está cada vez pior, e como se costuma dizer, quando a cabeça não tem juízo o corpo é que as paga...

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Afinal constipou-se...

Disse que a M. tinha resistido à aventura do fim-de-semana e respectiva viagem de regresso cedo de mais. Na segunda-feira estava óptima e sem sintomas. Na terça foram espirros e tosse. Agora está com o nariz entupidíssimo, a espirrar e com tosse até a dormir. Mas não tem febre, do mal o menos. A ver vamos se o soro, o saca-mamas e os vapores resolvem...

Fui egoista...

Fui à ginástica pós-parto como de costume. A M. mamou lá, dando-me uma janela de tempo confortável para chegar a casa. Por isso, e para esperar um bocadinho pelo marido que queria boleia do trabalho, fui visitar o avô. Como fui sem pré-aviso, foi uma loucura. O meu pai já pega nela assim que a vê e agarra-a contra o peito com entusiasmo e felicidade. Nisto chegou a minha tia. Pela 3ª vez consecutiva, a M. que estava toda contente a rir para o avô como é normal, começou a choramingar no colo dela. Resumindo, antecipou a hora da mamada. Como a casa está fria e cheira a tabaco, já eram 8h da noite, ela demora a arrotar e eu não gosto de lá estar, para ser sincera, peguei nela e vim-me embora para casa. Nunca mais. Pode estar uma névoa de fumo, mas não repito a proeza. Vim o caminho todo, que durou cerca de 15 minutos, com ela aos berros. Um choro de cortar o coração, porque com fome a rapariga faz-se ouvir (sem exagero - quem já a ouviu não quer acreditar que é só fome). Resumindo, fiz a viagem numa pilha de nervos, ela não se calou e quando chegou a casa e finalmente mamou, só o fez por metade do tempo e caiu redonda a dormir no meu peito de cansada que estava... Senti-me do tamanho de uma formiguinha, de má que tinha sido. Prometo que não repito, filha.

Quer conversa

A M. descobriu que é divertido palrar por dá cá aquela palha. Ontem, não dormiu nada o dia todinho. Só queria companhia. Mas atenção! Não basta estar ao lado dela como presença passiva. Nããããão. Tem de se conversar. E ela ri-se e palra. Nem imaginam o que eu já inventava para não me calar. Houve uma altura que me cansei - mãe também se cansa - e calei-me por uns minutos a olhar para a televisão. De repente ouvi uma espécie de guinchinho a ameaçar o choro. Perguntei logo o que se passava e em segundos o beicinho transformou-se em sorriso de felicidade. Para perceberem, para limpar a casa (tarefa ingrata, com tanto melhor para fazer...) tive de ir levando a espreguiçadeira atrás de mim e ir explicando o que estava a fazer à madame - ora limpava o pó à linda prateleira, ora passava a esfregona no chão do quarto para não ficar pó... Tudo numa voz mais aguda, como intuitivamente se fala com bébés. Depois, o banho foi num instante. Acho que nunca poupei tanta água como agora - eu gastava rios de água no duche (é verdade. Mea culpa, mea mui grande culpa. Mas também é o único momento em que esqueço da ecologia) - de porta aberta da banheira a falar enquanto me esfrego à pressa, porque sua excelência, lá do seu trono, refila se acordada sem companhia. À conta disso, chegou à noite exausta e caiu a dormir depois da mamada. Mal arrotou e tudo!

Floquinho

Tem fama de pachola bem disposta, simpática e sorridente. À conta disso, e do seu ar tão querido (modéstia à parte, também me fica bem), uma amiga de barriga do curso de preparação para o parto apelidou-a de floquinho. Também está bem ;)

Gargalhada!

Foi sem querer. Pus a M. a dobrar o riso. Quando lhe mudo a fralda já faz parte do ritual os beijinhos na barriga. Desta vez foi no pescoço. Não é que a miúda tem cócegas no pescoço?! Saiu uma gargalhada bem clara. É claro que o pai, estando ao lado, aproveitou logo para repetir a façanha e ela correspondeu. Graças a isso, consegui filmar a sua primeira gargalhada. Foi um correr até à sala para apanhar a máquina e voltar para o quarto... Escuso de dizer que não sei quem se riu mais - se ela, se nós...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Palrar

A minha filha já palra. Começou no dia 1 de Fevereiro com o tio mais novo, que fiz questão de convidar para padrinho por achar que era a pessoa ideal para seu compincha. Estava a choramingar, ou melhor a refilar com o desgraçado do arroto preguiçoso, e ele pegou nela para eu poder tomar banho e vestir. Foi de repente. Olhou para ele com um ar muito sério, depois sorriu como de costume e começou numa conversa que nunca mais acabava. Tem um palrar cantado e faz uns sons de chorar a rir, e ele não se descoseu e foi-lhe respondendo para a fazer falar mais. Resumindo, com os encantos, não me adiantou de nada ele segurá-la. Não fui tomar banho, nem me vestir, para assistir ao espectáculo. E que espectáculo!

Viagem infernal...

Nunca mais! É que nunca mais. Não volto a fazer uma viagem de mais de 2 horas com a M. para lado nenhum enquanto for assim pequenina! No regresso do fim-de-semana voltámos por Coimbra para visitar mais 2 tias (a família dele é composta no total por 15 tios...). Decidimos assim porque era inevitável parar para a M. mamar e achámos que entre uma bomba de gasolina e a casa de alguém, mais valia a segunda. Enganámos-nos. A viagem, que começou às 17h00, correu bem até lá, com ela sempre a dormir. O desgraçado do cunhado até vinha aflito para ir à casa-de-banho e não se atreveu a parar o carro, não fosse ela acordar porque já passava da hora da mamada. Mamou na tia n.º 1 e foi arrotar para a tia n.º 2 (são vizinhas). O problema foi o arroto... As casas estavam gélidas, mas a n.º 2 era pior. Por causa disso, e porque a M. estava a ficar gelada, o B. ficou cheio de pressa e quis ir embora. Com claros indícios da parte da M. que os arrotos ainda não estavam todos cá fora (chega a estar 2 horas a arrotar e bolsar, tal é a sofreguidão) e com os meus sucessivos avisos de que era asneira. Resultado: desatou num berreiro na bomba de gasolina de Pombal, onde tinhamos parado para comer qualquer coisa (não comia desde o almoço e já eram 8h da noite). Tirei-a da alcofa, pus a arrotar, sairam mais uns quantos e, com as pressas do pai, metemo-nos à estrada outra vez. Nem 10 min... Berrou outra vez. Fui a fazer ginástica até Leiria, de joelhos em cima do banco para a tentar acalmar com beijinhos, conversa, cantoria e a chucha, enfim o que me lembrei. Em Leiria, arrotou mais um bocado e parecendo mais calma, arrancámos outra vez. Pois. Já adivinharam. Chorou outra vez. Mais ginástica da minha parte, mais nervos do pai, uns quantos semi-gritos entre os 2 à conta do stress (ninguém se lembrou do trato), até Santarém. Em Santarém arrotou, bolsou e... Chorou com fome! Já estava na hora dela, que entretanto já tinha chegado à conta de tanta paragem. Toca de pôr a mamar e voltar ao ciclo vicioso do arroto. Para animar as hostes, enquanto ela mamava, desafiei o marido e o cunhado a jogar aos nomes de animais por ordem do abecedário, jogo que acabou à chegada a Lisboa, na letra U. Depois de arrotar umas quantas vezes, tentei deitá-la na alcofa, mas não dei ordem de partida, para ver a reacção. Se se contorcesse era sinal de que ainda não estava. O B. para testar as capacidades soporíferas do carro deu umas voltas à bomba (deve ter sido interessante de ver). Contrariando-me, como ela não chorava, apesar de não estar sossegada, arrancou novamente. A lógica foi: também não custa nada parar em Aveiras, também já só faltava visitar esta... Pois. O problema eram as minhas costas que já não iam a achar graça nenhuma à brincadeira. Mas vá lá. Dessa vez quem se enganou fui eu. A M. adormeceu 2 km depois e veio até Lisboa assim. Mas como uma desgraça nunca vem só, ainda consegui rebentar a garrafa de litro de água que ia aos meus pés, ensopando as minha botas e o carro queixou-se com falta de gasóleo logo a seguir a termos passado Aveiras, último sítio possível para abastecer até casa (o B. com o stress da filha nem se lembrou de tal pormenor até ele dar sinal de si). Felizmente, ainda deu. Em Santarém, tinha apontado a chegada a casa lá para a 1h da manhã. Enganei-me em meia-hora para menos. Pareceu uma viagem feita há muitos, muitos anos atrás, quando ainda não havia auto-estrada e tinhamos de ir pela nacional até à terra, demorando com isso umas módicas 7 horas de caminho. Nunca, nunca mais. Aprendi a lição: os bébés tão pequenos não fazem viagens tão grandes...

Parabéns avó!

A minha sogra fez anos na 5ª feira e os filhos decidiram fazer-lhe uma surpresa. Assim, combinou-se um jantar em Viseu, ao que ela foi ao engano, para lá chegar e ver a família inteira à sua espera - os filhos, as noras e as netas. Foi engraçado de ver a sua reacção, mas mais cómico foi o meu sogro, que de parvo não tem nada, a entrar no restaurante a dizer "eu é que tinha razão!". O homem adivinhou! E ainda bem, porque à cautela, fizeram a nossa cama de lavado e deixaram o aquecimento ligado, não fosse o diabo tecê-las... Senão estaria um frio pouco simpático quando chegássemos com a piolha. O jantar correu lindamente e o fim-de-semana também. Aproveitámos e convidámos o padre para o baptizado, que para mal dos meus pecados o B. faz questão que seja o mesmo que nos casou. O raio do homem escolheu a leitura da mulher submissa para o casório! A ver vamos o que vai fazer desta vez... Mas como nos casou e aos meus pais, ele achou que devia seguir para a 3ª geração... As visitas foram mais que muitas, até porque ainda faltavam algumas tias-avós para conhecer a M. e por isso desta teve de ser. Estava com medo que a garota se constipasse, mas parece ser das resistentes - aguentou o frio de rachar nas várias saídas (também ia dentro de um saco térmico e levava 2 mantas de lã em cima...), as casas frias dos velhotes que não ligam ao aquecimento porque já estão habituados aquele clima e até ao fumo da lareira da aldeia. Conheceu a Bisa (avó do B.) que chorou de emoção ao vê-la e a avózinha (ama do B.), que com 98 anos ainda segura nela ao colo na boa! A coitada teve de vestir o vestido de lã que aquela tinha feito, juntamente com as botas e o gorro com 2 ponpons, um de cada lado, para lhe dar esse prazer. Não comento a figura, mas posso dizer que ficou o registo fotográfico para o futuro - é uma arma e pêras para uma adolescente rebelde um dia mais tarde... No sábado, porém, a M. estava exausta. Com tanta saída e visitas, à noite ainda teve de levar com um jantar de família, que incluiu 2 primas, uma com 6 e outro com ano e meio, histéricas com a sua presença. a minha filha é um anjo de pacatez. Apenas se ri quando nos metemos com ela e fica no seu canto sem chatear ninguém, mesmo quando 2 crianças a incomodam permanentemente. Ainda por cima, estamos a falar de uma família muito activa e faladora - a confusão foi mais que muita, com tudo aos gritos e a televisão a fazer de música de fundo. Aguentou-se bem. O pior foi depois ao final da noite para dormir. O cansaço era tal que fez a verdadeira birra de sono. Eu, desesperada com dores (de período e desaranjo intestinal, tudo ao mesmo tempo) e o B. cansado até mais não, quem a conseguiu acalmar foi a avó. Depois de hora e meia nos nossos colos, embalos e canções, sempre a chorar, assim que passou para o colo da avó, calou-se e adormeceu. Nem deu para ficar frustrado. Agradecemos mortos de cansaço e dormimos até de manhã. A M. deixou dormir das 00h00 às 9h00, tendo mamado pela última vez às 21h30! Cansaço é uma expressão pouco realista...