A ama teve de faltar pela última vez. Pedi ao meu pai para ficar com ela. Prontificou-se logo e às 8h30 em ponto já cá estava. Teve o cuidado de bater à porta, em vez de tocar a campainha, não fosse a cachopa estar a dormir, e não me deixou acordá-la para lhe mudar a fralda - "cá me desenrasco depois". Deixei as indicações todas da comida, expliquei os lados da fralda e fui-me embora. Foi o dia em que acordou às 10h, com uma fralda cheia de cocó, que o meu pai mudou sem agonias. Disse que só se viu atrapalhado com o fecho da fralda - não via os adesivos de lado... Quando liguei, a M. estava no parque, disse ele "há imenso tempo" e a única coisa que ele fazia eram "motetes" (caretas) de vez em quando. Deu-lhe o almoço, e em vez do boião que eu achei mais fácil de dominar, optou por uma banana. Quando a ama chegou, estavam os dois na sala a brincar, com muita coisa espalhada pelo chão e um rabo e roupa borrados porque a fralda se abriu sem querer. Conta a ama que a M. não quis ir para o seu colo quando chegou, pois só queria o avô. Pudera! Deixou-a fazer tudo o que queria... Quanto ao meu pai, a M. fez a sua alegria naquele dia. À noite, fartou-se de falar ao telefone, a contar divertido a aventura e dizendo que só não a levou à rua a passear porque não sabia onde estava a roupa... :)
Há 8 anos
1 comentário:
E que bem que fez, com toda a certeza, tanto ao avô como à neta este dia juntos! :-)
Enviar um comentário